09/06/2004
- Edição número
79
Editorial
do Ed: é TRI!!!
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Editorial
do Ed: é TRI!!!
Há
6 semanas atrás o ilustríssimo Rafael
Reinehr avisou-me da tarefa de escrever o editorial
da edição 79, que seria o Editorial
do Ed. Mal ele sabia que os acontecimentos deste
último final de semana seriam um prato
cheio para o meu editorial, o Editorial
do Ed. Bem, eu poderia falar aqui sobre muita
coisa que aconteceu, está acontecendo,
vai acontecer ou que eu gostaria ou não
que acontecesse. Poderia ser a perda do mundialmente
querido ator e ex-presidente dos Estados Unidos,
Ronald Reagan, que há 1 década já
padecia da Doença de Azheimer, mas o Editorial
é do Ed. Eu poderia falar aqui do crescimento
do mercado informal, resultante da absurda política
tributária, que tem um dedo do Lula (ahá,
então foi aqui que ele perdeu o minguinho)
e de outros tantos com e sem anel de doutor, mas
o Editorial é do Ed. Quase
que eu falo aqui dos 60 anos do Dia D, um marco
histórico do início da derrocada
nazista pelas forças de quase todo o resto
do mundo, mas este Editorial
é do Ed.
| E
o Editorial do Ed, é
dedicado a dois recentes campeões
do esporte gaúcho: o Internacional
de Porto Alegre e o Mário Wink Sabbi
de Santa Cruz do Sul. Mário, que
já havia consagrado-se campeão
de Padel em sua categoria no ano de 2003,
seguiu acertadamente com seu fiel escudeiro,
Guilherme Silva.O resultado? Neste domingo
eles arrasaram nas quadras do Mega Padel
em Porto Alegre. Valeu não apenas
a conquista da etapa, mas também
a sua consolidação como primeiro
no ranking em sua categoria. E o tiozão
aqui não poderia deixar por menos,
senão citá-lo num editorial,
o Editorial do Ed.
Já
o Inter... Ah o Inter! O glorioso Inter
invadiu a casa do adversário tricolor
(azul, grená e branco) que mais uma
vez não era o Grêmio (e eu
nem me lembro quanto tempo faz) na disputa
pelo título gaúcho de 2004.
E, sob os olhos da sua imensa torcida alvi-rubra
da qual o Ed, do Editorial
do Ed, faz parte, assegurou a conquista
do tricampeonato consecutivo, seu 36º
título no certame. É a confirmação
de que “Essa terra tem dono”,
frase que circulou em vários outdoors
colorados da capital gaúcha. O sertão
do estádio da Ulbra virou mar, um
mar vermelho de pura alegria e vibração
digna dos campeões, enquanto a Azenha,
sem comando e com Football no nome,
reivindica ser dono do melhor site, ter
um grande museu e estar com as dependências
do seu estádio recém pintadas.
“Ah! Eu tô maluco!”, mas
pouco importa, pois este Editorial
é do Ed e o Editorial
do Ed agora é TRI, sabidamente TRI,
incontestavelmente TRI!!!
Eduardo
Hostyn Sabbi
Editor Interino
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Clique
aqui para ver a figura de fundo original -
vale a pena!!!
(Retirada do site Página Colorada)
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Cegueira
Daniela Castilho |
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“A
criança que nasceu cega não sabe
o que é enxergar, tampouco tem consciência
do que é que as outras pessoas enxergam.”
Kay Alicyn Ferrel
Suggestions for Raising Young Blind & Visually
Impaired Children
“O amor que não é cego, não
é amor.”
Honoré de Balzac
Ela
era cega de nascença. Jamais tinha visto
o sol, o céu, nada, seu mundo se resumia
à escuridão. Aprendeu a conhecer
as coisas pelo que as outras pessoas lhe contavam,
pelas descrições que lhe faziam.
Aprendeu a distinguir cada mínima entonação
de voz, cada respiração, cada pausa,
cada emoção da pessoa que lhe narrava
a beleza do que estava vendo e assim, aprendeu
a compreender a beleza através dos olhos
dos outros. Ela não sabia como eram as
cores, mas associando cada cor com o modo como
as pessoas falam percebia que quando alguém
lhe dizia "hoje o céu está
tão azul" que o azul devia ser algo
muito bonito, ou que quando alguém comentava
“que flor tão bonita!” que
a beleza de uma flor devia ser algo realmente
especial de se ver, e ficava imaginando se a beleza
da flor seria comparável a delícia
de seu perfume ou ao carinho do toque das pétalas.
As descrições eram suficientes para
que ela percebesse cada coisa do mundo, se comunicasse
com as pessoas e assim, ela ia vivendo, mesmo
cega, e sentia-se feliz.
