28/01/2004
- Edição número
60
Agora estamos a falar com um tenente...
(não mais...)
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Editorial
Amigos Simplileitores!
Este que vos fala deve, neste momento, vos convocar,
em tom enérgico, digno de um ser humano
prestes a inserir-se nas forças armadas
brasileiras, a noticiar as grandes mudanças
que estão a ocorrer neste sítio.
Escrevo isso, pois
assim como escrevi no meu blógue “depois
de 10 anos que incluíram 6 anos de graduação
em Medicina, 2 anos de especialização
em Medicina Interna e 2 anos de especialização
em Endocrinologia, sempre solicitando adiamento
para realização de minha formação
profissional, finalmente chegou a hora de "prestar
contas à Pátria Amada Brasil".
A experiência
que me espera, tenho por certo, será de
grande valor para a formação e afirmação
do meu caráter (bahhhhhhhhh! Quanta besteira!)
Bem, mas vamos ao
que interessa!
O Simplicíssimo
passa a contar, a partir desta edição,
com mais um colunista fixo: Pedro Volkmann, que
nos brindará com deliciosas porções
semanais do seu requintado pensamento.
Nesta edição,
temos a grande estréia de duas novas colaboradoras:
Daniela Castilho e Nora Borges. Sejam bem-vindas
a esta casa, que também é sua! Daqui
a alguns dias, dêem uma olhada na página
pessoal das meninas no Simplicíssimo para
conhecer um pouco mais das mesmas. (Geralmente
reservamos a cadeira 2, o segundo artigo, para
“novatos”, ou seja, para escritores
estreantes no Simplicíssimo, mas em virtude
da tremenda participação, tivemos
que ampliar o número de estréias
para 2 textos para dar vazão e liberar
a fila de espera. Digníssimos amigos: seus
textos serão publicados! Paciência!)
Temos
também um motivo de grande orgulho que,
infelizmente por falta de espaço nesta
edição foi prorrogado para a próxima
edição, mas não posso deixar
de comunicar neste momento, tal a importância
do acontecimento: firmamos parceria com o site
Duplipensar
(editado pelo Leonardo Silvino) e estaremos realizando
um intercâmbio de artigos entre os publicados
no Simplicíssimo e no Duplipensar.
Já na próxima
edição será criado uma seção
chamada DupliArtigo onde alguns textos originalmente
publicados no Duplipensar e selecionados pela
nossa edição serão devidamente
postados.
No mais, é
festa!
As negociações
para um novo Sarau Literário em Porto Alegre
estão bem avançadas e as atividades
devem principiar em março, mais tardar
em abril.
Ah! Mais um aviso:
em função de na próxima semana
este que vos fala provavelmente estar devidamente
enclausurado na Base Aérea de Canoas –
RS, a edição de número 61
do Simplicíssimo deverá sair somente
na sexta-feira dia 6 à noite.
Sem mais...
Rafael
Luiz Reinehr
PS:
recebi hoje (29/01/04) a comunicação
de que fui dispensado da prestação
do Serviço Militar! É nessas horas
que minha dúvida sobre a existência
de Deus fica mais fraca e tendo seriamente a acreditar
na sua existência!
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Carta
para Antoine, foi só um espinho
Daniela
Castilho
Você e seu
hábito de jardinagem! Eu venho dizendo
para você há meses: já não
cultivou rosas suficientes? Rosas são lindas,
também concordo com você, e o perfume
de um roseiral é inigualável, tem
um cheiro fresco de verde e de sol bobo, aquele
sol que tem às seis da manhã em
dias de verão. Mas você precisa tomar
cuidado com hobbies que se tornam hábitos,
se é um hábito não é
mais um hobbie, e me parece que, segundo você
escreve, não há mais gosto no que
você faz há algum tempo.
Os pulgões
são inevitáveis, Antoine, minha
avó costumava pulverizar as roseiras com
vinagre, não sei se funciona - tenho tão
pouco jeito com jardinagem, você não
tem idéia - mas ao menos, ela acreditava
que sim, e pulverizava caprichosamente as roseiras.
