Simplicíssimo
Jornal Virtual de periodicidade setenta e oito vezes semanal


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Editorial

Agruras do cotidiano

M- Alô?

R- E aí, como está, tudo bem?

M- Beleza Rafael, que é que mandas?

R- Vai dizer que esqueceu?

M- Esqueci...?

R- O editorial! O editorial do Simplicíssimo! Esta edição é a tua, mandei uma mensagem!

M- Ih, mensagem. Pô, velho, faz uns dias que não mexo na minha máquina, ela ainda está meio esquisita, também ando trabalhando muito e meio sem saco, sabe como é, né?

R- Maurício, eu preciso do editorial pra agora, tu te comprometeste, lembra?

M- Pra falar a verdade, não lembro.

R- Ah bom, agora não é mais a desculpa do computador pifado, agora é a memória.

M- Vai com calma aí, tenente...

R- É que é sempre assim, toda a terça-feira. Tenho de ficar ligando o dia todo pra lembrar o pessoal de mandar as colunas, e aí começam desculpas e explicações e “só mais um pouquinho, segura aí”, uma tortura.

M- Puxa Rafael, not my fault man, tu que inventou essa história de zine virtual, de Simplicíssimo e o escambau. Agora eu estou cansado e não estou a fim de ficar inventando editorial nenhum. Esse negócio de editorial até me lembra jornalzinho de centro acadêmico, aqueles textos chatos e esquerdosos, cheios de críticas ao governo e de uma moralidade duvidosa. E tinha aquele jargão repetido ad eternum : “em defesa da universidade pública e gratuita” e bla´-blá-blá. Nunca me esqueço de uma vez que ...

R- Tá, tá. Já deu de história. Não tá vendo que eu tenho que resolver a porcaria do editorial, já passou das onze da noite, cara. Vai ou não vai?

M- Calma aí, Rafael, tá muito nervosinho...

R- Caralho!

M- Já me incomodei com o negócio de ombudsman e agora tu vem com editorial, porque não pede pra outro, o pessoal adora escrever. Pede pro Zadig um editorial em francês, ou para a Cristiane um editorial sob o prisma feminino, ou para o Eduardo um de estilo rápido e inesperado, ou para o Alessandro um livre, ou um irracional pro Pedro ... por que eu?

R- Tu não lê mais o Simplicíssimo, não é mesmo?

M- Por quê? Leio, é, leio sim, quase tudo, quase sempre quando dá e...

R-Animal, todos já escreveram seus editoriais, começou na edição 73 com a Cristiane e estamos na edição 78!! Não é possível que tenhas escrito as últimas colunas do ombudsman sem ler os editoriais!

M- Veja bem, amigo, não é bem assim, olha, tudo bem, eu dou um jeito, mando qualquer coisa...

R- Como qualquer coisa?! Não quero “qualquer coisa”, tu é foda!

M- Desculpa aí, vamos fazer o seguinte, segura até amanhã que eu mando um negocinho legal, vou me esforçar, o pessoal vai gostar, peço ajuda por e-mail pra minha irmã que é jornalista, ela sempre me ajudou com o ombudsman, aí ela se mudou para São Paulo e eu até tive que encerrar a coluna.

R-Como assim? A tua irmã? Eu sei que ela é jornalista, mas ela te ajudava com o ombudsman?

M- Pois é, família é pra essas coisas, né?

R- Imagino que ela te ajudava muito...

M- Pra falar a verdade ajudava bastante.

R- Quanto ela te ajudava tratante??!! Desembucha!

M- É que, bem, às vezes ela é que fazia a coluna e eu ajudava com umas idéias.

R- Com umas idéias?

M- É ... outras vezes ela fazia tudo.

R- Tchau, Maurício, a gente se vê, vou desligar para fazer o editorial, manda um abraço pra tua irmã.

M- Claro! Valeu Rafael, um abraço pra tua também!

R- Eu não tenho irmã.

M- Então pra família, pra família....