Em um sábado de sol, ela o conheceu por
acaso: ele se enganou de número e telefonou
para a casa dela. A voz dele chamou sua atenção
pelo tom alegre e ele foi tão gentil e
simpático que, ao invés de responder
com um simples “desculpe, é um engano”
e desligar, ela iniciou uma animada conversa e
quando os dois perceberam, estavam ao telefone
há quase três horas. Ele passou a
telefonar para ela todos os finais de semana,
as conversas recheadas de inteligência,
ele rindo um riso cheio e sonoro, contando dos
passeios com seus amigos na chuva, das luzes das
avenidas principais, dos filmes no cinema, dos
livros curiosos que lhe pediam para ler na faculdade,
das pessoas que via diariamente no ônibus.
Tornaram-se amigos rapidamente. Com ele, ela aprendeu
uma gama de descrições e sensações
novas que enriqueceram a escuridão natural
de seus dias. O ponto de vista dele era diferente
de tudo que apreendera dos outros até então.
Ela aprendeu a identificar a voz dele, aprendeu
os significados dessa voz, as pequenas nuances
de entonação, seus silêncios,
o ritmo de sua respiração, cada
mínima alteração, aprendeu
a conhecê-lo bem, mesmo sem nunca tê-lo
visto.
Ela jamais disse à ele que era cega.
Em um sábado, depois de várias semanas
de conversa, numa manhã em que falavam
sobre poesia, ele finalmente sugeriu que se conhecessem
em pessoa. Ela pediu para pensar um pouco antes
de responder, ele ficou em silêncio alguns
segundos, antes de dizer um “tudo bem”
num tom de voz pouco à vontade. Ele tinha
estranhado a hesitação dela e ela
percebeu. Eles ainda conversaram mais um pouco,
e depois que ele desligou, ela descobriu que,
pela primeira vez, tinha medo de dar-se a conhecer
para alguém, mas queria intensamente conhecê-lo.
O que ele pensaria dela?
Tinham-lhe dito diversas vezes na vida que era
bonita, mas em geral, quem dizia isso eram pessoas
amigas ou sua família, que gostavam dela
desde sempre.
Será que ela era mesmo bonita?
Ela passou a semana em suas atividades normais,
mas sempre pensando no que iria dizer a ele. Ensaiou
e repassou diálogos em sua mente, imaginando
a reação dele a variadas respostas.
Será que ele gostaria dela depois de conhecê-la
em pessoa?
No sábado, quando o telefone tocou, ela
atendeu, conversou normalmente com ele, mas não
tocou no assunto. No finalzinho da conversa, ele
fez um prolongado silêncio na linha e perguntou
novamente se ela não queria combinar para
se conhecerem em pessoa. Ela respirou fundo, criando
coragem, e finalmente respondeu que sim, tudo
bem, e marcaram um encontro diante do cinema do
centro para aquela mesma tarde, ela achou uma
boa solução, quanto menos tempo
tivesse para repensar a respeito maior coragem
teria para ir, ele perguntou se ela sabia onde
era e ela respondeu que sim, combinaram como se
faz há séculos, o primeiro encontro
de estranhos, ela disse que estaria de óculos
escuros, de blusa azul e ele disse que estaria
de blusa amarela. Desligaram. Ela pediu à
mãe que separasse uma blusa azul para ela
usar. Decidiu que esperaria que ele a abordasse,
ela reconheceria sua voz mesmo a quilômetros
de distância, mesmo em meio a uma multidão.
Ela chegou na praça diante do cinema pontualmente.
Agora não tinha mais como voltar atrás.
Sentou-se num dos bancos da praça, olhando
o nada com seus olhos vazios, levemente apreensiva.
As horas passaram. Ela finalmente convenceu-se
de que ele não apareceria. Voltou para
casa, desolada.
A semana transcorreu em silêncio. Ela não
telefonou para ele, não fez nada, não
quis conversar com ninguém a respeito.
Na sexta-feira, triste e angustiada com a situação,
ela finalmente intimou a irmã com desespero,
perguntando-lhe se realmente era bonita, se não
tinha nascido feia ou repulsiva, procurando uma
razão para ter sido rejeitada daquela maneira.
A irmã garantiu-lhe que não, chocada
com a tempestade de sentimentos, e assegurou-lhe
que ela era bonita, especial, que ninguém
que a conhecesse ou visse poderia jamais, jamais
sentir repulsa por ela. Aquelas palavras não
a consolaram. Não havia qualquer coisa
que a consolasse.
O sábado chegou novamente e o telefone
não tocou a manhã toda. Ela tentou,
timidamente, telefonar para ele, foi atendida
por uma gravação comercial que a
informou profissionalmente que aquele número
de telefone havia sido desligado.
Teria sido um sonho?
