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Editorial
"...years
gone by and still words don´t come easily..."
(Baby Can I Hold You Tonight - Tracy Chapman)
Tenho certeza de que alguém já deve ter
escrito sobre isso, mas como eu ainda não li, escrevo
eu também:
Desde criança uma dúvida me inquieta: afinal
de contas, o que querem dizer com salgadinho "sabor
pizza"? Confesso que nunca entendi esta "classificação".
Sabor pizza, tudo bem... Mas pizza de quê? É
de calabresa? Mussarela? Aliche? Alho e óleo? Tomates
secos com rúcula? De sorvete de creme com hortelã?
Também não entendi esta moda anos 90 de
classificar alguns salgadinhos como sabor churrasco...
Certo, sabor churrasco... Mas é picanha? Alcatra?
Maminha? Costela? Vazio?
Já que é pra esculhambar, vamos também
questionar a palavra "tutti-fruti". Certo, quer
dizer "todas as frutas"... Mas sei que não
podem ser TODAS as frutas. Então, que frutas são
e em que combinação? Quantos por cento de
maçã, de laranja, de pêssego e de
pera? E de maracujá, qual seu percentual no "tutti-fruti"?
Deixando de lado estas viagens, quero falar de algo muito
sério, que aqui vou chamar de...
..."Combate à impessoalidade - Um brevíssimo
ensaio" (pequena introdução à
"Combate à impessoalidade - Um breve ensaio")
Nesta época de fim-de-ano, festas natalinas e milhares
de amigos e inimigos-secretos rolando, ocorre o momento
propício para algo que representa o cúmulo
da impessoalidade: dar um cheque-presente ou pior, um
vale-CD como presente.
Vejam só: tal ato de desmedida insensibilidade
significa, entre outras coisas, um total desconhecimento
- e também uma completa falta de interesse - dos
hábitos e gostos da pessoa presenteada. As justificativas
apresentadas pelos "sem inventividade" são
as mais escalafobéticas:
-" Ai, eu não tive tempo de escolher uma coisa
bem legal pra ti, então resolvi deixar que tu mesmo
escolhesse!"
-" É muito difícil escolher presente
para homem/mulher (depende o caso, valem os dois!), então
achei que seria melhor que você mesmo pegasse o
que mais combina contigo!"
-" Como eu sei que tu gostas de música, te
esse vale-CD para que possas escolher aquele que mais
te agrada!"
-" Meniiiiiiina(o)! Olhei tanta coisa nas lojas que
até fiquei confusa(o), mas não encontrei
nada que fosse a tua cara! A melhor solução
foi deixar pra ti a decisão sobre o teu presente!
Boa idéia né?"
Conseguem imaginar impessoalidade maior? Bem, agora que
eu perguntei, consegui imaginar uma maior: imagina os
pais indo ao berçário, pegar seu bebê
com dois dias de vida, prontos para irem pra casa aproveitar
os júbilos (e encarar as mazelas) de seu bebê
recém-nascido. Ao chegarem lá, a enfermeira
pergunta:
- Qual é o bebê de vocês?
E o pai responde:
- Pode dar qualquer um que estamos com pressa!
Essa foi Sóda!
Fim de ano chegando, reformulações no Simplicíssimo
também... Brevíssimo teremos algumas alterações
estruturais tanto no e-zine quanto no site, para tentarmos
nos adaptar ao incremento de textos que temos recebido
e também para tornar de mais fácil leitura
e acessibilidade os textos de nossos colaboradores e colunistas.
Você quer ter uma coluna fixa no Simplicíssimo?
Acha isso impossível? Será? Não!
Isto não é impossível! Mande 2 ou
3 dos seus melhores contos, crônicas, poemas ou
ensaios e a razão pela qual você deseja ser
colunista do Simplicíssimo e seu sonho poderá
se tornar realidade! Junte-se a nós nesta divertida
séria brincadeira de juntar as letrinhas para formar
palavras e juntar as palavras para formar sentenças
e juntar as sentenças para mudar as idéias
e mudar as idéias para mudar as ações
e mudar as ações para mudar o mundo!
Um grande amplexo algodonoso e até a próxima
sexta-feira!
Rafael
Luiz Reinehr
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O
Macaco Azul
Daniel
Rech*
(O O)
`´
Era uma vez, um lugar feliz,
longínquo, onde todos os animais viviam em extrema
harmonia e felicidade: sexo, drogas, Rock´n´Roll,
paz, amor e tudo mais. Até que um dia uma macaca,
enjoada de macacos, resolveu sair com um araro azul, toda
sua família foi contra, afinal, segundo a tradição,
macacos são macacos e araras são araras
e estes dois seres não podem sair juntos. Apesar
do preconceito de toda a selva, o amor deles foi mais
forte e eles fugiram para outro lugar mais longínquo
ainda.
