Simplicíssimo
Jornal Virtual de periodicidade semibisemanal


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Editorial

Esta é uma edição especial do Simplicíssimo, com certeza.

Além do e-zine ter sido produzido praticamente todo “livre de edição”, só com recorta/cola para manter a originalidade dos textos enviados por seus autores... Uns vão gostar, outros nem tanto. Dê sua opinião.

... o quê? Você está lendo este Editorial pelo site e não conhece o e-zine, que confortavelmente leva o Simplicíssimo à sua caixa de entrada 1 vez por semana os artigos mais interessantes e ecléticos da grande teia? Não pode ser! Vá já em Indique e se auto-indique para receber GRATUITAMENTE sua dose semanal desta FANTÁSTICA sopa de letras artística e culturalmente cozinhadas em uma Panela de Expressão.

...mas voltando, a segunda novidade a informar é que começamos, nesta edição, com uma parceria com o site Duplipensar, publicando o primeiro Dupliartigo selecionado pela nossa edição para constar nas páginas do Simplicíssimo. Seu autor é Paulo Ghiraldelli Jr., diretor do Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA).

EUA esses que andam pisando na bola comigo! Estou tentando comprar uma máquina fotográfica digital naquela m... e por um motivo qualquer (fraudes? Má-vontade?) a resposta é sempre: não aceitamos cartões de crédito internacionais. Pior: a resposta só é dada depois de você preencher dezenas de formulários, fornecer seu número de cartão de crédito, passar por trocentas medidas de segurança inclusive ter que mandar uma cópia em frente e verso de seu cartão se for sua primeira compra na loja e ainda telefonar para um número, falar em inglês com uma pessoa que parece que está trabalhando há 5 dias seguidos sem parar tamanho o mau humor, para finalmente esta pessoa lhe dizer, com a maior tranqüilidade que não aceitam cartões de crédito internacionais! Porque os f.d.p. não bloqueiam o trâmite no meio para evitar que percamos tempo no processo? Já sei: isso só pode ser revanchismo em relação à história dos aeroportos brasileiros! Viu só bando de abostados que ficaram defendendo e se curvando aos EUA no episódio da reciprocidade: um brasileiro sofrendo na pele a discriminação por ser brasileiro. Preconceito. PRECONCEITO do pior tipo.

Não mudo de idéia quanto ao governo americano e boa parte da sociedade enquanto não assinarem (e cumprirem) o tratado de Kyoto. E não me venham com o papo de anti-americanismo que isto não existe. Ninguém são o suficiente é contra toda a nação americana. O que temos, muitos de nós, brasileiros (e iraquianos, afegãos, argentinos, mexicanos, cubanos, etc.) contra a América diz respeito àqueles que estão no poder e seus subordinados que cagam na mesma linha.

Depois do desabafo, temos ainda a estréia de Gabriel Silveira no Simplicíssimo, assim como um texto de Daniel Rech que era para ter saído na semana passada, os brilhantes textos dos nossos colunistas Cristiane Martins, Alessandro Garcia, Pedro Volkmann, Pedro Schestatsky e um texto não tão brilhante assim de minha autoria. Aqui cabe ressaltar que o Escrever por Escrever, minha coluna semanal que está chegando ao número 51 está para acabar. Só restam, depois desta, mais duas edições. É chegada a hora da despedida. Segurem seus corações.

Ainda temos, diretamente de algum paraíso praiano, nosso amigo ombudsmann Maurício que deu um jeito de juntar uma palmeira com alguns fios da casca do côco para construir um rudimentar computador com acesso à Internet e deu um jeito de enviar seu texto do meio do nada para nosso deleite. E, já que estamos falando em Ombudsman, nossa Ombudswoman sofreu pesadas críticas na edição anterior do Simplicíssimo, mostrando que a posição de crítico em que se encontra é, realmente, uma das mais difíceis do Jornal.

O site continua crescendo. Já estamos organizando mais parcerias com outros sítios afins do Simplicíssimo, formando uma forte corrente de apoio e solidariedade virtual. Nesta edição, já tivemos que publicar 11 artigos, demonstrando que o Simplicíssimo é, pelo menos em número de artigos publicados semanalmente, um dos maiores sites do gênero Literário/Cultural do Brasil, e nos orgulhamos disso com toda certeza.

Se você conhece alguém que gosta de ler, adora escrever ou se esse alguém for você, não fique encabulado: envie sua contribuição para o Simplicíssimo! Sempre lembrando que, para ter sua própria página de autor, é necessário preencher adequadamente o formulário de participação do site e enviar suas recomendações e sua foto!

Vamos nessa que ta bom à beça. Divirta-se com a leitura. Se preferir, imprima o Simplicíssimo para ler confortavelmente antes de dormir. Assim, depois de lê-lo voe pode levar para seu trabalho ou escola e compartilha-lo com seus amigos, ajudando assim na divulgação deste meio que é, na verdade, meio de divulgação para novos (e consagrados) escritores.