Mais uma semana passou-se, morna, devagar, mais
um sábado chegou. Próximo ao meio-dia,
quando o ar estava quieto como nos momentos que
antecedem uma tempestade, o telefone tocou uma,
duas vezes. Ela atendeu sem pensar, disse o “Alô”
com um tom indiferente na voz e escutou aquela
voz tão familiar dele respondendo do outro
lado. Ficou muda, a respiração suspensa
no ar por um segundo.
“Eu sinto tanto, tanto” – disse
ele num tom desolado como um dia de verão
no concreto da cidade – “Eu sinto
muito, imagino como você deve ter ficado
triste, eu vi você ali, desamparada, sozinha,
linda... mas assim que eu a vi eu pensei, não,
eu não sou bom o bastante para ela, eu
não a mereço, eu não posso
fazer isso com ela.”
Ela o interrompeu, o nó subindo a garganta,
prestes a explodir em decepção.
“Como você pode dizer isso? Por favor,
por que não fala logo que a razão
é que eu é que não sou bonita
o suficiente...”
“Eu nunca te disse” – continuou
ele, interrompendo-a e controlando a própria
emoção na voz – “porque
eu pensei que podia, mas descobri que não,
que não poderia nunca, eu pensei que eu
fosse capaz de vencer essa barreira, mas eu não
posso. Eu sofri um acidente há dois anos,
eu tenho grande parte do corpo coberto de cicatrizes,
eu não suporto nem me olhar no espelho
de manhã... e quando cheguei lá
na praça, eu te vi tão linda, sentada
no banco, vestida de azul, de óculos escuros,
e percebi que não poderia, nunca, nunca,
deixar que você olhasse para mim, visse
que tipo de monstro eu sou, que tipo de criatura
horrível eu me tornei. Eu sinto tanto,
eu pensei que podia, mas não pude. Eu nem
queria te contar isso, eu preferia que você
jamais soubesse, mas é que eu não
quis que você se sentisse mal, eu estou
te contando apenas para que você saiba que
não é você, você é
mais que perfeita, você é maravilhosa,
sou eu que... ” – ele se calou.
Agora ela chorava abertamente, incrédula,
magoada.
“Oh, meu Deus!” – falou ela
finalmente, entre as lágrimas – “Eu
sou cega.”
O silêncio entre eles durou um vôo
de borboleta inteiro, ela ouviu-o soluçar
do outro lado do fone desconsoladamente e então,
ele desligou.
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Pequenas
Resenhas Canalhas
Maurício
Silveira dos Santos |
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Quando você
pensa em poesia, que imagem surge em sua mente?
São múltiplas as possibilidades,
da lírica mais rocambolesca à
secura da estética concretista, por exemplo.
Há uma característica, contudo,
muito freqüente no mundo da poesia: uma
certa tonalidade nobre, altiva, que parece impor
a si mesma a grandiosa missão de tratar
das profundidades da alma ou talvez denunciar
as injustiças e os descompassos da humanidade.
À margem deste circuito surgem, de tempos
em tempos, os chamados poetas marginais (alguns
bem menos marginais do que se pretendem). Eles
se dedicam a avacalhar com o que foi estabelecido
e acabou por se tornar uma lei, um parâmetro,
um cânone. E é aqui que iniciamos
nossa resenha canalha propriamente dita: Glauco
Mattoso é o marginal dos marginais da
poesia brasileira.
Foi num extinto
e saudoso sebo do bairro Bom Fim que encontrei
‘Centopéia –Sonetos nojentos
e Queijandos’. Eu participava de uma greve
e não havia algo mais apropriado naquele
momento do que caçar alta literatura
pelos cantos da cidade – nunca esperem
me encontrar em piquetes ou rodinhas de chimarrão
de grevistas, é repugnante! Voltemos
ao ‘Centopéia’. O livro contém
100 sonetos em estilo camoniano. O autor justifica
sua escolha pelo soneto explicando que é
a melhor forma de dar conta da sua angústia
sem abrir mão do pé, um fetiche
arraigado, que “agora se eleva à
categoria de célula temática,
em torno da qual cada poema funciona como variação
orquestral”. E de pé sujo em pé
sujo, de lambida em lambida, de sebinho em sebinho;
o poeta vai destilando seu veneno, na opinião
de alguns, o único remédio cabível
para uma literatura doente, uma espécie
de “sadomasoquismo purificador”.
À primeira leitura pode parecer estranho.
A formalidade calculada e rígida dos
sonetos como moldura e uma verdadeira descida
aos esgotos da alma como cenário. Crueldade,
submissão, secreções de
todos os tipos, mau cheiro, insetos repugnantes
e muitos, muitos pés sujos. É
como se a vida fosse uma imensa sola suja de
coturno e o Glauco, nosso poeta, sedento de
desejo, sempre estivesse louco para lambê-la
até cansar.
