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15/08/2003 - Edição número 36

 

Desafios e Promoções e Cuízes e Enquétchs

 

Editorial
Rafael Luiz Reinehr

Fábula Fabulosa
Rafael Luiz Reinehr

Algumas considerações amorosas...
Adriano Oliveira

ADORAÇÃO
Carla Schneider

Escrever por Escrever XXX (excertos)
Rafael Luiz Reinehr

Mãos Dadas
Aline Machado Oliveira

Perversa Beleza
Fabrício Pessoa

 

 

Editorial

Finalmente a paz voltou a reinar neste não-lugar. Quem tem acompanhado o sítio sabe do que estou falando...

O editorial desta edição será basicamente o arauto de diversas novidade que vão invadir o Simplicíssimo a partir desta edição. Algumas das mudanças e planos são apresentados abaixo.

1. O Simplicíssimo está mudando sua plataforma de programação para, em breve, possibilitar uma página de pesquisa dentro do sítio.

2. Estão iniciando os desafios semanais do Simplicíssimo. Entre na página Desafio Simplex e saiba como concorrer, todas as semanas a um CD diferente. Em breve (quando o tempo assim o permitir) estaremos divulgando a lista de todos os CDs que serão distribuídos no Desafio Simplex.

3. Outra promoção vai, em breve, incendiar o Simplicíssimo: o autor do melhor pôust no blógue do Simplicíssimo assim como o autor do maior número de comentários pertinentes ganhará, mensalmente, um prêmio (livro, CD, objeto qualquer) pela sua colaboração. Acompanhe através do línque Blógue Kommentar Práize.

4. Outra grande novidade é que, brevíssimo, nossos leitores terão também oportunidade de comentar não somente os pôusts do blógue mas também cada artigo escrito no Simplicíssimo. Os melhores comentários serão publicados na edição posterior na seção Kritik und Kommentar.

5. Como estamos nos afogando em poesias (os leitores colaboraram!!!), o Simplicíssimo vai trazer, horizontalmente, 2 poesias em cada edição, por um booooom tempo (exceto nas edições especiais, que o número pode variar).

6. Uma das próximas futuras vindouras por vir edições (redundantemente redundando) tratará exclusivamente de Culinária e Gastronomia. Então, preparem suas frigideiras cerebrais e colaborem com prosa, poesia ou receitas para esta saborosa edição.

7. Outra futura edição versará sobre Música. Então, caros amigos, usem suas cucas para versar sobre o tema. Vale deste letras de música (próprias), análise de letras de outrem ou textos sobre o referido tema. Além disso, pensamos também em outras edições especiais para um futuro não brevíssimo, entretanto breve, como Cinema, Escatologia, Antropologia de Culturas Urbanas e te cé terá.

8. Uma outra mudança programada para breve é o "Desaparecimento Programado das Páginas dos Autores sem Fotoe sem Recomendações". Aqueles autores que não enviarem com brevidade sua foto e recomendações de sítios, livros, CDs/músicas, filmes, lugares, etc, terão suas páginas sumariamente extingüidas. Essa decisão surgiu através da sugestão de vários leitores, que julgaram desnecessária e redundante a presença de uma página de autores sem o "toque pessoal" de cada um (foto e recomendações). Debatemos na nossa Comissão de Páginas que Devem ser Mantidas ou Extintas e decidimos acatar a idéia dos leitores.

9. Estes não são os Dez Mandamentos!

10. Estamos imensamente gratos com as respostas que nossos leitores estão dando e com a "participação popular" que só faz crescer. Essa é a verdadeira recompensa pela dedicação do tempo que dispomos a esse sítio. É com essas respostas que ganhamos energia para seguir adiante e criamos força para tentar melhorar cada vez mais este site e deixá-lo cada vez melhor para você, digníssimo leitor - nosso motivo de existir.

Rafael Luiz Reinehr

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Fábula Fabulosa
Rafael Luiz Reinehr

Era uma vez, em um distante reino encantado onde vivia uma linda menina,
chamada Branca de Neve. Sua melhor amiga era uma princesa chamada Bela
Adormecida. O único problema de Bela Adormecida é que ela era muito
dorminhoca.

Um lindo dia, enquanto Branca de Neve colhia feijões em seu pede feijão
gigante, ela viu uma cena que jamais iria esquecer: um lenhador com seu
machado em riste correndo atrás de um menino de madeira que gritava:

-"Não fui eu, não fui eu quem comeu a Casa de Chocolate!" - e a cada vez que
dizia isso seu nariz crescia mais e mais.

