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Editorial

Tetos desabam em cabeças francesas

Imagina no jornal de Cidreira: teto da rodoviária desaba, matando três pessoas. Ainda bem que é inverno. Ninguém vai para a praia. Ops, péra. O título não fala de Cidreira, fala de franceses. Será que eram três franceses curtindo nosso mar em pleno maio? Vou buscar o jornal. Puxa! Foi no aeroporto de Paris, que coisa. E nem foi terrorismo. Que coisa, será que eles importaram alguns engenheiros ou arquitetos daqui? Nada, a vida fora daqui é tão árdua e cheia de nuances quanto nós temos aqui. Pergunte para um menino de classe média alta que passou uma temporada trabalhando na Europa sobre o emprego dele. Gerente de marketing? Consultor financeiro? Nada disto, ele foi ser garçom, ajudante de obras ou motorista. Aqui este mesmo sujeito não faria isto nem amarrado. Está certo que o salário na Europa é bem melhor do que o daqui, mas venhamos e convenhamos, a dor ensina a gemer.
Temos Sem-tetos, sem-terra, sem-casa-na-praia, sem-empregos...
Temos tetos caindo, desabando, em fenômenos naturais nunca antes vistos por estas bandas.
Leiam o Eduardo, o Rafael, o Alessandro, o Milton e os outros colaboradores do simplicíssimo. São pessoas que estão escrevendo pelo simples fato de ter vontade de dizer alguma coisa para vocês. Podem ler até minha coluna, pois ela está para lá de irracional e homenageia uma amiga em especial. Não, não é a Rita.
Todos nós nos dizemos cabeças pensantes que vivem na luta diária de ter consciência que temos poucas chances de transformar o mundo, mas tentamos mudar suas terças à noite, ou suas manhãs de quartas, com histórias quentinhas, escritas de madrugada, como esta.
Normalmente, tenho uma amiga que revisa os textos para mim, porém são uma e quarenta da manhã e ela ainda não conectou.
Portanto, siga meus apelos, comente nossos textos, mesmo nossos erros de português cometidos na ânsia de comunicar algo, uma idéia, um sonho, uma paixão.
Sabem que escrevo pouco, sou rápido e rasteiro, mas pelo menos sou ecológico.
Ih, o Pedro se perdeu... Nada, queria falar sobre os fenômenos naturais, pois é mudando sua terça à noite ou quarta de manhã que você pode começar a evitá-los.
Pense nisto e não esqueça, leia e comente nossos textos. Escrevemos para você e queremos dizer coisas que tenham significados para você.
Puxa, parece propaganda de igreja nova, mas vai, dá uma força ai.

Pedro Volkmann
Editor Interino

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Frio destino
Luiz Antonio Ribeiro

