Editorial
Pensei
em fazer o editorial desta edição sobre
os metrossexuais.
Metro-quê? Pois é... Até bem pouco
tempo, este termo não estava disponível
nas esferas de discussão do povo comum (eu, tu,
eles, nós, vós e eles). Digo
que pensei (no pretérito), porque o digníssimo
Alessandro Garcia apresenta,
em sua coluna "Instruções para dar
corda no relógio" uma detalhada análise
desta figura que não é lenda e que está
espalhando-se por todas as
querências. Até no futebol, esporte habitualmente
machista já dispõe de
espaço para os metrossexuais. Ficou curioso(a)?
Dá uma lidinha aí embaixo!
Mas então, se não ou falar sobre os metrossexuais,
vou falar sobre o
quê então? Acho que vou auto-promover o Simplicíssimo!
É, isso mesmo! Vou dividir a minha impressão
com os 4 leitores deste editorial (eram 5, mas
agora nem minha namorada lê mais estas escalafobéticas
e platinóideas
palavras). Além das duas estréias de hoje,
com textos de João Carlos Pacheco e do Magno Rocha,
o Simplicíssimo está cada vez melhor! Mais
e melhores textos, muitos mails chegando à nossa
caixa de correio, pessoas divulgando as idéias
etéreas e psicodélicas pelos 4 por 4 cantos
gregorianos, o dinheiro das propagandas e dos anúncios
que temos no site entrando cada vez mais (ops! acho que
isto é inverídico!!!)... Ah! Que glória!
Eu sabia que um dia isto iria acontecer! Já vejo
as estrelas se aproximando: nem o céu mais é
o limite... Epa! Esperem um pouquinho que já está
chegando a enfermeira com aquela pílula vermelha
que eu tenho que tomar agora. Vou esconder o computador
e depois eu volto a escrever...
Voltei! Não sei por quê, mas agora está
me dando um soninho... Mas
antes quero falar de uma ferramenta que conheci ontem:
o "Fabuloso
gerador de Lero-Lero!". Esta ferramenta encontra-se
no site do Padre
Levedo com ela você pode facilmente completar
seu trabalho da escola, "impressionar seu chefe"
como diz o site ou engrossar sua tese de mestrado ou doutorado.
Dêem uma olhada em um exemplo de texto gerado:
"Por
outro lado, a adoção de políticas
descentralizadoras possibilita uma melhor visão
global de todos os recursos funcionais envolvidos. Gostaria
de enfatizar que o início da atividade geral de
formação de atitudes facilita a criação
do fluxo de informações. Todavia, a revolução
dos costumes deve passar por modificações
independentemente de alternativas às soluções
ortodoxas. Não obstante, o aumento do diálogo
entre os diferentes setores produtivos ainda não
demonstrou convincentemente que vai participar na mudança
das condições financeiras e administrativas
exigidas. Desta maneira, o surgimento do comércio
virtual garante a contribuição de um grupo
importante na determinação dos paradigmas
corporativos.
Neste sentido, o acompanhamento das preferências
de consumo estende o alcance e a importância dos
procedimentos normalmente adotados. O que temos que ter
sempre em mente é que o desenvolvimento contínuo
de distintas formas de atuação assume importantes
posições no estabelecimento do impacto na
agilidade decisória. Por conseguinte, a valorização
de fatores subjetivos obstaculiza a apreciação
da importância dos níveis de motivação
departamental. Evidentemente, o julgamento imparcial das
eventualidades estimula a padronização da
gestão inovadora da qual fazemos parte.
No mundo atual, o consenso sobre a necessidade de qualificação
prepara-nos para enfrentar situações atípicas
decorrentes dos modos de operação convencionais.
O empenho em analisar o fenômeno da Internet afeta
positivamente a correta previsão do sistema de
participação geral. É claro que a
determinação clara de objetivos promove
a alavancagem das diretrizes de desenvolvimento para o
futuro. Nunca é demais lembrar o peso e o significado
destes problemas, uma vez que a expansão dos mercados
mundiais é uma das consequências do investimento
em reciclagem técnica. Podemos já vislumbrar
o modo pelo qual a complexidade dos estudos efetuados
desafia a capacidade de equalização dos
índices pretendidos. "
Uma
parada!
E
assim, segue a vida!
Grande
abraço e até mais ver! Algodões-doces
dietéticos para todos!
Rafael
Luiz Reinehr
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Crítica
da morbidade social
João
Marcelo Pacheco
Tenho
visto , ouvido e meu ouvido não cicatriza em nenhum
momento , a
respeito de políticas sustentáveis para
a sociedade e a manutenção da mesma. O começo
é sempre o mesmo , vamos \"acabar\" com
as desigualdades sociais e as diferenças . Inicia-se
um programa que é mais uma propaganda ideológica
, ou até mesmo promocional e a meta é levar
a sociedade a se manifestar contra ou a favor. Mas das
duas formas há uma certa conotação
de hipocrisia e alienação sistemática.