Nisso, resolveu voltar para casa e, não mais que de repente, surgiu em sua
frente o Lobo Mau, com sua Harley-Davidson envenenada, convidando-a para
fazer um piquenique na casa da vovozinha.

Branca de Neve não pode aceitar, pois tinha que ir na casa da Cinderela para
se prepararem para o Baile que iria rolar logo mais, em comemoração ao
desaniversário do Gigante, organizado pela "socialáite" Alice.

Ao chegar na casa de Cinderela, que estava de dar uma arrumadinha nos móveis
e tirando a poeira dos estofados (para ajudar sua querida madrasta), Branca
de Neve deparou-se com uma visita ilustre: era Gepetto, que acompanhado de
seus netos João e Maria, havia trazido um lindo cesto de maçãs para
Cinderela, enviados pela sua amiga Bruxa Má.

Enquanto Cinderela terminava de se arrumar, Branca de Neve assistia a dois
documentários no Discovery Channel: um sobre a vida das baleias e tudo que
poderia ser encontrado em seus estômagos e outro sobre um tornado que havia
derrubado a casa de três porquinhos.

Quando estavam prestes a sair rumo ao baile, toca a campainha. Na porta,
uma menininha com chapeuzinho vermelho oferecendo enciclopédias de quinta
categoria e conjuntos com 7 anõezinhos de gesso para jardim.

Como estavam com pressa para encontrar Joãozinho do Pé de Feijão e o
Príncipe Encantado, não puderam comprar nada nem dar atenção à pobre menina,
que enfurecida jogou-se no pescoço de Branca de Neve, dando uma chave de
braço daquelas de legítimo lutador de jiu-jitsu, tendo que ser tirada dali
pelo Saci Pererê, que surgiu do nada para acudir a alva garota.

No fim das contas, nem preciso dizer, o baile lá no Country Club estava "tri
da massa" e todos viveram felizes para sempre.


Escrito em 21/07/2003 e lido por Kátia Suman no Sarau Elétrico "Fábulas", em
22/07/2003

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Algumas considerações amorosas...
Adriano Oliveira

Teria desaparecido o verdadeiro amor da face da Terra? Ou mesmo nunca
haveria existido? Mulheres e homens deparam-se com essa questão, que se no
passado era discutida somente pelos poetas, hoje alcança a todos aqueles que
procuram alguém em especial. Tais interrogações, contudo, nos levam a uma
outra: e o sexo, seria ele o próprio amor ou o seu substituto?

É comum ouvirmos comentários como "os homens não querem mais amar" ou "amor
de verdade não existe". Surpreende-nos o fato de que essas opiniões não
partem sempre de pessoas as quais tiveram desilusões amorosas, mas de
pessoas que sequer tiveram um relacionamento sério - nem mesmo um namoro. Os
homens aparecem como os principais vilões dessa história, pois por muito
tempo seus adultérios foram sancionados pela cultura. Entretanto, com a
chegada do anticoncepcional, na década de setenta, e a revolução sexual
subseqüente, as mulheres também passaram a trair - agora em maior escala do
que as raras oportunidades do passado. E o amor? Teria ficado perdido em
alguma estação do caminho?Parece-nos que para muitas pessoas ele realmente
ficou para trás. No lugar dele - o sexo. A sexualidade em todas as suas
formas assume papel cada vez maior na vida das pessoas. Há aqueles que a
assumem como filosofia de vida.

Embora o amor para muitos esteja desacreditado ele ainda persiste
bravamente. Inato na criatura humana, é o germe belo e suave dos ideais
compartilhados no par amoroso e o dínamo que vitaliza muitas expressões de
arte e cultura. Para Sigmund Freud, o amor sublimado das funções
reprodutivas a outros intentos é o responsável pelo progresso da
civilização. Isso significa que precisamos dele, mais do que pensávamos. E
significa, antes de tudo, que o sexo não o substitui ou sequer anula suas
expressões, sendo uma delas.

Amar alguém sempre será um desafio. Afirmar sua inexistência devido a
enganos e decepções, de nada adiantará. O fluxo constante de sua energia
vive em nós assim como nossas próprias células. E ninguém como Charles
Chaplin para ilustrar tamanha verdade em tão poucas palavras : "- O homem
não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."

