02/06/2004
- Edição número
78
Agruras do cotidiano
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Agruras
do cotidiano
M- Alô?
R- E aí, como
está, tudo bem?
M- Beleza Rafael,
que é que mandas?
R- Vai dizer que
esqueceu?
M- Esqueci...?
R- O editorial! O
editorial do Simplicíssimo! Esta edição
é a tua, mandei uma mensagem!
M- Ih, mensagem.
Pô, velho, faz uns dias que não mexo
na minha máquina, ela ainda está
meio esquisita, também ando trabalhando
muito e meio sem saco, sabe como é, né?
R- Maurício,
eu preciso do editorial pra agora, tu te comprometeste,
lembra?
M- Pra falar a verdade,
não lembro.
R- Ah bom, agora
não é mais a desculpa do computador
pifado, agora é a memória.
M- Vai com calma
aí, tenente...
R- É que é
sempre assim, toda a terça-feira. Tenho
de ficar ligando o dia todo pra lembrar o pessoal
de mandar as colunas, e aí começam
desculpas e explicações e “só
mais um pouquinho, segura aí”, uma
tortura.
M- Puxa Rafael, not
my fault man, tu que inventou essa história
de zine virtual, de Simplicíssimo e o escambau.
Agora eu estou cansado e não estou a fim
de ficar inventando editorial nenhum. Esse negócio
de editorial até me lembra jornalzinho
de centro acadêmico, aqueles textos chatos
e esquerdosos, cheios de críticas ao governo
e de uma moralidade duvidosa. E tinha aquele jargão
repetido ad eternum : “em defesa da universidade
pública e gratuita” e bla´-blá-blá.
Nunca me esqueço de uma vez que ...
R- Tá, tá.
Já deu de história. Não tá
vendo que eu tenho que resolver a porcaria do
editorial, já passou das onze da noite,
cara. Vai ou não vai?
M- Calma aí,
Rafael, tá muito nervosinho...
R- Caralho!
M- Já me incomodei
com o negócio de ombudsman e agora tu vem
com editorial, porque não pede pra outro,
o pessoal adora escrever. Pede pro Zadig um editorial
em francês, ou para a Cristiane um editorial
sob o prisma feminino, ou para o Eduardo um de
estilo rápido e inesperado, ou para o Alessandro
um livre, ou um irracional pro Pedro ... por que
eu?
R- Tu não
lê mais o Simplicíssimo, não
é mesmo?
M- Por quê?
Leio, é, leio sim, quase tudo, quase sempre
quando dá e...
R-Animal, todos já
escreveram seus editoriais, começou na
edição 73 com a Cristiane e estamos
na edição 78!! Não é
possível que tenhas escrito as últimas
colunas do ombudsman sem ler os editoriais!
M- Veja bem, amigo,
não é bem assim, olha, tudo bem,
eu dou um jeito, mando qualquer coisa...
R- Como qualquer
coisa?! Não quero “qualquer coisa”,
tu é foda!
M- Desculpa aí,
vamos fazer o seguinte, segura até amanhã
que eu mando um negocinho legal, vou me esforçar,
o pessoal vai gostar, peço ajuda por e-mail
pra minha irmã que é jornalista,
ela sempre me ajudou com o ombudsman, aí
ela se mudou para São Paulo e eu até
tive que encerrar a coluna.
R-Como assim? A tua
irmã? Eu sei que ela é jornalista,
mas ela te ajudava com o ombudsman?
M- Pois é,
família é pra essas coisas, né?
R- Imagino que ela
te ajudava muito...
M- Pra falar a verdade
ajudava bastante.
R- Quanto ela te
ajudava tratante??!! Desembucha!
M- É que,
bem, às vezes ela é que fazia a
coluna e eu ajudava com umas idéias.
R- Com umas idéias?
M- É ... outras
vezes ela fazia tudo.
R- Tchau, Maurício,
a gente se vê, vou desligar para fazer o
editorial, manda um abraço pra tua irmã.
M- Claro! Valeu Rafael,
um abraço pra tua também!
R- Eu não
tenho irmã.
M-
Então pra família, pra família....
Maurício
Silveira dos Santos
Editor Interino
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De
Badulaques e Bugigangas
Conrad Rose |
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O corpo caído
tencionava submergir, apesar de gravitacionalmente
estático. A bruma feito cobertor gelado.
