Simplicíssimo
Jornal Virtual de periodicidade quixotescamente em festa, ora pois!


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Editorial

...Que tu colhas sempre todo dia, Paz e Alegria na lavoura da Amizade!

Quando a vã caldeira
Em sua rubra face
Deixar transparecer
A verdade que seu calor esconde

Neste dia
E, somente neste dia
Saberemos que tudo que se passou
Não passou de um louco delírio.

A poesia sempre acompanhou o Simplicíssimo, desde suas primeiras edições. Tivemos, em mais de uma ocasião, edições especiais somente com poesias (vide edições números 08 e 24).

Agora, estamos com a idéia de ampliar o espaço para a poesia no Simplicíssimo. Contamos hoje com apenas um espaço para a publicação de pensamentos destoados pelas emoções em verso. Essa idéia, surgida há tempos, tomou força neste momento devido ao recebimento de numerosas valorosas especiais belas grandes prestigiosas colaborações, muito maiores do que o nosso espaço atualmente abarca. Não posso deixá-las estocadas semanas a fio a espera de publicação. Assim, nas edições vindouras estaremos publicando ao menos duas poesias por edição e estamos idealizando uma "coluna poética", ainda em tratativas.

O assunto da semana, como nãopoderia deixar de ser, na verdade são dois! O primeiro, é o fim do Desafio Simplex que se aproxima! Na próxima quarta-feira, dia 30 de junho, serão anunciados os vencedores do SuperDesafio Simplex.

Nunca é trade para lembrar que durante a semana são realizados Desafios Relâmpagos que valem 300 pontos! Existem ainda muitas chances de ganhar!

O segundo assunto, não menos importante, é a comemoração do Aniversário de 1 ano do sítio Simplicíssimo!

Muito nos gratifica estarmos completando este ano de realizações, ampliando cada vez mais tanto nosso público escritor quanto nosso público leitor, que só faz crescer - tendo em vista a enxurrada de e-mails que recebemos diariamente, dos quatro cantos do país. Apesar de nosso projeto de internacionalização estar suspenso, os contatos com Portugal, Moçambique e com nossos hermanos argentinos continua firme, pronto a alçar vôo.

Ficamos felizes com a volta da colaboração da Daiana Silva, nossa amiga jornalista de Santa Cruz do Sul e também com o retorno - sempre a tempo - dos espetaculares textos do Milton Ribeiro.

Ao fim deste editorial, só me resta convidar os amigos a comparecerem na festa que se sucederá no Basttidores Bar, na Rua Independência 1010 em Porto Alegre - RS, a partir das 21:00. Àqueles que não poderão comparecer, restarão as fotos da festa, a serem oportunamente publicadas.

Até a semana que vem, habitantes desta fenomenal Nau Planetária.

Rafael Luiz Reinehr

"O ressentimento, nascido da fraqueza, a ninguém mais prejudicial do que ao fraco mesmo".

Friederich Nietsche , Ecce Homo

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Um Deus que sabe dançar
Daiana Silva

Prólogo

O UNIVERSO É UMA DANÇA

Sim, o universo é uma dança. E nós somos os dançarinos que participam deste evento mágico. A dança e os dançarinos existem juntos. Deus e sua criação existem juntos, sempre existiram, e sempre existirão. Universos aparecem, universos desaparecem. Mas Aquilo que deu origem, a fonte de energia principal que deu início ao aparecimento simplesmente não desaparece, porque é Eterna, está fora do tempo, está fora do espaço. Apenas Isto existe.

O que é Eterno sempre foi chamado de simplesmente luz. A escuridão vem a vai. Ela é uma ausência temporária da luz. Mas a luz permanece. Escuridão é apenas falta de luz.

Muitas pessoas estão ainda fora do foco principal da espiritualidade. Elas sofrem e alimentam seus problemas, porque simplesmente não sabem viver sem problemas. Elas mantém o foco no mundo relativo do sofrimento, no mundo que vem e vai, e não olham com atenção e carinho para Aquilo que sempre permanece, todo o instante, com elas mesmas, e é a fonte de tudo que há.

Se escuridão é falta de luz, o que você precisa ? Simplesmente aprender uma coisa muito bela e muito simples: aprender a focar a luz, o Eterno, exatamente no momento presente, exatamente aqui. Aprender a focar a fonte da luz é o que os mestres e professores espirituais tem chamado de meditação. E esta luz está disponível onde Deus está. Onde Deus estaria senão aqui-agora o tempo inteiro ? Mas, então, porque nos sentimos tão separados de Deus e da vida ? Porque todos os conceitos de Deus que nós aprendemos na sociedade nos fizeram separar-se Dele, e não aproximar-se Dele.