A preocupação é com o programa ou
a proposta e não a de como vamos concluir . Por
que será? por que governos , instituições
e empresas privadas ou públicas tem interesse em
se auto-proclamar defensores de alguma idéia nesta
área de atenção e depois tudo vira
a mesmice. A resposta , bom ela é vaga , mas vale
a pena do escritor para descrever algo sobre este assunto.
As diferenças e as desigualdades são fruto
do próprio ser humano que pensa e formula teses
, estas devem ser trabalhadas e não descartadas
, em nenhuma nação do mundo existe uma busca
concreta de acabar com esta problemática , mas
de amenizar e entender o subjetivismo que cada individuo
tem em sua consciência , pois , não existe
uma única concsiência ou ideologia , visão
de mundo complexa e correta. Ao olharmos para a construção
de um modelo de sociedade , verificamos que os Gregos
se quer conheceram a democracia , mas tentaram chegar
ao denominador comum , ou meio mais simples de viver em
sociedade , regidas determinadas leis que amenizariam
distúrbios sociais . Percebemos ao não só
olharmos para o nosso umbigocentrismo , que ao conhecermos
a fundo as questões que envolvem o convívio
entre nós seres humanos , a vida se torna aceitável
e muitos problemas são solucionados , não
é chegando a uma determinada hegemonia , tanto
faz ser de classe , como politico-partidária ,
pois segundo Foulcault , nas relações de
poder nada muda a não ser que o está exercendo
. Apesar deste meu pessimismo , o exemplo do governo LULA
, pode vir a dar um sustento ao que disse a pouco , trabalhando
com diferentes esferas de pensamento político e
representantes de várias camadas sociais . Mas
em relação ao poder isto sim é uma
questão delicada. Guerras , conflitos disputas
de todas as formas , não só o \"poder\"
de comando , como o \"poder ter\" , na área
econômica , como por exemplo a era Collor , quando
neste periodo houve o problema das poupanças .
O povo perdeu parte do que lhe pertencia e a situação
ficou insustentável para o Governo da época
. Errado seria o governo se cortasse o salário
ou aumentasse impostos , mas o confisco da poupança
, não estou defendendo Collor, dentro de uma nação
que vive nas barbas do Estado , seria mais do que normal
unir toda a esfera num mesmo salvamento e este era a crise
econômica por que passava o País. Mas o \"poder
ter\" falou mais alto , o capitalismo exarcebado
dominou o senso popular e outros que queriam o \"poder
de comando\" se uniram a população
para sustentar suas convicções , POIS NA
TRISTE DISPUTA DE PODER, A ÚNICA INTENÇÃO
É TER PODER. Então seria mais fácil
conviver com as desigualdades , não aceitá-las
, nem aumentar pricipalmente na área de saúde
e educação , mas entendê-las e fazer
a sociedade refletir , \"QUAL MEU VERDADEIRO PAPEL
COMO SER HUMANO \" e deixar de uma vez por todos
o pensamento primitivo e anti-evolucionista que nos ronda
até hoje . \"SOCIALIZAR A POBREZA E PRIVATIZAR
A GANÂNCIA É A INTENÇÃO DE
QUEM TEM ESTE TAL PODER\" .
*Militante
de esquerda pelo PCB, poeta, estudante de história
e funcionário
do GHC (Grupo Hospitalar Conceição) há
13 anos
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Reputação
Hacker
Carlos Magno Rodrigues Rocha*
"Na Internet, como em qualquer tipo
de socialidade, existe o problema da reputação.
Um site de sucesso é uma página onde milhares
de pessoas a visitam diariamente, e isso só acontece
quando os serviços e as informações
oferecidas satisfazem aos interesses de quem os acessa.
Nesse sentido, estes websites têm uma boa reputação,
mas para mantê-la, os administradores devem estar
atentos à forma como distribuem a publicidade nas
suas páginas.
Uma
das formas de se ganhar dinheiro com a Internet é
colocando banners de anunciantes nas páginas do
website. Existem muitos tipos de banners, desde um pequeno
selo até janelas pop-up, que abrem uma nova página,
deixando a navegação chata e complicada.
Sempre
atentos às normas de reputação, dificilmente
vemos um respeitável portal com grandes janelas
pop-up. O comum é vermos banners no topo, no pé
e numa lateral das páginas de grandes portais,
além de pequenas janelas pop-up que reaparecem
a cada atualização da página. Mas
mesmo obedecendo a esses padrões, as propagandas
poluem o ambiente visual e ocupam o espaço que
poderia estar ocupado por informação útil.
Usando
os termos do Professor André Lemos (UFBA), os chamados
'portais-currais' tedem a prender o internauta incauto
dentro de seus emaranhados de links publicitários
levando informações banalizantes e escondendo
do usuário as verdadeiras possibilidades da Internet,
fazendo-o crer que Internet é aquilo que eles decidem
mostrar.