Um grande amplexo fraterno para todos e até a próxima semana.

Rafael Luiz Reinehr

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Do fundo do coração
Gabriel Silveira

Fechou a mão direita ao redor do pulso esquerdo e roçou sua pele. Não conseguia, de maneira alguma, sentir-se à vontade naquele ambiente escuro e barulhento. Dorian Kalsing era um homem das letras, um apaixonado pela literatura e, não fosse por sua fraqueza à luxúria, ele certamente não estaria ali agora. Mas estava e, assim, era sua obrigação não desperdiçar o soturno momento senão em sua busca por uma companhia. Entretanto, por mais que as mulheres lhe incitassem à ação, ele não se levantava da pequena cadeira que havia sentado logo que chegara, ainda cedo, à festa. Ora, Dorian, apesar de desprovido de todos os apegos materiais, era, por natureza, um homem bonito e atraente, alto, ombros largos, cabelo moreno e elegante. Mesmo assim, não sentia-se à vontade naquele ambiente pulverizado com míseras e estúpidas mentes da mesma idade física que a sua, mas atrás anos luz em capacidade intelectual. Quando já estava adentrando pensamentos críticos sobre a sociedade moderna e seus contrastes morais, uma menina sentou-se ao seu lado. Sou Gabriela, disse, e você, qual seu nome? Dorian, Dorian Kalsing, disse ele, sem entender muito bem do que se tratava aquela desinibida forma de aproximação. Nos próximos dois minutos, o silêncio dos padres convertidos mais à resignição do que à fé religiosa, tomou conta da mesa. Por mais paradoxal que possa parecer naquele ambiente aquecido pelo vulgar, enrijecido pela sensualidade, arrogante pelo volume regulado ao extremo, foi o silêncio de palavras que criou um elo entre os dois. Bastou então um observar simultâneo, um olhar confesso e os dois saíram dali. Dorian a pegou pela mão e a levou até onde pudessem conversar, longe da escuridão das luzes da boate. Sentaram-se à beira de um pequeno jardim que se prostrava à margem da concretude da boate e puseram-se a conversar. Entre as saudações que não foram necessárias e as explicações que perderam-se no caminho, discutiram assuntos como se fossem velhos conhecidos, concordando em alguns ponto, discordando em outros mas sempre assim, com uma naturalidade sutil e ao mesmo tempo envolvente. Quem via a cena de dentro da festa, imaginava estar tendo uma visão do éden, dois corpos brilhantes em euforia pelo descobrimento de seus iguais, um verde doce da natureza de fundo e luz artificial formando um astral crepuscular como um véu de encantamento. Ali, assim, os dois permaneceram por uma, duas e outras muitas horas que talvez fossem apenas minutos. Dali só saíram quando a rainha das azaléias já tomava o horizonte anunciando a aurora. Foram caminhando por ruas e assuntos sem perder a fascinação até que encontraram o desencontro necessário: na frente da casa dela, Dorian silenciou e o desejo luxurioso adentrou novamente seus pensamentos. Ergueu sua mão em lentidão doce e sincera e, em carinho manifesto disse-lhe, Deixa-me beijar-te a boca. Ela sorriu e disse-lhe, Neste mundo de tão concretos argumentos e de tão dolorosas expiações não há perfeição, não há felicidade plena. Dá-me a satisfação de não esquecer nunca mais o que tu foste esta noite. Priva-nos de macular nosso encontro com a dor e a tristeza que vem com os ventos da paixão. Uma lágrima ousou molhar a resignação de Dorian. Gabriela virou-se, respirou fundo e foi caminhando lentamente até a porta como se pensasse duas ou vinte vezes no que acabara de fazer. Ele a respeitou e foram sozinhos para sempre.

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O Grande Desafio
Daniel Rech

Depois da minha vitória no Desafio Simplex de semanas atrás, dei uma sugestão pro Rafael para que no próximo desafio fosse distribuído um CD da banda da qual faço parte, Los Beselhos. A sugestão foi aceita e aí está. Antes de participar, você pode ouvir as músicas pra saber se realmente vale o esforço no endereço a seguir: www.losbeselhos.theblog.com.br (no canto superior direito da página há links para tal).

Depois de aceitar minha sugestão, o Rafael pediu então pra que eu criasse o desafio, então pensei em algo que me intriga muito ao longo da minha curta existência, vou explicar.