Quanto aos olhos, já não os retinha
abertos. Na boca, a baba sólida. O sangue
que antes vertera, agora congelava e coagulava,
assinando uma surra bem dada. Os ossos encaixavam-se
lentamente, o que no âmago alimentava o
vômito. Encontrava-se curvado como feto.
O sono trajava coma. Analisado com zelo, notar-se-ia
brotar inchaços acompanhados de hematomas,
esverdeantes ainda. E, se na presença de
um estetoscópio, do estalar dos ossos surtiriam
ruidosos acordes tendo ao fundo o compasso lerdo
e cardíaco. Tremia de um todo.
Qualquer mortal teria compaixão. Qualquer!
Depois o desprezaria. Mas Deus não. Deus
só via, nem compaixão tampouco desprezo;
com complacência de telespectador e cheio
de vontade de rir.
No plano mundano, após a aurora chegava
a ambulância. Paramédicos carregaram
o corpo febril e exausto.
Voltando gradativamente a si, o corpo provava
a repercussão da obra de seu opositor.
A lucidez intensificava os sentidos e tornava
a absorção das dores quase impossível.
Dores ósseas, musculares, indecifráveis,
acumulativas e complementares. Seu algoz nada
o preservara. Em seguida, antiinflamatórios
e sedativo, e o corpo ainda ouvia o eco das expressões
sacras do doutor quando a indústria farmacêutica
assumiu o controle.
Entrava, então, num vai e volta sem fim.
Cessando o sedativo, o corpo entorpecia de dor.
Os olhos semi-ausentes presenciavam seu corpo
– longinquamente – coberto por um
pano branco chamuscado de vermelho. Gases, gesso
e mercúrio-cromo, na verdade. Sentia-se
noiva currada. Pior era o cheiro: água
sanitária com esparadrapo. Uma perna suspensa.
O compasso lerdo e cardíaco e eletrificado.
E não tardava a chegar a enfermeira para
depurá-lo. Enterrava-lhe o polegar na pálpebra,
erguendo-a; pressionava-lhe o punho com a outra
mão. Constatando-o vivo, fincava-lhe a
seringa novamente.
Há muito, quando chegara da roça
com uma carta de referência do pai e pouquíssimos
pertences – quase badulaques, fora de imediato
ao encontro do padrinho que o conduzira à
labuta; um frigorífico de médio
porte.
Passados alguns dias, padrinho e afilhado já
despendiam juntos a maior parte de suas horas
de ócio. O afilhado descobria a cidade
e sua vasta podridão. Primeiro as mulheres,
onde despejava em torno de um terço de
seu salário. Destilados para acompanhar.
Tabaco e algumas drogas, mas nada relevante.
Ia do frigorífico para o bar, do bar para
a zona e da zona para o quarto de pensão
em que o padrinho o depositara. Assim correram
meses.
O afilhado prosperava. Três meses no frigorífico
e já fora promovido. No quinto, livrara-se
do incômodo de carregar bovinos nas costas.
Passara a cuidar das contas a pagar da empresa.
O padrinho muito se orgulhava.
Certa data, o padrinho o levara para o carteado,
mas prevenira-o do vício. Charutos, mulheres
insinuantes, uma redonda mesa verde, bebida e
fichas replicantes. Nos momentos de grande tensão,
na definição da rodada, o ambiente
carregado mais parecia o interior de um elevador
lotado ou a sala de espera de um oncologista.
A aflição e a ansiedade foram determinantes
para o afilhado. E naquela data ele dobrara o
seu salário.
O jogo entrara no roteiro. Trabalho, bar, jogo,
zona, pensão. Trabalho, bar, jogo, pensão.
Trabalho, jogo, pensão. Trabalho, jogo,
trabalho. Jogo, trabalho, jogo. Jogo.
Cavalos, roleta, poker, pife, palito, vídeo
bingo, caça-níqueis, pingüim,
loterias e rifas. O padrinho aconselhava-o a largar,
retomar a vida. Dizia que o melhor era casar-se.
Ele até procurava encontrar uma esposa
a contento, mas todas caíam fora quando
o vício era deflagrado.
Porém, Raquel comprara a briga. Mulher
espaçosa, pronta para a guerra. Sangue
siciliano. O afilhado vidrara nas volumosas mamas
da dita. Comia na mão de Raquel.