Era moreno. Era pouco, muito pouco, quase nada de tamanho. Pobre criança, vítima do mundo, enfrentando tudo e todos de peito aberto. Estava agora na calçada, pés descalços, camisa vermelha desbotada, bermudinha gasta. Tinha a barriga vazia, mas a cabeça cheia, de sonhos, medos e esperanças.
Sentado junto ao meio fio brincava com umas pedrinhas, se distraía, pelo menos assim, dizia sua mãe, não pensava besteira. Às vezes, olhava para os lados, paranóia delirante lhe tomava, um pouco de raiva, insatisfação, porém ainda era muito moço para reagir. Olhou para a rua e viu uma nota de dez reais caída. Sorriu. Já se imaginou chegando em casa com um frango, vendo o sorriso da mamãe e o orgulho do papai. Esperou passarem os carros e correu para sua sorte. Pegou o dinheiro e sorriu, por um momento olhou as cores vermelhas da nota. Pensou se aquele vermelho vinha do sangue. Olhou para o céu e agradeceu a Deus, quando de uma garagem saiu um carrão prata em alta velocidade e como bala ultrapassa o menino. Com o impacto a nota desprende-se da mão dele. Não viu nada, não sabia o que tinha acontecido só sentia muita dor.
Freada. Sai do carro um moço novo de terno, recém advogado, vítima de um mundo mesquinho e careta. Também enfrentava tudo de peito aberto, não tinha medo de nada, só de si mesmo. Olhou para a pobre criança e chorou, vagando em pensamentos: Porra Deus, por que o senhor não dá esse menino seu momento de glória? No seu único momento de destaque na vida, o senhor o veste de vermelho, para que não possa Ter nem o orgulho de ver o próprio sangue. Iria morrer assim? Não, não poderia deixar. Aproximou-se e viu que o moreno estava pálido, mas do sangue via-se pouco. Maldita camisa.
Pegou o menino no colo e o levou para sua arma de prata. No caminho do hospital procurava conversar, distrair o menino que deitado no banco detrás permanecia calado. Com o pouco de força que tinha conseguiu sussurrar:
- Moço, eu tô morrendo.
Desespero. Poderia ser verdade, ou não. Não deixaria isso acontecer, não ali, tinha dinheiro, podia fazer alguma coisa.
- Deixa de besteira, menino. Você vai se safar dessa. Quer apostar?
- Eu sei, moço, eu tô morrendo de fome. O senhor pegou o dinheiro que eu tava segurando?
- Peguei sim, fique tranqüilo. Não sabia que dinheiro, nem quanto era, mas podia pagar.
- Então depois eu quero, é que eu vou dar pra minha mãe.
- Sim, menino, agora descanse.
Os dois fecharam os olhos juntos. O moço abriu logo depois, a criança, nunca mais. O moço não havia percebido e tranqüilo cantarolava uma música qualquer. Estava feliz, tinha sido ser humano, ajudado alguém na hora em que precisava.
Chegou ao hospital e ainda no estacionamento disse:
- Menino, chegamos. Viu nem demorou. Agora você vai ficar bem melhor.
Olhou o menino imóvel. Imóvel também ficou. Não sabia o que fazer. Chorou de medo. Ou de raiva, agora pouca diferença fazia. Foi tomado por um desespero. E se o vissem com aquele menino morto ali? O que pensariam? Poderia arruinar o seu início de carreira, o seu futuro. Não pensou duas vezes. Deu meia volta no seu carrão prata e tomou o caminho de volta. Estava desiludido, porém sabia que aquilo era o que se devia fazer.
Chegando lá, pegou o menino, já frio, agora sim, com muito sangue escondido na vermelha camisa, deitou-o no meio fio. Viu ao lado uma nota de dez reais ali por perto. Pegou-a, tirou mais uma de sua carteira e fechou as duas na pequena mãozinha fria. Voltou para o carro e ciente de que fizera o certo, dirigiu-se para o trabalho. Tinha sido uma manhã difícil, pelo menos até agora.
E a criança deitada lá está até agora, mas não se vê nenhuma nota de dez reais.

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Pequenas Resenhas Canalhas
Maurício Silveira dos Santos

Vou logo tascar uma citação: “O principal protótipo do novo mundo mítico, evidentemente, não é senão o Mickey Mouse de Walt Disney, cuja imagem mirrada e ridícula conquistou parte importante da humanidade...”, gostaram? E se em outro trecho o super-homem for chamado de desastrado e bobalhão? E se o movimento hippie for acusado de “facultar aos medíocres acreditarem que a sua ineficácia representa uma posição metafísica séria, ligada de algum modo portentoso à força do sentimento positivo, ao individualismo corajoso e à sabedoria mística do oriente”? O livro se chama ‘ O Mito e o Homem Moderno’ e foi escrito no início dos anos 70 por Raphael Patai, autor antes desconhecido por mim e que é lembrado também por ter escrito uma biografia sobre o fundador do sionismo.

O livro tem momentos divertidíssimos, pois Patai não é nada contido nas suas tentativas de interpretação de fenômenos históricos, psicológicos, sexuais, políticos, científicos, midiáticos, cotidianos, de hábitos ou vícios, religiosos ou doentios; tudo isso tendo como motivo condutor o quê? Adivinhem... Os mitos. Para ele a vida funciona movida a mito, talvez tudo não passe de mito. Você pode pensar que algo no mundo seja objetivo, racional, claro, matemático... Pipocas!! É tudo mito.