Assisti a um vídeo de 1970 do Pink Floyd, em uma entrevista, David Gilmour citava que as pessoas diziam que o Rock estava morrendo e acabaria em breve. Há 34 anos já falavam isso. Como é que até hoje Ele ainda existe, como é que pessoas ainda compram CDs e DVDs do Led Zeppelin e do Pink Floyd, como é que até hoje The Beatles são escutados por todos, mesmo com todo esforço da mídia e das gravadoras em acabar com o Rock.

Aliás, quem eles pensam que são? Querem nos fazer acreditar que o rock hoje se resume a Reação em Cadeia e bandas genéricas de Pearl Jam, ou uma garota bonitinha canadense punk pré-fabricada. Eles destruíram o nome Rock’n’Rio e muitos outros ícones, eles querem nos fazer ouvir 300 vezes por dia a mesma música no rádio e só ela e depois dizem que é crime comprar um CD pirata com aquela música, eles querem nos empurrar garganta abaixo o que pode lhes dar lucro, eles querem mandar no artista e na sua arte.

Então estou muito curioso pra saber as respostas do Desafio Simplex, por que eu não entendo, mesmo com todo esforço desses caras, como é que eu e muitos outros ainda nos interessamos por Deep Purple? E por que Los Hermanos teve fãs de verdade apenas depois que renegou a mídia, a gravadora e a Anna Julia? Aguardo as respostas.

Daniel Rech

http://www.francamente.cjb.net

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Nua & Crua
Cristiane Martins



Solamente Una Clase de Español
Setembro/23/2002

Eu estava decidida a esquecer aquele amor platônico ... não queria mais sentir aquela dor!

Queria vida nova!

Primeiro passo, ocupar meu tempo ócio ... nada de ficar pensando besteira!

Foi nesse mesmo tempo que a empresa resolveu oferecer um Curso de Espanhol, e o que era melhor, o curso era praticamente gratuito sendo que tinha de pagar somente o xerox do livro, o que dava uma ninharia!

Ótimo – pensei – aula nas segundas e quartas-feiras das 19hrs as 20hrs , tudo o que preciso, só me sobravam então 5 dias para pensar naquele verme!

As aulas começaram e quem pelo menos já teve uma ou duas aulas de Espanhol sabe que é uma língua complicada! Parece ser extremamente fácil porque quem em sã consciência não sabe que “Hola, como estás?” significa “Oi como está?” ... até aí tudo bem, não, tudo ótimo porque daí começam as complicações ...é um tal de “LL” que tem que pronunciar como “J” , e o “V” que tem que pronunciar como “B” e também tem uma história de “B TICA” que eu não faço a mínima idéia do que seja – que me perdoe a professora de Espanhol, mas êta lingüinha que incomoda essa hein??

Okay, mas tudo fazia parte do processo, e eu estava disposta a fazer de tudo para ocupar minha mente exageradamente doentia que no almoço somente conseguia visualizar um maravilhoso musse de maracujá enquanto que ponderadamente me servia de umas míseras frutas e dois “pésinhos” de couve-flor... tudo em prol de um belo corpo para o verão ...

Daí que na tal terceira aula, seria Quarta aula se eu não tivesse “cabulado” aula na última quarta-feira perdendo toda a lição da desgraçada da fonética ... putz, justo a fonética ??? Tudo bem, pensemos na fonética mais tarde ... eu estava lá, estava cansada, fadigada, mas precisava manter-me ocupada – pensei – e essa era uma boa maneira ....

A professora entrou na sala com seus cabelos ruivos esvoaçantes e sorridentemente disse assim: “Hoje vamos ouvir uma musica da Shakira” ... Oh my God! – pensei - quer dizer : “Oh, Dios Mio, esqueci que a aula é de Espanhol e não Inglês ...

Shakira? Nada demais? Por um acaso você já escutou alguma música dessa mulher?? Qual música? Qual música? “La canción se llama ANTOLOGIA” ela sorriu ... E ela ainda sorri????

Começa o desespero enquanto que o CD ia girando no magnetofón (santo Deus, o que fizeram com nosso pobre aparelho de som??):

“Para amarte necesito una razón
y es difícil creer que no exista

una más que este amor.”

Enquanto que a doce Shakira ia destilando o veneno eu quase caí da cadeira ... claro, claro que a música tem de servir para mim... óbvio ...

“Sobra tanto dentro

de este corazón

que a pesar de que dicen

qie los años son sabios

todavía se siente el dolor.”

Alguém “pelamordedeus” desliga esse magneto-to ... sei lá o que ... desliga essa droga de CD ... e pronto ....

“Pero olvidaste una final

instrucción porque aún

no sé como vivir són tu amor.”

Será que estão surdos ??? Todos riam e cantarolavam junto... tudo errado! Tudo errado! Não, não a pronúncia ... Tudo errado: música errada no momento errado e eu era a pessoa errada!!!

Eu já estava verde, verde tal “Incrível Hulk” (fala sério, quem não se lembra dele?) e os pés de couve-flor do almoço começavam a subir pela parede do meu estômago em direção a boca ...

