Simplicíssimo
Jornal Virtual de periodicidade variável nos próximos dias


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Editorial

Amigos Simplileitores! Este que vos fala deve, neste momento, vos convocar, em tom enérgico, digno de um ser humano prestes a inserir-se nas forças armadas brasileiras, a noticiar as grandes mudanças que estão a ocorrer neste sítio.

Escrevo isso, pois assim como escrevi no meu blógue “depois de 10 anos que incluíram 6 anos de graduação em Medicina, 2 anos de especialização em Medicina Interna e 2 anos de especialização em Endocrinologia, sempre solicitando adiamento para realização de minha formação profissional, finalmente chegou a hora de "prestar contas à Pátria Amada Brasil".

A experiência que me espera, tenho por certo, será de grande valor para a formação e afirmação do meu caráter (bahhhhhhhhh! Quanta besteira!)

Bem, mas vamos ao que interessa!

O Simplicíssimo passa a contar, a partir desta edição, com mais um colunista fixo: Pedro Volkmann, que nos brindará com deliciosas porções semanais do seu requintado pensamento.

Nesta edição, temos a grande estréia de duas novas colaboradoras: Daniela Castilho e Nora Borges. Sejam bem-vindas a esta casa, que também é sua! Daqui a alguns dias, dêem uma olhada na página pessoal das meninas no Simplicíssimo para conhecer um pouco mais das mesmas. (Geralmente reservamos a cadeira 2, o segundo artigo, para “novatos”, ou seja, para escritores estreantes no Simplicíssimo, mas em virtude da tremenda participação, tivemos que ampliar o número de estréias para 2 textos para dar vazão e liberar a fila de espera. Digníssimos amigos: seus textos serão publicados! Paciência!)

Temos também um motivo de grande orgulho que, infelizmente por falta de espaço nesta edição foi prorrogado para a próxima edição, mas não posso deixar de comunicar neste momento, tal a importância do acontecimento: firmamos parceria com o site Duplipensar (editado pelo Leonardo Silvino) e estaremos realizando um intercâmbio de artigos entre os publicados no Simplicíssimo e no Duplipensar.

Já na próxima edição será criado uma seção chamada DupliArtigo onde alguns textos originalmente publicados no Duplipensar e selecionados pela nossa edição serão devidamente postados.

No mais, é festa!

As negociações para um novo Sarau Literário em Porto Alegre estão bem avançadas e as atividades devem principiar em março, mais tardar em abril.

Ah! Mais um aviso: em função de na próxima semana este que vos fala provavelmente estar devidamente enclausurado na Base Aérea de Canoas – RS, a edição de número 61 do Simplicíssimo deverá sair somente na sexta-feira dia 6 à noite.

Sem mais...

Rafael Luiz Reinehr

 

PS: recebi hoje (29/01/04) a comunicação de que fui dispensado da prestação do Serviço Militar! É nessas horas que minha dúvida sobre a existência de Deus fica mais fraca e tendo seriamente a acreditar na sua existência!

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Carta para Antoine, foi só um espinho
Daniela Castilho

Você e seu hábito de jardinagem! Eu venho dizendo para você há meses: já não cultivou rosas suficientes? Rosas são lindas, também concordo com você, e o perfume de um roseiral é inigualável, tem um cheiro fresco de verde e de sol bobo, aquele sol que tem às seis da manhã em dias de verão. Mas você precisa tomar cuidado com hobbies que se tornam hábitos, se é um hábito não é mais um hobbie, e me parece que, segundo você escreve, não há mais gosto no que você faz há algum tempo.

Os pulgões são inevitáveis, Antoine, minha avó costumava pulverizar as roseiras com vinagre, não sei se funciona - tenho tão pouco jeito com jardinagem, você não tem idéia - mas ao menos, ela acreditava que sim, e pulverizava caprichosamente as roseiras. Ela era engraçada, minha avó, com um chapéu de palha imenso, vestidos floridos, cuidando das roseiras. O jardim que ela mantinha era muito menor que o seu, mas era lindo, lindo. Rosas vermelhas e brancas, na maioria, porque ela não tinha a sua mania de bibliotecas, de verificar as espécies e colecionar tipos. Para ela, uma rosa era uma rosa, tinha cor e perfume, e estava tudo bem.


Não sou boa em dar conselhos, mas talvez você devesse procurar outras coisas para fazer. Eu li com tristeza o que você me contou dos espinhos e do seu acesso de raiva. Chorar por flores não é exatamente uma coisa boa, eu acho. E rosas tem espinhos mesmo. É uma das coisas da natureza, colocar espinhos em tudo, proteger a beleza de alguma maneira. E até onde entendi, os espinhos das suas rosas nem são daqueles muito duros, de rosas de cabo longo, vermelhas, não é isso mesmo? As rosas chá tem espinhos pequeninos, nem chega a furar muito a pele..