Maurício Silveira dos Santos
Editor Interino

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De Badulaques e Bugigangas
Conrad Rose

O corpo caído tencionava submergir, apesar de gravitacionalmente estático. A bruma feito cobertor gelado. Quanto aos olhos, já não os retinha abertos. Na boca, a baba sólida. O sangue que antes vertera, agora congelava e coagulava, assinando uma surra bem dada. Os ossos encaixavam-se lentamente, o que no âmago alimentava o vômito. Encontrava-se curvado como feto. O sono trajava coma. Analisado com zelo, notar-se-ia brotar inchaços acompanhados de hematomas, esverdeantes ainda. E, se na presença de um estetoscópio, do estalar dos ossos surtiriam ruidosos acordes tendo ao fundo o compasso lerdo e cardíaco. Tremia de um todo.
Qualquer mortal teria compaixão. Qualquer! Depois o desprezaria. Mas Deus não. Deus só via, nem compaixão tampouco desprezo; com complacência de telespectador e cheio de vontade de rir.
No plano mundano, após a aurora chegava a ambulância. Paramédicos carregaram o corpo febril e exausto.
Voltando gradativamente a si, o corpo provava a repercussão da obra de seu opositor. A lucidez intensificava os sentidos e tornava a absorção das dores quase impossível. Dores ósseas, musculares, indecifráveis, acumulativas e complementares. Seu algoz nada o preservara. Em seguida, antiinflamatórios e sedativo, e o corpo ainda ouvia o eco das expressões sacras do doutor quando a indústria farmacêutica assumiu o controle.
Entrava, então, num vai e volta sem fim. Cessando o sedativo, o corpo entorpecia de dor. Os olhos semi-ausentes presenciavam seu corpo – longinquamente – coberto por um pano branco chamuscado de vermelho. Gases, gesso e mercúrio-cromo, na verdade. Sentia-se noiva currada. Pior era o cheiro: água sanitária com esparadrapo. Uma perna suspensa. O compasso lerdo e cardíaco e eletrificado.
E não tardava a chegar a enfermeira para depurá-lo. Enterrava-lhe o polegar na pálpebra, erguendo-a; pressionava-lhe o punho com a outra mão. Constatando-o vivo, fincava-lhe a seringa novamente.

Há muito, quando chegara da roça com uma carta de referência do pai e pouquíssimos pertences – quase badulaques, fora de imediato ao encontro do padrinho que o conduzira à labuta; um frigorífico de médio porte.
Passados alguns dias, padrinho e afilhado já despendiam juntos a maior parte de suas horas de ócio. O afilhado descobria a cidade e sua vasta podridão. Primeiro as mulheres, onde despejava em torno de um terço de seu salário. Destilados para acompanhar. Tabaco e algumas drogas, mas nada relevante.
Ia do frigorífico para o bar, do bar para a zona e da zona para o quarto de pensão em que o padrinho o depositara. Assim correram meses.
O afilhado prosperava. Três meses no frigorífico e já fora promovido. No quinto, livrara-se do incômodo de carregar bovinos nas costas. Passara a cuidar das contas a pagar da empresa. O padrinho muito se orgulhava.
Certa data, o padrinho o levara para o carteado, mas prevenira-o do vício. Charutos, mulheres insinuantes, uma redonda mesa verde, bebida e fichas replicantes. Nos momentos de grande tensão, na definição da rodada, o ambiente carregado mais parecia o interior de um elevador lotado ou a sala de espera de um oncologista. A aflição e a ansiedade foram determinantes para o afilhado. E naquela data ele dobrara o seu salário.
O jogo entrara no roteiro. Trabalho, bar, jogo, zona, pensão. Trabalho, bar, jogo, pensão. Trabalho, jogo, pensão. Trabalho, jogo, trabalho. Jogo, trabalho, jogo. Jogo.
Cavalos, roleta, poker, pife, palito, vídeo bingo, caça-níqueis, pingüim, loterias e rifas. O padrinho aconselhava-o a largar, retomar a vida. Dizia que o melhor era casar-se. Ele até procurava encontrar uma esposa a contento, mas todas caíam fora quando o vício era deflagrado.

