23 /06/2004
- Edição número
81
Parabéns,
Parabéns, Saúde, Felicidade...
|
| |
|
|
|
...Que
tu colhas sempre todo dia, Paz e Alegria na lavoura
da Amizade!
Quando a vã
caldeira
Em sua rubra face
Deixar transparecer
A verdade que seu calor esconde
Neste dia
E, somente neste dia
Saberemos que tudo que se passou
Não passou de um louco delírio.
A
poesia sempre acompanhou o Simplicíssimo,
desde suas primeiras edições. Tivemos,
em mais de uma ocasião, edições
especiais somente com poesias (vide edições
números 08
e 24).
Agora, estamos com
a idéia de ampliar o espaço para
a poesia no Simplicíssimo. Contamos hoje
com apenas um espaço para a publicação
de pensamentos destoados pelas emoções
em verso. Essa idéia, surgida há
tempos, tomou força neste momento devido
ao recebimento de numerosas valorosas especiais
belas grandes prestigiosas colaborações,
muito maiores do que o nosso espaço atualmente
abarca. Não posso deixá-las estocadas
semanas a fio a espera de publicação.
Assim, nas edições vindouras estaremos
publicando ao menos duas poesias por edição
e estamos idealizando uma "coluna poética",
ainda em tratativas.
O assunto da semana,
como nãopoderia deixar de ser, na verdade
são dois! O primeiro, é o fim do
Desafio Simplex que se aproxima! Na próxima
quarta-feira, dia 30 de junho, serão anunciados
os vencedores do SuperDesafio Simplex.
Nunca é trade
para lembrar que durante a semana são realizados
Desafios Relâmpagos que valem 300 pontos!
Existem ainda muitas chances de ganhar!
O segundo assunto,
não menos importante, é a comemoração
do Aniversário de 1 ano do sítio
Simplicíssimo!
Muito nos gratifica
estarmos completando este ano de realizações,
ampliando cada vez mais tanto nosso público
escritor quanto nosso público leitor, que
só faz crescer - tendo em vista a enxurrada
de e-mails que recebemos diariamente, dos quatro
cantos do país. Apesar de nosso projeto
de internacionalização estar suspenso,
os contatos com Portugal, Moçambique e
com nossos hermanos argentinos continua firme,
pronto a alçar vôo.
Ficamos felizes com
a volta da colaboração da Daiana
Silva, nossa amiga jornalista de Santa Cruz do
Sul e também com o retorno - sempre a tempo
- dos espetaculares textos do Milton Ribeiro.
Ao
fim deste editorial, só me resta convidar
os amigos a comparecerem na festa que se sucederá
no Basttidores Bar, na Rua Independência
1010 em Porto Alegre - RS, a partir das 21:00.
Àqueles que não poderão comparecer,
restarão as fotos da festa, a serem oportunamente
publicadas.
Até a semana
que vem, habitantes desta fenomenal Nau Planetária.
Rafael
Luiz Reinehr
"O
ressentimento, nascido da fraqueza, a ninguém
mais prejudicial do que ao fraco mesmo".
Friederich
Nietsche , Ecce Homo
|
subir
Um
Deus que sabe dançar
Daiana Silva |
|
Prólogo
O
UNIVERSO É UMA DANÇA
Sim, o universo é
uma dança. E nós somos os dançarinos
que participam deste evento mágico. A dança
e os dançarinos existem juntos. Deus e
sua criação existem juntos, sempre
existiram, e sempre existirão. Universos
aparecem, universos desaparecem. Mas Aquilo que
deu origem, a fonte de energia principal que deu
início ao aparecimento simplesmente não
desaparece, porque é Eterna, está
fora do tempo, está fora do espaço.
Apenas Isto existe.
O
que é Eterno sempre foi chamado de simplesmente
luz. A escuridão vem a vai. Ela é
uma ausência temporária da luz. Mas
a luz permanece. Escuridão é apenas
falta de luz.
Muitas
pessoas estão ainda fora do foco principal
da espiritualidade. Elas sofrem e alimentam seus
problemas, porque simplesmente não sabem
viver sem problemas. Elas mantém o foco
no mundo relativo do sofrimento, no mundo que
vem e vai, e não olham com atenção
e carinho para Aquilo que sempre permanece, todo
o instante, com elas mesmas, e é a fonte
de tudo que há.
Se
escuridão é falta de luz, o que
você precisa ? Simplesmente aprender uma
coisa muito bela e muito simples: aprender a focar
a luz, o Eterno, exatamente no momento presente,
exatamente aqui. Aprender a focar a fonte da luz
é o que os mestres e professores espirituais
tem chamado de meditação. E esta
luz está disponível onde Deus está.
Onde Deus estaria senão aqui-agora o tempo
inteiro ? Mas, então, porque nos sentimos
tão separados de Deus e da vida ? Porque
todos os conceitos de Deus que nós aprendemos
na sociedade nos fizeram separar-se Dele, e não
aproximar-se Dele.
Nós
aprendemos que Deus está distante, em algum
lugar, depois da morte, julgando nossos atos bons
e maus. Que infantilidade! Nós simplesmente
criamos um Deus humano com apegos e aversões
e então vivemos com medo de nós
mesmos. Criamos um Deus a partir de nossas neuroses.
É por isso que Niesztch disse: “Deus
está morto”. É claro que ele
estava se referindo ao Deus criado pelo homem,
fabricado pela mente humana e sua sede de poder
e controle. Sim, temos de enterrar aquele Deus
castigador, aquele Deus vingativo ao qual você
tem de temer. Este Deus não pode ser o
Deus real, porque o Deus real não pode
ser entendido pelo pensamento. O Deus real é
Amor. Pelo pensamento apenas coisas mundanas e
culturais podem ser entendidas. Deus não
precisa ser entendido, apenas pode ser vivido.