“... y fue por ti que descubrí lo

que es amar, lo que es amar.”

A ruiva dirigiu-se para o CD ... Terminou? Terminou a sessão tortura???

Tudo por água abaixo ... todas suas estratégias escorrendo pelo ralo ... “Odeio Shakira” .....

Levantei-me e sentindo meu sangue fervendo nas minhas veias eu fui me aproximando daquele ser que sorria enquanto dizia que ia deixar algumas páginas do livro como “tarea” .....

Repleta de uma súbita raiva, olhos fulminantes de tanta raiva .... eu me aproximei dela e ... e ... com esforço engoli o pedaço de couve-flor que já estava na traquéia e disse: “Você me empresta o CD? Adoro Shakira!”

 

Mais Cristiane Martins:

www.ansiosaeprematura.weblogger.terra.com.br
www..teoriadocaos.weblogger.com.br

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Instruções para dar corda no relógio
Alessandro Garcia

Madrugada

É O grande e bizarro senhor de bigodes fartos achava que eu ainda queria mais café. Me olhava com ar solícito demais para o meu gosto reservado, como que me inquirindo com a constância silenciosa e irritante "quer mais café, seu merda?". Eu fingia que não me importava - na verdade, me importava um pouco, mas conseguia disfarçar bem. A madrugada estava quente demais para me encharcar desta maneira de café e, a bem da verdade, eu estava ali somente por causa da roliça senhora que me fazia rir à grande com suas histórias antiquadas recheadas de anões holandeses negros e gordos. Não podia crer que eles existissem, é lógico, mas aquela senhora tinha um jeito de me manter durante horas a fios sem nem mesmo conseguir desviar o olhar de seus olhos baços e de sua boca constantemente ressecada: acho que era o café. Mas ela não parava de tomar. Eu insistia para que bebesse algumas cervejas, a madrugada está terrivelmente quente, eu dizia, sem conseguir, no entanto, convencê-la que estava fazendo um mal negócio enchendo de lucro os bolsos daquele senhor grande e bizarro de bigodes fartos que parecia se comprazer terrivelmente em encher com uma freqüência extraordinária a caneca da senhora adoradora de café.

"Bebe um pouco aqui, bebe", a senhora roliça me ordenou, praticamente empurrando minha nuca de encontro à caneca onde aquele café absurdamente quente parecia esperar somente a chance de encher meus beiços de bolhas de queimadura. "Vai pra puta que te pariu, gorda de merda!", eu ainda berrei, derramando, por fim, com um safanão mais circunstancial que intencional, o café por cima das pernas varizentas da roliça senhora. Engraçado que ela não deu um grito quando aquela calda escurecida e medonhamente quente encharcou suas pernas. Me olhou, sim, com profundo pesar e mal abriu os lábios quando berrou com clareza "Dimitri", e fez sair de uma das pequenas portas que eu não tinha notado, junto ao caixa do bizarro e grande senhor de bigodes fartos, um anão negro e gordo, que se movia com seus tocos curtos para junto de mim, com imprompérios em forte sotaque holandês.

AAlessandro Garcia é escritor e publicitário, escreve no blog Suburbana [http://suburbana.blogspt.com] e já escreveu vários contos sobre anões.

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Escrever por Escrever LI (excertos)
Rafael Luiz Reinehr

{13/02/2002 – Quarta-feira – 18:26}

Não teve ensaio da The Brains no sábado. Não teve imersão. Na segunda, só fomos eu e o Fabiano. O João achou uma desculpa esfarrapada e não foi. Fiz várias capas do CD da The Brains. Até agora vendi 57 (sozinho, porque o Fabiano e o João nem se coçaram!!!), a maioria lá no Hospital. Temos que vender uns 106 para sairmos do prejú (ou melhor, para EU sair do prejú!).

Passei no Concurso lá em Dois Irmãos, em Primeiro Lugar! Logo deve ter reunião para divisão dos horários. Não fui no Serviço Militar, no dia em que tinha que ir. Agora estou com medo, e nem sei onde ir e o que fazer...

Agora coloquei duas coisas na cabeça: no fim do ano trocar o Gol por um Golf 2.0, com rodas de liga leve, aro 16 (digamos) e película, além de MP3 player e também comprar uma máquina fotográfica profissional, que acho vai ser uma Nikon F100, que custa em torno de US$ 1.000,00. Só falta trabalhar para juntar o dinheiro, que ainda não tenho. Nas minhas férias em maio queria ir para Ilha Grande, em Angra dos Reis, mas não sei se vai ser possível. De repente deixo para o fim do ano...