Trabalho, pensão, trabalho, pensão,
trabalho, casa. Casa! O afilhado comprara uma
casa enfim. Um aconchego, um lar, uma morada,
um endereço. Ela nutria-lhe; e na rua,
ou alguma festa, ela ostentava-o como troféu;
ele, sentia-se um poodle branco vigiado pela coleira.
Entretanto, isso não fazia importância.
Pelo menos enquanto ele se divertia com as suntuosas
tetas de sua dona. Nunca trepara tanto. O afilhado
encarava os urros, uivos, gemidos, sussurros e
palavrões como contrapeso ao poodle branco.
O prazer vencia.
O problema é que peito toda hora enjoa.
Demora – porque o par gera o revezamento
-, mas acaba enjoando. Para piorar, o afilhado
havia voltado a carregar carcaças. E, no
momento em que ele não via mais graça
nenhuma em nenhum dos dois apêndices, entrou
o ciúme. Como bom jogador, virou o jogo.
O afilhado passou a vigiá-la. Obstinou-se.
A princípio a siciliana relutara, mas duas
semanas sem sexo e algumas surras surtiram efeito.
Raquel rendera-se, contera-se, encolhera-se e
enclausurara-se; e o afilhado folgara-se. Voltara
a jogar, colecionava amantes e penhorava tudo
o que tinha para penhorar.
Quanto aos peitos, ele notara que vagarosamente
eles iam enfraquecendo, cedendo, caindo. Perderam
volume também, já que a dona mal
comia. Por fim secaram. O afilhado definhara a
siciliana.
Não dá para jogar sem cacife. É
regra. O padrinho havia alertado. Sem cacife e
sem sorte.
Dos credores, primeiro a compaixão; depois,
o prazo findara, a dívida não. A
surra quitara. Aí, dos credores, somente
desprezo.
E agora estava ele ali, esfolado, arranhado, inchado,
infeccionado, dopado; mas fora voltando a si,
ou quase, que apodrecera definitivamente.
A siciliana trazia-lhe suas poucas bugigangas.
Era o que lhe cabia da partilha. Ela estava impecável,
devidamente maquiada, ereta e suspensa num salto-agulha;
rebolado compassado e muito swing. Até
os peitos mostravam-se animados.
Ela depositou um saco plástico próximo
ao corpo inerte, sorriu de canto, e fugiu dele
sem pressa alguma.
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Instruções
para dar corda no relógio
Alessandro
Garcia |
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Por
que hoje é sábado
Por
que hoje é sábado, todos os corações
se mostram repletos de expectativas de que a normalidade
comumente reservada aos simples desabe pesadamente
por terra e, em seu lugar, o dia de hoje traga
alucinações coletivas, pequenos
mas preciosos momentos de felicidade abundante
e desvarios de prazer pelas mais simplórias
ações.
Por que hoje é sábado, em algum
lugar um velho solitário espera que o toque
do telefone traga mais do que possíveis
e freqüentes pedidos de oferecimento de gás
e que hoje – ainda que seja somente hoje,
mesmo que logo em seguida um raio o fulmine por
completo, deixando nada mais do que um esqueleto
encarquilhado a cruzar as persas em um sofá
de napa – este velho reza para que uma voz
feminina muito familiar seja a condutora da simples,
porém necessária palavra “pai”.
Por que hoje é sábado, bêbados,
prostitutas, cafetões e anões de
carranca assustadora esperam, pacienciosos, pelos
cantos e vielas de uma quebrada qualquer, que
a noite lhes traga os prazeres sórdidos
que para os baixos são reservados e possam
então perpetuar sua sina marginal para
todo o sempre, amém.
Por que hoje é sábado, aos olhos
distantes dos pais, os namorados em idade tenra
bolinam-se, excitados pela descarga desproporcional
de hormônios que os compele a refestelarem-se
pelas danceterias da vida e a provar uma maturidade
que desconhecem mas insistem em querer demonstrar
através de porres homéricos de cerveja,
vinho, cachaça e outros destilados.
Por que hoje é sábado, fiéis
rendem-se a uma crença descomunal e aglomeram-se
em altares, acendem velas, praticam ritos complexos
e repetitivos para afirmar suas vocações
para a doação sem fim, ajoelhando-se
por todos os santos.