Você não precisa entender o amor,
não precisa escrever tratados sobre o amor.
Você tem de viver o amor. Deus é
o mistério do seu Ser Essencial. Ele não
está distante de você, porque em
última instância, ele é a
única coisa que existe. Os universos vem
e vão, os corpos vem e vão, a mente
vem e vai, mas aquilo que deu origem a tudo isso
permanece. Meu corpo, pensamentos e sentimentos
estão sempre mudando. Mas há algo
que posso verificar agora que não está
mudando e nunca mudará: esse algo é
Consciência Pura, ou o Eterno em mim. Reconhecer
isto é estar em paz.
O
universo é uma dança de energia
que cria formas e nomes, corpos e mentes. Essa
dança é o movimento da energia criando
e re-criando o plano do criador. Neste exato momento
você está vivenciando o plano do
criador. Como ? Criando também. Neste exato
momento mil e uma coisas criativas estão
acontecendo e você nem percebe. Seu sangue
está circulando, sua respiração
está acontecendo, suas células estão
mudando, sua comida está sendo processada,
suas feridas cicatrizadas, e tudo isso sem o seu
controle consciente. É um presente da vida.
O corpo e a mente são veículos usados
pela Energia Cósmica, ou Consciência
Pura, ou Deus, seja lá o nome que você
quiser usar, para expressar no mundo a sua vontade.
É exatamente o que Jesus disse: “Pai,
seja feita a Tua vontade”, dando o exemplo
de total entrega ao plano divino. Quando o corpo
e a mente recebem a graça de se entregar
à energia do Espírito Santo, que
é a ponte entre o mundo manifesto e o mundo
não manifesto, a ponte entre o homem e
Deus, uma luz ilumina a mente e o corpo. Essa
luz é chamada de iluminação.
Portanto, iluminação é saber
intuitivamente, claramente, que você e Deus
são um processo único de descoberta
e criação. Deus se conhece através
de Seus Filhos. A grande brincadeira cósmica,
a grande leela que falam os hindus, é justamente
isto: VOCÊ NÃO ESTEVE, NÃO
ESTÁ E NUNCA ESTARÁ SEPARADO DE
DEUS. PORQUE DEUS É TUDO QUE EXISTE EM
VERDADE.
Neste livro nós
vamos explorar com carinho essa verdade essencial.
Deus é tudo que há. Pois quanto
mais este pensamento se torna intuitivo em você,
menos isso é um pensamento e mais isso
se torna a sua vida, a sua realidade, a sua vivência.
Nós
somos canais por onde Deus vive as suas múltiplas
manifestações. Ou seja, nós
somos instrumentos da vida, mas não somos
os autores. Somos os instrumentos de cada ação
e pensamento, mas o autor de tudo isso é
Consciência Pura ou Deus.
*
A
sua mente como ela é agora foi alimentada
por pensamentos (conceitos) de separação,
de superior e inferior, de alto e baixo, e tudo
isso criou um mal entendido da posição
maravilhosa que ocupamos exatamente agora no universo
manifesto.
O
Mundo Manifesto é o que podemos chamar
de mundo visível e invisível. O
mundo manifesto é uma manifestação
da Consciência Pura ou Deus, que em vários
níveis, do denso ao mais sutil, cria os
mundos que conhecemos como mundo físico,
astral, mundo mental, espiritual...
O mundo físico
é o mundo que vemos e experienciamos com
os nossos sentidos. Podemos ver, cheirar, tocar,
provar, escutar.
O mundo astral é
o mundo das emoções humanas. Amor,
tristeza, alegria, medo...
E o mundo mental
é a dimensão do pensamento.
O físico,
o astral e o mental são as dimensões
mais conhecidas da maioria de nós. Mas
somos muito mais que isso.
Existem
pessoas que estão muito preocupadas porque
seus corpos tem limites e suas mentes não
estão sempre positivas. A essas pessoas
dou um recado: aceitem seus corpos e mentes porque
eles estão fazendo um trabalho maravilhoso
nessa dimensão da vida. Nessa dimensão
física, toda a pessoa humana tem limites.
Mestres, sábios e professores espirituais
sabem disso. Iluminados também morrem de
câncer. Iluminados também tem uma
vida em família. Iluminados também
tem a mesma coisa que você. O limite de
você é apenas o seu ego, apenas seus
pensamentos limitantes. É sua mente racional
limitada com o conhecimento que impede de expandir
VOCÊ. O trabalho da espiritualidade é
simplesmente EXPANDIR VOCÊ. Se você
pensa que é limitado, você está
criando o seu limite.
Você
não é limitado. Você não
é apenas o que está pensando ser.
Você é um Ser Ilimitado em seu poder
de amor e vida. Viver o Ser com um corpo humano
é o desafio que esta dimensão nos
dá. Na verdade, colocando de outra forma,
Deus está vivendo uma experiência
humana neste exato momento, com todas as limitações
que um corpo humano tem. Ou seja, o que está
acontecendo agora é exatamente o que devia
estar acontecendo.
O
mundo que chamamos de não-manifesto é
Deus.
Deus não pode
ser compreendido, mas pode ser experienciado,
vivido, dançado. Deus está vivendo
milhões de experiências através
de bilhões de corpos/mentes. Isso faz parte
de Seu Plano. Cada ato, cada ação,
cada pensamento, é uma vibração
de Deus.
Podemos
dizer que temos um momento com Deus quando estamos
vibrando na freqüência do amor. Todos
os momentos sagrados que temos, olhando para as
estrelas, para uma pessoa especial, para seu filho,
para seu amado ou amada, surge em seu peito uma
gratidão e uma prece. Esses momento são
momentos com Deus.
O
Ser Humano é a expressão harmônica
do mundo manifesto e do mundo não manifesto
juntos. A criação e o criador juntos.
Deus e a sua expressão como um só.