O araro estava fazendo uma
faculdade, porém obrigou-se a largar, afinal seu
amor pela macaca era muito maior, ela que sempre foi uma
vagabunda e jamais estudou nem trabalhou, então,
logo começaram a surgir dificuldades em suas vidas,
o que piorou ainda mais com a gravidez não desejada
(macacos são seres não evoluídos
e não tinham criado métodos anticoncepcionais)
da macaca (contrariando todas as leis da genética,
mas isso é só uma fábula). Após
alguns meses, nasceu um lindo macaquinho azul, mas a dificuldade
financeira, fez com que o lindo macaco azul fosse largado,
após um ano, ao leito de um rio qualquer em um
cesto e fosse parar em um lugar, muito longínquo
mesmo, só habitado por macacos normais, marrons,
convencionais e vivendo normalmente.
A chegada do macaco azul,
a princípio, provocou espanto que, aos poucos,
transformou-se em risos, pois os demais macacos o achavam
engraçado por este ser azul.
O macaco azul logo pediu
comida aos demais, mas ninguém queria chegar perto
dele, ninguém o queria ajudar e ele nada tinha
para comer, e para piorar, muitos riam dele. Isso fez
com que se criasse em seu interior uma raiva absurda,
pois os outros macacos tinham comida guardada, pois trabalhavam,
mas ninguém queria dar emprego a um macaco azul;
os outros macacos tinham lindas macacas, mas essas não
davam a mínima para um macaco azul, então
o macaco azul entrou para o mundo do crime, começou
a roubar para comer, estuprar várias macacas: “essas
galinha (nada a ver - macacas são macacas e galinhas
são galinhas) merecem mesmo” e fazer coisas
absurdas. Logo, as macacas violentadas por ele ficaram
grávidas e deram a luz a macacos azuis, parecidos
com o tão temido macaco azul da floresta, os novos
bebês macacos, com o passar dos anos, também
foram violentamente excluídos da sociedade, por
serem filhos do único macaco bandido de toda a
história do lugar. Esses se refugiaram juntos nos
intermédios desse lugar e ensinados por seu pai
começaram a aterrorizar a vida dos demais macacos
e se multiplicar de uma maneira descontrolada. Isso provocou
uma eterna guerra entre as duas espécies de macacos,
porém com o passar dos anos ninguém mais
sabia o motivo, apenas sabiam que deveriam odiar um ao
outro.
Moral do história:
Veja o que uma macaca idiota e um araro imbecil conseguem
fazer.
Diz
a lenda que após dois anos e meio que os dois largaram
o macaco azul ao leito do rio, o araro morreu de overdose,
a macaca foi internada em uma clínica e morreu
com 72 anos após ser atingida por um meteoro.
*Daniel
Rech é baixista da banda Los Beselhos, Engenheiro
Civil, colorado, escritor nas horas vagas. Seu e-mail
é danielrech@netinside.com.br
e o endereço da banda é http://www.losbeselhos.theblog.com.br
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Nua
& Crua
Cristiane Martins
Light
Vivemos
numa época light.
A
coca cola é light, o requeijão é
light, temos até programas light para o computador
para não prejudicar o bom funcionamento do mesmo.
Mas
o mais triste é que existem pessoas apostando nos
relacionamentos light!
Não
querem se envolver, não querem cobranças,
nem entrega. Isso desgasta.
Então
é muito mais light (e cômodo) não
ter um relacionamento sério.
Ter
alguém para se divertir e passar alguns momentos
de "festa" nos finais de semana e só!
Não
querem amar: é perigoso...
Não
querem se entregar: é perigoso...
Perigoso
para mim são pessoas superficiais, que se recusam
a assumir um namoro mais sério apenas por medo,
porque apostar todas as nossas cartas, nos mostrar por
inteiro pode nos fazer sofrer no futuro.
Para
mim o que vale é a felicidade constante, o domingo
no aconchego do abraço, a pipoquinha na frente
da TV... todas essas coisas boas que o "estar namorando"
nos proporciona.
Alguém
que se preocupa com a gente, que ri com nossas alegrias
e conquistas, chora conosco nas tristezas, procura uma
saída para nossos problemas!
Claro
que nem tudo é um mar de rosas... e nem poderia.
Nessa
nossa vida corrida tudo fica difícil, chegamos
em casa cansados, estressados e muitas vezes com a mínima
vontade de bater um papo, de saber da cotação
do dólar, de saber da continuação
da guerra.
O
importante é ter alguém para dormir eroscadinho,
saber dosar, ter limites, perseverança...Nem
sempre essa pessoa estará disponível para
nós, assim como nem sempre estaremos100% atenção!
Relacionamento
light pra mim é furada!É
esconder o sol com a peneira. Tentar fugir da solidão
por algumas horas, e depois voltar aomarasmo.
Sem
cobranças, mas também sem compartilhamento.
Sem
entrega, mas também sem recompensa...
Sem
beijo de boa noite, sem mãos dadas num passeio
a beira mar...