O pseudônimo
Glauco Mattoso se originou da doença
(glaucoma) que deixou o poeta cego, apesar de
vários tratamentos e cirurgias. Podólara
declarado, ele tem uma admirável obra
(poesia, ficção, ensaios traduções...)
publicada nos últimos cerca de 30 anos,
que é estudada também no exterior.
Aí está talvez uma das maiores
riquezas desta obra, ter a capacidade de almoçar
no inferno e jantar no Olimpo. O livro ‘Centopéia’
seria uma boa “introdução”
à obra poética de Glauco, se isso
fizesse algum sentido. Deixo com vocês
um soneto, que vale muitíssimo mais do
que todo esse lero-lero de “leitor de
orelha”. Abraços e lá vai:
SEGUNDO SONETO
NOJENTO
Se
o pão dormido vira uma borracha;
se
o leite está repleto de bichinho;
filé
de bacalhau só tem espinho;
e
surge uma perninha na bolacha;
Se
um cheiro bom de açougue ninguém
acha;
se
é mais fedido o lixo do vizinho;
vinagre
é o que devia ser bom vinho;
patê
de caviar parece graxa;
Se
maionese tem sabor suspeito;
se o molho pronto é preto, e não
vermelho;
se vem nervo demais no prato feito;
Se
até sopa de lata tem pentelho,
por
que ninguém respeita o meu direito
de
degustar chulé num vão de artelho?
ps-
a próxima resenha tratará de um
livro sobre o amor, para variar um pouquinho...
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Instruções
para dar corda no relógio
Alessandro
Garcia |
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O
Amor te surpreendeu bebendo leite
O
Amor te surpreendeu se embriagando com leite-de-onça
pelo Bar João. No princípio, Ele
quase te confundiu com o sujeito engomadinho que
enchia a cara de cachaça de butiá
na mesa ao lado da tua. No entanto, como não
cabe a Ele se enganar, atingiu-te em cheio bem
no momento em que tu caminhavas para pagar a tua
conta para a mocinha do caixa. De maneira que,
estando já devidamente embriagado, o quase
cambaleio engendrado por tuas pernas não
chegou a te surpreender – como saberias
tu ser a flecha que o Amor te lançou, bem
ali, na coluna cervical? – e tu te recompuseste
com incrível agilidade até para
alguém que emborcou doses de destilado
tão doce quanto o maldito leite-de-onça.
Desta maneira, com a dignidade que ainda restava
(e sempre resta) aos ébrios bebedores de
cachaças adocicadas, tomaste tu novamente
o rumo do caixa e foi ao encontro da mocinha de
tranças ruivas que esperava com demasiada
paciência, é verdade, mas como saberemos
nós o que vai ao coração
destas mocinhas de tranças ruivas que atendem
no caixa de botecos sujos como o Bar João,
sempre a receber notas ainda mais sujas nas mãos
de cachaceiros diversos? Conseguido terminar o
trajeto, estendeste a nota amassada, como todo
dinheiro de bêbado costuma ser, para a mocinha
que a recebeu com uma solicitude acima da média.
Ainda que estando bêbado, tu conseguiste
perceber, ah, eu sei que conseguiste!, quando
ela deu uma risadinha pra ti, bem na mesma hora
em que perguntava se tu não tinhas trocado.
Ao contrário da rispidez que sempre esteve
acompanhando as tuas respostas a gordos e escrotos
atendentes de botecos os mais diversos a que estás
acostumado a beber leite-de-onça (embora
o leite-de-onça do Bar João continue,
imbativelmente, sendo o melhor, por algum motivo
místico, é verdade. Coisa que, no
momento, não vale a pena debatermos, até
por que, se escolhêssemos entrar em tais
discussões, sairíamos em excesso
do rumo de nossa fábula), quando teus olhos
encontraram a pele sardenta da mocinha que atende
o famigerado boteco e pé-sujo Bar João,
tu mesmo, dentro da rispidez tão própria
que te caracteriza, contrária ao doce enjoativo
do leite-de-onça que emborcas com freqüência,
te surpreendeste com a doçura que saiu
de tua voz e, ao invés de responder um
mal-educado “se eu tivesse trocado eu teria
te dado”, tu conseguiste balbuciar, suavemente,
ainda que com o enjoativo hálito de cachaceiro,
“não, infelizmente não tenho...”.