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ADORAÇÃO
Carla Schneider

A
DOR
venceDOR provocaDOR jogaDOR condicionaDOR
espremeDOR compensaDOR mataDOR lançaDOR
apagaDOR ensurdeceDOR programaDOR
enforcaDOR administraDOR atiraDOR encantaDOR
ralaDOR furaDOR traiDOR ganhaDOR
exportaDOR transformaDOR gladiaDOR marcaDOR
observaDOR governaDOR treinaDOR desafiaDOR
...
carregaDOR ampliaDOR procuraDOR simulaDOR
aplicaDOR encorajaDOR patrocinaDOR educaDOR
estimulaDOR portaDOR transportaDOR apresentaDOR
amaDOR contaDOR admiraDOR inspiraDOR idealizaDOR
...
AÇÃO
inspirAÇÃO manifestAÇÃO viabilizAÇÃO participAÇÃO
superAÇÃO pavimentAÇÃO atualizAÇÃO explicAÇÃO
colocAÇÃO criAÇÃO ligAÇÃO
situAÇÃO agitAÇÃO conversAÇÃO
divulgAÇÃO alimentAÇÃO organizAÇÃO
comparAÇÃO dominAÇÃO excitAÇÃO plantAÇÃO
doAÇÃO imaginAÇÃO empolgAÇÃO motivAÇÃO
estimAÇÃO ilustrAÇÃO salvAÇÃO votAÇÃO
celebrAÇÃO informAÇÃO contemplAÇÃO
personificAÇÃO confraternizAÇÃO gravaÇÃO
civilizAÇÃO simplificAÇÃO preservAÇÃO
alfabetizAÇÃO animAÇÃO graduAÇÃO
descentralizAÇÃO realizAÇÃO iluminAÇÃO
determinAÇÃO elevAÇÃO renovAÇÃO negociAÇÃO
considerAÇÃO investigAÇÃO prestAÇÃO mobilizAÇÃO
aprovAÇÃO operAÇÃO fiscalizAÇÃO circulAÇÃO
formatAÇÃO captAÇÃO associAÇÃO diferenciAÇÃO
sincronizAÇÃO fabricAÇÃO tentAÇÃO
...
violAÇÃO tarifAÇÃO liquidAÇÃO alienAÇÃO
protelAÇÃO eliminAÇÃO confrontAÇÃO subordinAÇÃO
dolarizAÇÃO humilhAÇÃO alucinAÇÃO lotAÇÃO
condenAÇÃO paralisAÇÃO complicAÇÃO sonegAÇÃO
enrolAÇÃO saturAÇÃO


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Escrever por Escrever XXX (excertos)
Rafael Luiz Reinehr

{23/07/2001 - Segunda-feira - 23:24}

Ontem no plantão atendi 3 pessoas em 12 horas! Isso foi bom, porque
eu e o Jorge delineamos o roteiro de um filme, que a princípio era para ser
um curta mas já se transformou em um média metragem. Agora estou com
preguiça de contar sobre o que é, mas outra hora faço um resumo. Hoje teve
ensaio da The Brains. Para variar, Fabiano meio deprimido. Que merda esse
guri, tchê! Agora vejo o Brasil perder para Honduras. Que loucura! O mundo
está virado. O negócio é a Anarquia mesmo! {23/07/2001 - Segunda-feira -
23:28}

{25/07/2001 - Quarta-feira - 23:22}

Humor deprimido... Inapetência, chegar em casa e só ter vontade
de deitar na cama e olhar TV, sem vontade de ler, estudar ou mesmo escutar
música... Humor deprimido...

(((...))) Mas Cê-lá-ví! Cê-di-ouchãn-énd-iú-néver-quén-téu...
(((...))) Deprê... Encontrar alguém, encontrar alguém, que te dê amor...

Cada palavra faz parte de um quadro, e cada frase é esse
quadro... Hein? {25/07/2001 - Quarta-feira - 23:36}

{29/07/2001 - Domingo - 14:11}

Xanadu...

Quinta-feira... Descansei...

Sexta-feira... Trabalhei... E como... Foi o plantão que mais
trabalho eu tive. O bom é que eu não estava cansado, deu pra trabalhar
legal. Uma sensação muito boa, porque tivemos vários casos graves que
melhoraram com as condutas que tomamos. Realmente recompensador sentir a
melhora em pessoas que, naquele momento estavam precisando tanto...