Daí a expressão tão comum
em professores de advaita: “Tudo é
Consciência. Tudo é Deus”.
As diferenças nada mais são que
interpretação da mente. Para o Ser,
não há diferenças. Para a
mente humana, tudo é diferente. O Ser e
o tornar-se são um só. Tornar-se
é um conceito humano para expressar a evolução
da mente em suas mais diversificados padrões
que formam as múltiplas realidades dos
planos físico, etérico-astral, espiritual,
cósmico e divino.
*
Ser
é a vida em você, ou aquilo que alimenta
seu corpo e sua mente.
Humano é o
canal por onde Deus vive essa experiência
nesta dimensão terrena.
O Ser que você
É está vivendo experiências
humanas. O Ser é simplesmente Consciência
Pura, compaixão, amor. O humano em você
é seu corpo, seus pensamentos e sentimentos.
A união do Ser e do Humano gera a mais
maravilhosa das criações da vida.
É
só quando o Ser em você está
dormindo para a sua realidade que você sente
ausência de paz. Mas quando o Ser em você
começa a acordar, algo acontece. A vida
parece mais mágica, mais humana, mais bela,
mais amorosa, mais pacífica. O sentimento
de separação entre você e
Deus desaparece por completo. E você sabe
intuitivamente, a cada momento, que a vida está
te levando para onde você precisa ir. E
se você percebe intuitivamente que você
está além do seu corpo e de sua
mente, você percebe em sua vida que você
está o tempo inteiro espirando Deus e Amor.
É nesse momento que os milagres começam
a acontecer. E o único milagre é
ser simplesmente o que se é, nesse exato
minuto.
O
universo é uma dança e o movimento
da energia cria a ilusão de um universo
sólido e material. Se você examina
a sua mesa com sues olhos e mãos ela parece
bem sólida. Mas basta trazer um microscópio
eletrônico para comprovar que a mesa não
é tão sólida assim. Existem
partículas atômicas e subatômicas
se movendo em velocidade espantosa, que para nossos
olhos, trazem a ilusão de um objeto parado.
Mas
nada no universo é estático, dizem
os físicos. Então, baseado nisso,
o que é seu corpo ? Exatamente como a mesa,
seu corpo é um movimento de energia. Seus
sentidos não percebem, mas nada está
realmente parado no seu corpo. Há uma noção
para você de que tem algo estático
aí, mas isso é uma ilusão
de nossos sentidos. Nem tudo aquilo que vemos
é o que é. Este livro vai convida-lo
a ver mais de perto o que realmente você
É. Vai introduzi-lo numa visão da
unicidade que há em tudo, vai trazer luz
aos ensinamentos de inúmeros professores
e mestres de meditação, de pessoas
que contribuíram para o crescimento da
consciência do eterno em cada pedacinho
do agora. Este livro é um convite a um
outro olhar, uma mudança de foco, uma percepção
do seu instante vivo.
É importante
que saibamos sempre que Deus não pode ser
visto nem usado como objeto de estudo, já
que Deus é a própria subjetividade
das coisas. Deus não pode ser visto, exatamente
como seus olhos não podem ver seus olhos
(apenas o reflexo deles pode ser visto no espelho,
mas não seus olhos).
Meditação
é aprender a focar esta Consciência.
Meditação é aprender a repousar
nesta paz. Meditação é esclarecer
a mente. Meditação é aceitar
a vida como ela é agora, simplesmente por
saber que você é o Agora, neste momento.
A
dança de Deus é o que está
acontecendo. A sua mente não pode viver
isto. Para viver o que está acontecendo,
Jesus disse: “Torne-se como as criancinhas”.
Torne-se inocente, puro de coração.
Deus está dançando com sua criação.
Vamos aprender a
dançar ?
O
VAZIO QUE CRIA A DANÇA
Usaremos
mais dois conceitos que podem ser úteis
para entender a importância da meditação
na espiritualidade.
Mente
intuitiva é a mente que está acontecendo
o tempo inteiro, que guia a sua vida, que faz
o seu corpo funcionar. A diferença para
a mente racional é que esta mente não
tem sofrimento duradouro nela. Se algo acontece,
ela reage. Por exemplo: algo aconteceu e sua mente
reage ao impulso. Uma pessoa lhe provocou raiva.
Um impulso vindo desta pessoa afeta a sua mente
de forma a lhe provocar raiva. A mente intuitiva
sente a raiva no momento, mas em seguida a raiva
tende a desaparecer. Quando a mente intuitiva
está mais acordada em uma pessoa, nenhum
sentimento ou emoção que não
seja do momento pode permanecer. Ou seja: a mente
intuitiva vive no presente. Ela não se
lamenta sobre o passado. Ela não pensa
sobre o futuro com ansiedade. Se a mente intuitiva
está pensando sobre o futuro, ela simplesmente
pensa, faz o plano ou meta que tem de fazer (estudar
para uma prova na semana que vem, por exemplo),
e imediatamente entra em ação.
A
mente intuitiva o põe em ação.
Ela é a expressão do momento da
alma. Ela é o momento presente encarnado.
Tudo que está acontecendo em sua vida está
sendo comandado por esta mente intuitiva, que
é a expressão de seu espírito.
Mente
racional ou intelecto é a mente criadora
de problemas. Ela cria problemas do nada. Ela
é uma fabricadora de coisas que realmente
não existem. Ela cria do nada um caos.
Porque ela está sempre situada no passado
ou no futuro. A mente racional não pensa
com base no aqui-agora, como é o caso da
mente intuitiva. A mente racional simplesmente
não entra em contato com a vida aqui-agora.