Eu
condeno! Condeno quem tem medo. Medo de pelo menos tentar
ser feliz ao lado delguém.
Apostar
mesmo que um relacionamento dará certo, que colherá
frutos...
Light
para mim... só se for um mousse, sorvete com coca-cola,
de preferência saboreando bem agarradinho com quem
se ama!
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Instruções
para dar corda no relógio
Alessandro Garcia (severogarcia@msn.com)
Momentos de graça e romantismo
(ou: Os doces instantes de imbecilidades que nos conquistam)
Filmes
de amor são os raros e explícitos momentos
de imbecilidade a que nos dedicamos sem a maior das vergonhas.
Sabemos por antemão o andamento de suas tramas
e, no entanto, nos permitimos a auto-enganação
indulgente que nos possibilita a graça de alguns
minutos de risos e o sentimento de que, afinal, o mundo
não está perdido. Não está
perdido por que o amor está em toda parte. Isto
– a certeza de que o amor este em toda parte –
é o que fala um personagem no começo de
“Simplesmente Amor”, quando observa as chegadas
e partidas em um aeroporto. Por mais que tudo esteja ruim
“lá fora”, as pessoas em aeroportos
se abraçam ao partir ou ao chegar às pessoas
que amam, e isto por que, afinal, há muitas pessoas
que se amam! E este não é um prólogo
padrão para começo de resenha de filme.
Não é, porque, por mais estranho que pareça,
tenho a pretensão de tentar tirar lição
– para o bem ou para o mal – de tudo o que
me cai em mãos ou, como espectador, tenho a possibilidade
de apreciar. Então, uma vez tendo me disponibilizado,
de caso pensado, a assistir a um filme obviamente romântico
– sobre amor, com amor, casais apaixonados, e esta
coisa toda, então – tenho, não a ingenuidade,
mas talvez o positivismo de sugar bons resultados ou mensagens
válidas ou simplesmente saborear os momentos explícitos
de imbecilidade a que resolvi me dedicar.
Imbecilidade, eu sei, parece um termo forte demais para
se usar quando se comete a inofensiva tarefa de deleitar-se
com um filmeco de amor. No entanto, por mais que este
termo não nos ataque enquanto estamos rindo com
as piadas – “Olha que inteligente, Richard
Curtis fez com que o primeiro-ministro inglês pareça
um cara mais ameaçador do que o presidente americano!”
–, e nos engalfinhando na pipoca e graciosos de
mãos dadas com a guria, quase que invariavelmente
a sensação – a de imbecilidade...
– pinta depois. Nada daqueles chavões de
“oh, fui me enfurnar em um grande cinema de shopping
comandado por uma multinacional para comer pipoca e refrigerante
(de uma multinacional), vendo uma comédia enlatada
imposta pelos gigantes imperialistas”. Não,
não vamos tão longe assim. A gente só
se sente razoavelmente imbecil, por que, por vezes, rir
com uma trama fictícia, armada para a ilusão
dos nossos sentimentos e se sentir razoavelmente bem e
achar que o amor, afinal, existe – ainda que sob
a forma pictórica e estereotipada de todos os finais
felizes de aniversários e festas de escolas que
acabam sendo o epílogo de quase todos estes filmes
ingleses (quando não terminam em casamento ou funeral)
... – faz com que nos sintamos, sim, um pouco constrangidos!
Mas só um pouco... O outro tanto eu deixo para
realmente me sentir feliz ao final da sessão, de
mãos dadas com minha guria, saboreando pipoca e
refrigerante e me encantando com um filmeco inglês
com histórias inverossímeis sobre o amor.
É
aquela história de “o amor está em
todas as partes” (''Love is All Around'', a mesma
música-tema de ''Quatro Casamentos e um Funeral'',
aparece neste filme, também, só que hilariamente
modificada para uma canção caça-níquel
de Natal, cantada pelo astro de fim de carreira Billy
Mack, interpretado por Bill Nighy, nos momentos mais hilariantes
do filme.)
Ok, ok, as sensações são estas. E
eu sempre me interessei, demasiadamente, pelas sensações
despertadas pelas obras sobres os críticos –
literários, cinematográficos, etc... Resumo
da ópera você consegue em qualquer site ou
segundo caderno de jornal, agora, saber o que a pessoa
sentiu assistindo um filme ou lendo um livro é
outra questão. E os filmes românticos, que
não se pretendem mais profundos ou analíticos,
têm comumente, a possibilidade de despertar, ao
menos em mim, dois tipos de sensação: a
de estupidez completa ou a de deleite prazeroso por que
uma boa história foi contada.