A ética hacker prega um comportamento diferenciado.
Os hackers acreditam que o respeito ao visitante é
de importância crucial para a sobrevivência
na rede.
Visando essa boa reputação vários
mecanismos foram desenvolvidos para tornar a navegação
agradável ao mesmo tempo em que se divulgam os
produtos dos anunciantes.
Os grandes sites são famosos por terem grandes
aportes de capital para disseminarem pelas outras mídias
sua existência e funcionalidade. É o caso
da Globo.com, do Uol, do Aol, do Terra, e mais outros
poucos. Nesses portais concentram-se mais de 70% de todo
capital investido na Internet brasileira, são eles
que empregam os profissionais mais conhecidos do grande
público e atraem para si quase a totalidade dos
internautas do país. São estes portais também
que ajudam a disseminar um conceito errôneo do que
seja o hacker.
Diferentemente do que se divulga nos meios televisivos,
cinema, rádio, etc., os hackers não são
piratas de computador que passam a vida a burlar as leis
do ciberespaço à cata de informações
privilegiadas e enganando sistemas de computadores. Os
verdadeiros hackers são, na verdade, os administradores
do caos virtual. São eles que preservam as boas
normas de conduta e combatem o mal uso da rede.
É
preciso separar o joio do trigo. Foram os hackers que
tornaram possível a Internet. As pessoas que podemos
chamar de hackers, são aquelas que demonstram estar
preocupadas com a segurança e a confiabilidade
da Internet. Eles são os mais prejudicados com
essa onda de vandalismo pregada pelas “mass media”.
A má reputação que têm os hackers
hoje é fruto da má distribuição
da informação fora da Internet e do mal-entendido
gerado por essa má distribuição.
Por isso, e contra isso, é que nasceu um novo conceito
de se fazer Internet, que visa exclusivamente a informação,
e que seja pessoal e intransferível. Diferente
do velho conceito de imparcialidade, esse novo modelo
visa exatamente o contrário, o engajamento. As
opiniões são pessoais e os pontos de vistas
particulares. Com isso deixa-se para o internauta a decisão
de acreditar ou não, de voltar amanhã ou
não, de dar sua opinião ou não. Nesse
novo modelo, o mais importante é o 'feedback',
de forma que o leitor possa manifestar sua opinião
e mais do que isso, disponibilizá-la para outros
usuários. Alguns poderão dizer que isso
já acontece desde os primórdios da Internet,
mas digo que não com essa confiabilidade, tratamos
aqui da invenção hacker mais surpreendente
dos últimos anos, os Weblogs. Nos grandes portais,
se você se sentir ofendido ou lesado por alguma
informação, você terá como
reclamar, mas não saberá se esta sendo ouvido
ou não, você então insistirá,
telefonará, até que seus gritos sejam ouvidos
pelos responsáveis. Nesta nova acepção
o feedback é imediato. Ao final da leitura é
possível disponibilizar sua indignação
ou elogio, não só ao administrador do site,
mas para todos os visitantes, e isso sem impedir a publicidade
que por ventura contenha no site.
Isso agrega valor ao website. O leitor passa a confiar
na qualidade da informação do site, posto
que ela é tão valiosa quanto a sua própria.
Essa nova forma de fazer Internet gerou, por parte de
alguns pioneiros, o Manifesto Cluetrain a nível
mundial, que defende a informação como bem
público, e este gerou a nível nacional o
Mídia Tática Brasil, o MTB.
O MTB foi um evento realizado em São Paulo e organizado
por blogueiros que terminou no dia 16 de março
de 2003. Nesse evento foram discutidas formas de inclusão
digital e de ver o mundo virtual que ainda vão
repercutir muito na Internet. Não cabe aqui discutir
o teor dos debates e das exposições do evento,
mas unicamente seu caráter alternativo e combativo
da forma como as grandes empresas pensam a Internet.
Num recente artigo intitulado “the web of ends”
(a rede de pontas), publicado pelos criadores do Manifesto
Cluetrain, eles reforçam a idéia defendida
por Pierre Lévy, onde a cibercultura é na
verdade um mundo de pontas. Com isso eles querem dizer
que cada internauta está no começo e no
fim da rede, cada computador está ligado a outro
sem a necessidade de intermédios, onde cada usuário
da rede está ligado diretamente a outro. Nesse
artigo ele aponta alguns erros conceituais do que seja
a Internet:
1.
A Internet não é complicada;
2.
A Internet não é uma coisa, é um
acordo;
3.
A Internet é burra;
4.
Adicionar valor à Internet reduz o seu valor;
5.
Todo o valor da Internet cresce na sua periferia;
6.
O dinheiro se muda para os subúrbios;
7.