Quero me associar no SIMERS (o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul), trocar de celular, fazer um convênio com a UNIMED (como paciente) e sei lá mais o quê. Agora estou escutando uma música do Universo Colorido, que parece estar sendo cantada em francês, mas não consigo ter certeza (não falo francês)...

Hoje fui no Jekyll para levar nosso CD, mas a relações públicas não estava lá. Tomei um banho de chuva e o carro uma chuva de granizo. Para completar, ao chegar em casa, o portão não abriu e tive que levar pedrada na cabeça, ao sair do carro, para abrir o portão...

Fim-de-semana fomos eu e a Carol para praia. Lá para Capão da Canoa. Estava bem bom. Nem fizemos Carnaval. Mas comemos e comemos muito. Passei mais na cama do que no sol. Tenho que arrumar minha cama. Tenho que arrumar minhas bagunças. Tenho que me arrumar. Hoje vamos ver o filme “Uma Mente Brilhante”, depois da janta, que vai ser Frango ao Catupiry. Tenho que atualizar minha lista de filmes que tenho em CD, baixados da Internet.

No mais, é isso. Ando pouco criativo. Não tenho pintado, nem escrito. Quando pego na guitarra é que saem alguns riffs interessantes. Tenho que criar... {13/02/2002 – Quarta-feira – 18:39}

{06/03/2002 – Quarta-feira – 20:44}

Coisas escritas dias atrás:

(clima meio melancólico, angustiado)

Agora escutando The Catheters.

Tantas pessoas e tantas vidas

Vividas por elas e só por elas

Sentidas

Nascidas sozinhas

Tantas comidas, descidas, subidas

Que levam a caminhos

Espinhos e pedras

Que quebram e fazem sangrar

O sonho de quem um dia

Achou que era fácil tão fácil

Viver uma vida sofrida,

Perdida, caída,

Tantos pedaços que montam

Como uma colcha, retalhos

E gotas de orvalho

Que molha e brilha e

Encanta, anuncia

A vinda de um dia quem dera

Jamais sonharia, sentiria

Que ele houvesse de ser

Para mim, aquilo que

É para nós ou seja um tudo

E um nada que sobra no

Fim de um começo sem fim

Que abraça e me laça

Contigo e eu sinto que

Então, finalmente, somos um.

(escrito em 25/02/2002, às 18:00, no Campus do Vale da UFRGS)

De que adianta o que nada vale

Se tudo o que vale não temos

Nem teremos mas buscamos e

Por isso sofremos

Se o que temos não vale,

Porquê?

Porque assim fazemos, já

Que os outros queremos

Que assim seja, fazemos

Fazemos como querem,

Queremos, mas não temos saída

Senão separar o que querem

Do que quero, senão nada

Valerá, o que tenho ou terei

Se não souber o que vale

De verdade verdadeira

Pra mim e só, só pra mim

A Vida, a Beleza, a Certeza

A Pureza, a Verdade, sem

Alteza, nobreza ou riqueza,

Que passa e não sobra,

Só cobra volume, rapidez

Excesso e angústia

Que nada, nada disso e

Tudo aquilo, que quero,

O que mais quero é você

E você sabe o que mais?

(escrito em 25/02/2002, às 18:06, no Campus do Vale da UFRGS)

Nothing is a man

Without virtù in his soul

With pain but with no sane

He came, but went through

He blamed, still the same

The same old man that said

Once again and time ahead

That truth was full

Full of wishes, of dreams

Of coins and cottons of spots

And patches, with paths

That show us the way

The tao has been decided

The game has started

None of us knows about it

And then, what comes next.

Nothing is a man

When his soul is empty of

Wisdom

When his mind is full of

Sand and works with

The eyes on earth.

Drink a little bit of your

Own blood

And sleep, the sleep of

The justs.

(escrito em 25/02/2002, às 18:13, no Campus do Vale da UFRGS) {06/03/2002 – Quarta-feira – 21:05}

{01/04/2002 – Segunda-feira, 17:13}

Esse pão ta cada vez mais difícil de ganhar, já dizia a Onno. Eu escrevo tão pouco ultimamente. Tenho trabalhado tanto, mas tanto mesmo que nem vida de verdade acho que tenho mais. Esse mês vou me controlar: só vou fazer uns 16 plantões. Mês passado fiz 23 plantões de 12 horas. Dormi mais nos bicos do que em casa. Tudo porque eu estava numa neura de trocar de carro. Queria comprar um Golf ou um Audi. Ainda quero, mas descobri (a duras penas) que não vale a pena sofrer tanto para antecipar algo que vai acontecer mesmo, nem que seja 1 ou dois anos depois. Agora já me conformei em não ter o carro no fim do ano, mas mesmo assim ainda estou pensando em um jeito de comprá-lo.

Ontem fiz um trabalho sobre a Hannah Arendt, para minha cadeira de Política I. Depois eu coloco ele aqui. Bem legal.