Ainda assim, Antoine, foi só um espinho. Apenas furou um dedo, caiu uma gota de sangue, você chupou o dedo e depois passou. Dói um pouco, eu sei, mas não justifica... quer dizer, quem sou eu para falar? Eu entendo - pelo que você me conta - o amor que você tem a cultivar essas flores, mas foi só um espinho, Antoine, e rosas tem espinhos. Uma espetada eventual no dedo é o preço que se paga pelo perfume, pelo colorido, pela sensação de paz e felicidade ao contemplar as rosas quando recebem a água da rega, os pequenos arco-íris que se formam nos esguichos, o sol brilhando nas pétalas molhadas... eu sei que você vê a beleza e a poesia nisso, você e a sua capacidade infinita de apreciar o belo.


Foi só um espinho, Antoine, não se justifica.

Não vou mais falar nisso, quem sou eu para julgar. Desculpe-me tomar o partido das rosas. Eu deveria ficar do seu lado, não das flores, mas tive pena. Lendo a sua carta, pude ver você zangado, as lágrimas de raiva e frustração, e como você deve ter destruído as roseiras em poucos segundos, com a tesoura de poda. Eu consigo imaginar, você e sua fúria sanguínea, varrendo do mapa do jardim em segundos as indefesas roseiras.
Não vou falar mais nisso. Desculpe. Talvez você devesse pensar em colecionar selos.


Mas que foi só um espinho, e que rosas tem espinhos, e que você sabia que rosas tem espinhos quando decidiu cultivá-las, isso, Antoine, você não vai poder negar.

Um beijo da sua amiga

PS: Um amigo sugeriu que você desistisse de rosas e tentasse marias-sem-vergonha ou beijinhos, porque afinal, rosas nem são flores de verdade, mesmo.

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Nua & Crua
Cristiane Martins



Êxtase, Prazer e Anonimato

É meia noite quando o telefone toca e meio sonolento ele atende sem se dar conta do horário: “Que? Mas meu aniversário foi mês passado.”

“Não importa – uma voz feminina, rouca e sensual fala do outro lado da linha – então vamos comemorar o Natal.”

“Mas estamos em junho.” – Ele não estava entendendo ao certo o que ela queria comemorar!

“Te espero em meu apartamento. Sabes onde é?”

“Claro, mas podes me confirmar para que eu não me atrase?”

A moça do outro lado da linha fala pausadamente seu endereço e ele anota em um pedaço de papel, tomando cuidado para não errar!

“Venha agora, estou te esperando...”

Ele veste a calça jeans surrada, a camiseta, os tênis kildare empoeirados e toma um táxi até o endereço que ele rascunhara no papel! Não estava entendendo muito bem aquilo tudo, mas iria até lá para conferir o que ela estava preparando para ele!

Lá chegando apertou o número do apartamento e a porta do prédio se abre, a porta do apartamento estava entreaberta e ele podia sentir o cheiro de incenso que pairava no ar! Ela o esperava em trajes mínimos na cor vermelha! Ele ainda tentou falar algo, mas ela o puxou pela camiseta e o arrastou até o quarto onde o circo estava literalmente armado: velas, chocolates, morangos, rosas, uvas, licores e champanhes, lençóis de seda brancos cobertos por pétalas de rosas carmim.

Com um olhar felino a loira fenomenal o arrasta até a cama, ele bem que tentou balbuciar algumas palavras que tornaram-se grunidos assim que ela tapou sua boca com a dela e ferozmente o “atacou” da forma que qualquer homem gostaria de ser atacado! Foram horas de êxtase, foram horas de prazer intenso e louco! Tudo aquilo parecia insano aos olhos dele. Mas qual homem em sã consciência iria querer parar aquela máquina de fazer sexo?

Quase cinco horas mais tarde os galos já anunciavam a chegada de um novo dia, os morangos, chocolates e uvas já eram história, os licores e champanhes haviam sido ingeridos e ele havia adormecido vencido pelo cansaço!

Abriu os olhos devagar e meio incomodado com os primeiros raios de sol que já começavam a adentrar pela janela empoeirada! Num salto deu-se conta que não estava em casa, e olhando para o lado ele visualizou a imagem do desejo em pessoa, recostada em alguns travesseiros ela fumava um cigarro e soltava a fumaça em forma de pequenas rodelas que se dissipavam no ar poluindo a atmosfera do pequeno quarto.