Não é o fim do mundo, é um mundo
de pontas ("The end of the world? Nah, the world
of ends");
8.
As três virtudes da Internet: a. Ninguém
é dono; b. Todos podem usá-la; c. Qualquer
um pode melhorá-la;
9.
Se a Internet é tão simples, por que tantos
se enganam sobre ela?;
10.
Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.
São preocupações como estas que fazem
a reputação dos hackers, esses teóricos
no mundo virtual. Ações como as que culminaram
num evento como o Mídia Tática Brasil fazem
a reputação desses profissionais da Internet,
que preocupam-se não só com o dinheiro e
o conteúdo, mas com a inclusão. Acreditam
num ambiente colaborativo e num desenvolvimento verdadeiramente
coletivo. Acreditam na utopia de um mundo menos áspero
e mais humano, mesmo através de interfaces maquínicas.
Essas atitudes geram confiança e respeito, conseqüentemente
uma boa reputação.
Foram os hackers que inventaram uma nova forma de fazer
websites. Páginas pessoais, corporativas, de empresas,
de escolas, etc., estão passando por uma reformulação
existencial fantástica. Antes um site servia apenas
para vender informações, serviços
e produtos, com os weblogs os sites sofreram um verdadeiro
'upgrade' funcional. O site agora é um instrumento
de coletivização, de comunicação
direta síncrona-assíncrona.
*Magno
Rocha edita o blógue "Que
onda é essa?"
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Instruções
para dar corda no relógio
Alessandro Garcia (severogarcia@msn.com)
Jece Valadão se revira em sua cova
Meu
tio Adagobaldo é um sujeito das antigas, sem meias-palavras.
Quando eu falei para ele sobre os tais de metrossexuais,
ele me olhou meio de canto, como quem diz "sei..."
e riu lá, do jeito dele. De um tempo em que só
se passava pomada minâncora no sovaco, para conter
os suores mais agressivos, meu tio se mostra um pouco
perturbado quando falo para ele que, sim, hoje parece
que é moda homens que gastam mais de mil reais
mensais em produtos estéticos importados, e sabem
muito bem qual o último lançamento da grife
Ralph Lauren e dos sapatos de um tal Ricardo Almeida.
Mas meu tio é um velho sábio, também.
Tem um conhecimento que muitos desconhecem a respeito
das invencionices da moda, os apelos do consumo. Me pergunta
se isto não é mais um "mote de marketing".
É, meu tio é nego véio, mas, por
vezes, chega a surpreender a mim mesmo com seus conhecimentos
parcos porém úteis sobre as inovações
do mundo empreendedor! Eu digo que é bem capaz
de ser, sim, um mote de marketing. E se não for,
com certeza está sendo muito bem aproveitado pelos
interessados neste campo. Se não, vejamos: quem
mais - senão as empresas de cosméticos,
produtos para cabelos, salões de estéticas,
spas, grifes de roupas, de sapatos, lojas de objetos de
design, editoras de livros de culinária e arte,
restaurantes chiques, livrarias descolês, cirurgiões
plásticos e, conseqüentemente, agências
de publicidade - estarão com os sorrisos até
as orelhas pelo grande filão que se abre com mais
esta "novidade" comportamental contemporânea?
Sim, por que os metrossexuais são estes: consumidores
de produtos para melhorar sua aparência, com demoradas
massagens de cremes esfoliantes e outros quetais, dedicados
aficionados por cortes elaborados de cabelos (com direito
a mechas e modismos usualmente femininos, como luzes e
reflexos e outros biriris que meus burros já não
puxam!); acham que se os pneuzinhos adquiridos pelas latas
de coca-cola com croquete estão começando
a espalhar-se para além dos cós das calças,
a melhor saída são sessões de drenagem
linfática (!) em renomados salões de estéticas.
Spas são a saída mais drástica para
quando os quilinhos estão bem além do desejado
por estes vaidosos homens.
Tio Adagobaldo sacode a cabeça, descrente de estar
ainda vivo para presenciar tantas "modernidades".
Não é que tio Adagobaldo seja um machista,
não. É só um homem do seu tempo.
Tem dificuldade para admitir que já não
há o que não haja nos dias atuais, e que
Charles Bronson tenha sido revogado no posto de inspirador
das ações masculinas e preterido por David
Beckham! Quem?, pergunta, aturdido, meu tio. David Beckham,
mistura de jogador de futebol e provador de calcinhas
de sua mulher. É, meu tio, é o
maior símbolo destes tais de metrossexuais. Elabora
um corte de cabelo a cada jogo, gasta muita grana com
cosméticos e grifes com as quais meu tio nem sonha
existir!
A verdade pode ser dura para meu tio Adagobaldo, mas,
definitivamente, os tempos são outros! Isto é
o que ELES querem, pelo menos! ELES? Quem são ELES?!