Hoje em Segunda Maluca no Manara. Na quinta-feira retrasada teve o primeiro ensaio da SuperJazz7. Estava muito legal. Uma viagem só! Tomara que dê certo!

Tenho que tocar mais, tenho que pegar mais sol, tenho que sair mais para me divertir. Tenho que escutar mais música, tenho que conversar com a Cris, tenho que aproveitar mais o dia e a noite. Tenho que aprender mais, tenho que saber mais, tenho que criar mais, tenho que agir!

Pintar, compor, dançar, viver, atuar, sentir... {01/04/2002 – Segunda-feira – 17:22}


(continua em 1 semana... faltam só 2 Escrever por Escrever!!! – “todo Carnaval em seu fim... fim... fiiiiiiim...”)

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Diálogos da noite de PoA
Pedro Schestatsky

- Tô oferecendo carona prá um monte de gatinha e nenhuma delas aceita. Não
consigo entender.
- Ué - responde o amigo - pensa que só tu tem carro. Se é que se pode
chamar aquele chevetinho verde de carro. Tenha paciência, Nestor!!!

_____________________________________________________

- Vamos dançar? Bah....Foi mal.... Desculpa mesmo, pensei que fosse outra
pessoa, completamente diferente, desculpa...
Mais tarde..
- Tu chegou na pessoa errada? Quem era? - pergunta o amigo
- O Jorge, aquele cabeludo do terceiro ano. Agora tô fudido, além de levar
um pau na saída, todo mundo no colégio vai dizer que eu sou veado
- Não força João, deixa de ser paranóico. E a vez que tu chegou no Luis?
Não deu nada e ele ainda pegou no teu pé. Só vê agora se deixa de ser ratão
e traz teus óculos, que, por sinal, nunca te vi usando!

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I-Racional
Pedro Volkmann

Nada mais estranho ou normal que chamar alguém de louco. - O Zé, aquele que só pode comer sopa com garfo. - A Camila, iiiiiiii, aquela mulher é uma louca, pois não pára com aqueles gritinhos histéricos. Pois é, é irracional rotular as pessoas de loucas só por não entendemos a sua percepção ou seu sentimento. Pois é com a irracionalidade acontece assim também. Classificamos de loucos, aquelas figuras que nos parecem irracionais.

Você já parou para pensar sobre isto? Quais são os meandros da racionalidade? O que este conceito tem por trás? Tem um francês, que admito, conheci faz pouco tempo – confesso, que falou um pouco sobre este assunto.. Um tal de Edgar é, este mesmo que você está pensando, o Edgar Morin. Diz ele que são necessárias algumas coisinhas para complementar este conceito. Arracionalidade e aquelas coisas que simplesmente são que independem completamente da razão e obviamente a racionalidade. Este é a negação da primeira e a arracionalidade são aquelas coisas que não podem ser questionadas pela racionalidade. Tudo bem, agora você está pensando que eu não sou racional. Estou escrevendo uma barbaridade, mais ou menos embasado em um cara que não conheço direito. Aliás, aqui vai uma dica para um certo cara, estou precisando aprender Métodos, entenda quem tiver irracionalidade bastante para isto. Deixando os parênteses de lado, voltemos ao assunto: cheguei até aqui para tentar chegar a algumas definições (adefinições, indefinições) sobre dúvidas que me assolam desde garoto (ou não).

“Nossa sombra é a prova cabal de que somos um empecilho para a luz e seu caminho. Somos culpados da antecipação do final de uma odisséia que se repete desde que o sol é o sol”.

“Isto prova a inevitabilidade de nossa ação no tempo e espaço, pois mesmo sem qualquer intenção atrapalhamos o próprio tempo”.

“Isto prova que nós mesmos somos responsáveis pelo tempo, basta ver um discurso do Enéas”.

“Se você sabe quem é o Enéas, começo a provar que a racionalidade não existe sem a irracionalidade, basta dizer que você é racional o bastante para acompanhar política pela tv”.

“Podemos partir de uma besteira qualquer para fazer filosofia barata”.

“Podemos até fazer um texto cheio de esquisitices para dizer que o povo está cheio de falta de razão”.

O que é mais irracional, fazer errado ou ver o erro e não tomar partido?

 

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Dupliartigo: Bobbio Morreu, Lula Vive*
Paulo Ghiraldelli Jr.