Ela era engraçada, minha avó, com
um chapéu de palha imenso, vestidos floridos,
cuidando das roseiras. O jardim que ela mantinha
era muito menor que o seu, mas era lindo, lindo.
Rosas vermelhas e brancas, na maioria, porque
ela não tinha a sua mania de bibliotecas,
de verificar as espécies e colecionar tipos.
Para ela, uma rosa era uma rosa, tinha cor e perfume,
e estava tudo bem.
Não sou boa em dar conselhos, mas talvez
você devesse procurar outras coisas para
fazer. Eu li com tristeza o que você me
contou dos espinhos e do seu acesso de raiva.
Chorar por flores não é exatamente
uma coisa boa, eu acho. E rosas tem espinhos mesmo.
É uma das coisas da natureza, colocar espinhos
em tudo, proteger a beleza de alguma maneira.
E até onde entendi, os espinhos das suas
rosas nem são daqueles muito duros, de
rosas de cabo longo, vermelhas, não é
isso mesmo? As rosas chá tem espinhos pequeninos,
nem chega a furar muito a pele..
Ainda assim, Antoine,
foi só um espinho. Apenas furou um dedo,
caiu uma gota de sangue, você chupou o dedo
e depois passou. Dói um pouco, eu sei,
mas não justifica... quer dizer, quem sou
eu para falar? Eu entendo - pelo que você
me conta - o amor que você tem a cultivar
essas flores, mas foi só um espinho, Antoine,
e rosas tem espinhos. Uma espetada eventual no
dedo é o preço que se paga pelo
perfume, pelo colorido, pela sensação
de paz e felicidade ao contemplar as rosas quando
recebem a água da rega, os pequenos arco-íris
que se formam nos esguichos, o sol brilhando nas
pétalas molhadas... eu sei que você
vê a beleza e a poesia nisso, você
e a sua capacidade infinita de apreciar o belo.
Foi só um espinho, Antoine, não
se justifica.
Não vou mais
falar nisso, quem sou eu para julgar. Desculpe-me
tomar o partido das rosas. Eu deveria ficar do
seu lado, não das flores, mas tive pena.
Lendo a sua carta, pude ver você zangado,
as lágrimas de raiva e frustração,
e como você deve ter destruído as
roseiras em poucos segundos, com a tesoura de
poda. Eu consigo imaginar, você e sua fúria
sanguínea, varrendo do mapa do jardim em
segundos as indefesas roseiras.
Não vou falar mais nisso. Desculpe. Talvez
você devesse pensar em colecionar selos.
Mas que foi só um espinho, e que rosas
tem espinhos, e que você sabia que rosas
tem espinhos quando decidiu cultivá-las,
isso, Antoine, você não vai poder
negar.
Um beijo da sua
amiga
PS: Um amigo sugeriu
que você desistisse de rosas e tentasse
marias-sem-vergonha ou beijinhos, porque afinal,
rosas nem são flores de verdade, mesmo.
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Nua
& Crua
Cristiane Martins
Êxtase, Prazer e Anonimato
É
meia noite quando o telefone toca e meio sonolento
ele atende sem se dar conta do horário:
“Que? Mas meu aniversário foi mês
passado.”
“Não
importa – uma voz feminina, rouca e sensual
fala do outro lado da linha – então
vamos comemorar o Natal.”
“Mas
estamos em junho.” – Ele não
estava entendendo ao certo o que ela queria comemorar!
“Te
espero em meu apartamento. Sabes onde é?”
“Claro,
mas podes me confirmar para que eu não
me atrase?”
A
moça do outro lado da linha fala pausadamente
seu endereço e ele anota em um pedaço
de papel, tomando cuidado para não errar!
“Venha
agora, estou te esperando...”
Ele
veste a calça jeans surrada, a camiseta,
os tênis kildare empoeirados e toma um táxi
até o endereço que ele rascunhara
no papel! Não estava entendendo muito bem
aquilo tudo, mas iria até lá para
conferir o que ela estava preparando para ele!