Já colocando sua roupa ele olhou-a e meio constrangido perguntou:

“Será que pelo menos eu poderia saber o seu nome?”

 

Mais Cristiane Martins:

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Instruções para dar corda no relógio
Alessandro Garcia

UMBIGO

É bem verdade que você olhava para ela enquanto tentava chegar à conclusão se lambia ou não o seu umbigo. Era um umbigo mais ou menos como todos os outros, (daqueles socadinhos, que você imagina terem sido cortados com um cuidado infinito pelo médico; mas aqueles umbigos saltados, que parecem com lombrigas, daqueles você sempre sentiu um nojo descomunal), não se comportava como objeto mais puro para teus desvarios e ações insanas. Mas te provocava. Ela pulava como todas elas pulam - como se o mundo fosse se acabar ou como se o seu umbigo fosse realmente o centro do mundo. Talvez tivesse imenso orgulho dele. Achasse-se tremendamente bem acabada na profundeza daquele umbigo que deveria ter espaço o bastante para reservas de água em noites mais calorentas. A noite agora estava bem assim. Tudo o que tinha ao redor do seu umbigo era suor e tudo o que você queria era lamber o suor do umbigo dela e salpicar de saliva cada poro que o estivesse rodeando.

A bebedeira talvez fosse ser um pretexto extraordinariamente bem aceito na maior parte das explicações com a boca sangrando enquanto você fosse retirado violentamente daquele baile de família. Lugar onde se toca Olha a Cabeleira do Zezé não é, definitivamente, um bom lugar para se sugar o umbigo de uma completa desconhecida.

Mas enquanto você olhava fixamente, sentia-se quase como íntimo, tão claro era o modo como aquele umbigo o chamava, na imensidão daquele buraco escuro e, parecia, tão receptivo. Os amigos ficavam pulando à tua volta e gritando Vamos, vamos lá naquele grupo de mulher!, mas você não prestava muita atenção, absorto que estava em descobrir onde aquilo iria parar.

Quando pareceu que tudo era uma obra desagradável do terrível estado alcoólico em que você se encontrava, era tarde demais e, com a mesma rapidez e perspicácia com que você conseguiu atingir com a ponta da língua o fundo daquele orifício de tão belo espécime, o rapaz truculento com a orelha deformada lhe atingiu com o cotovelo no centro do ouvido e depois disso você já não sabe mais o que aconteceu.

Alessandro Garcia é escritor, publicitário, apaixonado por umbigos femininos bem feitos. Escreve no Suburbana. [http://suburbana.blogspot.com].

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Escrever por Escrever L(excertos)
Rafael Luiz Reinehr

{24/11/2001 – Sábado – 13:39}

Agora estou escutando Era 2, “Divano”... Música bem legal! Nem sei qual é a classificação... New Age, Ambiental, sei lá... É aquelas coisas tipo Enya, sabe?...

Ontem, ao cruzar, lá no centro, perto da garagem onde o vô sempre estacionava quando vinha para Porto Alegre, por um senhor já nos seus quarenta e poucos anos, sem os braços, passei a pensar nas dificuldades que ele deve ter passado e como ele deve ter vivido nesses seus anos de vida. Como conseguira trabalhar, ganhar seu sustento, pois me parecera que era assim desde o nascimento. Nesse momento tive a idéia de fazer uma espécie de documentário sobre ele, para que ele possa contar a sua história e mostrar seu modo de vida atual, além de contar o que espera para o futuro. No mesmo instante, surgiu a idéia de fazer uma série desse documentário, com as mais variadas pessoas das ruas (ou não). Surgiu aí “A Vida de...”, mais um Projeto Megalomaníaco produzido pelo The Brains Group. Dezembro chegando. Minhas provas também. Sem a mínima vontade de estudar. Hoje vou tocar no Instituto Mário Martins com a SuperJazz 7. Vamos tocar:

- Balada do Louco (Mutantes)

- Fácil (Jota Quest)

- Bebendo Vinho (Wander Wildner)

- Música Urbana (Capital Inicial)

- Faxineira (Nei Lisboa)

- Amigo Punk (Graforréia Xilarmônica)

- Nunca Diga (Graforréia Xilarmônica)

- Sociedade Alternativa (Raul Seixas)

- Simca Chambord (Camisa de Vênus)

- Você Não Serve Pra Mim (Roberto Carlos)

- Superfantástico / Twist and Shout [medley] (Balão Mágico/Beatles [ou de quem for a versão original])

Agora vou ensaiar um pouquinho e trocar as cordas da guitarra. Fui... (falamos mais [muuuuuuito mais] em dezembro! {24/11/2001 – Sábado – 13:55}