O século XX, ao contrário do que muitos pensam, não começou em 01/01/1900. Começou em 1871, com a Comuna de Paris. Ali ocorreu o primeiro esboço do que seria a marca do "século XX"- seu verdadeiro início. Pois foi na capital francesa, naquele ano, que socialistas, anarquistas, marxistas etc. criaram, ainda que por poucos dias, um "governo dos pobres e dos trabalhadores" - o que seria a reivindicação ouvida nos poucos mais de 100 anos que se seguiram até o início dos anos 90, recentes, quando o "comunismo real" deixou de existir, com fim do Bloco Soviético. Norberto Bobbio nasceu em Turim em 18 de outubro de 1909 e faleceu recentemente, no dia 8 de janeiro de 2004, na mesma cidade. Ninguém mais que Bobbio, como intelectual, representou o século XX, assim delimitado, como a "sociedade do trabalho" - a época em que nazistas, comunistas, socialistas, etc. apresentaram propostas para uma sociedade perfeita baseada na "reorganização da sociedade do trabalho".

Bobbio formou-se em direito. Foi militante anti-fascista. Tornou-se senador vitalício pelo Partido Socialista Italiano e, nos tempos do sucesso (eleitoral e, digamos, de carisma diante dos intelectuais) do Eurocomunismo, nos anos 70 e 80, destacou-se como o principal interlocutor "liberal" dos comunistas, aqueles socialistas que estavam no todo poderoso PCI, associados ao braço intelectual do Partido, o Instituto Antonio Gramsci.

O debate, que hoje já não mais excita os estudantes de ciências humanas, era o que girava em torno da polêmica "reforma ou revolução". Os comunistas italianos, franceses etc. haviam rompido, em parte, com o comunismo soviético. Os motivos foram vários. As coisas começaram a piorar entre os comunistas com a invasão da Hungria pelas tropas soviéticas, em 1956. Os soviéticos invadiram ao Hungria com a desculpa de que o regime socialista daquele país estava cedendo espaço para a "propaganda ocidental liberal, e estavam traindo a revolução". A partir de então, aqueles partidos comunistas europeus que eram mais intelectualizados e mais democráticos que os alinhados às diretrizes de Moscou, passaram a procurar uma "via para o socialismo" que não fosse puramente eleitoral, diferente daquela de convívio "eterno" com o capitalismo e com a "democracia burguesa" (como era o projeto da social-democracia), e distinta também daquela que defendia a revolução armada, que teria como fim a implantação da "ditadura do proletariado" (como era o dos partidos de origem bolchevique, o partido de Lênin, o que fez a Revolução de 1917 na Rússia). Bobbio, então, perguntava para os comunistas: se vocês chegarem ao poder sem qualquer coligação, vão manter a chamada "democracia burguesa" ou vão, através da legalidade, implantar uma "nova legalidade" que, no limite, irá destruir as liberdades consagradas por todos - liberais, socialistas e participantes do eurocomunismo?

Essa pergunta ficou sem resposta! O fim do Bloco Soviético precipitou tudo. Trouxe liberdade para muitos oprimidos pelo comunismo, mas também trouxe um mundo diferente que Eric Hobbsbawn nunca conseguiu entender. Bobbio, por sua vez, passou a ser apenas um grande professor, um grande autor, mas não mais o centro de atenções que foi nos anos 80, quando todos nós tínhamos, como obrigação de professores de ciências humanas, ler tudo que havia sido escrito por Gramsci - o filósofo e deputado italiano, que morreu nos cárceres de Mussolini, e que parecia ser o inspirador do Eurocomunismo para muitos. E Bobbio estava no centro do debate sobre Antonio Gramsci e seus escritos sobre formas de viabilização do socialismo. No Brasil, Carlos Nelson Coutinho (PMDB) e Weffort (PT), publicaram os ensaios que, entre nós, equivaliam ao que se fazia na Itália na época: os escritos onde comunistas afirmavam o vamor da democracia liberal. Na Educação, nós, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (então eu facia meu primeiro mestrado, em filosofia da educação), começávamos a ler Gramsci através das aulas de Dermeval Saviani, que havia estado na Itália, trazendo para o Brasil um material inédito em educação. Estávamos criando o PT, o Partido dos Trabalhadores, e Lula, agora nosso Presidente, pareceia encarnar um novo tipo de socialismo. O PT parecia ser o autêntico partido de estilo eurocomunista (a meus olhos, até hoje ele é isso).

O Eurocomunismo desapareceu após o descrédito do marxismo, com o fim do Bloco Soviético. O PT, ao contrário, cresceu, perdeu Weffort para o PSDB (o partido do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso) e ganhou Carlos Nelson Coutinho, e chegou ao poder com Lula, após duas outras eleições perdidas. Neste mundo, ninguém mais lia Bobbio. Ele morreu, agora, já sem ser lembrado pelo próprio PT, que não sabe se escuta o frenesi de velha guarda de Chomski (o norte-americano quase-marxista que não teve oportunidade de conviver com socialistas democráticos) ou se adere a um estilo de social democracia que apenas apaga incêndios da sociedade industrial.