Ah, foi neste momento, eu tenho certeza! Foi neste
exato momento que o Amor parou de jogar a partida
de sinuca que tinha iniciado com aquele estudante
riponga de História que tomava Fanta Uva
de canudinho – com uma coragem adquirida
não sei onde, admito – e se voltou
para a direção onde tu e a mocinha
de tranças ruivas iniciavam, naquele exato
momento, uma espécie de conversa, tão
entremeada de balbúcios desconexos de bebum
que tu sempre fostes, mas, ainda assim, adornada
de doçura e leveza. As palavras se revestiam
de tal encanto quando escapavam da tua boca, que
o Amor julgou que tinha cumprido felizmente a
sua missão e, malandramente, com um descuido
do riponga estudante de História, tratou
de rapar da mesa o dinheiro que tinha apostado
e, dando-se por satisfeito, sumiu daquele ambiente
sórdido, mas repleto do seu amor (sim,
por que o Amor lança flechinhas de amor!),
com a mesma rapidez e agilidade com que, sem ser
convidado, surgira, para calçar desconforto,
sim, mas, mais do que isto, também encanto,
magia e paixão na vida daqueles dois seres
tão díspares que descobriram que
tinham muito em comum e não descartaram
em nenhum momento a possibilidade de uma vida
conjunta, para todo o sempre, amém.
Ah, e isto é uma fábula romântica.
Fim.
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passant
Eduardo Hostyn
Sabbi |
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O
Caso da Vovó Enjaulada
Junho
de 2006, Montenegro-RS. Uma senhora de 68 anos
é condenada à prisão já
que o filho deixou de pagar pensão à
neta e simplesmente desapareceu. Impossível
deixar de lado toda a comoção nacional
pela pobre velhinha que padece de vários
males crônicos de saúde e, por isso
mesmo, não dispõe do dinheiro da
pensão. Entendendo a aplicação
da regra neste caso como um exagero, a Justiça
se recusou a cumprir o mandado da Justiça
(sim, é para confundir a cuca mesmo) e
a prisão foi “apenas” domiciliar.
Cerca de 24 horas depois, o defensor público
reverteu a tragédia com a presença
do super-herói habeas corpus (que
imagino tenha HC bordado no peito).
Para
uma discussão mais aprofundada do caso,
vejamos o que diz alguns trechos do Estatuto do
Idoso:
Art.
10. É obrigação do Estado
e da sociedade, assegurar à pessoa idosa
a liberdade, o respeito e a dignidade, como
pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos,
individuais e sociais, garantidos na Constituição
e nas leis. (...)
- § 2o O direito ao respeito consiste na
inviolabilidade da integridade física,
psíquica e moral, abrangendo a preservação
da imagem, da identidade, da autonomia, de valores,
idéias e crenças, dos espaços
e dos objetos pessoais.
- § 3o É dever de todos zelar pela
dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer
tratamento desumano, violento, aterrorizante,
vexatório ou constrangedor.
Art. 15. É assegurada a atenção
integral à saúde do idoso, por
intermédio do Sistema Único de
Saúde – SUS.(...)
- § 2o Incumbe ao Poder Público
fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos,
especialmente os de uso continuado, assim como
próteses, órteses e outros recursos
relativos ao tratamento, habilitação
ou reabilitação.
Art. 19. Os casos de suspeita ou confirmação
de maus-tratos contraidoso serão obrigatoriamente
comunicados pelos profissionais de saúde
Art.
96. (...)
- Pena – reclusão de 6 (seis) meses
a 1 (um) ano e multa.
- § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar,
humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa
idosa, por qualquer motivo.
- § 2o A pena será aumentada de
1/3 (um terço) se a vítima se
encontrar sob os cuidados ou responsabilidade
do agente.
Art.
99. Expor a perigo a integridade e a saúde,
física ou psíquica, do idoso,
submetendo-o a condições desumanas
ou degradantes ou privando-o de alimentos e
cuidados indispensáveis, quando obrigado
a fazê-lo, ou sujeitando-o a trabalho
excessivo ou inadequado:
- Pena – detenção de 2 (dois)
meses a 1 (um) ano e multa.
Mas
chega de lei. Aos Sherlocks de plantão,
aqui vai a pergunta que não quer calar:
quem é o verdadeiro culpado nesta lambança
toda e por quê?
a)
A própria vovozinha, por ter gerado o filho
desaparecido?
b) O filho que tomou o chá por ter abandonado
a todos?
c) O filho, por ter dados netos à vovozinha?
d) O filho, ao se casar com a mulher que entrou
com a ação?
e) A nora, por ter entrado com a ação?
f) O casal, por terem tido os netos da vovozinha?
g) Os netos, por serem netos?
h) O Legislativo, por ter feito uma lei estúpida?
i) O Judiciário, por seguir a injusta e
estúpida lei ao invés de caçar
o filho?
j) O Oficial de Justiça, que em crise de
compaixão mudou a pena para prisão
domiciliar?
k) O Defensor Público que entrou com o
habeas corpus sei lá por quê?
l) O super-herói, esse tal de habeas
corpus que eu nunca sei do que se trata?
m) A mídia que expôs a vovozinha
para o Brasil inteiro?
n) O povo brasileiro, que assistiu a tudo de braços
cruzados, como de costume?
o) O Poder Público (quem?), que não
paga os remédios pra vovozinha, já
que somos um país rico que pode fazer do
SUS uma realidade?
p) Os profissionais de saúde, que nem entraram
na história, mas deveriam realizar denúncia
de maus tratos?
q) O Paim, que fez o Estatuto que incrimina todos
os acima?
r) Outro (indicar no comentário), porque
se for colocar todo mundo aqui vai acabar o alfabeto.