Para se ter uma idéia, desfilam pelas pouco mais de trezentas páginas da edição brasileira (ed. Cultrix), que eu encontrei em um simpático sebo da cidade, assuntos como autocastração, Al Capone no Japão, o refrigerante como mito da satisfação oral, os radicais nus (sobre militantes da contracultura dos anos 70), os ÓVNIS, o super-homem sexual, precisa-se de um mito instrumental para a democracia (que medo!), o mito de James Bond, o mito do mundo marxista; entre outras pérolas. O preço que estava anotado na contracapa desta interessante obra era 7000, 00 cruzeiros, mas acabei pagando pouco mais de 10 reais, uma pechincha!

Patai é sem dúvida um homem criativo, erudito, inteligentíssimo e bem-humorado, se bem que reacionário e datado em muitas de suas opiniões e interpretações. Ele declara guerra a quaisquer movimentos contestatórios, revolucionários e aos personagens históricos destes movimentos. Sua leitura mitológica da realidade tem uma clara “quedinha” para a direita, fazendo com que estes movimentos pareçam inúteis e as figuras históricas a eles relacionados pareçam equivocadas ou doentias. Há até um tópico denominado “o mito da greve geral”! Deve ser por isso que acabei encontrando o Patai no site do Olavo de Carvalho, o filósofo maluquinho.

De qualquer forma, amigos, este é um livro que vale a pena. Aprendi muito com ele. Há uma torrente de informações e referências literárias de várias épocas e estilos a cada página com a função de embasar as explicações e conclusões do autor que, além dos adjetivos acima elencados, deve ser uma das pessoas menos preguiçosas do mundo.

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Instruções para dar corda no relógio
Alessandro Garcia

Mané Lolo

Mané Lolo é um sujeito meio estranho. Tem aquele jeitão inconfundível de interiorano e uns hábitos que todos nós julgamos extremamente engraçados - se não lhe trouxessem uma pecha, assim, de, digamos, joão-bobo - irônicos e mordazes que somos com o pobre do rapaz. Mané Lolo dá aquele sorrisão de "e aí, tudo bem?" o tempo todo, a mão sempre estendida, pronta para os cumprimentos a toda hora. Mané Lolo não deixa de ser um cara simpático, o problema é que Mané Lolo é tão simpático que às vezes chega a ser irritante. Mas havemos de ser relevantes com ele.

Mané Lolo não tem aquela maldade que todos nós - cidadãos urbanizados, nascidos e criados na capital - temos. Sua maldade é quase que fruto de uma necessidade de se sentir inserido na "malandragem" que os outros têm e que ele deve achar meio bacana. Por isso, Mané Lolo tenta ser malandro, também. De um jeito meio risível, é lógico, por que não deixa de ser extremamente engraçado Mané Lolo loroteando sobre suas conquistas amorosas e sobre os assédios de que se diz vítima, na rua, no trabalho, a qualquer hora, como se pedaço de mau caminho, fosse.

Mané Lolo é extremamente engraçado contando sobre os assédios que diz sofrer. Não chega a dar pena por que sabemos que não é um inocente; Mané Lolo quer pertencer ao mainstream, quer fazer parte, gerar fomentação de seus atos, parecer menos mané por sob a carapaça de gel que envolve seu cabelo, sempre penteado corretamente e parecer menos tanso, por dentro das camisas, sempre extremamente socadas para dentro de calças que parecem querer esmigalhar as pobres bolas do pobre Mané Lolo, de tão apertadas que são. "Eu gosto assim", diz, vez ou outra o Mané Lolo, "acho que fico mais sensual". Nestas horas a gente não ri, por que dá, realmente, uma certa pena.

Mané Lolo é um sujeito bizarro.

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en passant
Eduardo Hostyn Sabbi

P.H.T.L.S.

Sim, sou daqueles que acredita que a educação, direta ou indireta, é um caminho fundamental para as mudanças. Entende-se aqui direta como aquela resultante de uma transmissão acadêmica do conhecimento e indireta por outros meios, como a aprendizagem pelo exemplo. Tal distinção, se realmente existe, não deve gerar uma confusão de importância. Ambas se justificam, se sobrepõe e se complementam.

Pois não é diferente na Medicina. Digo isso enquanto tento, em vão, encontrar enlouquecidamente meu exemplar de O Ponto de Mutação para embasar o quanto nós, médicos, por décadas descuidamos do doente pela restrita atenção à doença. E é esgoto aberto, banheiros no chão, lombrigas entrando e saindo como e quando querem. Remedinho aqui e ali, a causa do mal ainda causa o mal. E sabemos disso, mas nem sempre agimos de acordo com o nosso conhecmento.