Lá
chegando apertou o número do apartamento
e a porta do prédio se abre, a porta do
apartamento estava entreaberta e ele podia sentir
o cheiro de incenso que pairava no ar! Ela o esperava
em trajes mínimos na cor vermelha! Ele
ainda tentou falar algo, mas ela o puxou pela
camiseta e o arrastou até o quarto onde
o circo estava literalmente armado: velas, chocolates,
morangos, rosas, uvas, licores e champanhes, lençóis
de seda brancos cobertos por pétalas de
rosas carmim.
Com
um olhar felino a loira fenomenal o arrasta até
a cama, ele bem que tentou balbuciar algumas palavras
que tornaram-se grunidos assim que ela tapou sua
boca com a dela e ferozmente o “atacou”
da forma que qualquer homem gostaria de ser atacado!
Foram horas de êxtase, foram horas de prazer
intenso e louco! Tudo aquilo parecia insano aos
olhos dele. Mas qual homem em sã consciência
iria querer parar aquela máquina de fazer
sexo?
Quase
cinco horas mais tarde os galos já anunciavam
a chegada de um novo dia, os morangos, chocolates
e uvas já eram história, os licores
e champanhes haviam sido ingeridos e ele havia
adormecido vencido pelo cansaço!
Abriu
os olhos devagar e meio incomodado com os primeiros
raios de sol que já começavam a
adentrar pela janela empoeirada! Num salto deu-se
conta que não estava em casa, e olhando
para o lado ele visualizou a imagem do desejo
em pessoa, recostada em alguns travesseiros ela
fumava um cigarro e soltava a fumaça em
forma de pequenas rodelas que se dissipavam no
ar poluindo a atmosfera do pequeno quarto.
Já
colocando sua roupa ele olhou-a e meio constrangido
perguntou:
“Será
que pelo menos eu poderia saber o seu nome?”
Mais
Cristiane Martins:
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Instruções
para dar corda no relógio
Alessandro Garcia
UMBIGO
É
bem verdade que você olhava para ela enquanto
tentava chegar à conclusão se lambia
ou não o seu umbigo. Era um umbigo mais
ou menos como todos os outros, (daqueles socadinhos,
que você imagina terem sido cortados com
um cuidado infinito pelo médico; mas aqueles
umbigos saltados, que parecem com lombrigas, daqueles
você sempre sentiu um nojo descomunal),
não se comportava como objeto mais puro
para teus desvarios e ações insanas.
Mas te provocava. Ela pulava como todas elas pulam
- como se o mundo fosse se acabar ou como se o
seu umbigo fosse realmente o centro do mundo.
Talvez tivesse imenso orgulho dele. Achasse-se
tremendamente bem acabada na profundeza daquele
umbigo que deveria ter espaço o bastante
para reservas de água em noites mais calorentas.
A noite agora estava bem assim. Tudo o que tinha
ao redor do seu umbigo era suor e tudo o que você
queria era lamber o suor do umbigo dela e salpicar
de saliva cada poro que o estivesse rodeando.
A bebedeira talvez
fosse ser um pretexto extraordinariamente bem
aceito na maior parte das explicações
com a boca sangrando enquanto você fosse
retirado violentamente daquele baile de família.
Lugar onde se toca Olha a Cabeleira do Zezé
não é, definitivamente, um bom lugar
para se sugar o umbigo de uma completa desconhecida.
Mas enquanto você
olhava fixamente, sentia-se quase como íntimo,
tão claro era o modo como aquele umbigo
o chamava, na imensidão daquele buraco
escuro e, parecia, tão receptivo. Os amigos
ficavam pulando à tua volta e gritando
Vamos, vamos lá naquele grupo de mulher!,
mas você não prestava muita atenção,
absorto que estava em descobrir onde aquilo iria
parar.
Quando pareceu que
tudo era uma obra desagradável do terrível
estado alcoólico em que você se encontrava,
era tarde demais e, com a mesma rapidez e perspicácia
com que você conseguiu atingir com a ponta
da língua o fundo daquele orifício
de tão belo espécime, o rapaz truculento
com a orelha deformada lhe atingiu com o cotovelo
no centro do ouvido e depois disso você
já não sabe mais o que aconteceu.
Alessandro
Garcia é escritor, publicitário,
apaixonado por umbigos femininos bem feitos. Escreve
no Suburbana. [http://suburbana.blogspot.com].