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I-racional
Pedro Armando Furtado
Volkmann |
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Eu,
Eu Mesmo e Eu Amanhã
Amanhã,
quando eu acordar, estarei rindo das besteiras
que fiz hoje. É muito legal quando a gente
se dá conta de onde partimos e para onde
vamos. O problema é que para chegar, temos
que ir de um ponto a outro e ninguém conhece
o caminho a seguir. O caminho é só
nosso. Pode ser que muitas pessoas já o
tenham trilhado. Mas não tem como saber.
Não é possível chegar até
elas. A gente não quer, não pode
ou não tem como chegar até estas
pessoas.
Por isto, sigo sozinho, curtindo minha solitária
busca para s(t)er alguém.
Ontem gritei com alguém que não
merecia, amanhã também.
Não gostei do texto da semana passada,
pode ser que eu troque de opinião.
Pode ser que não.
Erro todos os dias, que bom. Que ruim.
Acerto todos os dias, que ruim, que bom.
Agora, tem textos que eu gosto, desde o dia que
os escrevi. São daquele tipo, das coisas
que não mudam em mim. Ou será que
eu gosto porque já mudei?
Será que eles representam eu mesmo? Ou
será que os textos que não gosto
mais é que verdadeiramente me representavam?
Será que eu consigo gostar de mim, de eu,
eu mesmo e eu amanhã?
Sei lá, eu sou eu mesmo, ontem, hoje e
amanhã.
Um pouco mudado, cada dia, cada noite, em cada
conversa com você.
Vivo analisando os outros para achar pedaços
de mim mesmo, fora de mim. Pedaços que
gosto, que odeio, que não me importo.
Mais estranho é saber que os acertos que
tinha ontem, já não os tenho hoje.
Máscaras estranhas estas, entranhadas no
mais fundo eu.
Máscaras de antigas dores, odores, suores,
seduções e decepções.
Máscaras de riso, analfabetizadas pelo
inconsciente. Que a gente julga consciente.
Ontem estava brabo, hoje apreensivo. A felicidade
vem em gotas. De fel.
Mais do que isto, aquilo. Noites ao vento, noites
sedento do teu amor.
Será que amanhã pode ser ontem?
Ontem poderá ser amanhã?
Eu mesmo posso ser o mesmo, ontem, hoje e amanhã?
Caminhadas em Ipanema, noites na Lima, madrugadas
na cama.
Tem um pedaço de mim, em cada passo, repasso.
Se tiver que fazer de novo, não sei se
faço, se calo, se amo.
O melhor de mim, está por vir, pois sempre
será amanhã.
Ou ontem.
É besteira eu sei, saber tudo isto, o que
importa é viver, como não existisse
ontem ou amanhã.
Vivo de hoje, vivo de festa, vivo da raiva, de
amar e odiar você.
Vivo das certezas que hoje não é
amanhã.
Amanhã só amanhã, se bem
que eu escrevi este texto ontem (hoje) e você
está lendo amanhã (hoje). Que coisa
sem nexo, pode a literatura ter a velocidade da
luz? De dizer coisas ontem que valem amanhã?
Tomara que pelo menos, amanhã eu não
ame ou odeie o que eu escrevi.
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Diálogos
com Deus
Rafael Luiz Reinehr |
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Deus
e a cólica biliar
Maria e Jesus levam Deus às pressas ao
Pronto Socorro:
- Maria, me ajuuuude! Não agüento
mais a dor!
Maria: - Doutor, doutor, acuda! Meu marido está
passando muit mal! Ele não é de
fazer fita!
- Não se preocupe dona! Seu marido sairá
daqui são e salvo ou não me chamo
Doutor Baratta!
Depois que o médico lhe examina e faz alguns
exames de sangue e uma ultrassonografia abdominal,
chega o diagnóstico: cólica biliar.
-Seu Deus, o senhor está com uma pedra
na vesícula. Vamos ter que lhe operar.
- Operar? Sem essa! Quem opera milagres aqui sou
eu!
- Mas... - tenta interceder o médico...
- Deixa comigo - diz Maria.
- Escuta aqui, senhor Deus Oni da Silva! Vamos
deixar de agir como criança! Se o médico
diz que vai ter que operar, vamos operar sim senhor!