Porém, Raquel comprara a briga. Mulher espaçosa, pronta para a guerra. Sangue siciliano. O afilhado vidrara nas volumosas mamas da dita. Comia na mão de Raquel.
Trabalho, pensão, trabalho, pensão, trabalho, casa. Casa! O afilhado comprara uma casa enfim. Um aconchego, um lar, uma morada, um endereço. Ela nutria-lhe; e na rua, ou alguma festa, ela ostentava-o como troféu; ele, sentia-se um poodle branco vigiado pela coleira. Entretanto, isso não fazia importância. Pelo menos enquanto ele se divertia com as suntuosas tetas de sua dona. Nunca trepara tanto. O afilhado encarava os urros, uivos, gemidos, sussurros e palavrões como contrapeso ao poodle branco. O prazer vencia.
O problema é que peito toda hora enjoa. Demora – porque o par gera o revezamento -, mas acaba enjoando. Para piorar, o afilhado havia voltado a carregar carcaças. E, no momento em que ele não via mais graça nenhuma em nenhum dos dois apêndices, entrou o ciúme. Como bom jogador, virou o jogo. O afilhado passou a vigiá-la. Obstinou-se. A princípio a siciliana relutara, mas duas semanas sem sexo e algumas surras surtiram efeito. Raquel rendera-se, contera-se, encolhera-se e enclausurara-se; e o afilhado folgara-se. Voltara a jogar, colecionava amantes e penhorava tudo o que tinha para penhorar.
Quanto aos peitos, ele notara que vagarosamente eles iam enfraquecendo, cedendo, caindo. Perderam volume também, já que a dona mal comia. Por fim secaram. O afilhado definhara a siciliana.
Não dá para jogar sem cacife. É regra. O padrinho havia alertado. Sem cacife e sem sorte.
Dos credores, primeiro a compaixão; depois, o prazo findara, a dívida não. A surra quitara. Aí, dos credores, somente desprezo.

E agora estava ele ali, esfolado, arranhado, inchado, infeccionado, dopado; mas fora voltando a si, ou quase, que apodrecera definitivamente.
A siciliana trazia-lhe suas poucas bugigangas. Era o que lhe cabia da partilha. Ela estava impecável, devidamente maquiada, ereta e suspensa num salto-agulha; rebolado compassado e muito swing. Até os peitos mostravam-se animados.
Ela depositou um saco plástico próximo ao corpo inerte, sorriu de canto, e fugiu dele sem pressa alguma.

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Instruções para dar corda no relógio
Alessandro Garcia

Por que hoje é sábado

Por que hoje é sábado, todos os corações se mostram repletos de expectativas de que a normalidade comumente reservada aos simples desabe pesadamente por terra e, em seu lugar, o dia de hoje traga alucinações coletivas, pequenos mas preciosos momentos de felicidade abundante e desvarios de prazer pelas mais simplórias ações.

Por que hoje é sábado, em algum lugar um velho solitário espera que o toque do telefone traga mais do que possíveis e freqüentes pedidos de oferecimento de gás e que hoje – ainda que seja somente hoje, mesmo que logo em seguida um raio o fulmine por completo, deixando nada mais do que um esqueleto encarquilhado a cruzar as persas em um sofá de napa – este velho reza para que uma voz feminina muito familiar seja a condutora da simples, porém necessária palavra “pai”.

Por que hoje é sábado, bêbados, prostitutas, cafetões e anões de carranca assustadora esperam, pacienciosos, pelos cantos e vielas de uma quebrada qualquer, que a noite lhes traga os prazeres sórdidos que para os baixos são reservados e possam então perpetuar sua sina marginal para todo o sempre, amém.

Por que hoje é sábado, aos olhos distantes dos pais, os namorados em idade tenra bolinam-se, excitados pela descarga desproporcional de hormônios que os compele a refestelarem-se pelas danceterias da vida e a provar uma maturidade que desconhecem mas insistem em querer demonstrar através de porres homéricos de cerveja, vinho, cachaça e outros destilados.

Por que hoje é sábado, fiéis rendem-se a uma crença descomunal e aglomeram-se em altares, acendem velas, praticam ritos complexos e repetitivos para afirmar suas vocações para a doação sem fim, ajoelhando-se por todos os santos.