Sábado... Dormi até o meio-dia no Hospital, almocei lá, fui pra
casa. Internet direto. Fiquei baixando músicas no Audiogalaxy. Deprê... À
noite fui com a Cris e o João jantar na Lancheria do Parque e depois fui com
o João no Fabiano. Escutamos música, depois demos uma volta de carro para
procurar um lugar para ir. Acabamos no Vinha D'Alho, bebendo vinho.

Hoje... Casa, cama, seriados do SBT, Internet... Deprê...
(((...)))

Sozinho... com essa Gente Inocente...

(((...)))

"Fale mal de mim, fale o que quiser de mim...
Mas por favor faça com que em nenhum momento eu deixe de estar
em seu pensamento" (Autoramas)

"Você sabe que eu vencerei, que eu triunfarei

Isso incomoda você, isso irrita você

Sabe que eu vencerei, que eu triunfarei

Isso incomoda você, isso vai matar você..." (Autoramas)


Obrigado Bacalhau...

Quem não se comunica não se trumbica!

Quem só escuta não corre o risco de se repetir...


Fazer Hai-Kai sim

É algo que preenche

Um vazio em mim

(meu primeiro Hai-Kai, feito agora, 14:24 de hoje)

Para quem não sabe, Hai-Kais são pequenos poemas japoneses
compostos de apenas três versos, sendo que o primeiro e o último são
compostos de 5 sílabas e o central de 7 sílabas. Ontem li um livro do Millôr
só de Hai-Kais. Vou ocasionalmente escrever uns também, talvez sem muita
atenção à métrica (aí não vão ser Hai-Kais...) mas quem sabe...

Engenheiros do Hawaii no Bem Brasil...

Daqui a pouco estou indo para o plantão em NH. Amanhã tem ensaio
da The Brains, no estúdio Brothers. Terça tem o Pigmeu Moral. Quarta tem
show do Frank Jorge e da Video Hits no Ocidente. Quinta não sei. Sexta
também não. Sábado? Menos ainda... Ano que vem? Quem sabe o que tem... Tem?


Tantas dúvidas

Respostas ainda não

Perguntas, que são?


Nessa nova ONG

Quem não participa é

Bola de Ping-Pong

Vou tocar um pouquinho... {29/07/2001 - Domingo - 14:35}

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Mãos Dadas
Aline Machado Oliveira

Andar de mãos dadas
Não é uma prisão:é libertação.
É ter a alma ligada
A uma outra alma,que é amada.
É libertar-se da angústia
De estar sozinho
É mergulhar no céu
Que o amor edifica em quem ama
E sentir o vento tocar o rosto
E sentir o calor do sol
E ver o azul do céu
E,de repente,perceber-se envolvido pelo mundo inteiro.
Nada é mais suave que tua mão macia
Que com prazer entrelaço nas minhas
como que para de ti não me perder.
Nada mais peço a Deus
A não ser tuas mãos entre as minhas.

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Perversa Beleza
Fabrício Pessoa

Linda mulher
Mais que linda,
Mais que maravilhosa
Muito mais ainda
Não apenas gostosa
Apaixonante eu diria
Mais que uma mulher
Uma escultura
Perfeitamente acabada
Que me tortura
Simplesmente por nada
Por estar ali, parada
Indiferente ao (meu) mundo que a cerca.
Não sei se me encorajaria
Dizer um dia
O quanto a quero
O quanto a venero
O quanto a desejo
E enquanto espero
Me imagino, me vejo
Num beijo
Naquela boca carnuda, sensual, provocante
Que me lambuza o semblante
Que me faz sorrir
Que me faz sentir
Realizado.
Ela é tão perfeita
Tão perfeitamente feita
Que chega a chocar.
Verdade, porque eu mentiria?
Se alguém visse, concordaria.
Somente no ato de olhar
Todo aquele esplendor
Dentro do corpinho sutil
Dá vontade de chorar.
Juro, é difícil explicar
Só vendo para acreditar
Que existe tal perfeição
Tal perversão.
E como é perversa essa beleza
Perversa, pelo manos a mim
Pois jamais sentirei essa beleza
A sutileza
O toque
O cheiro
O carinho
Posso somente olhar, e agradecer
Pois poder a ver
Já é mais que um presente
Um sorriso, seria o nirvana, as labaredas da chama
Seria o gozo, o extremo prazer
A Ter
Não quero imaginar
Não vale a pena sonhar
Algo que não posso viver
Seria demais
Demais pro meu coração
Me contento então
A olhar
A admirar
A idolatrar
De trás do altar
Do balcão.
Escondido e anônimo
Na minha solidão


 

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