O momento presente nunca é sentido pela
mente racional, porque ela é produto de
pensamentos que já aconteceram. Exemplo:
Se estou deprimido agora e fico alimentando esta
depressão com pensamentos como “Eu
realmente não mereço isto”
ou “Eu sou um fracasso mesmo”, vou
começar a viver um filme mental que eu
próprio estou criando. É nesse momento
que você percebe que você não
é sua mente racional, e que ela é
apenas um recorte mal feito do seu passado. A
mente racional tem a sua memória. Esta
mente funciona exatamente com um computador. A
parte mais densa do computador (a máquina)
nós chamamos de hardware, enquanto que
os programas lá inseridos nós chamamos
de software. Assim é a mente racional.
O cérebro é o hardware, enquanto
que os pensamentos armazenados na memória
são o software. A mente racional traz o
tempo inteiro a memória do passado para
o presente e o faz envolver-se com algo que não
existe mais em realidade. Todo o sofrer por culpa
é uma ilusão da mente. Por que ?
porque se você fizer a pergunta: “Quem
sente culpa exatamente agora ?” Você
vai descobrir que é sua mente que sente
culpa, não seu Ser.
O
seu Ser é perfeito nesse exato minuto e
é a expressão perfeita de quem você
está “sendo” agora. Mas sua
mente lhe diz que não, que você deveria
se culpar, você deveria ter feito de uma
outra forma, e, assim, você fica se punindo
até que sua auto-estima baixe a tal ponto
em que você sinta-se numa nuvem de negatividade.
Quem criou tudo isso ? Você. Porque ? Porque
ainda não está claro para você
que você é um SER, e não os
pensamentos e sentimentos que possui. É
o Ser que possui pensamentos e sentimentos. Tudo
está contido no Ser que você é
agora. E o tamanho do seu ser é infinitamente
maior que a idéia que você tem de
você. Porque a idéia que você
tem de você é apenas uma idéia.
Isso tudo é construído por você
e pelos outros através da sua experiência
no mundo.
Pergunte-se:
“O QUE EU SOU EXATAMENTE AGORA ?”
Exatamente
agora não posso ser algo do passado. Exatamente
agora eu sou isto que sou, sem definições,
porque todas as minhas definições
vêm de minha experiência, portanto,
todos os conceitos que tenho de mim e do mundo
pertencem à mente racional, ao computador.
Se você largar este computador agora, o
que você É ? Veja: a questão
é quem você É, e não
quem você FOI. Como você pode se definir
a partir do presente ? No presente não
há definições, não
há conceitos, não há deves
ou não deves, não há obrigações,
não há agenda. No presente, neste
momento eterno do aqui-agora, tudo está
perfeito. No presente você é um Ser,
e o seu corpo/mente está mudando continuamente,
seu corpo se transformando com o passar dos anos,
seus pensamentos e sentimentos aparecendo e desaparecendo,
mudando dependendo das circunstâncias externas.
Afinal o mundo externo e o mundo que você
chama de interno são um só. Olhar
para dentro, em terapia, significa entrar em contato
com seus sentimentos e pensamentos. Olhar pra
dentro, em meditação, quer dizer
olhar para o eterno, para algo que não
é contaminado pelo tempo, para algo que
não é uma coisa que nasce e morre,
mas algo que faz as coisas que nascem e morrem
serem vistas por você. Sem consciência
não há nada. Todas as coisas existem
porque existe consciência dessas coisas.
Esta
não é a “consciência”
que os psicólogos falam. Aqueles fenômenos
que acontecem e deixam de acontecer pertecem ao
universo da mente, não ao universo do Ser.
A Consciência de que falo tem um C maiúsculo.
Consciência é o que torna possível
todas as coisas manifestas serem vistas como manifestas.
Consciência está além da mente.
Consciência cria a mente e o corpo para
servir de instrumento para certos pensamentos
acontecerem. Quando mundo precisa que a teoria
da relatividade seja ouvida pelos humanos, Consciência
simplesmente cria um organismo corpo/mente que
vai receber em um dado momento a teoria da relatividade.
Este organismo se chamou Albert Einstein para
todos nós. (...)
|
subir
Do
Balaio do Bissexto
Milton Ribeiro |
|
Espera & Fading.
Por razões
pessoais, fui obrigado a vivenciar e refletir
sobre situações de espera nos
últimos dois anos. Há diversos
tipos de espera. Há a espera por algo
que sabemos que vai acontecer, só não
sabemos quando. Há a espera por algo
que tememos estar se afastando de nós
(ou que sabemos estar se afastando). Há
outro tipos também, mas estes não
me interessam agora.
Para minha surpresa,
ao folhear o livro Fragmentos de um Discurso
Amoroso, o mais popular de Roland Barthes, dei
de cara com os verbetes Espera e Fading. (Há
uma sinônimo para fading em português?)
Pois então, reorganizei os dois verbetes
do RB em um e saiu o que está abaixo.
Já não lembro o que é de
Barthes e o que é de intromissão
pretensiosa deste que vos escreve. Vamos lá:
Espera. Tumulto
doloroso de angústia suscitado pela espera
do ser amado.
Fading. Experiência dolorosa segundo a
qual o ser amado parece se afastar, sem que
esta indiferença seja dirigida contra
o sujeito apaixonado ou a favor de um rival.
Espera. A espera
é um encantamento: recebi ordem de não
me mexer. Me impeço de sair de casa,
de ir ao banheiro, de telefonar, me desespero
só de pensar que a tal hora tenho um
compromisso. Fico recolhido. Estes incidentes
seriam momentos perdidos de espera, impurezas
da angústia.
Fading. Quando o fading se produz, fico angustiado
porque suas razões me parecem sem fundamento
(não sou razoável, diz ele) e
sem fim. A outra se afasta como uma miragem
triste.
Espera. A angústia
da espera não é sempre violenta,
tem seus momentos de calma. Espero, e tudo que
está em volta da minha espera é
atingido de irrealidade: neste escritório,
observo os outros que entram, conversam, trabalham,
se divertem: esses não esperam.
Fading. Ela vai se afastando para um outro mundo
como uma nave espacial que deixa de piscar.