- Mas, mas... Querida!...
- Sem mas-mas-mas! Não tem discussão!
Viu no que deu todos aqueles churrascos, aquela
carne gordurosa? Agora agüenta as pontas
queridinho!
Voltando-se para o doutor: - Ele vai operar sim
doutor. É só marcar.
- Bem, assim sendo, vejo que entraram em um consenso.
A cirurgia será daqui a 2 horas. Vou me
preparar.
E deu de costas rumo à sala de emergência
para tomar as providências cabíveis,
enquanto Deus olhava seu algoz se afastar, com
olhinhos pequeninos qual cachorro pidão,
ainda tentando reverter a situação.
- Maria...
- Que foi!? - ollhando séria.
(vendo que não havia mais o que fazer)
- Fica comigo na sala de cirurgia?
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Incólume
Passageiro
Rafael Luiz Reinehr |
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Incólume passageiro
Navegante disfarçado
Neste mar de sensações
Como
podes ser tão insensível
O que te faz cruzar assim
A estrada das emoções?
De
que é feita tua carcaça
Como resiste tua blindagem
Ao amor e ódio que tentam,
Em vão te dissuadir?
Pelas
ruas por onde andas
Por onde andamos todos nós
Segues firme teu destino
Nada te faz parar
E
por mais que tente
Não consigo te entender
Quais as forças que te mantém
Incólume passageiro
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Ombudsman
Marcos
Claudino |
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Ombudsman,
eu???
Olá
amigo, muito prazer... Cá estou, numa madrugada
gelada, em Sampa, digitando com luvas de lã,
tentando fazer uma justa análise da edição
078 do nosso amado simplicíssimo.
Tentarei, juro. O resultado, as indignações
e reclamações serão levadas
a sério, prometo... Basta você anotar
nesse ícone abaixo...
Começo com uma impressão que já
foi dita por outros.
Os poucos comentários preocupam. Gostaríamos
mesmo que mais e
mais pessoas registrassem suas opiniões,
pois o intuito não é agradar a todos,
mas chegar ao maior número de leitores.
E os comentários são mesmo um termômetro
desse alcance.
Já de começo, o amigo Maurício
Silveira manda um editorial diferente, irreverente,
e que todos nós, que demos nossa palavra,
já vivenciamos. Tão ou mais importante
que o texto bem sacado, os comentários
anexos foram muito gratos a este projeto de crítico.
Uma pena ser ficção o fato da irmã
do colunista não haver realmente vindo
pra Sampa...
(brincadeirinha, ok?)...
Conrad Rose deixou-me um pouco dolorido, mas deleitado
num estilo de escrita bastante peculiar. Claro
que o olhar de Deus para o corpo do infeliz traria
uma excelente oportunidade
aos fantásticos “diálogos
com deus”, que nosso tenente tão
bem elucida por estas paragens. Bem vindo Conrad,
o impecável.
Alessandro Garcia traz, e explica porquê,
todos os acontecimentos possíveis em qualquer
lugar do mundo, com pessoas, cães e até
ovelhas (pôxa, nunca comi um churrasco de
ovelha), para um único dia da semana. Um
pouco duro, porque aos sábados, tantas
coisas boas também podem ocorrer. Mas,
se o intuito era mesmo o negativismo, conseguiu
acertar em cheio...
Eduardo Sabbi ataca de poesia. Mundo novo aos
meus olhos, vindo deste rico escritor. Romântico,
lembrou Neruda, Vinícius
e tantos. Valeu à pena ler os comentários,
onde o amigo Suiká complementa o poema,
separando os queijos...
Agora, respondam-me, como criticá-los?
O esperado Diálogo com Deus, do nosso digníssimo
tenente Rafael, deixa o pai celestial puto com
o Bushinho...
Uma pena, pois o Onipotente poderia ter pensado
em bilhões de pessoas mais interessantes,
inteligentes, humanas, etc, etc, etc... O tema
é realmente importante, saibamos.
Claudia Sleman (muito prazer, amiga...) chega
romântica, triste, desiludida por um amor
não correspondido. Claudia,
você não é a única,
mas ao menos sabe expressar bem seus sentimentos.
Enfim, amigos, esta foi a primeira, pode também
ser a última, mas juro que tentei levar
minha contribuição a este simpático
e admirado trabalho, mostrado semanalmente aqui
no simplicíssimo...
E que venham as farpas!!!
Abraços!!
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A
Lista dos Competidores que pontuaram,
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na corrida pelos 89 CDs!:
Alessandro
Sachetti (Cândido Mota - SP) -
340 pontos
Luciano
Trevisan (Júlio de Castilhos
- RS) - 240 pontos
Luiz
Antonio Ribeiro (Petrópolis -
RJ) - 30 pontos
Corina Abreu (Rio de Janeiro - RJ) -
20 pontos
Daniel
Rech (Porto Alegre - RS) - 20 pontos
Rebeca Campani Donazar ( Porto Alegre
- RS) - 10 pts.