Nós aprendemos que Deus está distante, em algum lugar, depois da morte, julgando nossos atos bons e maus. Que infantilidade! Nós simplesmente criamos um Deus humano com apegos e aversões e então vivemos com medo de nós mesmos. Criamos um Deus a partir de nossas neuroses. É por isso que Niesztch disse: “Deus está morto”. É claro que ele estava se referindo ao Deus criado pelo homem, fabricado pela mente humana e sua sede de poder e controle. Sim, temos de enterrar aquele Deus castigador, aquele Deus vingativo ao qual você tem de temer. Este Deus não pode ser o Deus real, porque o Deus real não pode ser entendido pelo pensamento. O Deus real é Amor. Pelo pensamento apenas coisas mundanas e culturais podem ser entendidas. Deus não precisa ser entendido, apenas pode ser vivido. Você não precisa entender o amor, não precisa escrever tratados sobre o amor. Você tem de viver o amor. Deus é o mistério do seu Ser Essencial. Ele não está distante de você, porque em última instância, ele é a única coisa que existe. Os universos vem e vão, os corpos vem e vão, a mente vem e vai, mas aquilo que deu origem a tudo isso permanece. Meu corpo, pensamentos e sentimentos estão sempre mudando. Mas há algo que posso verificar agora que não está mudando e nunca mudará: esse algo é Consciência Pura, ou o Eterno em mim. Reconhecer isto é estar em paz.

O universo é uma dança de energia que cria formas e nomes, corpos e mentes. Essa dança é o movimento da energia criando e re-criando o plano do criador. Neste exato momento você está vivenciando o plano do criador. Como ? Criando também. Neste exato momento mil e uma coisas criativas estão acontecendo e você nem percebe. Seu sangue está circulando, sua respiração está acontecendo, suas células estão mudando, sua comida está sendo processada, suas feridas cicatrizadas, e tudo isso sem o seu controle consciente. É um presente da vida. O corpo e a mente são veículos usados pela Energia Cósmica, ou Consciência Pura, ou Deus, seja lá o nome que você quiser usar, para expressar no mundo a sua vontade. É exatamente o que Jesus disse: “Pai, seja feita a Tua vontade”, dando o exemplo de total entrega ao plano divino. Quando o corpo e a mente recebem a graça de se entregar à energia do Espírito Santo, que é a ponte entre o mundo manifesto e o mundo não manifesto, a ponte entre o homem e Deus, uma luz ilumina a mente e o corpo. Essa luz é chamada de iluminação. Portanto, iluminação é saber intuitivamente, claramente, que você e Deus são um processo único de descoberta e criação. Deus se conhece através de Seus Filhos. A grande brincadeira cósmica, a grande leela que falam os hindus, é justamente isto: VOCÊ NÃO ESTEVE, NÃO ESTÁ E NUNCA ESTARÁ SEPARADO DE DEUS. PORQUE DEUS É TUDO QUE EXISTE EM VERDADE.

Neste livro nós vamos explorar com carinho essa verdade essencial. Deus é tudo que há. Pois quanto mais este pensamento se torna intuitivo em você, menos isso é um pensamento e mais isso se torna a sua vida, a sua realidade, a sua vivência.

Nós somos canais por onde Deus vive as suas múltiplas manifestações. Ou seja, nós somos instrumentos da vida, mas não somos os autores. Somos os instrumentos de cada ação e pensamento, mas o autor de tudo isso é Consciência Pura ou Deus.

*

A sua mente como ela é agora foi alimentada por pensamentos (conceitos) de separação, de superior e inferior, de alto e baixo, e tudo isso criou um mal entendido da posição maravilhosa que ocupamos exatamente agora no universo manifesto.

O Mundo Manifesto é o que podemos chamar de mundo visível e invisível. O mundo manifesto é uma manifestação da Consciência Pura ou Deus, que em vários níveis, do denso ao mais sutil, cria os mundos que conhecemos como mundo físico, astral, mundo mental, espiritual...

O mundo físico é o mundo que vemos e experienciamos com os nossos sentidos. Podemos ver, cheirar, tocar, provar, escutar.

O mundo astral é o mundo das emoções humanas. Amor, tristeza, alegria, medo...