Os filmes que conseguem me despertar o primeiro sentimento
normalmente são aqueles formados por tramas tão
estúpidas e forçadas ao extremo, que nem
para sessão da tarde servem. Tramas amorosas inverossímeis,
reviravoltas burlescas e aventuras tôscas acabam
me deixando realmente irritados, quando chego a conclusão
– antes que o filme termine, hein! – que mesmo
com tudo isto, o casal vai ficar junto no final. É,
nós sabemos que no final, quase sempre o casal
fica junto – diretor que resolve fazer o contrário,
em um ataque de originalidade que pretende para sua obra,
invariavelmente colhe a ruína ou pouca receptividade
ao seu filme. Temos que reconhecer, somos absolutamente
conservadores em se tratando de trama romântica,
ao menos no cinema. Ou ao menos em filmes como estes,
mais rápidos e dugustáveis com a pressa
de um lanche encostado ao balcão. O charme do cinema
inglês pede tramas rechonchudas de amor e promessas
inacabáveis de final feliz.
Desde já, saibamos, então, que “Simplesmente
Amor” termina com felicidades para todos! Grande
surpresa, hein?! Mais surpresa? Todos felizes, em um aeroporto,
esperando as pessoas amadas, tal qual no começo.
Não, minhas revelações não
chegam a estragar nada, até por que não
há nada tão surpreendente assim. O que temos
neste filme é um pretenso épico amoroso
conduzido pela estrela principal dos últimos grandes
sucessos de comédias românticas inglesas.
Richard Curtis, o diretor deste, é o roteirista
de “Quatro Casamentos e um Funeral”, “Um
Lugar Chamado Notting Hill” e co-roteirista de “O
Diário de Bridget Jones”. Era lógico
que, cedo ou tarde, ele fosse querer dirigir o seu próprio
filme. Estreou bem, muito bem, pode-se dizer. Com temáticas
universais, os apelos sentimentais mostrados em seu filme
conseguiram fazer tanto sucesso na Inglaterra quanto nos
Estados Unidos. Na Inglaterra, não seria surpresa:
nos três filmes – quatro com este último
– temos Hugh Grant, o ator mais querido daquele
país, fora o fato de todos estes filmes contar
com aquele humor tipicamente inglês, cheio de sarcasmos
e citações mórbidas, com o sotaque
que eles consideram o maior charme do mundo. Nos Estados
Unidos, mesmo com o personagem de Billy Bob Thorton fazendo
o papel de um presidente americano arrogante meio tarado
(uma mistura de Bill Clinton e George W. Bush), o filme
também conseguiu uma grande bilheteria, arrecadando
cerca de US$ 32 milhões.
Apesar da presença de Hugh Grant no filme –
desempenhando o papel de um improvável primeiro-ministro
inglês com o mesmo cabelo desalinhado e os mesmos
cacoetes e gracejos de “Amor à Segunda Vista”,
que se apaixona pela sua assistente de gabinete (a popular
e linda atriz inglesa de novelas Martine McCutcheon),
um dos principais motivos para o bom desempenho no filme
(e, dizem, o preferido das espectadoras...) é a
presença do ator Colin Firth. Ele e a atriz portuguesa
Lúcia Moniz protagonizam talvez a mais verossímil
e encantadora das nove pequenas historietas que se intercalam
durante o filme inteiro. Firth é Jamie, um escritor
que viaja para o sul da França a fim de terminar
seu livro e acaba se apaixonando por Aurélia, a
faxineira que diariamente arruma a pequena casa onde está
hospedado. Mesmo com a distância das culturas e
sem que nenhum dos dois tenha conhecimento sobre a língua
do outro – e este é o grande mote atrativo
– com a paixão deste casal o diretor tenta
passar a máxima que o amor é mesmo universal.
A sucessão de tramas acontece de maneira bastante
natural, sendo que não chega a haver aquela relação
forçada de telenovela, em que todo o mundo se conhece
(isto acontece somente nas duas cenas finais, na festa
de fim de ano do colégio e na supracitada cena
do aeroporto). Quando isto ocorre, não chega a
ter uma função de servir de “anzol”
para a justificativa de outro personagem: foi somente
a opção argumentativa do autor. Como a personagem
de Emma Thompson, irmã do primeiro-ministro e às
voltas com a traição do marido (Alan Rickman)
com a secretária. Como as histórias são
ambientas em uma Londres às vésperas do
Natal, tudo parece ainda mais mágico, e compras
de final de ano são uma boa justificativa para
piadas com presentes e canções natalinas.
E é como um engraçado atendente de shopping
que surge (em um das suas duas pequenas participações)
Rowan Atkinson, o Mr. Bean, amigo pessoal do diretor.
Ademais, temos o recém-viúvo (Liam Neeson),
às voltas com o enteado apaixonado (o garoto que
fala como adulto Thomas Sangster), e, claro, o personagem
de Rodrigo Santoro, como um designer que é objeto
de desejo da sua colega de trabalho Laura Linney. Teve
quem contasse até o seu número de cenas
e falas (segundo a revista Época, doze cenas e
dez falas), mas isto é um exagero de revista muito
preocupada com o desempenho de um brasileiro no cinema
estrangeiro, ou maldade de quem quer contabilizar o seu
talento pelo número de aparições
na tela. O fato é que o personagem de Santoro é
o com menor densidade dramática na trama –
na verdade, nada sabemos dele além de que trabalha
no mesmo escritório que a personagem de Laura.