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Escrever
por Escrever L(excertos)
Rafael Luiz Reinehr
{24/11/2001
– Sábado – 13:39}
Agora estou escutando Era 2, “Divano”...
Música bem legal! Nem sei qual é
a classificação... New Age, Ambiental,
sei lá... É aquelas coisas tipo
Enya, sabe?...
Ontem, ao cruzar, lá no centro, perto da
garagem onde o vô sempre estacionava quando
vinha para Porto Alegre, por um senhor já
nos seus quarenta e poucos anos, sem os braços,
passei a pensar nas dificuldades que ele deve
ter passado e como ele deve ter vivido nesses
seus anos de vida. Como conseguira trabalhar,
ganhar seu sustento, pois me parecera que era
assim desde o nascimento. Nesse momento tive a
idéia de fazer uma espécie de documentário
sobre ele, para que ele possa contar a sua história
e mostrar seu modo de vida atual, além
de contar o que espera para o futuro. No mesmo
instante, surgiu a idéia de fazer uma série
desse documentário, com as mais variadas
pessoas das ruas (ou não). Surgiu aí
“A Vida de...”, mais um Projeto Megalomaníaco
produzido pelo The Brains Group. Dezembro chegando.
Minhas provas também. Sem a mínima
vontade de estudar. Hoje vou tocar no Instituto
Mário Martins com a SuperJazz 7. Vamos
tocar:
-
Balada do Louco (Mutantes)
-
Fácil (Jota Quest)
-
Bebendo Vinho (Wander Wildner)
-
Música Urbana (Capital Inicial)
-
Faxineira (Nei Lisboa)
-
Amigo Punk (Graforréia Xilarmônica)
-
Nunca Diga (Graforréia Xilarmônica)
-
Sociedade Alternativa (Raul Seixas)
-
Simca Chambord (Camisa de Vênus)
-
Você Não Serve Pra Mim (Roberto Carlos)
-
Superfantástico / Twist and Shout [medley]
(Balão Mágico/Beatles [ou de quem
for a versão original])
Agora
vou ensaiar um pouquinho e trocar as cordas da
guitarra. Fui... (falamos mais [muuuuuuito mais]
em dezembro! {24/11/2001 – Sábado
– 13:55}
{13/12/2001
– Quinta-feira – 11:48}
Loucura,
loucura! Quanto tempo sem escrever e que saudade!
Várias novidades para contar. Vou começar:
Fiz
meus concursos de residência médica
no Hospital de Clínicas e no Hospital Conceição,
para Endocrinologia. No Hospital Conceição,
tirei o primeiro lugar disparado, ganhando mesmo
até de um cara que colou durante a prova
e que havia sido o primeiro lugar no concurso
para Medicina Interna há 2 anos. Minha
única preocupação diz respeito
ao fato de que, no Hospital de Clínicas,
onde ainda não tenho o resultado, ele estava
sentado lado a lado com três colegas, e
fizeram a prova juntos. Bem, se, por acaso eu
for melhor que os 4 juntos, aí não
tem choro mesmo. Mas acho difícil que isso
ocorra. Hoje fiz minha matrícula para a
UFRGS, 2 cadeiras: Estatística II e Política
I, às terças e segundas à
noite, respectivamente. (((...)))
Tenho
saído um pouquinho na noite depois das
provas. Ontem fui no Acústico e hoje irei
no Manara, depois de terminar com a Márcia
Briones a capa do CD da The Brains. Tenho plantão
sexta, sábado, domingo e segunda. Na terça
acho que vou marcar ensaio, mas aí vou
perder já 2 aulas da faculdade!...
Estou
baixando muitos filmes pela internet. Já
tenho mais de 70. Esse ADSL é uma maravilha!
O que vai ser daqui a uns 10 anos???
Hoje
à tarde tenho aula de percepção
musical, depois ambulatório lá no
HNSC. Estou cansado. Meu corpo pede água.
Precisaria dormir pelo menos um dia até
o meio-dia...
Estou
meio sem criatividade. O repouso me traz ela de
volta. Comprei uma pedaleira da BOSS, a GT-6,
um espetáculo. Tem um som celestial e infernal
ao mesmo tempo. Nunca ouvi nada igual. Uma beleza!!!