E o mundo mental é a dimensão do pensamento.

O físico, o astral e o mental são as dimensões mais conhecidas da maioria de nós. Mas somos muito mais que isso.

Existem pessoas que estão muito preocupadas porque seus corpos tem limites e suas mentes não estão sempre positivas. A essas pessoas dou um recado: aceitem seus corpos e mentes porque eles estão fazendo um trabalho maravilhoso nessa dimensão da vida. Nessa dimensão física, toda a pessoa humana tem limites. Mestres, sábios e professores espirituais sabem disso. Iluminados também morrem de câncer. Iluminados também tem uma vida em família. Iluminados também tem a mesma coisa que você. O limite de você é apenas o seu ego, apenas seus pensamentos limitantes. É sua mente racional limitada com o conhecimento que impede de expandir VOCÊ. O trabalho da espiritualidade é simplesmente EXPANDIR VOCÊ. Se você pensa que é limitado, você está criando o seu limite.

Você não é limitado. Você não é apenas o que está pensando ser. Você é um Ser Ilimitado em seu poder de amor e vida. Viver o Ser com um corpo humano é o desafio que esta dimensão nos dá. Na verdade, colocando de outra forma, Deus está vivendo uma experiência humana neste exato momento, com todas as limitações que um corpo humano tem. Ou seja, o que está acontecendo agora é exatamente o que devia estar acontecendo.

O mundo que chamamos de não-manifesto é Deus.

Deus não pode ser compreendido, mas pode ser experienciado, vivido, dançado. Deus está vivendo milhões de experiências através de bilhões de corpos/mentes. Isso faz parte de Seu Plano. Cada ato, cada ação, cada pensamento, é uma vibração de Deus.

Podemos dizer que temos um momento com Deus quando estamos vibrando na freqüência do amor. Todos os momentos sagrados que temos, olhando para as estrelas, para uma pessoa especial, para seu filho, para seu amado ou amada, surge em seu peito uma gratidão e uma prece. Esses momento são momentos com Deus.

O Ser Humano é a expressão harmônica do mundo manifesto e do mundo não manifesto juntos. A criação e o criador juntos. Deus e a sua expressão como um só. Daí a expressão tão comum em professores de advaita: “Tudo é Consciência. Tudo é Deus”. As diferenças nada mais são que interpretação da mente. Para o Ser, não há diferenças. Para a mente humana, tudo é diferente. O Ser e o tornar-se são um só. Tornar-se é um conceito humano para expressar a evolução da mente em suas mais diversificados padrões que formam as múltiplas realidades dos planos físico, etérico-astral, espiritual, cósmico e divino.

*

Ser é a vida em você, ou aquilo que alimenta seu corpo e sua mente.

Humano é o canal por onde Deus vive essa experiência nesta dimensão terrena.

O Ser que você É está vivendo experiências humanas. O Ser é simplesmente Consciência Pura, compaixão, amor. O humano em você é seu corpo, seus pensamentos e sentimentos. A união do Ser e do Humano gera a mais maravilhosa das criações da vida.

É só quando o Ser em você está dormindo para a sua realidade que você sente ausência de paz. Mas quando o Ser em você começa a acordar, algo acontece. A vida parece mais mágica, mais humana, mais bela, mais amorosa, mais pacífica. O sentimento de separação entre você e Deus desaparece por completo. E você sabe intuitivamente, a cada momento, que a vida está te levando para onde você precisa ir. E se você percebe intuitivamente que você está além do seu corpo e de sua mente, você percebe em sua vida que você está o tempo inteiro espirando Deus e Amor. É nesse momento que os milagres começam a acontecer. E o único milagre é ser simplesmente o que se é, nesse exato minuto.

O universo é uma dança e o movimento da energia cria a ilusão de um universo sólido e material. Se você examina a sua mesa com sues olhos e mãos ela parece bem sólida. Mas basta trazer um microscópio eletrônico para comprovar que a mesa não é tão sólida assim. Existem partículas atômicas e subatômicas se movendo em velocidade espantosa, que para nossos olhos, trazem a ilusão de um objeto parado.