De repente, ei-la sem brilho.
Espera. Apenas
o que espera está carente. O ser esperado
está na plenitude. Às vezes, ele
tenta fingir que é aquela que é
esperada; tenta se ocupar com outra coisa, chegar
atrasada; mas neste jogo perde sempre. Reforma
a casa mas, o que quer que faça, acaba
sempre sem ter o que fazer, acaba sempre pontual
e até mesmo adiantada. A identidade fatal
de quem espera não é outra senão
aquela que espera.
Fading. No fading, a outra demonstra seu cansaço,
parece perder todo o desejo, a Noite a leva.
Sou abandonado pela outra, mas este abandono
se divide com o abandono que ela mesma sofre.
Recebo um embrulho de cansaço.
|
subir
Instruções
para dar corda no relógio
Alessandro
Garcia |
|
E
se não fosse, seria
E não fosse
o computador, provavelmente seria a antiga máquina
Facit ou uma velha Remington. E provavelmente
o Simplicíssimo seria um fanzine xerocado
e minha coluna seria enviada pelos correios, semanalmente,
e seriam dezenas de erros por edição,
e seria uma dificuldade infinita para o Rafael
editar todas as colunas e diagramar toda a barbárie
que se formaria e tudo seria um trabalho infernal
e apaixonado. E provavelmente nos sentiríamos
heróis por continuar a desbravar o mundo
dos escritos com máquinas datilográficas
pesadas e nada práticas e a gastar dinheiro
semanalmente para fazer com que missivas pudessem
chegar até nosso editor, e nos congratularíamos
em botequins, como escribas de fé, e patrocinaríamos
todos este fanzine para que ele pudesse ser distribuído
a todo o Brasil em uma lista que somaria dezenas
e não centenas ou milhares. E ele seria
distribuído de mão em mão
pelos cursos de comunicação, pelas
faculdades de filosofia, pelos campis universitários
e pelos bares da Cidade Baixa. E traríamos
calos nas mãos das dedadas na teclas duras
e paz no coração por alguma sensação
muito estranha de missão cumprida. E, ao
final de um ano, reuniríamos meia dúzia
de aficionados sob o mesmo teto para falar sobre
o quão difícil é obter uma
cópia deste afamado Simplicíssimo.
E beberíamos cervejas e destilados e cairíamos
duros como bons ébrios que somos, por que
assim ordenou Baudelaire. E todos os que os tinham
– originais numerados! – em suas casas,
felizes se sentiriam pela posse de algo genuíno
e quase exclusivo. E não haveria condições
de escolher não recebê-lo –
os assinantes não poderiam bloquear suas
caixas postais, porque ele chegaria em cartas
em suas caixas de correios! – e os quartos
deles se encheriam com edições mofadas,
atravancando todas as prateleiras e armários
e/ou sendo guardados carinhosamente em edições
plastificadas e/ou nem sei mais o que poderia
acontecer.
Mas inventaram o
computador. E o e-mail. E eu conheci o Simplicíssimo.
E eu comecei a mandar colaborações
para o Simplicíssimo. E eu virei colunista
do Simplicíssimo. E eu passei a enviar
semanalmente e-mails com minhas novas colunas,
e a trocar idéias com o editor em um tempo
muito hábil, e passei a fazer parte de
uma comunidade criada para discutir a respeito
do Simplicíssimo em um tal serviço
recentemente inventado chamado Orkut no qual tenho
centenas de amigos virtuais! E o Simplicíssimo
é virtual! E os assinantes que passaram
a recebê-lo se tornaram centenas, quiçá
milhares!, e as pessoas passaram a dar reply em
suas mensagens e a enviá-lo a todos os
seus entes queridos e aos seus inimigos mais odiados.
E alguns destes entes queridos e/ou inimigos odiados
que não gostam de ler textos em uma tela
luminosa passaram a imprimir o Simplicíssimo
para lê-lo confortavelmente em suas camas,
sofás, ônibus ou quaisquer outros
lugares por que ainda não inventaram as
telas de computadores portáteis maleáveis!
E, mesmo que inventem as telas de computador portáteis
maleáveis, tudo será tão
caro e tão distante, como ainda é
caro e distante a Internet para uma cambada de
pessoas que não tem a graça de acessá-la
e conhecer o Simplicíssimo! E bem-aventurados
são aqueles que podem ler o Simplicíssimo.
E felizes são aqueles pertencentes a uma
era tal em que comentários pertinentes
ao texto de algum colunista do Simplicíssimo
podem ser enviados diretamente para ele. E sossegados
são todos os que se sentem completos pelos
meios comunicacionais existentes que possibilitam
a interatividade possibilitada pelos e-mails e
links e outros biriris tais que a tal de Internet
vos oferece.
E ao fim de tantos meios, eis o Simplicíssimo,
na forma que tu tens em mãos ou ao alcance
dos teus olhos. Eis você, ó leitor
– assinante ou esporádico –
na leitura que mais te convém. Eis todos
nós, diante de poucos dias que faltam para
que comemoremos em festa 1 ano do site. Eis aqui
nós, privilegiados leitores destas linhas
que se abrem aos nossos olhos e se favorecem ao
mero clique de nossos mouses. E avante que temos
muitos bytes pra rolar!
|
subir
en
passant
Eduardo Hostyn
Sabbi |
|
E
o Objeto Não se Tornou Arte
Interessei-me por
uma oficina de teatro com custo acessível,
carga horária e duração reduzida,
professor conceituado, etc, etc, etc. Uma introdução
à arte, para artistas, pretensos artistas
e todo mundo mais que quisesse (o meu caso). O
primeiro encontro reuniu 7 de 8 inscritos e ficamos
quase 1 hora divagando sobre a cruel regra da
Casa de Cultura Mário Quintana de Porto
Alegre-RS, que exigia a presença mínima
de 15 pessoas para o uso do espaço reservado.