Agora
estou sentindo o cheirinho do almoço que
se aproxima: cubinhos de porco com bacon em volta
e arroz! Hummmmmmmmmm!!!!!!!!! Tô descendo
para comer! {13/12/2001 – Quinta-feira –
12:00}
{01/01/2002
– Terça-feira – 23:59}
Ano Novo! 2002, Feliz Ano Bom para todos! Começo
na Endocrinologia no Conceição,
a The Brains vai ficar conhecida, desenvolverei
meu lado artístico, estabilizarei minha
vida emocional e progredirei profissionalmente,
e começarei meu pé-de-meia.
Escrevo mais na seqüência. Muitas idéias
e resoluções para registrar! {02/01/2002
– Quarta-feira – 00:03}
{12/01/2002
– Sábado – 12:57}
Sábado, começo da tarde, sentado
em frente ao computador, escutando Supla (Green
Hair) e outras breguices, baixando Harry Potter
pelo Internet (Sydney Magal – O meu sangue
ferve por você) e escrevendo por escrever...
Tantas coisas para escrever... Nem sei por onde
começar...
Bem: The Brains: estou tocando pra frente. Apesar
da apatia do Fabiano e do João (Sidney
Magal – Sandra Rosa Madalena), não
me deixei abater e estou tocando o CD pra frente.
Já consegui divulgação, mandei
fazer a capa que fica pronta na quarta-feira e
agora só temos que ensaiar para fazer o
show de lançamento (Sidney Magal –
Me chama que eu vou), (Reflexus – Senegal),
mais tardar na segunda quinzena de fevereiro,
por mim.
A Carol está aqui em casa desde o dia primeiro.
Anteontem levei ela no Hospital, para acompanhar
um dia de Endocrinologista. Foi um caos: além
de ser um dia realmente estressante por um monte
de motivos que não quero escrever agora,
um monte de pessoas (mulheres) ficaram olhando
feio para ela (acho que ela nem percebeu). E para
mim também... Que coisa!
Consegui de volta o dinheiro de um amplificador
usado que eu tinha comprado e vou usá-lo
(acho) para comprar um Marshall AVT 100, pré-valvulado...
No fim do ano quero ver se compro um carro novo.
Estou pensando no Golf 2.0 série Comfortline,
que custa cerca de R$ 38.000,00. Mas daí
tenho que ter pelo menos uns R$ 10.000,00 em dinheiro
para auxiliar na entrada. Vamos ver. (Rodney Dy
– Funk da Pamonha)
Hoje à tarde eu e a Carol vamos fazer a
parte de trás da capa do CD The Brains
da The Brains. De repente também vamos
dar uma volta por aí, quem sabe... Também
tenho que arrumar a bagunça que está
aqui em cima.
Esses dias, minha mãe pediu que eu começasse
a pagar todo o valor da mensalidade do carro,
além da conta de telefone. Não sei
se isso é para evitar que eu tenha dinheiro
para sair de casa ou o quê. Só sei
que disse a ela que ia pensar... Realmente, se
eu fizer isso, não sei se vou conseguir
comprar o carro no fim do ano... (Odair José
– Pare de tomar a pílula)
Daqui a pouco quero tomar banho. Essa noite eu
estava de plantão na ULBRA em Novo Hamburgo
e hoje pela manhã eu vi pacientes na Endocrinologia.
Sem muito estresse, só correria.
Tenho que aprender a lidar com os programas de
gravação de som do meu computador
e também com os de edição
de imagem. Não posso desperdiçar
o poderio que montei e nem perder muito tempo
sem criar e mostrar o que sou capaz de fazer.
Tenho que ligar para a Ana e para a Tatiana. Tamém
quero falar com o Eduardo. Entrar em contato com
a TVE, com o Ocidente, Dr. Jekyll, Vermelho 23,
Manara, Garagem Hermética, Zelig e lugares
afins (Os Incríveis – Eu te amo meu
Brasil) para que possamos tocar a partir de fevereiro.