Mas nada no universo é estático, dizem os físicos. Então, baseado nisso, o que é seu corpo ? Exatamente como a mesa, seu corpo é um movimento de energia. Seus sentidos não percebem, mas nada está realmente parado no seu corpo. Há uma noção para você de que tem algo estático aí, mas isso é uma ilusão de nossos sentidos. Nem tudo aquilo que vemos é o que é. Este livro vai convida-lo a ver mais de perto o que realmente você É. Vai introduzi-lo numa visão da unicidade que há em tudo, vai trazer luz aos ensinamentos de inúmeros professores e mestres de meditação, de pessoas que contribuíram para o crescimento da consciência do eterno em cada pedacinho do agora. Este livro é um convite a um outro olhar, uma mudança de foco, uma percepção do seu instante vivo.

É importante que saibamos sempre que Deus não pode ser visto nem usado como objeto de estudo, já que Deus é a própria subjetividade das coisas. Deus não pode ser visto, exatamente como seus olhos não podem ver seus olhos (apenas o reflexo deles pode ser visto no espelho, mas não seus olhos).

Meditação é aprender a focar esta Consciência. Meditação é aprender a repousar nesta paz. Meditação é esclarecer a mente. Meditação é aceitar a vida como ela é agora, simplesmente por saber que você é o Agora, neste momento.

A dança de Deus é o que está acontecendo. A sua mente não pode viver isto. Para viver o que está acontecendo, Jesus disse: “Torne-se como as criancinhas”. Torne-se inocente, puro de coração. Deus está dançando com sua criação.

Vamos aprender a dançar ?

O VAZIO QUE CRIA A DANÇA

Usaremos mais dois conceitos que podem ser úteis para entender a importância da meditação na espiritualidade.

Mente intuitiva é a mente que está acontecendo o tempo inteiro, que guia a sua vida, que faz o seu corpo funcionar. A diferença para a mente racional é que esta mente não tem sofrimento duradouro nela. Se algo acontece, ela reage. Por exemplo: algo aconteceu e sua mente reage ao impulso. Uma pessoa lhe provocou raiva. Um impulso vindo desta pessoa afeta a sua mente de forma a lhe provocar raiva. A mente intuitiva sente a raiva no momento, mas em seguida a raiva tende a desaparecer. Quando a mente intuitiva está mais acordada em uma pessoa, nenhum sentimento ou emoção que não seja do momento pode permanecer. Ou seja: a mente intuitiva vive no presente. Ela não se lamenta sobre o passado. Ela não pensa sobre o futuro com ansiedade. Se a mente intuitiva está pensando sobre o futuro, ela simplesmente pensa, faz o plano ou meta que tem de fazer (estudar para uma prova na semana que vem, por exemplo), e imediatamente entra em ação.

A mente intuitiva o põe em ação. Ela é a expressão do momento da alma. Ela é o momento presente encarnado. Tudo que está acontecendo em sua vida está sendo comandado por esta mente intuitiva, que é a expressão de seu espírito.

Mente racional ou intelecto é a mente criadora de problemas. Ela cria problemas do nada. Ela é uma fabricadora de coisas que realmente não existem. Ela cria do nada um caos. Porque ela está sempre situada no passado ou no futuro. A mente racional não pensa com base no aqui-agora, como é o caso da mente intuitiva. A mente racional simplesmente não entra em contato com a vida aqui-agora. O momento presente nunca é sentido pela mente racional, porque ela é produto de pensamentos que já aconteceram. Exemplo: Se estou deprimido agora e fico alimentando esta depressão com pensamentos como “Eu realmente não mereço isto” ou “Eu sou um fracasso mesmo”, vou começar a viver um filme mental que eu próprio estou criando. É nesse momento que você percebe que você não é sua mente racional, e que ela é apenas um recorte mal feito do seu passado. A mente racional tem a sua memória. Esta mente funciona exatamente com um computador. A parte mais densa do computador (a máquina) nós chamamos de hardware, enquanto que os programas lá inseridos nós chamamos de software. Assim é a mente racional. O cérebro é o hardware, enquanto que os pensamentos armazenados na memória são o software. A mente racional traz o tempo inteiro a memória do passado para o presente e o faz envolver-se com algo que não existe mais em realidade. Todo o sofrer por culpa é uma ilusão da mente. Por que ? porque se você fizer a pergunta: “Quem sente culpa exatamente agora ?” Você vai descobrir que é sua mente que sente culpa, não seu Ser.