Sua cena mais importante é quando, finalmente,
sozinho no apartamento com Laura, são interrompidos
constantemente pelo telefone dela, sempre às voltas
com o irmão doente e internado. Depois disto, e
daquele clima constrangedor de reencontro no escritório,
seus personagens são praticamente esquecidos e
fica em aberto que fim tiveram.
O filme conta, ainda, com pontinhas de Denise Richards,
Shannon Elizabeth, Claudia Schiffer, tudo em 129 minutos
da projeção. São mais de duas horas,
com diversas histórias, umas funcionando mais do
que as outras, obviamente. Consegue-se um bom saldo no
fim: afinal, sair do cinema com um sorriso pela tarde
agradável proporcionada pelo filme, sempre é
um bom saldo, não é?
Alessandro
Garcia é um sujeito romântico, no final das
contas. Publicitário e escritor, consegue se emocionar
ainda com boas tramas de filmes ingleses bonitinhos. Suas
especulações diárias e ficções
de toda ordem são despejadas com regularidade tôsca
no Suburbana [http://suburbana.blogspot.com],
uma casa de boa família.
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Escrever
por Escrever XLIII (excertos)
Rafael Luiz Reinehr
(18/06/1999)
Ô
dia bom! Pela manhã, Pediatria na Zona 4. Dei monitoria
para a Farmaco III (cardiopatia isquêmica) e aí
tava com a tarde livre. Fui na Good Music e comprei o
violão elétrico dos meus sonhos: um Jasmine
muito bom (!), pelo qual paguei R$ 939,00, à vista!
Ganhei um jogo de cordas Martin do Nei Van Sória,
dono da loja. Me mandei para Agudo. Viajem chuvosa mas
tranqüila, escutando Metallica e The Brains.
Chegando, comi os pastéis da vovó e depois
fui na festa de São João no Pavilhão
Católico. Vi um monte de pessoas, conversei com
a Sheila, a Greice e tantas outras pessoas. Acabei convidando
a Carolina Schumacher para “dar uma volta”.
Resultado: acabamos ficando. (((...))) Foi bem bom! Aprendi
um novo jeito de se beijar! Levei ela pra casa e fui dormir.
Que noite gostosa...
(19/06/1999)
Se ontem tinha sido bom... Acordei 13:10, almocei, fui
tocar no César. Me convidaram para tocar algumas
músicas na Volksfest, em julho. Vai ser bom. Mostrei
as fotos de Londres para tia Elaine. Fui na casa da Carolina;
jantamos na casa do primo dela. Depois, (((...)))
(20/06/1999)
Levantei ao meio-dia, comi frango do Schüller. Fui
na casa da Carol, saímos para passear. A levei
no “morro das pedras” no caminho para Picada
do Rio e no morro que dá para ver a cidade. 17:00
me despedi da vó e da tia e da Carolina e me vim
para Porto. Fui na mãe e no Fabiano. Meu pai me
ligou, e também a Carol. Que amor. Agora vou dormir...
(21/06/1999)
“Estudar
para saber, para conhecer, para comunicar, para viver”
(23/11/1999)
É...
Tamos aí... Prova da AMRIGS feita, o resultado
sai amanhã... Acho que desta vez não deu.
Mas vamos lá! Como me disseram: essa prova é
que nem Carnaval: tem todo ano! Isso me lembra das coisas
que eu quero fazer ano que vem: estudar música
prá caramba, fazer capoeira, musculação
e correr (além do tênis e do basquetezinho,
é claro), fazer academia de dança de salão,
aulas de canto, escrever o “Joe Volume”...
Ih! Tem um montão de coisa aí...
Em janeiro tem o vestibular para Filosofia, tem o livro
de Piadas da Internet, o de “anti-auto-ajuda”
[Pare de se auto-ajudar (e ajude aos outros)], o de causos
de residentes, professores, enfermeiras e pacientes. Vamos
ver se vou ou não para o Serviço Militar
(Aeronáutica em Floripa!), quero ver se arranjo
uns bicos para ganhar uma graninha. Quero investir no
meu apartamento: tenho que mudar a decoração,
começar a “construir” minha adega,
me organizar. Quero ver se também ensaio bastante
com The Brains, faço algumas novas boas composições,
compro um bom teclado, talvez um saxofone e um violino.
Nunca se sabe.
Tô aqui no bloquinho da Santa Casa, são 8:30,
eu cheguei às 7:50 e o primeiro paciente á
só às 9:30...
“Things
happen. And things change.” {30/08/2001 –
Quinta-feira – 02:04}
{31/08/2001
– Sexta-feira – 23:56}
Eu não suporto mais esse notebook! Ele está
uma merda! Não consigo mais “controlá-lo”...