Bem, por enquanto chega. Ah! Começaram
as aulas na UFRGS. Estou fazendo duas cadeiras:
Política I e Estatística II, na
segunda e terça-feiras, lá no Campus
do Vale. Nas segundas, sou colega da Quéli.
Temos trabalho para apresentar na segunda. Tenho
que escrever para o grupo! {12/01/2002 –
Sábado – 13:19}
{19/01/2001
– Sábado – 22:06}
Hoje foi um dia bom. Bem bom. Acordei lá
em Novo Hamburgo, saí do meu plantão
na ULBRA, vim para Porto. Cheguei em casa, dei
um beijinho na Carol, que estava dormindo... Toda
manhosa ela... Tomei banho, deitei um pouquinho,
(((...)))... Fui para o centro, na Good Music
trocar o pedal Danelectro que eu tinha comprado,
por algo que eu ainda não sabia o que era
(ou seria). Acabei pegando em troca (e pagando
uma booooa diferença!) uma guitarra De
Armond azul, muuuuuito legal, e com um som infernal,
que só fui ver mesmo o quão bom
era quando cheguei em casa. Na volta para casa
passei na gráfica e peguei as capas (1000)
do CD da The Brains. Ficaram um must! Muuuuuuuuuuuuuuuito
legas! Chegando em casa, a Carol tinha preparado
bife e batatas fritas. Bom. No começo da
tarde, passei a fazer mais umas cópias
do CD da The Brains e a colocar as capinhas neles.
Jóia! Muito bacana. Profi! Depois, também
toquei na minha guitarra nova, que é um
show, visual e musicalmente falando! Agora à
tardinha eu e a Carol fomos no Zaffari fazer compras
para fazer a receita que a Iracema, minha preceptora
da Endócrino me ensinou: “Carreteiro
Gaúcho”, feito com costelas de porco,
pimentão verde e vermelho e milho. Ficou
meio sem sal, mas bem bom! Agora a Carol está
tomando banho e vamos sair para dançar.
Eu estou bem sem vontade, mas, fazer o quê,
né...
Na quinta fomos no 8 e ½, ver o Sexteto
Blazz. Também foi a Cris Traiber, o Maurício
e a Aline do Pigmeu (são de fé!),
o Fabiano e o Sebastian. Tava espetacular o som;
o que matava era aqueles ventiladores jogando
fumaça nos olhos!
Amanhã tenho plantão em Novo Hamburgo,
no Centro Clínico, à noite. Pela
manhã, vou dormir. Almoçaremos no
chinês, passearemos no Brique, brechós,
coisa e tal.
Na segunda, depois do dia de trabalho e da aula
de Política I, tem ensaio da The Brains
no Estúdio AutoExec, das 22:00 à
meia-noite. Espero que seja bom! Vou estrear minha
Guild DeArmond e minha Roland Boss GT-6. No sábado
tem The Brains novamente, aí 4 horas de
imersão: do meio-dia às 16:00. No
sábado pela manhã faço concurso
em Dois Irmãos para Clínico Geral.
Salário de R$ 1232,unsquebrados para 80
horas mensais. Boa sorte para mim.
Amanhã, será um lindo dia... {19/01/2002
– Sábado – 22:22}
(continua
na próxima semana...CONTAGEM REGRESSIVA!
Só faltam 3 Escrever por Escrever!))
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Diálogos
da noite de PoA
Pedro Schestatsky
- Desculpa eu não sou de chegar assim,
mas acho que conheço você!
Não podia ser verdade. Devia estar sonhando:
a menina mais gata da festa estava chegando nele,
o Murillo. Devia ter acreditado na sua mãe
quando lhe disse momentos antes de sair de casa:
“Lindinho! Você está um pão!”
“Não enche o saco mãe !”
Ela estava certa. Restou-lhe reponder à
desconhecida:
- O quê? - com um jeito meio zonzo
- É, acho que conheço você,
mas não sei da...
- Da onde? - estava surpreso com sua própria
naturalidade
- Não sei ao certo... Hum, deixa ver...