{13/12/2001 – Quinta-feira – 11:48}

Loucura, loucura! Quanto tempo sem escrever e que saudade! Várias novidades para contar. Vou começar:

Fiz meus concursos de residência médica no Hospital de Clínicas e no Hospital Conceição, para Endocrinologia. No Hospital Conceição, tirei o primeiro lugar disparado, ganhando mesmo até de um cara que colou durante a prova e que havia sido o primeiro lugar no concurso para Medicina Interna há 2 anos. Minha única preocupação diz respeito ao fato de que, no Hospital de Clínicas, onde ainda não tenho o resultado, ele estava sentado lado a lado com três colegas, e fizeram a prova juntos. Bem, se, por acaso eu for melhor que os 4 juntos, aí não tem choro mesmo. Mas acho difícil que isso ocorra. Hoje fiz minha matrícula para a UFRGS, 2 cadeiras: Estatística II e Política I, às terças e segundas à noite, respectivamente. (((...)))

Tenho saído um pouquinho na noite depois das provas. Ontem fui no Acústico e hoje irei no Manara, depois de terminar com a Márcia Briones a capa do CD da The Brains. Tenho plantão sexta, sábado, domingo e segunda. Na terça acho que vou marcar ensaio, mas aí vou perder já 2 aulas da faculdade!...

Estou baixando muitos filmes pela internet. Já tenho mais de 70. Esse ADSL é uma maravilha! O que vai ser daqui a uns 10 anos???

Hoje à tarde tenho aula de percepção musical, depois ambulatório lá no HNSC. Estou cansado. Meu corpo pede água. Precisaria dormir pelo menos um dia até o meio-dia...

Estou meio sem criatividade. O repouso me traz ela de volta. Comprei uma pedaleira da BOSS, a GT-6, um espetáculo. Tem um som celestial e infernal ao mesmo tempo. Nunca ouvi nada igual. Uma beleza!!!

Agora estou sentindo o cheirinho do almoço que se aproxima: cubinhos de porco com bacon em volta e arroz! Hummmmmmmmmm!!!!!!!!! Tô descendo para comer! {13/12/2001 – Quinta-feira – 12:00}

{01/01/2002 – Terça-feira – 23:59}

Ano Novo! 2002, Feliz Ano Bom para todos! Começo na Endocrinologia no Conceição, a The Brains vai ficar conhecida, desenvolverei meu lado artístico, estabilizarei minha vida emocional e progredirei profissionalmente, e começarei meu pé-de-meia.

Escrevo mais na seqüência. Muitas idéias e resoluções para registrar! {02/01/2002 – Quarta-feira – 00:03}

{12/01/2002 – Sábado – 12:57}

Sábado, começo da tarde, sentado em frente ao computador, escutando Supla (Green Hair) e outras breguices, baixando Harry Potter pelo Internet (Sydney Magal – O meu sangue ferve por você) e escrevendo por escrever...

Tantas coisas para escrever... Nem sei por onde começar...

Bem: The Brains: estou tocando pra frente. Apesar da apatia do Fabiano e do João (Sidney Magal – Sandra Rosa Madalena), não me deixei abater e estou tocando o CD pra frente. Já consegui divulgação, mandei fazer a capa que fica pronta na quarta-feira e agora só temos que ensaiar para fazer o show de lançamento (Sidney Magal – Me chama que eu vou), (Reflexus – Senegal), mais tardar na segunda quinzena de fevereiro, por mim.

A Carol está aqui em casa desde o dia primeiro. Anteontem levei ela no Hospital, para acompanhar um dia de Endocrinologista. Foi um caos: além de ser um dia realmente estressante por um monte de motivos que não quero escrever agora, um monte de pessoas (mulheres) ficaram olhando feio para ela (acho que ela nem percebeu). E para mim também... Que coisa!

Consegui de volta o dinheiro de um amplificador usado que eu tinha comprado e vou usá-lo (acho) para comprar um Marshall AVT 100, pré-valvulado... No fim do ano quero ver se compro um carro novo. Estou pensando no Golf 2.0 série Comfortline, que custa cerca de R$ 38.000,00. Mas daí tenho que ter pelo menos uns R$ 10.000,00 em dinheiro para auxiliar na entrada. Vamos ver. (Rodney Dy – Funk da Pamonha)

Hoje à tarde eu e a Carol vamos fazer a parte de trás da capa do CD The Brains da The Brains. De repente também vamos dar uma volta por aí, quem sabe... Também tenho que arrumar a bagunça que está aqui em cima.