Por que hoje é sábado, cachorros vagueiam, esperançosos à procura de algo mais que restos em parcas latas de lixo, um sorriso invisível no focinho e muita ternura nos olhos foscos.

Por que hoje é sábado, a ovelha contempla, desiludida, um ponto muito distante no campo, sem que isto signifique muito mais do que este narrador acabou de descrever – afinal, uma ovelha é só uma ovelha, e como saberá ela que será devidamente tosada, abatida e retalhada para o regozijo familiar que um bom churrasco de ovelha proporciona?

Por que hoje é sábado, em algum lugar não muito distante daqui, é verdade, algum solitário discará para o serviço de tele-amigos e desligará quando ouvir a primeira voz, com medo de que o ache pedante demais para o convívio social.

Por que hoje é sábado, alguém se atirará por uma janela.

Por que hoje é sábado, atropelamentos deixarão centenas de paraplégicos e alguns tristes amputados.

Por que hoje é sábado, bebês rechonchudos e avermelhados nascerão e passarão a compor sinfonias de choros, grunhidos e espasmos em uma maternidade qualquer. E mãos receberão, chorosas, seus bebês em seus braços; pizzaiolos amassarão mais massas para os famintos que lotam seus restaurantes; policiais cederão à corrupção e deixar-se-ão receber algumas notas por uma vista grossa qualquer; crianças procurarão seus pais em alguma colorida praça de alimentação; famílias jogarão futebol e comerão algodão-doce em alguma praça ensolarada em alguma cidade qualquer; casais e solitários e velhos e gordos e motoristas de ônibus se enfileirarão na porta de cinemas, reclamando do preço da pipoca.

Em todos os cantos, vidas surgirão. Em algum canto alguém cederá a tentações. Em cima de alguma mesa uma refeição frugal se fará. Aeroportos encherão suas salas, aviões virão e irão para todo lugar, entes se encontrarão e, queridos, debulhar-se-ão em lágrimas e não resistirão aos abraços. Tudo isto poderia acontecer em qualquer dia, tudo isto acontece em qualquer dia, mas ceder aos encantos que a simplicidade destes atos me oferecem só me é possível por que hoje é sábado.

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en passant
Eduardo Hostyn Sabbi

Quatro queijos

Ó minha amada!
Quem me dera te ter comigo
Sem que eu esgotasse o meu calor
E não temesses tu, derreter em meus braços
Perdendo o receio de sumir no brilho de tanta luz
E tampouco fosses tu, atingida de gravidade
Que não pudesse retornar à origem,
Se assim o quisesse

Pense minha amada,
O que seria o que nos impede,
Senão simplesmente o mesmo que nos une?
Que doce loucura tem então mais insana resistência
Que me mantém sem saber do teu cheiro e gosto etéreos
Não saboreados com minha natureza ávida pelos teus sonhos?
Que tempo esperas como garantia de ilusório e desumano infinito?

Ah minha amada!
Esse mundo, o teu, o meu
O nosso universo desencontrado
Até segunda ordem.do seu grande arquiteto
Ou minha, ou tua, ou nossa,
Ou nada, ou nunca.

Pois então minha amada,
Se ainda assim, crês que tudo isso
Seja o fruto apenas de mera idealização
Que deixe eu Sol de admirar a majestosa luz
Que és tu Lua, quem deixas por mágica pela noite
Enquanto segues a te esconder numa órbita qualquer
De algum desconhecido planeta que de mim te afasta

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I-racional
Pedro Armando Furtado Volkmann
 

(Des)Equilíbrio

Pega a pedra
Pedra sobre pedra
Pedra sobre Pedro

As pedras caem, não caem
Caim, caim
sobre o cachorro
Não será o Pedro?

Pontos de equilíbrio
Vários deles...
Escolha o pior possível
E seja feliz em alcança-lo

Pára-quedas
De pedras
Coordenadas
Descordenadas

Será o caminho
entre o amor e o ódio
trilhado
em Corda-bamba?

Será o caminho
Da felicidade
Trilhado
Pela dor?

Poderá alguém
ter amado
Sem sofrer?

Viverá a poesia
Ai de cima,
Sem rima?