Por que hoje é sábado, cachorros
vagueiam, esperançosos à procura
de algo mais que restos em parcas latas de lixo,
um sorriso invisível no focinho e muita
ternura nos olhos foscos.
Por que hoje é sábado, a ovelha
contempla, desiludida, um ponto muito distante
no campo, sem que isto signifique muito mais do
que este narrador acabou de descrever –
afinal, uma ovelha é só uma ovelha,
e como saberá ela que será devidamente
tosada, abatida e retalhada para o regozijo familiar
que um bom churrasco de ovelha proporciona?
Por que hoje é sábado, em algum
lugar não muito distante daqui, é
verdade, algum solitário discará
para o serviço de tele-amigos e desligará
quando ouvir a primeira voz, com medo de que o
ache pedante demais para o convívio social.
Por que hoje é sábado, alguém
se atirará por uma janela.
Por que hoje é sábado, atropelamentos
deixarão centenas de paraplégicos
e alguns tristes amputados.
Por que hoje é sábado, bebês
rechonchudos e avermelhados nascerão e
passarão a compor sinfonias de choros,
grunhidos e espasmos em uma maternidade qualquer.
E mãos receberão, chorosas, seus
bebês em seus braços; pizzaiolos
amassarão mais massas para os famintos
que lotam seus restaurantes; policiais cederão
à corrupção e deixar-se-ão
receber algumas notas por uma vista grossa qualquer;
crianças procurarão seus pais em
alguma colorida praça de alimentação;
famílias jogarão futebol e comerão
algodão-doce em alguma praça ensolarada
em alguma cidade qualquer; casais e solitários
e velhos e gordos e motoristas de ônibus
se enfileirarão na porta de cinemas, reclamando
do preço da pipoca.
Em todos os cantos,
vidas surgirão. Em algum canto alguém
cederá a tentações. Em cima
de alguma mesa uma refeição frugal
se fará. Aeroportos encherão suas
salas, aviões virão e irão
para todo lugar, entes se encontrarão e,
queridos, debulhar-se-ão em lágrimas
e não resistirão aos abraços.
Tudo isto poderia acontecer em qualquer dia, tudo
isto acontece em qualquer dia, mas ceder aos encantos
que a simplicidade destes atos me oferecem só
me é possível por que hoje é
sábado.
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en
passant
Eduardo Hostyn
Sabbi |
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Quatro
queijos
Ó minha
amada!
Quem me dera te ter comigo
Sem que eu esgotasse o meu calor
E não temesses tu, derreter em meus braços
Perdendo o receio de sumir no brilho de tanta
luz
E tampouco fosses tu, atingida de gravidade
Que não pudesse retornar à origem,
Se assim o quisesse
Pense minha amada,
O que seria o que nos impede,
Senão simplesmente o mesmo que nos une?
Que doce loucura tem então mais insana
resistência
Que me mantém sem saber do teu cheiro
e gosto etéreos
Não saboreados com minha natureza ávida
pelos teus sonhos?
Que tempo esperas como garantia de ilusório
e desumano infinito?
Ah minha amada!
Esse mundo, o teu, o meu
O nosso universo desencontrado
Até segunda ordem.do seu grande arquiteto
Ou minha, ou tua, ou nossa,
Ou nada, ou nunca.
Pois
então minha amada,
Se ainda assim, crês que tudo isso
Seja o fruto apenas de mera idealização
Que deixe eu Sol de admirar a majestosa luz
Que és tu Lua, quem deixas por mágica
pela noite
Enquanto segues a te esconder numa órbita
qualquer
De algum desconhecido planeta que de mim te
afasta
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I-racional
Pedro Armando Furtado
Volkmann |
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(Des)Equilíbrio
Pega a pedra
Pedra sobre pedra
Pedra sobre Pedro
As pedras caem, não
caem
Caim, caim
sobre o cachorro
Não será o Pedro?
Pontos de equilíbrio
Vários deles...
Escolha o pior possível
E seja feliz em alcança-lo
Pára-quedas
De pedras
Coordenadas
Descordenadas
Será o caminho
entre o amor e o ódio
trilhado
em Corda-bamba?
Será o caminho
Da felicidade
Trilhado
Pela dor?
Poderá alguém
ter amado
Sem sofrer?
Viverá a poesia
Ai de cima,
Sem rima?
Ébrio,
Equilíbrio
E brios.
Mesmo sem rimas
Afogue suas mágoas
E viva de amor.