Frustrados o pequeno grupo de desconhecidos inscritos
retornou uma semana depois e as notícias
era quase boas. O número de inscritos aumentara
para 11, muito embora tínhamos apenas 7
presentes em corpo e alma (os mesmos da primeira
vez, diga-se de passagem). Mais discurso e desculpas,
novas explicações sobre a formatação
da oficina e mais uma semana para angariar novos
interessados.
E o curso de teatro,
infelizmente, não saiu. Brabos todos nós
ficamos, ainda meio sem saber com quem, uma vez
que as explicações do professor
eram por demais convincentes e recaiam sobre as
normas da casa, ditadas por alguém que
nem sei quem é, mas que parece já
ter vivido seus períodos de fama com a
mesma arte, e que todos nós odiamos de
paixão a partir de então. E a sala
ficou mesmo vazia, porque éramos poucos.
Ficou mesmo vazia, porque devia ser melhor assim.
Ficou mesma vazia quem sabe para uma encenação
de alguma silenciosa ópera fantasmagórica
de um prédio que já foi palco da
lua de mel de meus pais (...).
Para
julho a promessa do mesmo professor reunir os
mesmos quase alunos noutro lugar sem tanta hipocrisia,
burocracia e com bem menos luxo, mas com mais
afetos do primeiro ao décimo andares. Ah,
os lugares da cultura ... Hoje mesmo passei em
frente ao antigo cinema Baltimore aqui em Porto
Alegre, na rua Oswaldo Aranha, onde hoje mora
um bingo. Mesmo destino do Cine Avenida, do ABC
(com suas grandes e concorridas pré-estréias)
e, muito provavelmente, de tantos outros que eu
nem cheguei a conhecer.Ainda não sei minha
real posição sobre os bingos por
puro desconhecimento do assunto, mas sou totalmente
a favor da cultura. Pois parece que só
os shoppings centers demonstram força para
proteger os telões (e que fique por aí)
de um fliperama cultural. Que puxa, logo eles!
|
subir
I-racional
Pedro Armando Furtado
Volkmann |
|
De
Ré na Contra-Mão
Violentos Haikais 2/X
Flanelinha
Coitadinha
Fla nela
Você
Um raio de sol brilhou
em um dia cinzento. Tudo parecia ir para seu lugar.
A tormenta já não me atormentava,
apesar de eu ainda me sentir molhado e gelado.
Seu rosto familiar não poderia suscitar
jamais uma paixão. Mas eu quis te conhecer,
falar contigo, te ver mais vezes. Ao mesmo tempo
em que te queria, não te queria e sentia
que talvez também passava algo neste estilo
na sua cabeça.
Não, não é mais um texto
sobre drogas ou bebidas (?).
É um texto sobre você, esta pessoa
complexa que chora por qualquer coisa, mas tem
um ombro para te consolar. Esta pessoa que é
forte e fraca, que eu não canso de beijar.
Queria ter asas, queria ser muitos, queria poder
estar ao seu lado agora.
Um tapa na testa, um dia no campo, uma noite qualquer,
que virá dia, pelo raio de sol.
Um grude descolado, um dia no tanquinho, o outro
também.
Não, não é um texto para
lavar roupa suja (?).
Um dia assim, cuidando dos dedinhos que teimam
em digitar te adoro.
Um dia assado, por razões que até
Deus dúvida.
Um dia feliz, o outro também.
Não, não é um texto Polyanna
(?).
Um dia a lua brilhou
em uma noite cinzenta. Tudo parecia sair dom lugar,
não era tempo para idas e vindas. A chuva
que estava por vir me atormentava, pois sabia
que eu iria ficar molhado e com frio. Mas quis
te conhecer, falar contigo, te ver mais vezes.
Ao mesmo tempo, o inverno trás sensações
que eu já não queria ter. De abandono,
de falta de uma perspectiva, de amanhecer sozinho,
chorando.
Não, não é um texto sobre
menores abandonados.
Sou o que fiz, não o que penso. Talvez
venha a ser. Alguém.
Preciso de ajuda, preciso de carinho. Queria ganhar
comidinha na boca.
Não, não é um texto de um
comercial de papinha de nenê (?).
Um super grude colado, um dia na área,
o outro também.
Uma mensagem de besteira, só para você
lembrar de mim.
Não, não é um texto de comercial
de torpedos (?).
É
um texto da história do sol e da lua. Quero
te iluminar, com você me ilumina.
|
subir
Diálogos
com Deus
Rafael Luiz Reinehr |
|
Deus
e a seca no Nordeste brasileiro
- Pai, olha só: estão reclamando
que não chove há 4 anos ali no sertão
pernambucano.
- Pois é filho - lendo o jornal - que coisa
não?
- É, pai. E dizem que isso só pode
ser coisa sua...
- É mesmo? - dobrando o jornal e passando
a prestar atenção.
- É. Dizem que você esqueceu deles...
- Mas como! Isto é uma falácia!
- com uma ira de deixar até o Diabo com
inveja - Não mandei há pouco uma
chuva para irrigar todo o litoral e interior brasileiros?
- Sim papai! Mas é que ela começou
no Rio Grande do Sul, se concentrou em São
Paulo e erminou em Minas Gerais, antes de chegar
no Nordeste!
- É?
- É, sim!
- Hummm - visivelmente contrariado - Mas é
que essa história de Bush e Iraque está
me dando nos nervos. Está tomando toda
minha atenção. Maldito livre-arbítrio!
Por que sua mãe foi inventar essa maluquice?!
- Agora é culpa da mãe???
- Não filho, é que...
- Haaaaja paciência!
Blãm! - Jesus sai batendo a porta.