Todo aquele pessoal arrolado acima, unidos em um grande
complô mundial, onde o que vale não é
se as mulheres hoje se confundem com que tipo de homem,
afinal, estão saindo, mas, sim, as cifras que a
provocação de um fenômeno de tal ordem
proporciona. Ainda que se leve ao extremo a vaidade dos
homens e alguns dêem força para que tal proposta
seja levada a sério - afinal, eles se levam a sério,
dão entrevista em jornais, com em uma matéria
que saiu domingo, dia 30 de novembro na Zero Hora de Porto
Alegre - o que eles dizem, é que querem, somente,
ser felizes!
Ser feliz é que, afinal, todos queremos. Aderir
a práticas impostas por meios que estão
interessados na sua grana é outra história.
Afinal, os metrossexuais foram inventados, ou sempre existiram?
Eles, parece, sempre estiveram por aí: através
de colecionadores de sapatos de couro de crocodilo, sujeitos
que pintam as unhas de preto e outras cores e dizem que
são "fashion", dedicados cultuadores
de peças de design "exclusivo" - e o
que se fez foi somente juntar esta manada em grupo, tachar-lhes
um rótulo, imediatamente aceito, e, cataplum!,
temos um novo fenômeno midiático!
Agora - e meu tio Adagobaldo já sabe disto - é
tratar de lucrar em cima! Os produtos que já existiam
e que passaram a ser objeto de culto, muito bem, unem
o útil ao agradável. Quem não estava
na roda, ainda, trata agora de se aproveitar.
Não, não confundamos: metrossexual, segundo
os próprios, não morde a fronha. Esta nova
categoria é apenas um grande presente para as milhares
de indústrias que já têm lucrado em
cima da vaidade deste homem do novo século. Uma
vaidade ostentada com orgulho e que já vem dando
o seu resultado até mesmo em produções
de entretenimento. Em breve veremos aqueles calhamaços
de livros de auto-ajuda sobre como se tornar um homem
com pele mais macia, ou quais os lugares mais descolados
para comprar o último lançamento em cremes
para manter o pêlo da bunda sedoso. Enquanto estes
ainda não vêm, quem aposta de maneira bem-sucedida
no mercado é a Sony, com sua nova série
"Queer Eye for the Straight Guy" , na qual um
grupo de cinco homossexuais, com talentos que passeiam
entre a arte culinária, a cultura, o estilo de
moda, a decoração, entre outros, devem tornar
um sujeito "bronco" em objeto de desejo das
mulheres. Para isso, não devem hesitar em
re-arranjar todo o guarda-roupa do marmanjo, mandá-lo
podar as melenas, cortar o cabelo de dentro do nariz,
entre outras peripécias, que, segundo os novos
tempos torna-lo-ão mais atrante para as mocinhas
que assistem à "Sex and The City".
O termo "metrossexual" (contração
de metropolitano com heterossexual) foi usado pela primeira
vez em 1994 pelo escritor gay Mark Simpson, no artigo
"Lá vêm os homens do espelho",
publicado pelo jornal britânico "The Independent".
Logo, uma agência de publicidade - quem mais haveria
de ser? - a Euro RSCG, recuperou o termo com uma pesquisa
sobre os hábitos masculinos de consumo. O resto
da história, é o que estamos presenciando.
Portanto, abram-se para os novos tempos! Nem todos precisam
ser broncos como o meu tio Adagobaldo. Afinal, sempre
existirão os inconformados. Que se há de
fazer? Deixe que Jece Valadão se revire em sua
cova.
lAlessandro Garcia é um cara das antigas. Publicitário
e escritor, não vê com
tanta surpresa estas modas que surgem diariamente. Articulações
"malandrinhas" para vender, e disto ele entende
bem. Suas especulações
diárias e ficções de toda ordem são
despejadas com regularidade tôsca no
Suburbana [http://suburbana.blogspot.com],
uma casa de boa família.
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Escrever
por Escrever XLII (excertos)
Rafael Luiz Reinehr
(29/05/1999)
Em
uma escala de 1 a 10 dos piores dias da minha vida, hoje
foi 10 - um dos piores se não o pior. Falei com
a Sheila por telefone. Ela deu a entender que não
quer mais namorar comigo, pois "está se sentindo
muito bem sozinha". Loucura! Não dá
para entender. Chorei muito, muito mesmo. Fui à
Catedral de St. Paul's, estava fechada. Fiquei sem vida
zanzando pela cidade. Nunca vou conseguir expressar o
sentimento que me percorreu. Foi de uma solidão
imensa. Agora entendo como os suicidas se sentem antes
de se matarem...
Eu tinha construído tantos planos, tantos sonhos...
A Sheila fazia parte da minha vida, uma parte muito importante.
Contava com ela para me apoiar. É a pessoa a quem
atualmente amo, e é a pessoa que eu pensava me
amava... mudança... as coisas mudam...