Pedro Volkmann (Porto Alegre - RS) -
10 pontos
Diego Altieri. Silveira (Sapucaisa do
Sul- RS) - 10 pontos
Roberto Iukio Iwai (São Paulo
- SP) - 10 pontos
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leva os pontos! Esteja atento!
Atenção!
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serão atualizados juntamente
com o site, nas quartas-feiras!
SEGUE
A LISTA COMPLETA DOS CDs (o primeiro
a escolher o grupo de CDs é,
obviamente, o vencedor da gincana, passando
consecutivamente ao segundo e terceiro
lugares e assim consecutivamente, até
encerrarem os 10 grupos de premiação).
Coletâneas
Acervo
Especial Rock
20 Preferidas Italianas
Globo Special Hits – 2
Rock Stars
Coletânea ShowBizz
Video Music Brasil 1996
A Música do Século 1,
2, 6
Novela em CD – melhores temas
Rock Reflections
A Revista Rock – 89
Os Incríveis Anos 50, 60 e 70
Rock
Internacional
Sixties
– UK
Woodstock Festival 1994
Dick Dale – Calling Up Spirits
The Doors – When The Music is
Over
Metallica – Live in Concert
Bob Dylan´s Greatest Hits
The Wonders – That Thing You Do
10cc – The Collection
The 60´s Greatest Hits
Miscelâneas
De
Las Alturas
Roger Whittaker
Sepultura – Chaos A.D.
Tutta Itália
Os Bons Tempos Estão de Volta
Rei Roberto e Erasmo Cantam
Molotov – Apocalypshit
Orquestra Românticos de Cuba –
Romance no Cinema
Saturday Morning – Cartoons Greatest
Hits
Fats Domino – The Best Of
Grupo Raça – Jeito de Felicidade
De Ros – Universe
De Ros – Ad Dei Gloriam
Richard Powell
Singles
Importados da Inglaterra
Reef
– Sweetie
Reef – I´ve got something
to say
Reef – Sweetie
Garbage – You Look So Fine
Garbage – You Look So Fine
Pop
& Rock Nacional
Ultraje
a rigor – 2 é demais
RPM – Rádio Pirata
Cazuza – Ideologia
Devotos de Nossa Senhora Aparecida
Utopia – Edição
Histórica
Barão Vermelho – Os dois
primeiros
Inocentes – Subterrâneos
Reggae
& Ska
Inner
Circle – Forward Jah Jah People
The Reggae Collection – Keep On
Moving (1 a 4) importado da Inglaterra
Mestres do Ska
Blues & Jazz
Blues
& Soul – vol 2
Blues Invention – British
Sound The Trumpets – Gold Encore
Series
Isley Brothers Greatest Motown Hits
Jimmi Whiterspoon – Cry The Blues
Quinteto Onze e Meia
Jazz – Saxfaction
MPB
& Nacional
Chico
Buarque – MPB Compositores
Catálogo dos Novos Talentos da
MPB
Gilberto Gil – Quanta
Caetano Veloso – Sem Lenço
Sem Documento
Chico Buarque – Instrumental
20 Preferidas – Bossa Nova
Tropicália 30 anos
Jorge Bem Jor – Música
para tocar em elevador
Demônios da Garoa – Esses
divinos
Vinícius de Moraes e Chico Buarque
– A Arte do Encontro
20 Preferidas – Toquinho
Disco/Funk
Dee
Lite – Dewdrops in the Garden
Funk Brasil
The Disco History
Groove Brasil
Funkín Soul – The Best
Of
Partie Dancing – Around The World
Discoteca Folha da Música Brasileira
– Dance
Depeche Mode – Ultra
Cartoon Networks Dance
Édson Cordeiro – Disco
Clubbing ao Vivo
Clássicos
Os
Grandes Clássicos – Ludwig
van Beethoven (1,2,3)
Vozes da Tranqüilidade (2 CDs)
Dvórak
Elgar
A
propósito: todo exercício
de desapego deve ser realizado de forma
gradual e progressiva. Eis porque não
se encontram aqui listados (ainda) meus
CDs dos Mutantes, da Graforréia
Xilarmônica, do ACDC, Iron Maiden,
Ramones, Funkadelic e outras precosidades.
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www.simplicissimo.com.br
Copyright © 2003 - Rafael Luiz Reinehr - Todos os direitos
reservados. Sinta-se à vontade para reproduzir os
textos do site, mas não esqueça de citar a
fonte e o autor.
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Selo
comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em
2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot,
baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The
Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo!
É só pegar!)
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