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Diálogos
com Deus
Rafael Luiz Reinehr |
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Deus
e o Tratado de Kyoto
- Pai! Esses dias me disseste que os homens não
suportam muitas mudanças em pouco tempo,
estou certo?
- Sim, meu filho! Estás correto.
- É por isso que a Terra está sendo
destruída gradativamente pelo desmatamento
desenfreado, indústrias que poluem o ar
e as águas com suas emissões de
detritos e gases tóxicos e pela caça
e pesca predatórias, entre outras coisas?
- É, filhão. Isso mesmo o que está
acontecendo.
- Por ganância crescente, o homem busca
a todo custo subjugar a Natureza que eu criei.
Alguns países tem penas severas e fiscalização
rígida no que diz respeito aos desmatamentos
e caça e pesca de animais dentro do período
reprodutivo, por exemplo. No Brasil, especificamente
na Amazônia, infelizmente, o corte de madeira
de forma ilegal é endêmico e não
é adequadamente controlado pelas autoridades
locais.
- E o que se pode fazer para mudar isto?
- Bem, uma das tentativas que está sendo
feita é o Tratado de Kyoto, onde os países
assinantes devem reduzir seu percentual de emissão
de dióxido de carbono em 5,2% até
2012 comparando-se com 1990. Dessa forma, poderiam
evitar o rápido aquecimento global que
vem ocorrendo.
- Puxa pai! Isso é interessante! Parece
um começo!
- Sim, pena que os Estados Unidos, responsáveis
por 25% da produção de dióxido
de carbono do planeta inteiro, se recusaram a
assinar, pois seu presidente disse que isto traria
prejuízos para a economia norte-americana...
- Puxa! Assim não dá! Tem homem
que é uma besta mesmo né pai?
- Pois é, filho...
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Sutilezas
Cláudia Sleman -
Rahna |
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Se todo o amor que trago
É pouco para oferecer-te,
O que fazer com todo o amor
Que trago?
Se
todas as flores que te dou,
São pouco para alegrar-te,
O que fazer com todas as flores
Que te dou?
Se
todos os aromas que arrebato das nuvens
São pouco para enlevar-te,
O que fazer como todos os aromas
Arrebatados?
Se
todas as canções que te canto,
São pouco para embalar-te,
O que fazer com todas as canções
Que canto?
Se
todos os poemas que recito,
São pouco para emocionar-te,
O que fazer com todos os poemas?
Amor...flores...
aromas...canções... poemas...
O
que fazer com todas estas sutilezas,
Que em vão, tento ofertar-te?
Ai...
estas minhas sutilezas,
Pelas quais vivo intensamente...
Ai...
onde estás que não te alcanço
com minhas
Sutilezas?
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A
"Campanha Procura-se um Ombudsman para o
Simplicíssimo".
chegou
ao fim!
Na
próxima semana: Grande Estréia do
Novo
Ombusman!!!!!
|
subir
O
Desafio Simplex agora é Super!
Saiba
como ganhar 89
CDs sem sair de sua casa! Clique aqui!

A
Lista dos Competidores que pontuaram,
por ordem (provisória de classificação
na corrida pelos 89 CDs!:
Luciano
Trevisan (Júlio de Castilhos
- RS) - 240 pontos
Alessandro
Sachetti (Cândido Mota - SP) -
240 pontos
Luiz
Antonio Ribeiro (Petrópolis -
RJ) - 30 pontos
Corina Abreu (Rio de Janeiro - RJ) -
20 pontos
Daniel
Rech (Porto Alegre - RS) - 20 pontos
Rebeca Campani Donazar ( Porto Alegre
- RS) - 10 pts.
Pedro Volkmann (Porto Alegre - RS) -
10 pontos
Diego Altieri. Silveira (Sapucaisa do
Sul- RS) - 10 pontos
Roberto Iukio Iwai (São Paulo
- SP) - 10 pontos
O
próximo Desafio já está
aí. Acesse o Super
Desafio Simplex e participe! Divulgue
para seus amigos, façam um bolão
e dividam os prêmios!
LEMBRE-SE:
durante a semana, a qualquer momento,
podemos estabelecer uma prova relâmpago
onde quem cumprir primeiro a tarefa
leva os pontos! Esteja atento!
Atenção!