"Sonhar,
apesar das ilusões; Caminhar, apesar dos obstáculos;
Lutar, apesar das barreiras; E acreditar acima de tudo."
(30/05/1999)
Essa manhã fui bem cedo à St. Paul's. Recebi
a comunhão depois acendi uma vela, pedi muito para
Deus ajudar-me a ficar com a Sheila, pois gosto muito
dela. Chorei muito, dentro da igreja, no meio das pessoas.
Fui ver a paciente de Malta. Tinha que ocupar meu tempo.
Não podia parar porque aí começava
a pensar e chorar. Almocei no Bart's e depois fui para
a casa do Alessandro e Phillippa. A Phillippa foi muito
legal. Conversamos sobre o que aconteceu comigo e ela
me contou que o Alessandro a traiu há 2 meses atrás.
Depois fomos eu, ela e o Nevil para Leicester Square.
Tomamos um vinho, jantamos na Pizza Hut, demos uma volta
por lá e depois decidimos ir à um "Clube
Britânico" (espécie de danceteria).
Resumindo: eu e Phillippa não conseguimos entrar.
Ela estava tão carinhosa, fazendo cafuné
na minha cabeça lá na Archway Tavern...
Nos beijamos... Acabamos indo para o quarto dela no Wittington
para conversar. No meio da "conversa" nossas
roupas foram sumindo: transamos. Essa é a primeira
vez que faço sexo com uma pessoa que não
é minha namorada!
"Saber
o que se quer, sonhar muito com isso e agir todos os dias
para atingir este objetivo, é o segredo para chegar
lá!"
(31/05/1999)
Acordei no Whittington Hospital quando a Phillippa ligou
pedindo se podia vir ato para deixar suas coisas, pois
hoje ela estava de plantão. Veio. Conversamos e
nos beijamos um pouco. Levantei mesmo às 11:00.
Tomei banho e quando terminei, a Phillippa vinha chegando.
Nos despedimos, com um beijo. Fui almoçar no Bart's.
Chegaram a Nowe e o Shane. Depois do almoço fomos
Shane e eu em algumas lojas de guitarra em Tottenham Court
Road. Depois a uma loja de esportes (tenho que comprar
um roller) e fizemos um lanche no Burger King's. Voltamos
no 2o. andar do "ônibus vermelho". Aí
fui com a Theres e 2 amigas no Barbican Center assistir
"A Simple Plan"; não
gostei muito... Voltei, toquei um pouco de violão,
fui até a Catedral de St. Paul's rezar. Na volta
liguei para mamãe. Agora vou dormir.
(01/06/1999)
O dia foi normal. Ainda triste e pensando a toda hora
coisas ruins a respeito da Sheila, ou melhor, lembrando
das coisas boas que fizemos juntos e me sentindo mal.
Ainda não consigo acreditar. Ainda tenho esperança...
Dia inteiro no hospital. Hoje tivemos a chegada de uma
nova estagiária, Alexandra, da Suíça.
Bem bonita ela. À tardinha fui mostrar as fotos
para o Alessandro e a Phillippa e lhes entregar as camisetas-presente.
Depois voltei para casa. Fui à catedral de St.
Paul's rezar. Voltei para casa e dormi.
(02/06/1999)
Board round, x-ray meeting, biblioteca, staff round, nada
mais a fazer, biblioteca...
Almocei e jantei no Bart's. Depois da janta fui até
a biblioteca ver uns e-mails. Depois disso fui com a "galera"
do edifício para o Students Union's Pub. Estava
bem divertido. Bebi pouco, mas me animei, principalmente
quando fomos para o karaokê, no 2o. andar. Cantei
"Twist and Shout"! Bem legal. Várias
gurias estavam dando bola para mim, mas continuo gostando
da Sheila, e não vou fazer nada até resolver
tudo. Isso parece engraçado, mas não é...
(03/06/1999)
Meu último dia inteiro no hospital. Eu era para
estar de plantão hoje em Porto Alegre (e também
no dia 5!) mas o Roberto e o Tobias vão fazer para
mim. Depois do board e do ward round, tivemos o café
na sala da equipe, depois uma "lecture" chata
sobre fosfolipase C e sinalização insulínica
(com sanduíches). De tarde arrumei um pouco as
malas, vi 2 pacientes... À tardinha, depois da
minha última janta no Bart's, fomos ao Poet's Corner,
um pub na esquina do hospital, para o meu leaving drink.
Foi todo mundo, estava bem legal. Vou ficar com saudades
dessa galera, são pessoas bem camaradas, sempre
dispostas a "festear" e a jogar papo fora, bem
o que eu estava precisando. Depois fui me despedir de
Picadilly Circus, à noite; a Theres foi junto.
Comi meu último Double Cheese Burger com bacon
no Burger King's, caminhamos pela Regent's Street, Oxford
Street até Tottenham Court Road, onde pegamos o
ônibus número 25 até perto de St.