Ele parece que criou vida própria... ...e está
insuportável!!! Tudo bem, acho que semana que vem
chega o outro computador, aí eu passo as informações
importantes para ele e formato esse aqui; dou uma nova
“alma” para ele...
A Carol está aqui em PoA desde hoje pela manhã.
Bem bom! Como é bom ter sua companhia, beijos,
carinhos, atenção... Gostaria de poder dar
o mesmo carinho e atenção, mas é
que acabo me envolvendo em tantas coisas... Tenho tanto
por arrumar, organizar, estudar... Ainda por cima tenho
que ganhar uma grana para pagar o computador e o que vou
ficar devendo para mamãe e vovó (R$ 3.000,00).
Ultimamente ando com uma fome desgranida. Vontade de comer,
comer, comer... Ontem jantei e mesmo assim fui na Lancheria
do Parque, no Pigmeu Moral, e comi 6 (seis!) peitos de
frango e ainda fiquei com fome! Hoje a mesma coisa: fome,
fome, fome... Já estou pensando no restaurante
chinês de amanhã ou depois...
Hoje fomos Carol e eu assistir “Doce Novembro”.
Água com açúcar mas bem bonitinho.
Finalmente um final não tão feliz em um
filme americano! Tava na hora!
Presença de Anita... Que presença! Filha
do Bebeto Alves, Mel Lisboa...
Conchita...
Amanhã vou no Bourbon ver se compro um “rack-escrivaninha”
para o computador que está chegando. Também
vou dar uma arrumadinha lá em cima, para recebê-lo
bem, assim como ao ADSL. Tá bom. Isso aí!
{01/09/2001 – Sábado – 00:14}
{04/09/2001
- Terça-feira – 01:22}
Hoje tivemos um dos melhores ensaios da The Brains, e
também um dos mais divertidos. Gostei da minha
peformance, com algumas ressalvas.
Comprei meu rack-escrivaninha, que vai ser montado hoje
pela manhã. O computador também chega hoje
(tudo menos o teclado e o DVD, que chegam na semana que
vem. Vou desenbolsar “A Grana”!
Por falar em grana, estou novamente fazendo o meu “Em
caixa”, anotando meus ganhos e gastos, desde 01/09/2001,
com alguns gastos retrospectivos inclusos. Vai ser bem
“legas”! – como diz a Bia Seligman...
Tenho que comprar o Norton Antivírus amanhã,
para proteger meu computador. Também tenho que
aprender a instalar e configurar um Firewall para proteger
o computador contra invasão de hackers, já
que estarei conectado à Rede 24 horas por dia.
Tenho que estudar. Tenho que ler Medicina. Muito. Muito.
Muito mesmo...
Amanhã tenho que ver o orçamento que foi
feito do meu computador antigo, o Pentium 100 com Hd Quantum
de 1,7 Gb estragado. Talvez eu o pegue de volta (ou pelo
menos o teclado) para começar a usar meu computador
amanhã.
Agora vou terminar de ver um filme na TV (muito louco!)
e vou dormir. Amanhã ainda quero arrumar a papelada
lá em cima. Lembrar de anotar o ensaio (R$ 4,00),
a gasolina (R$ 82,00) e o xis moita (R$ 3,00).
Fazer um planejamento “cincadino”, ou seja,
a cada cinco dias de ganhos e gastos. Já fiz um
piloto e ficou bem legal. Posso ampliar esse planejamento
para 3 meses e quem sabe até para 6 meses com intervalos
maiores (15 dias?) ou um ano. Fica difícil de explicar.
Só vendo para saber como é. {04/09/2001
- Terça-feira – 01:41}
(continua
na próxima semana...)
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Morte aos poetas chatos!
Pedro Schestatsky
No colégio sempre me ensinaram que os bons poetas
eram os antigos. Aqueles mesmo: os românticos, os
simbolistas, os parnasianos etc. Lia com CERTA vontade,
mas sem nenhuma convicção maior. Na verdade
era apenas uma criatura terrestre com os pés quase
no século 21, farto de devaneios literários,
vôos vocabulares eruditos, lirismo excessivo, rigor
métrico e outras xaropeações.
Sabia disso, eu e alguns outros colegas, mas não
contávamos para ninguém, nem para os nossos
melhores amigos (“que feio!”) com medo de
sermos crucificados ou tachados de toupeiras. Mas o colégio
acabou. Ficamos velhos e com mais personalidade e, naturalmente,
com alguns anseios no campo literário. Quero apenas
UM POUCO DE PRAZER na prosa e na poesia, quero entoar
versos inflamados ou trechos sobre assuntos picantes,
de real interesse, dentro do nosso contexto, coisas que
realmente me tocam. Quero rir. É óbvio que
sempre existirão as obras antigas, ditas ATEMPORAIS,
de extrema pertinência e alcance, ainda nos dias
de hoje, como Dostoievsy. É claro. Isso, sim, me
interessa.