- pensou por alguns segundos até
que - Ah, desculpa não consigo me lembrar,
acho que me enganei
- O que é isso? Não precisa se desculpar,
eu também ache que conheço você
- ele sabia com certeza que ela nunca havia o
visto e tudo tratava-se de um pretexto para lhe
falar
- Epa! Acho que lembrei... Mas que boba que eu
sou...Te vi num filme..
- Mesmo? Que filme? - aproximando-se, vaidoso
do reflexo no vidro da janela e preparando-se
para o bote
- Você viu " Histórias Fantásticas
II "
- Hã, não.
- Você parece aquele cachorrão gordo
que voava com um macaco. Um amor...
Olha-se novamente pelo reflexo do vidro novamente
e conclui: "Nada mau para um cachorro"
____________________________________________________________
Chega
o Sérgio para seu amigo:
- Não adianta cara. Nunca me dou bem nestas
festas do Metrópolis. Sempre fico sozinho
e, pô Nelson, convenhamos que eu não
sou de se jogar fora.
- Também, né, tu nunca chega em
ninguém...
- Putz! É mesmo!
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I-Racional
Pedro
Volkmann
Um dia você
descobre que escreve e começa a entupir
seus amigos com suas idéias, formatadas
para conter alguns momentos especiais e alguma
sonoridade. Quando fui convidado para escrever
uma coluna no Jornal Èduka, aceitei sob
a condição de batizá-la.
Como fazem podem
ver, no mini flash-back (ver o título),
pedi para que o nome fosse I-Racional. Talvez,
alguns de vocês se perguntem: Tudo bem!
Mas o que momentos especiais e sonoridade tem
a ver com isto? Insisto, já explico. Então
achei que esta coluna cairia como uma luva para
o Simplex, pois trata de assuntos simplicíssimos
como nosso cotidiano.
Sempre que vejo coisas
muito racionais, raciocino com razão: isto
é I-Racional. Sempre que me param e me
deparo com cenas grotescas, grosseiras, besteiras,
fico a espreita e berro: isto é I-Racional.
Sim racionalidade demais é I-Racional e
existe um que de Racionalidade antes de um ato
Irracional. Estudar, ex tudante, tu Dante, dantesco,
passando quinze anos da tua vida em bancos escolares
para ganhar três salários mínimos.
Ou viver do jogo
da bola, para morrer pobre na solidão,
quebrado por um colega, por um requebrado.
IIIIIIIIIIIIIIIIII
Racional, quando a ciência não salva
uma vida por que não é garantido.
Mas para ser garantido com sorte, só numa
festa no norte.
A vida nos prega
surpresas, doutores morrendo de fome, analfabetos
milionários. No mundo de Romários,
romarias e muita fé. Quem tem fé
de mais, não consegue casar na festa.
O mundo muda, o você
cala. Suas emoções não se
transformam. QI, QE, QB, I-Racional e QT. Quem
indica, quem emociona, que bunda, isto é
que faz grana. Veja: I-Racional.
Conteúdos
densos, palestrantes tensos, nem penso. Esta época:
I-Racional.
Quem é mais
louco? O porra-loca ou o certinho que perde a
mulher para o piloto-automático? Isto mesmo
ele perde a mulher dele para ele mesmo, já
que até a transa é de modo certinho,
cronometrado. Corno letrado. I-Racional. Acorda
e vai trabalhar, pelado por dentro por que se
vestiu com o piloto-automático. Parece
uma máquina, levanta, trabalha, acorda
e vai dormir, não importa a ordem já
que não vai despertar.
Vou seguindo a vida
por ai, para não me perder dela, já
que o que passou, passou e não passará
mais. O tempo é relativo, mas é
inexorável. I-Racional. Encaixotamos o
tempo e nos perdemos da vida, vivemos para o relógio.
Re-logia, e-logios. I-racional.
Tome uma atitude
na vida, fuja enquanto há tempo. Junte-se
a mim, venha ser I-Racional.
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Neuras
de Mulheres....
Nora Borges
Visita
de rotina aos médicos. Todo ano a mesma
peregrinação. Mastologista, ginecologista,
oftalmologista, dentista... Mas um dia, resolvi
incluir um ISTA novo na minha odisséia...um
DERMATOLOGISTA. Já era hora de procurar
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