Ébrio,
Equilíbrio
E brios.

Mesmo sem rimas
Afogue suas mágoas
E viva de amor.

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Diálogos com Deus
Rafael Luiz Reinehr

Deus e o Tratado de Kyoto


- Pai! Esses dias me disseste que os homens não suportam muitas mudanças em pouco tempo, estou certo?

- Sim, meu filho! Estás correto.

- É por isso que a Terra está sendo destruída gradativamente pelo desmatamento desenfreado, indústrias que poluem o ar e as águas com suas emissões de detritos e gases tóxicos e pela caça e pesca predatórias, entre outras coisas?

- É, filhão. Isso mesmo o que está acontecendo.

- Por ganância crescente, o homem busca a todo custo subjugar a Natureza que eu criei. Alguns países tem penas severas e fiscalização rígida no que diz respeito aos desmatamentos e caça e pesca de animais dentro do período reprodutivo, por exemplo. No Brasil, especificamente na Amazônia, infelizmente, o corte de madeira de forma ilegal é endêmico e não é adequadamente controlado pelas autoridades locais.

- E o que se pode fazer para mudar isto?

- Bem, uma das tentativas que está sendo feita é o Tratado de Kyoto, onde os países assinantes devem reduzir seu percentual de emissão de dióxido de carbono em 5,2% até 2012 comparando-se com 1990. Dessa forma, poderiam evitar o rápido aquecimento global que vem ocorrendo.

- Puxa pai! Isso é interessante! Parece um começo!

- Sim, pena que os Estados Unidos, responsáveis por 25% da produção de dióxido de carbono do planeta inteiro, se recusaram a assinar, pois seu presidente disse que isto traria prejuízos para a economia norte-americana...

- Puxa! Assim não dá! Tem homem que é uma besta mesmo né pai?

- Pois é, filho...

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Sutilezas
Cláudia Sleman - Rahna


Se todo o amor que trago
É pouco para oferecer-te,
O que fazer com todo o amor
Que trago?

Se todas as flores que te dou,
São pouco para alegrar-te,
O que fazer com todas as flores
Que te dou?

Se todos os aromas que arrebato das nuvens
São pouco para enlevar-te,
O que fazer como todos os aromas
Arrebatados?

Se todas as canções que te canto,
São pouco para embalar-te,
O que fazer com todas as canções
Que canto?

Se todos os poemas que recito,
São pouco para emocionar-te,
O que fazer com todos os poemas?

Amor...flores... aromas...canções... poemas...

O que fazer com todas estas sutilezas,
Que em vão, tento ofertar-te?

Ai... estas minhas sutilezas,
Pelas quais vivo intensamente...

Ai... onde estás que não te alcanço com minhas
Sutilezas?

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Ombudsman

A

"Campanha Procura-se um Ombudsman para o Simplicíssimo".

chegou ao fim!

Na próxima semana: Grande Estréia do

Novo Ombusman!!!!!

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SUPER Desafio Simplex

O Desafio Simplex agora é Super!

Saiba como ganhar 89 CDs sem sair de sua casa! Clique aqui!

A Lista dos Competidores que pontuaram, por ordem (provisória de classificação na corrida pelos 89 CDs!:

Luciano Trevisan (Júlio de Castilhos - RS) - 240 pontos

Alessandro Sachetti (Cândido Mota - SP) - 240 pontos

Luiz Antonio Ribeiro (Petrópolis - RJ) - 30 pontos

Corina Abreu (Rio de Janeiro - RJ) - 20 pontos

Daniel Rech (Porto Alegre - RS) - 20 pontos

Rebeca Campani Donazar ( Porto Alegre - RS) - 10 pts.

Pedro Volkmann (Porto Alegre - RS) - 10 pontos

Diego Altieri. Silveira (Sapucaisa do Sul- RS) - 10 pontos

Roberto Iukio Iwai (São Paulo - SP) - 10 pontos

O próximo Desafio já está aí. Acesse o Super Desafio Simplex e participe! Divulgue para seus amigos, façam um bolão e dividam os prêmios!