Lendo
este conto dias depois percebo que citei 2 vezes o nome
de Deus. Talvez por pura força de expressão.
Ou não?
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O
que me atrai em Harry Potter (resposta ao Ombudsman)
Rafael Tourinho Raymundo*
Harry Potter é, antes de tudo, entretenimento.
Eventuais lições de moral surgem organicamente
nas histórias, porém sem o objetivo de ensinar,
catequizar ou politizar pessoas - apenas entreter. E não
é apenas entretenimento para crianças. A
própria autora, J. K. Rowling, já afirmou,
em entrevista, que nunca teve o objetivo de escrever para
ou pensando em crianças. De fato, ela consegue
misturar humor, drama, romance, ação e mistério
numa história fluída e interessante. E se
essa história atraiu tantos leitores e inseriu
tanta gente ao maravilhoso mundo da leitura, merece alguma
consideração.
Li
o primeiro volume da saga por curiosidade; o filme entraria
em cartaz nos cinemas em poucas semanas. Fui introduzido
num universo paralelo, onde humanos possuem poderes e
enfrentam criaturas mágicas. Percebi que, para
uma história ''infantil'', Harry Potter e a Pedra
Filosofal era um livro muito bem escrito, de uma autora
imaginativa e perspicaz, pontuado por jogos de quadribol,
feitiços, sapos de chocolate encantados, desafios
de lógica e pequenos mistérios revelados
lá no fim, assim como outros tantos deixados o
ar.
Uma
historinha engraçadinha e interessante e que, apesar
de episódica, deixava pontos em aberto. Passei,
então, para o segundo, que mantinha a idéia
do primeiro, apesar de ser mais obscuro e intrigante.
Ao terminar o terceiro, o preferido entre muitos fãs,
estava completamente obcecado, fascinado; Harry e seus
amigos já eram pré-adolescentes; a trama
tornou-se mais séria, inteligente, atraente; foram
revelados novos segredos importantes para a saga, e as
histórias, antes tramas individuais, começaram
a se completar. O segredo que Dumbledore conta para Harry
no final do livro 5, por exemplo, remete a algo do começo
da saga, mantendo a coerência.
Hoje
percebo como J.K. foi feliz ao reunir diferentes elementos
da História, da mitologia e da fantasia popular.
Ela, que há poucos anos era mãe solteira
e desempregada, esboçou uma série dividida
em sete partes, buscando como referência toda sua
bagagem cultural de professora. E por ser tão boa
contadora de histórias, tornou-se milionária
ao criar personagens que cativam pela coragem e companheirismo
que demonstram. Astuta, foi escrevendo omances cada vez
maiores e mais complexos, tendo como pano-de-fundo a guerra
entre bruxos das trevas e bruxos do bem, não como
num conto-de-fadas comum, mas inserida no mundo real.
É
isso que diferencia Harry Potter de tantas outras obras
de fantasia. Os bruxos são humanos, vivendo na
Terra, em meio aos não-bruxos. As criaturas mágicas
vivem paralelamente às criaturas normais, no mundo
contemporâneo. Por isso me irrito quando alguém
tenta comparar o sucesso de Harry Potter ao sucesso de
Senhor dos Anéis (outra obra muito boa). Tolkien
criou línguas, mapas e toda uma cronologia para
um povo totalmente mágico e totalmente irreal;
Senhor dos Anéis é apenas uma trilogia épica
situada numa terra que tomou décadas da vida do
autor para ser criada com perfeição. A obra
de Rowling é algo relativamente mais simples, apesar
de tão completa e interessante.
Não
é de se admirar que os livros tenham virado filmes
e jogos de computador. Por um lado é uma pena,
já que o diretor das películas cortou partes
importantes e engraçadíssimas das histórias.
Por outro, é ótimo poder concretizar nossa
imaginação com imagens fantásticas
e trilha sonora impecável, que exprime toda mágica
contida nos livros.
Ficaria
feliz de continuar a escrever sobre Harry Potter, mas
não quero me estender ainda mais. Portanto, volto
a afirmar que tais histórias são inteligentes
e interessantes. Elas ajudaram crianças e adultos
a descobrir o prazer pela leitura, levando-os a Artemis
Fowl, Senhor dos Anéis, Sherlock Holmes e tantas
outras histórias não tão similares
assim. É uma obra boa, não apenas uma sensação
de momento, e vale apena ler pelo menos os três
primeiros volumes para ter uma opinião formada.
*Rafael
Tourinho Raymundo/LittleBrain, 16 anos, estudante do Ensino
Médio e aspirante a escritor, que se deprime cada
vez que lê um livro da Agatha Christie, do Conan
Doyle ou da Rowling e percebe que talvez nunca consiga
arquitetar um mistério tão bem.