Esses dias, minha mãe pediu que eu começasse a pagar todo o valor da mensalidade do carro, além da conta de telefone. Não sei se isso é para evitar que eu tenha dinheiro para sair de casa ou o quê. Só sei que disse a ela que ia pensar... Realmente, se eu fizer isso, não sei se vou conseguir comprar o carro no fim do ano... (Odair José – Pare de tomar a pílula)

Daqui a pouco quero tomar banho. Essa noite eu estava de plantão na ULBRA em Novo Hamburgo e hoje pela manhã eu vi pacientes na Endocrinologia. Sem muito estresse, só correria.

Tenho que aprender a lidar com os programas de gravação de som do meu computador e também com os de edição de imagem. Não posso desperdiçar o poderio que montei e nem perder muito tempo sem criar e mostrar o que sou capaz de fazer.

Tenho que ligar para a Ana e para a Tatiana. Tamém quero falar com o Eduardo. Entrar em contato com a TVE, com o Ocidente, Dr. Jekyll, Vermelho 23, Manara, Garagem Hermética, Zelig e lugares afins (Os Incríveis – Eu te amo meu Brasil) para que possamos tocar a partir de fevereiro.

Bem, por enquanto chega. Ah! Começaram as aulas na UFRGS. Estou fazendo duas cadeiras: Política I e Estatística II, na segunda e terça-feiras, lá no Campus do Vale. Nas segundas, sou colega da Quéli. Temos trabalho para apresentar na segunda. Tenho que escrever para o grupo! {12/01/2002 – Sábado – 13:19}

{19/01/2001 – Sábado – 22:06}

Hoje foi um dia bom. Bem bom. Acordei lá em Novo Hamburgo, saí do meu plantão na ULBRA, vim para Porto. Cheguei em casa, dei um beijinho na Carol, que estava dormindo... Toda manhosa ela... Tomei banho, deitei um pouquinho, (((...)))... Fui para o centro, na Good Music trocar o pedal Danelectro que eu tinha comprado, por algo que eu ainda não sabia o que era (ou seria). Acabei pegando em troca (e pagando uma booooa diferença!) uma guitarra De Armond azul, muuuuuito legal, e com um som infernal, que só fui ver mesmo o quão bom era quando cheguei em casa. Na volta para casa passei na gráfica e peguei as capas (1000) do CD da The Brains. Ficaram um must! Muuuuuuuuuuuuuuuito legas! Chegando em casa, a Carol tinha preparado bife e batatas fritas. Bom. No começo da tarde, passei a fazer mais umas cópias do CD da The Brains e a colocar as capinhas neles. Jóia! Muito bacana. Profi! Depois, também toquei na minha guitarra nova, que é um show, visual e musicalmente falando! Agora à tardinha eu e a Carol fomos no Zaffari fazer compras para fazer a receita que a Iracema, minha preceptora da Endócrino me ensinou: “Carreteiro Gaúcho”, feito com costelas de porco, pimentão verde e vermelho e milho. Ficou meio sem sal, mas bem bom! Agora a Carol está tomando banho e vamos sair para dançar. Eu estou bem sem vontade, mas, fazer o quê, né...

Na quinta fomos no 8 e ½, ver o Sexteto Blazz. Também foi a Cris Traiber, o Maurício e a Aline do Pigmeu (são de fé!), o Fabiano e o Sebastian. Tava espetacular o som; o que matava era aqueles ventiladores jogando fumaça nos olhos!

Amanhã tenho plantão em Novo Hamburgo, no Centro Clínico, à noite. Pela manhã, vou dormir. Almoçaremos no chinês, passearemos no Brique, brechós, coisa e tal.

Na segunda, depois do dia de trabalho e da aula de Política I, tem ensaio da The Brains no Estúdio AutoExec, das 22:00 à meia-noite. Espero que seja bom! Vou estrear minha Guild DeArmond e minha Roland Boss GT-6. No sábado tem The Brains novamente, aí 4 horas de imersão: do meio-dia às 16:00. No sábado pela manhã faço concurso em Dois Irmãos para Clínico Geral. Salário de R$ 1232,unsquebrados para 80 horas mensais. Boa sorte para mim.

Amanhã, será um lindo dia... {19/01/2002 – Sábado – 22:22}

(continua na próxima semana...CONTAGEM REGRESSIVA! Só faltam 3 Escrever por Escrever!))