- Vai entender esses jovens! - e volta a ler o
jornal.
|
subir
O
sozinho apaixonado
Luiz Antonio Ribeiro |
|
Estou vazio,
Nem um fio de idéia me passa a cabeça
Nem um pedaço de dor que me peça:
esqueça
Nem um suspiro de amor tirando minha paz
Nem uma parte minha clamando por mais
Somente um frio,
um cio, um sono
Um medo, do cedo, da noite acabar
Somente à vontade de ser o teu dono
Aqui, amanhã, no sol, no vento, no mar.
|
subir
Ombudsman
Marcos
Claudino |
|
São
Paulo, 21 de junho de 2004.
Ombudsmam, o retorno (até quando?)
A edição número 80 do nosso
amado Simplicíssimo chegou, e já
se foi, fazer o que? Cá estamos, já
na 81, a caminho da edição número
2000, 3000, quem sabe? Não importa realmente.
O que realmente importa é que este sítio,
o mais interessante espaço de idéias
que conheço, está comemorando seu
aniversário, O que falar (escrever)? Apenas
fico no desejo que ele nunca pare. Que continue
trazendo aos nossos sentidos as sensações
que nossos escritores querem nos passar. Enfim,
passou-se mais uma quinzena, e o tenente continua
dando-me o prazer de colaborar. Vamos em frente,
mas a culpa é dele, tá? Enfim, vamos
ao conteúdo, tentando encaixar as idéias,
já meio atrapalhadas:
No retorno do simplicíssimo chefe maior
Rafael ao editorial, uma feliz constatação:
45 comentários, o que é um trunfo,
e de enorme gratidão a todos nós,
que tanto torcemos para que, a cada dia, chegássemos
a mais pessoas. Sejam bem vindos, caras novas,
continuem conosco, e façam aquela proveitosa
propaganda desse espaço, ok?
Rafael Tourinho apresenta-nos sua Agnes. Uma espécie
de Fênix reversa, que nasce no auge, e termina
nas cinzas de suas ilusões e atitudes.
Leva-nos a inúmeras interpretações,
mas trabalha a sensibilidade e seriedade do assunto
de forma honesta, coerente em todos os pontos
do texto.
A entrevista com a cantora e compositora Adriana
Deffenti mostra-nos nova cara de mais uma pessoa
talentosa. Infelizmente ainda não tive
o prazer de ouvir o CD, pois, conforme constatado
na própria entrevista, ainda não
chegou ao eixo Rio-São Paulo. Mas, ao que
parece, a amiga Adriana não está
se importando com o fato. A idéia de que
o que rola por aqui é bom, não impulsiona
ninguém a acreditar que, por este fato,
seja de boa qualidade. Infelizmente, eu, morador
deste eixo, sinto muita falta de mais e mais música
alternativa, fugindo dos padrões que a
mídia impõe, e consegue convencer
a tantos... Boa sorte a todas as pessoas de talento...
Alessandro Garcia apresenta-nos Joana, a salvadora.
Graças ao que ela fez, ou deixou de fazer,
muitas e muitas coisas ruins deixaram de acontecer
com o protagonista. Comecei a leitura calmo. As
coisas começaram a ferver, e, de repente,
deparo-me com loucuras que não seguiram
a qualquer limite politicamente correto. Creio
que até poderia ter-se ido mais longe do
que a inocente e improvável pedofilia citada,
mas, possivelmente, teríamos o espaço
virtual fechado pelas direitas mais e menos conservadoras...
Em frente Alessandro, sem medo, ok?
O amigo Eduardo Sabbi mostra-nos seu humor de
cão. Lembrou-me Veríssimo sim, confesso.
Mas, se quando não quisermos fugir da originalidade
(se isso for importante), que lembremos pessoas
talentosas, certo? Mais uma das facetas do decatleta
literário que admiro... Não consigo
criticá-lo, fazer-se o que?
Nos Sistemas Sistematizados Sistematicamente,
Pedro Volkmann coloca-nos dentro de programas
e sistemas pré-determinados de comportamento.
Originalidade hoje é uma preciosidade.
Originalidade de temperamentos e condutas, creio
ser impossível até... Originalidade
em aceitar as pessoas, em seus sistemas definidos
por qualquer fator, seria uma boa solução,
mas nem um pouco simples, certo Pedro?
O cacique Rafael volta em seu Diálogos
com Deus, onde o Onipotente Onipresente resolve,
em entrevista exclusiva, mostrar as causas e soluções
aos problemas no mundo. Nada demais, não
fosse o pai do céu ter a seu favor, toda
a eternidade. Bom saber que virão mais
nesta linha, tenente...
O poeta Marcelo Adifa presenteia-nos com sua Flor.
Bem vindo Marcelo, continue fazendo das coisas
simples e imprevisíveis, motivos para dar
um sabor especial à vida. Técnica
irrepreensível, texto coerente, e um final
realmente romântico.
Meu colega Alessandro Sachetti deixa suas impressões,
e termina com uma excelente sugestão. Nomes
e sítios a visitar, e convidar a participar
conosco, seria muito bom, e será, certo?
Agora, Alessandro, digitar de luvas exige prática,
destreza, e um enorme desespero por escrever...
hehehe...
Enfim, amigos, até minha próxima
aparição, catorzenal, com mais e
mais comentários sobre nossos espaços...
Abraços,
Marcos
|
subir
O
Desafio Simplex agora é Super!
Saiba
como ganhar 89
CDs sem sair de sua casa! Clique aqui!

A
Lista dos Competidores que pontuaram,
por ordem (provisória de classificação
na corrida pelos 89 CDs!:
Alessandro
Sachetti (Cândido Mota - SP) -
1000 pontos
Luciano
Trevisan (Júlio de Castilhos
- RS) - 240 pontos
Luiz
Antonio Ribeiro (Petrópolis -
RJ) - 90 pontos
Daniel
Rech (Porto Alegre - RS) - 60 pontos
Corina Abreu (Rio de Janeiro - RJ) -
20 pontos
Rebeca Campani Donazar ( Porto Alegre
- RS) - 10 pts.