O seu Ser é perfeito nesse exato minuto e é a expressão perfeita de quem você está “sendo” agora. Mas sua mente lhe diz que não, que você deveria se culpar, você deveria ter feito de uma outra forma, e, assim, você fica se punindo até que sua auto-estima baixe a tal ponto em que você sinta-se numa nuvem de negatividade. Quem criou tudo isso ? Você. Porque ? Porque ainda não está claro para você que você é um SER, e não os pensamentos e sentimentos que possui. É o Ser que possui pensamentos e sentimentos. Tudo está contido no Ser que você é agora. E o tamanho do seu ser é infinitamente maior que a idéia que você tem de você. Porque a idéia que você tem de você é apenas uma idéia. Isso tudo é construído por você e pelos outros através da sua experiência no mundo.

Pergunte-se: “O QUE EU SOU EXATAMENTE AGORA ?

Exatamente agora não posso ser algo do passado. Exatamente agora eu sou isto que sou, sem definições, porque todas as minhas definições vêm de minha experiência, portanto, todos os conceitos que tenho de mim e do mundo pertencem à mente racional, ao computador. Se você largar este computador agora, o que você É ? Veja: a questão é quem você É, e não quem você FOI. Como você pode se definir a partir do presente ? No presente não há definições, não há conceitos, não há deves ou não deves, não há obrigações, não há agenda. No presente, neste momento eterno do aqui-agora, tudo está perfeito. No presente você é um Ser, e o seu corpo/mente está mudando continuamente, seu corpo se transformando com o passar dos anos, seus pensamentos e sentimentos aparecendo e desaparecendo, mudando dependendo das circunstâncias externas. Afinal o mundo externo e o mundo que você chama de interno são um só. Olhar para dentro, em terapia, significa entrar em contato com seus sentimentos e pensamentos. Olhar pra dentro, em meditação, quer dizer olhar para o eterno, para algo que não é contaminado pelo tempo, para algo que não é uma coisa que nasce e morre, mas algo que faz as coisas que nascem e morrem serem vistas por você. Sem consciência não há nada. Todas as coisas existem porque existe consciência dessas coisas.

Esta não é a “consciência” que os psicólogos falam. Aqueles fenômenos que acontecem e deixam de acontecer pertecem ao universo da mente, não ao universo do Ser. A Consciência de que falo tem um C maiúsculo. Consciência é o que torna possível todas as coisas manifestas serem vistas como manifestas. Consciência está além da mente. Consciência cria a mente e o corpo para servir de instrumento para certos pensamentos acontecerem. Quando mundo precisa que a teoria da relatividade seja ouvida pelos humanos, Consciência simplesmente cria um organismo corpo/mente que vai receber em um dado momento a teoria da relatividade. Este organismo se chamou Albert Einstein para todos nós. (...)

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Do Balaio do Bissexto
Milton Ribeiro


Espera & Fading.

Por razões pessoais, fui obrigado a vivenciar e refletir sobre situações de espera nos últimos dois anos. Há diversos tipos de espera. Há a espera por algo que sabemos que vai acontecer, só não sabemos quando. Há a espera por algo que tememos estar se afastando de nós (ou que sabemos estar se afastando). Há outro tipos também, mas estes não me interessam agora.

Para minha surpresa, ao folhear o livro Fragmentos de um Discurso Amoroso, o mais popular de Roland Barthes, dei de cara com os verbetes Espera e Fading. (Há uma sinônimo para fading em português?) Pois então, reorganizei os dois verbetes do RB em um e saiu o que está abaixo. Já não lembro o que é de Barthes e o que é de intromissão pretensiosa deste que vos escreve. Vamos lá:

Espera. Tumulto doloroso de angústia suscitado pela espera do ser amado.
Fading. Experiência dolorosa segundo a qual o ser amado parece se afastar, sem que esta indiferença seja dirigida contra o sujeito apaixonado ou a favor de um rival.

Espera. A espera é um encantamento: recebi ordem de não me mexer. Me impeço de sair de casa, de ir ao banheiro, de telefonar, me desespero só de pensar que a tal hora tenho um compromisso. Fico recolhido. Estes incidentes seriam momentos perdidos de espera, impurezas da angústia.
Fading. Quando o fading se produz, fico angustiado porque suas razões me parecem sem fundamento (não sou razoável, diz ele) e sem fim. A outra se afasta como uma miragem triste.

Espera. A angústia da espera não é sempre violenta, tem seus momentos de calma. Espero, e tudo que está em volta da minha espera é atingido de irrealidade: neste escritório, observo os outros que entram, conversam, trabalham, se divertem: esses não esperam.
Fading. Ela vai se afastando para um outro mundo como uma nave espacial que deixa de piscar. De repente, ei-la sem brilho.