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Diálogos da noite de PoA
Pedro Schestatsky


- Desculpa eu não sou de chegar assim, mas acho que conheço você!
Não podia ser verdade. Devia estar sonhando: a menina mais gata da festa estava chegando nele, o Murillo. Devia ter acreditado na sua mãe quando lhe disse momentos antes de sair de casa: “Lindinho! Você está um pão!”
“Não enche o saco mãe !”
Ela estava certa. Restou-lhe reponder à desconhecida:
- O quê? - com um jeito meio zonzo
- É, acho que conheço você, mas não sei da...
- Da onde? - estava surpreso com sua própria naturalidade
- Não sei ao certo... Hum, deixa ver... - pensou por alguns segundos até
que - Ah, desculpa não consigo me lembrar, acho que me enganei
- O que é isso? Não precisa se desculpar, eu também ache que conheço você - ele sabia com certeza que ela nunca havia o visto e tudo tratava-se de um pretexto para lhe falar
- Epa! Acho que lembrei... Mas que boba que eu sou...Te vi num filme..
- Mesmo? Que filme? - aproximando-se, vaidoso do reflexo no vidro da janela e preparando-se para o bote
- Você viu " Histórias Fantásticas II "
- Hã, não.
- Você parece aquele cachorrão gordo que voava com um macaco. Um amor...
Olha-se novamente pelo reflexo do vidro novamente e conclui: "Nada mau para um cachorro"

____________________________________________________________

Chega o Sérgio para seu amigo:
- Não adianta cara. Nunca me dou bem nestas festas do Metrópolis. Sempre fico sozinho e, pô Nelson, convenhamos que eu não sou de se jogar fora.
- Também, né, tu nunca chega em ninguém...
- Putz! É mesmo!

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I-Racional
Pedro Volkmann

Um dia você descobre que escreve e começa a entupir seus amigos com suas idéias, formatadas para conter alguns momentos especiais e alguma sonoridade. Quando fui convidado para escrever uma coluna no Jornal Èduka, aceitei sob a condição de batizá-la.

Como fazem podem ver, no mini flash-back (ver o título), pedi para que o nome fosse I-Racional. Talvez, alguns de vocês se perguntem: Tudo bem! Mas o que momentos especiais e sonoridade tem a ver com isto? Insisto, já explico. Então achei que esta coluna cairia como uma luva para o Simplex, pois trata de assuntos simplicíssimos como nosso cotidiano.

Sempre que vejo coisas muito racionais, raciocino com razão: isto é I-Racional. Sempre que me param e me deparo com cenas grotescas, grosseiras, besteiras, fico a espreita e berro: isto é I-Racional. Sim racionalidade demais é I-Racional e existe um que de Racionalidade antes de um ato Irracional. Estudar, ex tudante, tu Dante, dantesco, passando quinze anos da tua vida em bancos escolares para ganhar três salários mínimos.

Ou viver do jogo da bola, para morrer pobre na solidão, quebrado por um colega, por um requebrado.

IIIIIIIIIIIIIIIIII Racional, quando a ciência não salva uma vida por que não é garantido. Mas para ser garantido com sorte, só numa festa no norte.

A vida nos prega surpresas, doutores morrendo de fome, analfabetos milionários. No mundo de Romários, romarias e muita fé. Quem tem fé de mais, não consegue casar na festa.

O mundo muda, o você cala. Suas emoções não se transformam. QI, QE, QB, I-Racional e QT. Quem indica, quem emociona, que bunda, isto é que faz grana. Veja: I-Racional.

Conteúdos densos, palestrantes tensos, nem penso. Esta época: I-Racional.

Quem é mais louco? O porra-loca ou o certinho que perde a mulher para o piloto-automático? Isto mesmo ele perde a mulher dele para ele mesmo, já que até a transa é de modo certinho, cronometrado. Corno letrado. I-Racional. Acorda e vai trabalhar, pelado por dentro por que se vestiu com o piloto-automático. Parece uma máquina, levanta, trabalha, acorda e vai dormir, não importa a ordem já que não vai despertar.

Vou seguindo a vida por ai, para não me perder dela, já que o que passou, passou e não passará mais. O tempo é relativo, mas é inexorável. I-Racional. Encaixotamos o tempo e nos perdemos da vida, vivemos para o relógio. Re-logia, e-logios. I-racional.

Tome uma atitude na vida, fuja enquanto há tempo. Junte-se a mim, venha ser I-Racional.