A morte de Bobbio é a marca da morte do que foi a busca pela reorganização da sociedade do trabalho. A vida de Lula é a de construção de uma sociedade feliz para o Brasil e para o mundo, seja ela montada a partir dos valores do trabalho ou não. A filosofia política, por sua vez, se desloca para os Estados Unidos, e o debate sobre formas do "politicamente correto" e proteção de minorias suplanta o debate sobre viabilização da democracia socialista. No Brasil, embora tudo isso se faça sentir, Lula ainda luta não por conquistas socialistas ou comunistas, mas simplesmente por princípios liberais que ainda não conseguimos concretizar. Ainda não temos um judiciário confiável, nosso legislativo ainda legisla em causa própria, nossa educação não garante escola pública de boa qualidade para a população de jovens, nosso povo, em sua maioria, é faminto e, enfim, se temos sucesso é, justamente, o de termos conseguido eleger o Lula. Vamos fazer a transição entre o século de Bobbio e o século de Lula diante do Império. Venceremos? Tudo depende de quanto Lula pode não ser saudosista do mundo de Bobbio e de quanto ele não precisa esquecer tudo que foi, um dia, o Eurocomunismo.

Paulo Ghiraldelli Jr
Diretor Científico do CEFA
Scholar do Pragmatism Archive da Oklahoma State University

* publicado originalmente no site Duplipensar em 12/01/2004

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Ombudsman
Maurício Silveira dos Santos

O Ombudsman vai à praia

As meninas e as suas roliças e bem torneadas coxas desfilam sem destino pelas estreitas servidões, preenchidas até o tutano de seus fêmures por uma ânsia de serem desejadas. E os rapagões com suas tatuagens assustadoras, suas bermudas colocadas estrategicamente bem abaixo da cintura, na linha do púbis, demonstram sua inserção cultural no chamado mundo globalizado, fazem como os negões “rappers” da América, sem esquecer os vários centímetros(ou polegadas?) das suas cuecas (muitas ainda lavadas pelas mamães de plantão) que devem ficar à mostra. O jovem do sexo masculino no ocidente parece encontrar sempre uma maneira mais lamentável ou esteticamente mais repulsiva de propalar sua virilidade.

Barrigas, pirulitos, sotaques, filas nos telefones públicos... longos telefonemas que impacientam os demais veranistas; há sempre aventuras a contar mesmo que sejam as mesmas dos últimos anos e as que inevitavelmente se repetirão nos anos vindouros. O tempo, o sol, o vento, o mar e aquela última fofoca sobre o familiar que todos malham como uma espécie de hábito bizarro para se sentirem garantidos no mundo da normalidade da classe média.

O que comerei hoje? Iscas de filé de peixe ou camarões? Beberei cerveja? Devo “experimentar”? Qual o grau de proteção solar lambuzarei sobre minha pele que já arde? Devo tomar água da pia? O vaso sanitário não funciona bem, mas praia é assim mesmo, né? Desta vez tenho meu próprio guarda-sol. Só meu. É lindo, colorido e todos o invejam, não conseguem dissimular. Contudo, essa não é a melhor e mais importante notícia. O que realmente me faz feliz é que eu lembrei de trazer meu robusto e negro guarda-chuva. É notável, todos parecem odiá-lo apavorados que as chuvas de verão se intensifiquem e encharquem seus sonhos acalentados durante meses de ter seu veraneio risonho e ensolarado para depois retornarem refeitos para os seus bretes, no trânsito ou no escritório, recordando com nostalgia o perfume do protetor solar e o sabor daquela cerveja que nas contas da memória surge mais gelada do realmente estava. Mas eu amigos, nunca esquecerei meu guarda-chuva, porque não há férias sem tempestade como não há dia de trabalho sem sol, pelo menos para quem é viciado em viver acordado.

Abraço do seu ombudsman, diretamente de uma praia qualquer de S.C.

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Desafio Simplex

Novamente, não houveram vencedores do Desafio Simplex da semana. Ninguém se atreveu a citar 5 razões pelas quais o Rock não vai morrer. Será que isso é o sinal do fim dos tempos? Não, não me refiro ao fato de não termos participantes, ávida é assim mesmo, mas ao fato de que, então, se todos acreditam que o Rock vai morrer, devemos então estar a caminho do Juízo Final!

De qualquer forma, teremos mais uma acumuladinha do Desafio Simplex! A pergunta continua a mesma, e o vencedor leva, além do CD “Alguma Coisa” da Los Beselhos o CD “Tragic Kingdom” do No Doubt.

Participe! Serão aceitas respostas até Às 18:00 da terça-feira dia 10/02/04.

... continuem participando e divulgando o Desafio Simplex!
O próximo desafio já está aí ...


Esse CD pode ser seu!
Desafio Simplex!

Clique aqui para saber mais!!!


Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)

 

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