Paul's. Fui dormir, morto de cansado.
"Never
say never, never!"
(04/06/1999)
Partida de Londres. Ficam as saudades de um bom tempo,
bons amigos que, por ora, ficam, mas vão cruzar
meu caminho novamente. Boas lembranças de uma cidade
que marca quem tem a chance de conhecê-la. Foi um
prazer ter estado com você nestes 35 dias. Valeu
por tudo e até a próxima.
Depois de cuidar dos estudantes de último ano de
Medicina, que estavam fazendo seu "long case test",
fui almoçar e terminar de arrumar as malas. Não
consegui "enmalar" tudo! Tive que colocar meus
sapatos em uma sacola plástica! Fui me despedindo
de todo mundo que eu encontrava e também fui pela
última vez à enfermaria para me despedir
da minha paciente Joyce Mifsud e do pessoal do hospital.
Fui a St. Paul's, rezar e me despedir. Logo chegou a Phillippa.
Que problemão no Heathrow express: o trem fechou
com ela dentro; uma confusão para abrir a porta.
Já no aeroporto, 25 kg de excesso de bagagem! A
US$ 50,00 por quilo... Fiz jeitinho de coitadinho, falei
com a chefe e ela me liberou, de graça! Após
a conexão em Frankfurt, viajei sentado com um paulista
que mora na Alemanha, Vinícius. Depois da janta,
dormi...
(05/06/1999)
(((...)))
(continua na próxima semana...)
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Insonia I - A Dificuldade de Escrever
Pedro Schestatsky
Não sei que horas são e nem me interessa.
Amanha é uma quarta-feira e tenho aula o dia inteiro.
Acabei uma relação no fim-de-semana. Estou
meio confuso. Não por causa deste fato, mas porque
me preocupo com o ofício de escrever. Às
vezes acho que ficar aqui escrevendo é uma puta
perda de tempo. Às vezes acho que tudo isso é
uma mentira inventada por mim para achar que sou alguma
coisa. Um tipo especial, sensível, sei lá.
Prova disso é que constantemente mostro para as
pessoas o que escrevo, como forma de auto-satisfação.
Não sei quem, mas alguém uma vez disse que
para tornar-se um escritor bastava algumas folhas de rascunho,
uma caneta e um fim-de-semana livre. Bastava sentar-se
confortavelmente sobre uma escrivaninha e... peraí
que eu vou trocar de letras, não to gostando "desta
times new roman" (vou mudar para "arial".
Com licença...) Deu, assim é melhor. Bem,
onde eu estava... Ah, bastava sentar numa escrivanhinha
e escrever tudo o que viesse à cabeça (partindo
do pressuposto de que seria impossível que não
viesse nada). Serve desabafos sobre falta de inspiração
tipo este ect etc etc). Depois de 12 horas de reminiscências
e tentativas de articulação de um enredo
com início meio e fim, caberia ao mesmo escritor
ou outro, selecionar alguma coisa que valesse a pena publicar.
Na atual conjuntura, qualquer coisa serve. Pronto. Em
suma: para ser um escritor basta uma alta dose de paciência
e boa vontade.
Nota:
He,he,he! Queria ver como era antigamente para quem queria
ser escritor. Não tinha esta barbada do Word. O
sujeito tinha que fazer tudo a mão. Se errava,
se fodia. Tudo de novo. Por isso que tinha menos picaretas
literários naquela época não muito
distante. Grande parte dos picaretas são preguiçosos
e jamais teriam saco de escrever, se escrevessem mal e
não tivessem computador. Perceberiam que não
valeria a pena. Hoje não. Todo mundo é meio-escritor.
É fácil ficar digitando teclas suaves e
tomando um suco. Se cansar joga um joguinho no computador
ou bate uma punheta. Antes não. O sujeito tinha
que penar para dominar aquelas máquinas de escrever,
hoje consideradas medievais. Além do barulho, as
lesões por esforço repetido e a podridão
dos dedos, cheios de bolhas e pus, eram frequentes. Pobre
Hemingway, pobre quem quer que seja! Outra vantagem é
que posso imprimir meus contos, quando, como e aonde quiser.
Posso inclusive mandar para vocês através
do email (só não mando para mais gente porque
tenho um limite, não se esqueçam que meu
endereço é do hotnai). Posso me dar ao luxo,
inclusive de não imprimí-los. Já
antigamente, a impressão era outro departamento.
O escritor tinha que revisar tudinho, tintim por tintim.
E se tivesse algum erro, tinha que fazer tudo de novo.
Naquela época do Oswaldo Cruz (?), não tinha
máquina de xerox como tem hoje.tchau que tá
ficando chatinho... Este tipo de papo que estou tendo
com o computador neste momento, pode ser interpretado
como uma espécie de treinamento. Um ensaio condicionado
para desenvolver o hábito de escrever. Desde sentar
na cadeira e ligar o computador, até abrir no "crônicas
e começar a bater nas teclas. Tenho tido algumas
idéias para contos. Vou tentar desenvolvê-las
neste momento. O problema é que eu sou muito preguiçoso.