 

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Neuras de Mulheres....
Nora Borges

Visita de rotina aos médicos. Todo ano a mesma peregrinação. Mastologista, ginecologista, oftalmologista, dentista... Mas um dia, resolvi incluir um ISTA novo na minha odisséia...um DERMATOLOGISTA. Já era hora de procurar uns creminhos mágicos para tentar retardar ao máximo as marcas da inevitável entrada nos ENTA. Para ser sincera e nem um pouco modesta, entrei gloriosa nesta seita . Com direito a uma festa memorável, que durou até as 10 horas da manhã do dia seguinte. Festa com música ao vivo, Los Años Dorados, na melhor boite da cidade, todos os amigos, fotografias...tudo maravilhoso. Na verdade, sentia-me espetacular. Tudo certo.
Ninguém podia cantar para mim a ridícula frase da Calcanhoto \"nada ficou no lugar...\" Mas não sei o que deu no espelho lá de casa, que resolveu, do dia para noite, tomar ares de conto de fadas. Aliás, de bruxas. E mostrar coisinhas que nunca haviam aparecido. ( Ou eu não havia notado?) Pontinhos azuis nos tornozelos, pintinhas negras no colo, nos braços, bolinhas vermelhas na bunda...olheiras mais profundas...
Como assim???? Assim...sem avisar nem nada. De repente o idiota resolveu mostrar e pronto. Ah, não. Isso não iria ficar assim.

ISTA novo na lista do convênio. O melhor. Queria o melhor especialista de todos os ISTAS... Achei. Marquei. E fui tão nervosa quanto para um encontro \" bem intencionado\" daqueles que a gente escolhe a roupa íntima com cuidado, que é para não fazer feio...nem parecer que foi uma escolha proposital... Sacumé, né??? Pois sim. O sujeito era um dermatologista famoso. Via e futucava a pele de toda a nata feminina e masculina da cidade. Assim, me armei de humildade. Disposta a mostrar cada defeitinho novo que estava observando, através do maquiavélico e ex amigo espelho de meu quarto. Depois de fazer uma ficha com meus dados, o \"doutor\" me olhou, finalmente nos olhos, e perguntou: \"O que lhe trouxe aquí?\" Fiquei vermelha como um tomate. E muda.
Ele sorriu e esperou. Quase de olhos fechados, desfiei minhas queixas. Ele observou \" in loco\" cada uma delas, com uma luz de 200wtz e uma lupa... e começou o seu diagnóstico.

\"As pintinhas são sinais de sol, por todo o sol que já tomou na vida. Com a IDADE (tóin!) elas vão aparecendo, cada vez mais numerosas. Vai precisar de um protetor solar para sair de casa pela manhã, mesmo sem ir à praia. Para dirigir mesmo. Braços e pernas e rosto e pescoço. E praia? Evite. Só de 6 às 10 da manhã, sob proteção máxima, guarda sol, óculos e chapéu. Bronzear-se, nunca mais.\" Ahmmm... ( a turma só chega às 11 !??) \"Os pontinhos azuis são pequenos vasos que não suportam a pressão do corpo sobre os saltos altos. Evite.Use sapatos com salto anabela ou baixos, de preferência. Compre uma meia elástica, Kendall, para quando tiver que usar os saltos altos.\" Ahmmmaaaa...( Kendall???e as minhas preciosas sandalinhas???) \"As bolinhas na bunda são normais, por causa do calor. Para evitá-las use mais saias que calças. Evite o jeans e as calcinhas de lycra. As de algodão puro...são as melhores...e folgadas.\" Ahmnunght???? ( e pude \" ver\" as de minha mãe, enormes, na cintura, de florzinhas cor de rosa.....vou chorar!) \"As olheiras são de família. Não há muito o que fazer. Use esse creme à noite, antes de dormir e procure não dormir tarde. Alimentação leve, com muita fruta e verdura, pouca carne e muito peixe. Nada de tabaco, nem álcool... nem café.\"

E a histérica aquí começou a rir... Agradeci, peguei suas receitas e saí rindo, rindo... me dobrando de tanto rir... No carro comecei a falar sozinha... tudo o que deveria ter dito e não disse: \" Trabalho muito, doutor... muitas noites vou dormir às 2h, escrevendo e lendo. Bebo e fumo. Tomo café. Saio pelas noites de boemia com os amigos e os violões para as serenatas de lua cheia....e que noites!!!! Adoro os saltos, principalmente nas sandálias fininhas. Impossível a meia elástica ( argh!!). Calcinhas de algodão? E folgadas??? Adoro as justinhas e rendadas... E não abandono meu jeans nem sob ameça de morte!!! É meu melhor amigo!!!! Dormir lambuzada? Neste calor? E minhas duchas frias com sabonete Jonhson para ficar fresca como um bebê, cada noite? E nada de praia??? O senhor está louco é???? Endoideceu foi??? Moro em Recife, com esse mar e tudo... e tenho só 40 anos... meia vida inteira pela frente!!! Doutor Fulustreco, na MINHA IDADE não vou viver como se tivesse feito trinta anos em um.
Até um dia desses tinha 39... e agora em vez de 40 estou fazendo 70??? Inclua aí na sua lista de remédios para as de 40 a 60, MEIA LUZ... Acho que é só isso que eu preciso.Um bom abajur com uma luz de 15wts... E um namorado que use óculos. É isso... só isso !!! Entendeu??\"