Blog:
http://pequenocerebro.tripod.com
E-mail: littlebrain@terra.com.br
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A
poesia do côncavo
João Marcelo Pacheco
Caminharei
por dois sentidos
com minhas mãos e boca unidas
me perderei nas úmidas voltas
que antecedem seu esplendor natural
Terei
as maravilhas do anti-pudor
como testemunha da façanha
te encharcarei com água benta
que consegui retirar das nuvens
Um adorno emoldura minha
passagem
nas entranhas da beleza a minha volta
apenas gozarei de meu olfato
que não pode sentir o aroma curvilíneo
Ah!
é doce namorarmos nus sobre a lua
e imaginar a vida transpondo a cada
instante que a beijo...
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Ombudsman
Maurício Silveira dos Santos
Viva
o tio Adagobaldo!
É claro que esse ombudsman se identificou instantaneamente
com o tio Adagobaldo, um homem direto, capaz de se relacionar
com o mundo sem ter de ser mediado por um arsenal de pequenas
tranqueiras de banheiro, perfuminhos, pozinhos e cremes
diferenciados e específicos para cada parte do
corpo. Também veio à memória os bons
tempos em que o Charles Bronson em “Desejo de Matar”
(o primeiro da série) enfrentava a bandidagem com
uma meia-carpim cheia de moedas dentro, e era sua única
arma; dá-lhe porrada! Ao mesmo tempo que essa coisa
de homem vaidoso foi crescendo, foi crescendo junto o
profissionalismo dos vingadores urbanos de direita como
o Charles Bronson e, lá pelo filme 4, ele já
andava por aí com bazucas e mísseis para
matar os bandidos do subúrbio que já haviam
estuprado, torturado e assassinado todos os seu familiares
até a quinta geração. Acho que os
machos perfumados demais e os vingadores desequilibrados
são parte da mesma idiotia pregada pela mídia,
não é à toa que têm se desenvolvido
juntos, como um par de ervas-daninhas pestilentas. Deve
funcionar mais ou menos assim: “seja um cara moderno,
liberal, perfumado, magro, sensível, unhas impecáveis
e roupas caras, mas se alguém provocar, bate no
cara até matar, depois mata a família dele
e tudo o que possa parecer ameaçador para uma pessoa
bonita e doce como você”. Que horror. Por
isso devo bradar: viva o tio Adagobaldo!
Caro editor, deixe de se lamuriar por acreditar que as
pessoas não lêem seu diário (ex)pessoal
publicado semanalmente no Simplicíssimo(louvado
seja!). Este ombudsman, por exemplo, sempre o lê.
Aliás, as últimas notícias do passado
foram muuuiiitto interessantes. Essa mania de estar toda
a hora socado na tal catedral por exemplo. Para mim é
uma grande novidade sua faceta carola. O mais interessante
é que se não estava se martirizando e acendendo
velas na igreja, estava enchendo a cara de cervejas e
outras cachaças britânicas em dezenas de
botecos e clubs e pubs e só deus sabe onde. Que
belo católico-pigmeu, hein?! E, no meio daquela
crise toda sobrou um tempinho para “aprofundar”
algumas discussões com a Phillipa. A propósito,
não quer mandar para os leitores uma fotinho da
moçoila? Aí, dois dias depois das roupas
“irem sumindo” (póde??!!) e vocês
fazerem o que tinha de ser feito entre lágrimas,
relatos de traições e pacientes, você
decidiu que não iria mais “fazer nada até
resolver tudo”. É mais ou menos como o cara
que devora uma barra de chocolate antes do almoço
mas decide, orgulhoso de seu comedimento, que só
comerá a sobremesa depois de limpar o prato. Essas
viagens (digo literalmente) são de enlouquecer!
O “Blues da Piedade” é mesmo muito
bom, foi uma boa lembrança. Quanto ao texto Reputação
Hacker, sugiro a leitura de Zona Autônoma Temporária,
de Hakim Bey, que mesmo sendo do final dos 80 é
excelente e trata do assunto levantado pelo Carlos Magno,
mas talvez dê um horizonte ético e ao mesmo
tempo radicalmente rebelde que o coloca na ofensiva. Já
vou, estou com preguiça, tenham piedade de mim
e dos geradores de lero-lero inútil que talvez
substituam este ombudsman brevemente...
Piedade Senhor, piedade...e abraços para todos.
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Desafio
Simplex
Quem ganhou o Desafio Simplex
da semana passada foi Mauro Rodrigues de Porto Alegre-RS,
com a sugestão da seguinte pergunta para o próximo
Desafio Simplex:
"Por que a felicidade é (ou não!) encontrada
onde nos vendem os meios de comunicação
de massa?"
Então tá! A
pergunta está feita! A melhor resposta a essa pergunta
leva o CD "London Calling" do The Clash. Não
perca esta chance!
...
continuem participando e divulgando o Desafio Simplex!
O
próximo desafio já está aí
...
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