LEMBRE-SE: durante a semana, a qualquer momento, podemos estabelecer uma prova relâmpago onde quem cumprir primeiro a tarefa leva os pontos! Esteja atento!

Atenção! Os pontos dos Desafios Relâmpagos serão atualizados juntamente com o site, nas quartas-feiras!

SEGUE A LISTA COMPLETA DOS CDs (o primeiro a escolher o grupo de CDs é, obviamente, o vencedor da gincana, passando consecutivamente ao segundo e terceiro lugares e assim consecutivamente, até encerrarem os 10 grupos de premiação).

Coletâneas

Acervo Especial Rock
20 Preferidas Italianas
Globo Special Hits – 2
Rock Stars
Coletânea ShowBizz
Video Music Brasil 1996
A Música do Século 1, 2, 6
Novela em CD – melhores temas
Rock Reflections
A Revista Rock – 89
Os Incríveis Anos 50, 60 e 70

Rock Internacional

Sixties – UK
Woodstock Festival 1994
Dick Dale – Calling Up Spirits
The Doors – When The Music is Over
Metallica – Live in Concert
Bob Dylan´s Greatest Hits
The Wonders – That Thing You Do
10cc – The Collection
The 60´s Greatest Hits


Miscelâneas

De Las Alturas
Roger Whittaker
Sepultura – Chaos A.D.
Tutta Itália
Os Bons Tempos Estão de Volta
Rei Roberto e Erasmo Cantam
Molotov – Apocalypshit
Orquestra Românticos de Cuba – Romance no Cinema
Saturday Morning – Cartoons Greatest Hits
Fats Domino – The Best Of
Grupo Raça – Jeito de Felicidade
De Ros – Universe
De Ros – Ad Dei Gloriam
Richard Powell

Singles Importados da Inglaterra

Reef – Sweetie
Reef – I´ve got something to say
Reef – Sweetie
Garbage – You Look So Fine
Garbage – You Look So Fine

Pop & Rock Nacional

Ultraje a rigor – 2 é demais
RPM – Rádio Pirata
Cazuza – Ideologia
Devotos de Nossa Senhora Aparecida
Utopia – Edição Histórica
Barão Vermelho – Os dois primeiros
Inocentes – Subterrâneos

Reggae & Ska

Inner Circle – Forward Jah Jah People
The Reggae Collection – Keep On Moving (1 a 4) importado da Inglaterra
Mestres do Ska


Blues & Jazz

Blues & Soul – vol 2
Blues Invention – British
Sound The Trumpets – Gold Encore Series
Isley Brothers Greatest Motown Hits
Jimmi Whiterspoon – Cry The Blues
Quinteto Onze e Meia
Jazz – Saxfaction

MPB & Nacional

Chico Buarque – MPB Compositores
Catálogo dos Novos Talentos da MPB
Gilberto Gil – Quanta
Caetano Veloso – Sem Lenço Sem Documento
Chico Buarque – Instrumental
20 Preferidas – Bossa Nova
Tropicália 30 anos
Jorge Bem Jor – Música para tocar em elevador
Demônios da Garoa – Esses divinos
Vinícius de Moraes e Chico Buarque – A Arte do Encontro
20 Preferidas – Toquinho

Disco/Funk

Dee Lite – Dewdrops in the Garden
Funk Brasil
The Disco History
Groove Brasil
Funkín Soul – The Best Of
Partie Dancing – Around The World
Discoteca Folha da Música Brasileira – Dance
Depeche Mode – Ultra
Cartoon Networks Dance
Édson Cordeiro – Disco Clubbing ao Vivo

Clássicos

Os Grandes Clássicos – Ludwig van Beethoven (1,2,3)
Vozes da Tranqüilidade (2 CDs)
Dvórak
Elgar

A propósito: todo exercício de desapego deve ser realizado de forma gradual e progressiva. Eis porque não se encontram aqui listados (ainda) meus CDs dos Mutantes, da Graforréia Xilarmônica, do ACDC, Iron Maiden, Ramones, Funkadelic e outras precosidades.


E ELE FINALMENTE CHEGOU!


SUPER Desafio Simplex!


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e depois nos avise!


Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)

 

 

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