P arei no sinal e olhei de lado e um garoto de uns 25 anos piscou o olho para mim. Ah... e ele nem usava óculos! Nunca fiz o que me recomendou o FULUSTRECO ISTA. Minhas olheiras são parte de meu charme. E valem o que faço pelas noites a dentro... ah!!! se valem! As bolinhas da bunda desapareceram com uma solução caseira de vitamina A, que quase todas as mulheres usavam e eu não sabia, até que contei minha historia do \"bruxo mal\". As pintinhas estão aquí... sem grandes alardes... e até que já acho bonitinhas. O espelho é muito menor...o outro eu dei a minha filha. E meu namorado diz que estou cada dia mais linda! Principalmente quando estou de saltos e rendas, disposta a encarar uma noite de vinhos e música. É claro que ele usa óculos. Mas quando quero ficar fatal, tiro seus óculos...E acendo o abajur...

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Ombudsman
Letícia Furtado

Começo a escrever questionando-me o porquê de certas meninas, mulheres tem este complexo insuportável de Martha Medeiros. Talvez por isto ela (a Martha) tenha seu nome figurando entre os mais procurados nos sites de busca. Textos chatos, pedantes, sem graça, parecendo querer ser inteligentes, causam bocejos infindáveis. Seria interessante que: ou se ache a própria forma de escrever ou esqueça! Dedique-se a outro tipo de atividade cultural, artística que renda mais do que textos com cara de pré fabricados.

Já o caríssimo Rafael Reinehr vem em seu editorial convocar os leitores para que se organizem e participem de alguma atividade voluntária. Seria digno de aplausos se não fosse ter escrito que os americanos têm disposição maior em ajudar pessoas menos favorecidas do que nós, brasileiros latino-americanos. Não acredito nisto. Acredito que o povo americano tem sim, pré-disposição a organizar qualquer tipo de campanha absurda, com objetivos estapafúrdios, apenas para esquecerem a mediocridade das suas cabeças alienadas. Mas para o mesmo Rafael Reinehr, suplico pela continuação do “O Lemingue Assassino”! Perfeito! Maravilhosamente bem escrito.

No mais, as coisas decorrem assim, meio sem criatividade, meio tentando acertar. O texto “Entressafra” do Marcos Claudino é um desse que dão esperanças de que as pessoas ainda possuem alguma capacidade criadora. Afinal “a esperança é a última que morre” e acredite ou não meu querido companheiro ombudsman, às “inclementes TPM’s” não acompanham eternamente todas as mulheres. Até daqui quinze dias.

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Desafio Simplex

E o vencedor do Desafio Simplex DUPLO da semana que ganhou os CDs The Works do Men At Work e o CD Joyride do Roxette foi...

...Daniel Rech, de Porto Alegre – RS. O Daniel fez uma curiosa entrevista com uma alface! Olha só o que saiu:

“Olá
-Olá
-Qual seu nome?
-Não tenho certeza, somos todos muito iguais e eu me confundo um pouco, pode me chamar simplemente de alface.
-Certo, pra que time você torce?
-Palmeiras.
-Pra quem você votou na última eleição presidencial?
-Infelizmente alfaces não votam, mas sou sócio fundador do PV.
-Legal, e como você conheceu o Simplicísimo?
-Sou apaixonado por Men At Work, então quando soube que iam sortear um CD, corri pra responder o Desafio, mas como sou um alface, não me deixaram participar.
-Boa sorte da próxima vez, até mais.
-Tchau, foi um prazer”

Parabéns Daniel!

Para compensar a sorte, o senso de oportunidade e a perseverança, o Daniel decidiu sortear um CD da banda dele, em gentil doação para o Simplicíssimo!

Então, para ganhar o CD “Alguma Coisa” da banda Los Beselhos, basta enumerar 5 motivos que te fazem acreditar que o Rock não vai morrer (sugestão do Daniel).

A propósito: se alguém mais tiver a feliz idéia de doar algo para ser sorteado no Desafio Simplex, por favor nos comunique através das várias portas de acesso: Desafio, Participe, etc...

Vamos lá! Serão aceitas as respostas mandadas até sexta-feira dia 06/02/04 às 18:00.

... continuem participando e divulgando o Desafio Simplex!
O próximo desafio já está aí ...


Esse CD pode ser seu!
Desafio Simplex!

Clique aqui para saber mais!!!


Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)

 

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