É no primeiro capítulo do seu manual, que o curso PHTLS (Basic and Advanced Prehospital Trauma Life Support – recomendo a todos da área de saúde!) aborda com propriedade a questão da prevenção do trauma (acidentes em geral: automobilísticos, domésticos, quedas, violência urbana, etc.). No mundo todo, são 16 mil mortes diárias por trauma sendo que 146 mil/ano ocorrem nos Estados Unidos, onde o trauma é a terceira causa de morte, atrás apenas das doenças cardiovasculares e do câncer. Mais além, outras 2,5 milhões de pessoas foram hospitalizadas naquele país em 1997, em decorrência de lesões não-fatais pelo trauma.

Outro dado assustador: considerando a expectativa de vida média dos grupos etários e os anos em potencial de vida perdida, o trauma liderou o gráfico entre norte-americanos com 1 a 44 anos de idade em casuística no ano de 1995 (e imagino que seja assim ainda hoje). Enquanto o câncer retira um montante de 2 milhões de anos em potencial para o grupo, o trauma joga pelos ares 3,5 milhões de anos. Cerca de 80% das mortes em adolescentes e 60% das mortes em crianças decorrem do trauma. E para quem ainda tem dúvidas ou só é sensível no bolso, há um custo estimado em $325 bilhões de dólares gastos anualmente com o trauma.

Seguindo com o manual e as estatísticas norte-americanos (eles são realmente bons nisso), em 1966 o congresso aprovou lei exigindo o uso de capacetes para motociclistas e as taxas de fatalidades despencaram. Mas em 1975, movido pelos “direitos humanos” e a “democracia” do livre arbítrio, a lei foi retirada e as taxas cresceram até nova medida judicial ser instalada.

O termo “acidente”, como algo inevitável, de causa desconhecida, não serve ao trauma. O que ocorre geralmente é o resultado do descuido, da desinformação e da imprudência. E longe de tornar nosso dia-a-dia um ritual obsessivo de verificações de segurança, atitudes bastante simples de prevenção são apontadas como o ponto mais importante na busca da solução do trauma. O uso de cinto de segurança, assentos infantis apropriados no banco traseiro e airbag nos veículos, o capacete para ciclistas e motociclistas, as restrições para o uso de álcool pelos motoristas, proteção de piscinas (cobertura ou cercados) são apenas alguns exemplos.

Mais uma vez lançando mão dos recursos numéricos, centros de controle do trauma e doença norte-americanos fazem interessante estimativa entre os investimentos na área e seus e resultados:

· Cada $1 investido em aconselhamento pediátrico economiza $10
· Cada $1 investido em capacetes de ciclistas economiza $29
· Cada $1 investido em assentos de segurança infantis economiza $32
· Cada $1 investido em detectores de fumaça economiza $69

E por aí afora. Educação, educação e educação. Desde o berço até a universidade da terceira idade, nem todo mundo tem uma segunda chance para aprender com os erros. A propósito, que esforço você tem feito pela vida?

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I-racional
Pedro Armando Furtado Volkmann
 

Melões e cólicas

Fruta maldita
Da Rita
Tinha seu valor
Ardor

Dia “d”
Ela está bucólica

Melões
Perdões
Sermões
Safanões

Dia “e”
Romântica

Pêras
Ceras
Beiras
Faceiras

Dia “f”
Simbólica

Ovo
Novo
De novo
Renovo

Dia “g”
Grudada

Pequenos
Terrenos
Venenos
Morenos (mentira)

Dia “h”
Safada

Proporcionais
Sensacionais
Normais
Bacanais

Dia “i”
Amada

Desnudos
Macanudos
Carnudos
Miúdos

Dia “j”
Melancólica

Dia após dia
Rebeldia
Selvageria
(E amor)

Dia “x”
Abobrinha

Chega de um jeito
Com um risinho
Se mostra de outro
Afeto, carinho.

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Diálogos com Deus
Rafael Luiz Reinehr

Jesus e Nietsche


- Pai, olha só: estou lendo este livro “Ecce Homo” de Friederich Nietsche. Tem uma parte aqui que ele diz: “Eu não sou um homem, sou dinamite”. O que será que ele quis dizer, pai?