Espera. Apenas o que espera está carente. O ser esperado está na plenitude. Às vezes, ele tenta fingir que é aquela que é esperada; tenta se ocupar com outra coisa, chegar atrasada; mas neste jogo perde sempre. Reforma a casa mas, o que quer que faça, acaba sempre sem ter o que fazer, acaba sempre pontual e até mesmo adiantada. A identidade fatal de quem espera não é outra senão aquela que espera.
Fading. No fading, a outra demonstra seu cansaço, parece perder todo o desejo, a Noite a leva. Sou abandonado pela outra, mas este abandono se divide com o abandono que ela mesma sofre. Recebo um embrulho de cansaço.

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Instruções para dar corda no relógio
Alessandro Garcia

E se não fosse, seria

E não fosse o computador, provavelmente seria a antiga máquina Facit ou uma velha Remington. E provavelmente o Simplicíssimo seria um fanzine xerocado e minha coluna seria enviada pelos correios, semanalmente, e seriam dezenas de erros por edição, e seria uma dificuldade infinita para o Rafael editar todas as colunas e diagramar toda a barbárie que se formaria e tudo seria um trabalho infernal e apaixonado. E provavelmente nos sentiríamos heróis por continuar a desbravar o mundo dos escritos com máquinas datilográficas pesadas e nada práticas e a gastar dinheiro semanalmente para fazer com que missivas pudessem chegar até nosso editor, e nos congratularíamos em botequins, como escribas de fé, e patrocinaríamos todos este fanzine para que ele pudesse ser distribuído a todo o Brasil em uma lista que somaria dezenas e não centenas ou milhares. E ele seria distribuído de mão em mão pelos cursos de comunicação, pelas faculdades de filosofia, pelos campis universitários e pelos bares da Cidade Baixa. E traríamos calos nas mãos das dedadas na teclas duras e paz no coração por alguma sensação muito estranha de missão cumprida. E, ao final de um ano, reuniríamos meia dúzia de aficionados sob o mesmo teto para falar sobre o quão difícil é obter uma cópia deste afamado Simplicíssimo. E beberíamos cervejas e destilados e cairíamos duros como bons ébrios que somos, por que assim ordenou Baudelaire. E todos os que os tinham – originais numerados! – em suas casas, felizes se sentiriam pela posse de algo genuíno e quase exclusivo. E não haveria condições de escolher não recebê-lo – os assinantes não poderiam bloquear suas caixas postais, porque ele chegaria em cartas em suas caixas de correios! – e os quartos deles se encheriam com edições mofadas, atravancando todas as prateleiras e armários e/ou sendo guardados carinhosamente em edições plastificadas e/ou nem sei mais o que poderia acontecer.

Mas inventaram o computador. E o e-mail. E eu conheci o Simplicíssimo. E eu comecei a mandar colaborações para o Simplicíssimo. E eu virei colunista do Simplicíssimo. E eu passei a enviar semanalmente e-mails com minhas novas colunas, e a trocar idéias com o editor em um tempo muito hábil, e passei a fazer parte de uma comunidade criada para discutir a respeito do Simplicíssimo em um tal serviço recentemente inventado chamado Orkut no qual tenho centenas de amigos virtuais! E o Simplicíssimo é virtual! E os assinantes que passaram a recebê-lo se tornaram centenas, quiçá milhares!, e as pessoas passaram a dar reply em suas mensagens e a enviá-lo a todos os seus entes queridos e aos seus inimigos mais odiados. E alguns destes entes queridos e/ou inimigos odiados que não gostam de ler textos em uma tela luminosa passaram a imprimir o Simplicíssimo para lê-lo confortavelmente em suas camas, sofás, ônibus ou quaisquer outros lugares por que ainda não inventaram as telas de computadores portáteis maleáveis! E, mesmo que inventem as telas de computador portáteis maleáveis, tudo será tão caro e tão distante, como ainda é caro e distante a Internet para uma cambada de pessoas que não tem a graça de acessá-la e conhecer o Simplicíssimo! E bem-aventurados são aqueles que podem ler o Simplicíssimo. E felizes são aqueles pertencentes a uma era tal em que comentários pertinentes ao texto de algum colunista do Simplicíssimo podem ser enviados diretamente para ele. E sossegados são todos os que se sentem completos pelos meios comunicacionais existentes que possibilitam a interatividade possibilitada pelos e-mails e links e outros biriris tais que a tal de Internet vos oferece.