Ou picareta. Eis a questão: "- merda..."
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O
sentido das coisas
Rafael Tourinho Raymundo
Quisera eu fazer poema regrado
Concretismo impressionista
Entender o que não entendo
Despoluir as mentes vazias
Esvaziar minha cabeça de sonhos
Enchendo-a de idéias reais
Bucólico,
barroco, artista
Fazer ecoar meu canto
Fazer estrofe sem métrica
Achar uma rima (intrépida!)
Fazer doer as mentiras
Justificar o errado
Desmentir o injustiçado
Contradizer-me
Quisera
eu achar sentido na vida
Buscar meus objetivos
Dormir em paz
Amar o corpo de alguém
Sem alma, sem afagos
Sem mentiras para depois
Nem comentários
Quisera
eu dar rumo aos talentos
E jogar para o alto tudo o mais
Pudesse eu, buscasse eu algo mais
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Ombudsman
Maurício Silveira dos Santos
Para
provar que não é verdade que este ombudsman
é apenas um escritor frustrado, um ressentido que
passa o seu tempo pensando em criticar agressivamente
as tentativas literárias de seus pares, gostaria
de tecer um elogio especial ao Alessandro e seus Ensaios
sobre a Putaria. Que beleza a literatura que trata a vida
em sua cotidiana inutilidade, seus pequenos desejos fúteis
e perversos, sua falta de sentidos últimos. O autor
não se preocupou em construir dignos personagens
nem em propor uma redenção final, uma maldita
mensagem dessas que abundam (a escolha do adjetivo não
é mero acaso) nas páginas infestas de picaretagem
dos manuais de auto-ajuda ou nos detestáveis enlatados
americanos repletos de sonhos assépticos. No final
das contas ele ainda consegue extrair alguma humanidade
de seus personagens tensos, envolvidos numa espécie
de desencontro amoroso/erótico, mas sempre sinceros
e dignos, mesmo com porra pingando pelas paredes.
Espero
que a série continue.
E já que estamos nesse clima “pra cima”
gostaria de sugerir ao Littlebrain , após seus
elogios rasgados à autora da série Harry
Potter, que escreva um artigo explicando por que, afinal
de contas, considera o universo de Harry Potter mágico
e atrativo, “totalmente diferente de Tolkien”.
Seria bem interessante ler seus argumentos, ainda mais
no momento em que se prepara o lançamento do final
da saga “Senhor dos Anéis”.
O que não entendi bem, devo confessar, é
aquela tipologia louca do Pedro Schestatsky. Como é
mesmo? Inculto intelectualóide, pseudo-intelectual
ignorante, ignorância fechada e mais fechada...
Nossa, o clima me lembra os legendários segundos
que lançaram o Enéas na campanha política
para presidente em 1989 (fórmula que ele repete
até hoje), era impropério para todo o lado
e, ao final, ele bradava: MEU NOME É ENÉÉÉAS!!
O Pedro fez algo comparável e, ao final da exposição
de sua confusa tese tipológico-classificatória,
chamou todo o mundo de babaca e ainda deixou o número
do celular, caso alguém quisesse marcar um duelo
ao pôr-do-sol ou algo do gênero. Depois, vem
o comentário do Eduardo Sabbi, enigmático:
“tenho pensado muito sobre o tema”, como é?
Pensado especificamente sobre o quê? Sobre a ignorância
mais fechada, sobre os pseudo-intelectuais ou sobre a
possibilidade de todos eles serem babacas? Claro que tudo
isso deve ter uma explicação arqueológico-simplicíssima,
quero dizer, imagino que Pedro, caro autor do artigo de
intenções impenetráveis para este
pobre ombudsman-pigmeu, esteja respondendo a alguém,
quiçá mais nervosinho. Agora, no que diz
respeito a citar autores, quem seria capaz de se colocar
contra? Não duvido de mais nada e, querem saber,
se alguém discorda de mim que venha, mas venha
com tudo porque eu estou pronto para defender minhas idéias
com meu próprio sangue!!! E o meu celular é...
bem... melhor deixar pra lá.
Reiniciando o clima lounge, a foto da cara Carla Schneider
na praça dos estressados está excelente!
Aquele olhar blasé acompanhado da velhinha e de
outros seres impregnados de tédio; muito bom, mereceu
o prêmio.
Querida Cristiane, os louváveis motivos para não
escrever a coluna na última semana foram consideráveis
sim, como um grão de açúcar, que
para um insetinho como eu é tudo o que vale a pena,
além de escrever no Simplicíssimo (louvado
seja!), é claro.
Beijos
doces a todos e até mais.
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