Pedro Volkmann (Porto Alegre - RS) -
10 pontos
Diego Altieri. Silveira (Sapucaisa do
Sul- RS) - 10 pontos
Roberto Iukio Iwai (São Paulo
- SP) - 10 pontos
O
próximo Desafio já está
aí. Acesse o Super
Desafio Simplex e participe! Divulgue
para seus amigos, façam um bolão
e dividam os prêmios!
LEMBRE-SE:
durante a semana, a qualquer momento,
podemos estabelecer uma prova relâmpago
onde quem cumprir primeiro a tarefa
leva os pontos! Esteja atento!
Durante
estas 2 últimas semanas teremos
3 Desafios Relâmpagos valendo
3 pontos cada um! ESTEJAM ATENTOS! O
Desafio Relâmpago pode aparecer
a qualquer hora do dia ou da noite!
Atenção!
Os pontos dos Desafios Relâmpagos
serão atualizados juntamente
com o site, nas quartas-feiras!
SEGUE
A LISTA COMPLETA DOS CDs (o primeiro
a escolher o grupo de CDs é,
obviamente, o vencedor da gincana, passando
consecutivamente ao segundo e terceiro
lugares e assim consecutivamente, até
encerrarem os 10 grupos de premiação).
Coletâneas
Acervo
Especial Rock
20 Preferidas Italianas
Globo Special Hits – 2
Rock Stars
Coletânea ShowBizz
Video Music Brasil 1996
A Música do Século 1,
2, 6
Novela em CD – melhores temas
Rock Reflections
A Revista Rock – 89
Os Incríveis Anos 50, 60 e 70
Rock
Internacional
Sixties
– UK
Woodstock Festival 1994
Dick Dale – Calling Up Spirits
The Doors – When The Music is
Over
Metallica – Live in Concert
Bob Dylan´s Greatest Hits
The Wonders – That Thing You Do
10cc – The Collection
The 60´s Greatest Hits
Miscelâneas
De
Las Alturas
Roger Whittaker
Sepultura – Chaos A.D.
Tutta Itália
Os Bons Tempos Estão de Volta
Rei Roberto e Erasmo Cantam
Molotov – Apocalypshit
Orquestra Românticos de Cuba –
Romance no Cinema
Saturday Morning – Cartoons Greatest
Hits
Fats Domino – The Best Of
Grupo Raça – Jeito de Felicidade
De Ros – Universe
De Ros – Ad Dei Gloriam
Richard Powell
Singles
Importados da Inglaterra
Reef
– Sweetie
Reef – I´ve got something
to say
Reef – Sweetie
Garbage – You Look So Fine
Garbage – You Look So Fine
Pop
& Rock Nacional
Ultraje
a rigor – 2 é demais
RPM – Rádio Pirata
Cazuza – Ideologia
Devotos de Nossa Senhora Aparecida
Utopia – Edição
Histórica
Barão Vermelho – Os dois
primeiros
Inocentes – Subterrâneos
Reggae
& Ska
Inner
Circle – Forward Jah Jah People
The Reggae Collection – Keep On
Moving (1 a 4) importado da Inglaterra
Mestres do Ska
Blues & Jazz
Blues
& Soul – vol 2
Blues Invention – British
Sound The Trumpets – Gold Encore
Series
Isley Brothers Greatest Motown Hits
Jimmi Whiterspoon – Cry The Blues
Quinteto Onze e Meia
Jazz – Saxfaction
MPB
& Nacional
Chico
Buarque – MPB Compositores
Catálogo dos Novos Talentos da
MPB
Gilberto Gil – Quanta
Caetano Veloso – Sem Lenço
Sem Documento
Chico Buarque – Instrumental
20 Preferidas – Bossa Nova
Tropicália 30 anos
Jorge Bem Jor – Música
para tocar em elevador
Demônios da Garoa – Esses
divinos
Vinícius de Moraes e Chico Buarque
– A Arte do Encontro
20 Preferidas – Toquinho
Disco/Funk
Dee
Lite – Dewdrops in the Garden
Funk Brasil
The Disco History
Groove Brasil
Funkín Soul – The Best
Of
Partie Dancing – Around The World
Discoteca Folha da Música Brasileira
– Dance
Depeche Mode – Ultra
Cartoon Networks Dance
Édson Cordeiro – Disco
Clubbing ao Vivo
Clássicos
Os
Grandes Clássicos – Ludwig
van Beethoven (1,2,3)
Vozes da Tranqüilidade (2 CDs)
Dvórak
Elgar
A
propósito: todo exercício
de desapego deve ser realizado de forma
gradual e progressiva. Eis porque não
se encontram aqui listados (ainda) meus
CDs dos Mutantes, da Graforréia
Xilarmônica, do ACDC, Iron Maiden,
Ramones, Funkadelic e outras preciosidades.
|
subir
www.simplicissimo.com.br
Copyright © 2003 - Rafael Luiz Reinehr - Todos os direitos
reservados. Sinta-se à vontade para reproduzir os
textos do site, mas não esqueça de citar a
fonte e o autor.
|
|
|
Festa
de 1 ano
do site !!! |
|
|
Clique
no balão,
você é nosso convidado! |

SUPER Desafio Simplex!
Clique
aqui para saber mais!!!
|
Pegue
o banner
do Simplicíssimo
e divulgue em seu
sítio ou blógue!

Línque
para
http://www.simplicissimo.com.br
e depois nos avise!

Gentileza
prestada pelo digníssimo Alvesto, do blógue Abstracto
Concreto ao Simplicíssimo. "Riscador" de
mão-cheia, criou esta obra de arte que pode ser vista em
tamanho maior no blógue do amigo.
|

Selo
comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em
2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot,
baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The
Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo!
É só pegar!)
|
|