E ao fim de tantos meios, eis o Simplicíssimo, na forma que tu tens em mãos ou ao alcance dos teus olhos. Eis você, ó leitor – assinante ou esporádico – na leitura que mais te convém. Eis todos nós, diante de poucos dias que faltam para que comemoremos em festa 1 ano do site. Eis aqui nós, privilegiados leitores destas linhas que se abrem aos nossos olhos e se favorecem ao mero clique de nossos mouses. E avante que temos muitos bytes pra rolar!

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en passant
Eduardo Hostyn Sabbi

E o Objeto Não se Tornou Arte

Interessei-me por uma oficina de teatro com custo acessível, carga horária e duração reduzida, professor conceituado, etc, etc, etc. Uma introdução à arte, para artistas, pretensos artistas e todo mundo mais que quisesse (o meu caso). O primeiro encontro reuniu 7 de 8 inscritos e ficamos quase 1 hora divagando sobre a cruel regra da Casa de Cultura Mário Quintana de Porto Alegre-RS, que exigia a presença mínima de 15 pessoas para o uso do espaço reservado. Frustrados o pequeno grupo de desconhecidos inscritos retornou uma semana depois e as notícias era quase boas. O número de inscritos aumentara para 11, muito embora tínhamos apenas 7 presentes em corpo e alma (os mesmos da primeira vez, diga-se de passagem). Mais discurso e desculpas, novas explicações sobre a formatação da oficina e mais uma semana para angariar novos interessados.

E o curso de teatro, infelizmente, não saiu. Brabos todos nós ficamos, ainda meio sem saber com quem, uma vez que as explicações do professor eram por demais convincentes e recaiam sobre as normas da casa, ditadas por alguém que nem sei quem é, mas que parece já ter vivido seus períodos de fama com a mesma arte, e que todos nós odiamos de paixão a partir de então. E a sala ficou mesmo vazia, porque éramos poucos. Ficou mesmo vazia, porque devia ser melhor assim. Ficou mesma vazia quem sabe para uma encenação de alguma silenciosa ópera fantasmagórica de um prédio que já foi palco da lua de mel de meus pais (...).

Para julho a promessa do mesmo professor reunir os mesmos quase alunos noutro lugar sem tanta hipocrisia, burocracia e com bem menos luxo, mas com mais afetos do primeiro ao décimo andares. Ah, os lugares da cultura ... Hoje mesmo passei em frente ao antigo cinema Baltimore aqui em Porto Alegre, na rua Oswaldo Aranha, onde hoje mora um bingo. Mesmo destino do Cine Avenida, do ABC (com suas grandes e concorridas pré-estréias) e, muito provavelmente, de tantos outros que eu nem cheguei a conhecer.Ainda não sei minha real posição sobre os bingos por puro desconhecimento do assunto, mas sou totalmente a favor da cultura. Pois parece que só os shoppings centers demonstram força para proteger os telões (e que fique por aí) de um fliperama cultural. Que puxa, logo eles!

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I-racional
Pedro Armando Furtado Volkmann
 

De Ré na Contra-Mão


Violentos Haikais 2/X

Flanelinha
Coitadinha
Fla nela

Você

Um raio de sol brilhou em um dia cinzento. Tudo parecia ir para seu lugar. A tormenta já não me atormentava, apesar de eu ainda me sentir molhado e gelado. Seu rosto familiar não poderia suscitar jamais uma paixão. Mas eu quis te conhecer, falar contigo, te ver mais vezes. Ao mesmo tempo em que te queria, não te queria e sentia que talvez também passava algo neste estilo na sua cabeça.
Não, não é mais um texto sobre drogas ou bebidas (?).
É um texto sobre você, esta pessoa complexa que chora por qualquer coisa, mas tem um ombro para te consolar. Esta pessoa que é forte e fraca, que eu não canso de beijar.
Queria ter asas, queria ser muitos, queria poder estar ao seu lado agora.
Um tapa na testa, um dia no campo, uma noite qualquer, que virá dia, pelo raio de sol.
Um grude descolado, um dia no tanquinho, o outro também.
Não, não é um texto para lavar roupa suja (?).
Um dia assim, cuidando dos dedinhos que teimam em digitar te adoro.
Um dia assado, por razões que até Deus dúvida.
Um dia feliz, o outro também.
Não, não é um texto Polyanna (?).