Os pontos dos Desafios Relâmpagos
serão atualizados juntamente
com o site, nas quartas-feiras!
SEGUE
A LISTA COMPLETA DOS CDs (o primeiro
a escolher o grupo de CDs é,
obviamente, o vencedor da gincana, passando
consecutivamente ao segundo e terceiro
lugares e assim consecutivamente, até
encerrarem os 10 grupos de premiação).
Coletâneas
Acervo
Especial Rock
20 Preferidas Italianas
Globo Special Hits – 2
Rock Stars
Coletânea ShowBizz
Video Music Brasil 1996
A Música do Século 1,
2, 6
Novela em CD – melhores temas
Rock Reflections
A Revista Rock – 89
Os Incríveis Anos 50, 60 e 70
Rock
Internacional
Sixties
– UK
Woodstock Festival 1994
Dick Dale – Calling Up Spirits
The Doors – When The Music is
Over
Metallica – Live in Concert
Bob Dylan´s Greatest Hits
The Wonders – That Thing You Do
10cc – The Collection
The 60´s Greatest Hits
Miscelâneas
De
Las Alturas
Roger Whittaker
Sepultura – Chaos A.D.
Tutta Itália
Os Bons Tempos Estão de Volta
Rei Roberto e Erasmo Cantam
Molotov – Apocalypshit
Orquestra Românticos de Cuba –
Romance no Cinema
Saturday Morning – Cartoons Greatest
Hits
Fats Domino – The Best Of
Grupo Raça – Jeito de Felicidade
De Ros – Universe
De Ros – Ad Dei Gloriam
Richard Powell
Singles
Importados da Inglaterra
Reef
– Sweetie
Reef – I´ve got something
to say
Reef – Sweetie
Garbage – You Look So Fine
Garbage – You Look So Fine
Pop
& Rock Nacional
Ultraje
a rigor – 2 é demais
RPM – Rádio Pirata
Cazuza – Ideologia
Devotos de Nossa Senhora Aparecida
Utopia – Edição
Histórica
Barão Vermelho – Os dois
primeiros
Inocentes – Subterrâneos
Reggae
& Ska
Inner
Circle – Forward Jah Jah People
The Reggae Collection – Keep On
Moving (1 a 4) importado da Inglaterra
Mestres do Ska
Blues & Jazz
Blues
& Soul – vol 2
Blues Invention – British
Sound The Trumpets – Gold Encore
Series
Isley Brothers Greatest Motown Hits
Jimmi Whiterspoon – Cry The Blues
Quinteto Onze e Meia
Jazz – Saxfaction
MPB
& Nacional
Chico
Buarque – MPB Compositores
Catálogo dos Novos Talentos da
MPB
Gilberto Gil – Quanta
Caetano Veloso – Sem Lenço
Sem Documento
Chico Buarque – Instrumental
20 Preferidas – Bossa Nova
Tropicália 30 anos
Jorge Bem Jor – Música
para tocar em elevador
Demônios da Garoa – Esses
divinos
Vinícius de Moraes e Chico Buarque
– A Arte do Encontro
20 Preferidas – Toquinho
Disco/Funk
Dee
Lite – Dewdrops in the Garden
Funk Brasil
The Disco History
Groove Brasil
Funkín Soul – The Best
Of
Partie Dancing – Around The World
Discoteca Folha da Música Brasileira
– Dance
Depeche Mode – Ultra
Cartoon Networks Dance
Édson Cordeiro – Disco
Clubbing ao Vivo
Clássicos
Os
Grandes Clássicos – Ludwig
van Beethoven (1,2,3)
Vozes da Tranqüilidade (2 CDs)
Dvórak
Elgar
A
propósito: todo exercício
de desapego deve ser realizado de forma
gradual e progressiva. Eis porque não
se encontram aqui listados (ainda) meus
CDs dos Mutantes, da Graforréia
Xilarmônica, do ACDC, Iron Maiden,
Ramones, Funkadelic e outras precosidades.
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Copyright © 2003 - Rafael Luiz Reinehr - Todos os direitos
reservados. Sinta-se à vontade para reproduzir os
textos do site, mas não esqueça de citar a
fonte e o autor.
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e divulgue em seu
sítio ou blógue!

Línque
para
http://www.simplicissimo.com.br
e depois nos avise!

Selo
comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em
2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot,
baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The
Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo!
É só pegar!)
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