- Bem, meu filho, pelo que lembro da ocasião em que Nietsche disse isso, ele estava se recuperando de um período de enfermidade...

- A localização temporal e a situação de vida interferem na interpretação de suas palavras?

- Sim meu filho! Esta é uma lição muito importante! Não podemos separar as palavras de um homem de seu contexto histórico. Se as usarmos em um outro tempo, podemos estar incorrendo em grave falácia!

- Certo! Mas e sobre a dinamite?

- Como estava dizendo, Nietsche havia passado por algumas intempéries, após as quais mudou sua forma de encarar a vida e o mundo. Escreveu isso para que lembrassem que era um homem de contrastes em relação a realidade à sua volta. Estava pronto para destruir com tudo o que estivesse instituído. Daí, sua auto-denominação de “dinamite”.

- E ele realmente fez essas mudanças todas a que se propunha?

- Infelizmente, filho meu, pouco após redigir estas palavras, Nietsche pirou na batatinha e parou de falar coisa com coisa. Perdeu seu crédito daí por diante. Apesar de sua obra continuar sendo reconhecida até hoje, não pôs em obra suas idéias mais revolucionárias.

- Que triste, né pai...

- É meu filho... Às vezes, os homens não estão prontos para tantas mudanças em tão pouco tempo...

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Os fins
Fabricio Pessôa


Nosso sonho acabou
Tudo o que era, não é mais
Desde então não tenho paz
Com o ser que agora sou.

Quero parar de chorar
Ah, que bom que seria
Se eu pudesse, gritaria:
“Não estou mais a te amar!”

Não posso fazer
Estaria mentindo pra mim
Dizendo que chegou ao fim
O que ainda me faz sofrer

Me resta esperar, quem sabe um dia
O destino pra mim sorria
E diga que estou livre

Quem sabe no dia da morte
Eu finalmente tenha a sorte
Que antes eu nunca tive

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Ombudsman

Realmente encontrar um crítico literário por estas bandas está difícil. Uma entidade com tempo não só para ler todos os textos do site e, depois disso, destilar sua fúria e sua ira em um ajuntado de palavras fervorosamente ligadas com fins de criticar escritos alheios não é para qualquer um.

Assim, estamos organizando um Curso de Formação de Críticos Literários para suprir a demanda crescente de órgãos como Jornais e Revistas impressos e virtuais. Se você quiser informaçãoes sobre o curso, entre em contato com o Simplicíssimo.

Espero que não tenha levado a sério o que está escrito aí em cima.

Enquanto isso, segue a...

"Campanha Procura-se um Ombudsman para o Simplicíssimo".

Contatos pelo simplicissimo@simplicissimo.com.br

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SUPER Desafio Simplex

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Alessandro Sachetti (Cândido Mota - SP) - 140 pontos

Luiz Antonio Ribeiro (Petrópolis - RJ) - 30 pontos

Corina Abreu (Rio de Janeiro - RJ) - 20 pontos

Daniel Rech (Porto Alegre - RS) - 20 pontos

Rebeca Campani Donazar ( Porto Alegre - RS) - 10 pts.

Pedro Volkmann (Porto Alegre - RS) - 10 pontos

Diego Altieri. Silveira (Sapucaisa do Sul- RS) - 10 pontos

Roberto Iukio Iwai (São Paulo - SP) - 10 pontos

OBS: Os pontos computados da segunda tarefa referem-se somente a aqueles que responderam ao nosso e-mail. A terceira tarefa continua valendo, está em andamento!

O próximo Desafio já está aí. Acesse o Super Desafio Simplex e participe! Divulgue para seus amigos, façam um bolão e dividam os prêmios!

LEMBRE-SE: durante a semana, a qualquer momento, podemos estabelecer uma prova relâmpago onde quem cumprir primeiro a tarefa leva os pontos! Esteja atento!

Atenção! Os pontos dos Desafios Relâmpagos serão atualizados juntamente com o site, nas quartas-feiras!

NA PRÓXIMA SEMANA: A LISTA COMPLETA DOS CDs E AS POSSIBILIDADES DE PREMIAÇÃO!


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Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)

 

 

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