Um dia a lua brilhou em uma noite cinzenta. Tudo parecia sair dom lugar, não era tempo para idas e vindas. A chuva que estava por vir me atormentava, pois sabia que eu iria ficar molhado e com frio. Mas quis te conhecer, falar contigo, te ver mais vezes.
Ao mesmo tempo, o inverno trás sensações que eu já não queria ter. De abandono, de falta de uma perspectiva, de amanhecer sozinho, chorando.
Não, não é um texto sobre menores abandonados.
Sou o que fiz, não o que penso. Talvez venha a ser. Alguém.
Preciso de ajuda, preciso de carinho. Queria ganhar comidinha na boca.
Não, não é um texto de um comercial de papinha de nenê (?).
Um super grude colado, um dia na área, o outro também.
Uma mensagem de besteira, só para você lembrar de mim.
Não, não é um texto de comercial de torpedos (?).

É um texto da história do sol e da lua. Quero te iluminar, com você me ilumina.

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Diálogos com Deus
Rafael Luiz Reinehr

Deus e a seca no Nordeste brasileiro

- Pai, olha só: estão reclamando que não chove há 4 anos ali no sertão pernambucano.
- Pois é filho - lendo o jornal - que coisa não?
- É, pai. E dizem que isso só pode ser coisa sua...
- É mesmo? - dobrando o jornal e passando a prestar atenção.
- É. Dizem que você esqueceu deles...
- Mas como! Isto é uma falácia! - com uma ira de deixar até o Diabo com inveja - Não mandei há pouco uma chuva para irrigar todo o litoral e interior brasileiros?
- Sim papai! Mas é que ela começou no Rio Grande do Sul, se concentrou em São Paulo e erminou em Minas Gerais, antes de chegar no Nordeste!
- É?
- É, sim!
- Hummm - visivelmente contrariado - Mas é que essa história de Bush e Iraque está me dando nos nervos. Está tomando toda minha atenção. Maldito livre-arbítrio! Por que sua mãe foi inventar essa maluquice?!
- Agora é culpa da mãe???
- Não filho, é que...
- Haaaaja paciência!
Blãm! - Jesus sai batendo a porta.
- Vai entender esses jovens! - e volta a ler o jornal.

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O sozinho apaixonado
Luiz Antonio Ribeiro

Estou vazio,
Nem um fio de idéia me passa a cabeça
Nem um pedaço de dor que me peça: esqueça
Nem um suspiro de amor tirando minha paz
Nem uma parte minha clamando por mais

Somente um frio, um cio, um sono
Um medo, do cedo, da noite acabar
Somente à vontade de ser o teu dono
Aqui, amanhã, no sol, no vento, no mar.

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Ombudsman
Marcos Claudino

São Paulo, 21 de junho de 2004.

Ombudsmam, o retorno (até quando?)

A edição número 80 do nosso amado Simplicíssimo chegou, e já se foi, fazer o que? Cá estamos, já na 81, a caminho da edição número 2000, 3000, quem sabe? Não importa realmente. O que realmente importa é que este sítio, o mais interessante espaço de idéias que conheço, está comemorando seu aniversário, O que falar (escrever)? Apenas fico no desejo que ele nunca pare. Que continue trazendo aos nossos sentidos as sensações que nossos escritores querem nos passar. Enfim, passou-se mais uma quinzena, e o tenente continua dando-me o prazer de colaborar. Vamos em frente, mas a culpa é dele, tá? Enfim, vamos ao conteúdo, tentando encaixar as idéias, já meio atrapalhadas:
No retorno do simplicíssimo chefe maior Rafael ao editorial, uma feliz constatação: 45 comentários, o que é um trunfo, e de enorme gratidão a todos nós, que tanto torcemos para que, a cada dia, chegássemos a mais pessoas. Sejam bem vindos, caras novas, continuem conosco, e façam aquela proveitosa propaganda desse espaço, ok?
Rafael Tourinho apresenta-nos sua Agnes. Uma espécie de Fênix reversa, que nasce no auge, e termina nas cinzas de suas ilusões e atitudes. Leva-nos a inúmeras interpretações, mas trabalha a sensibilidade e seriedade do assunto de forma honesta, coerente em todos os pontos do texto.
A entrevista com a cantora e compositora Adriana Deffenti mostra-nos nova cara de mais uma pessoa talentosa. Infelizmente ainda não tive o prazer de ouvir o CD, pois, conforme constatado na própria entrevista, ainda não chegou ao eixo Rio-São Paulo. Mas, ao que parece, a amiga Adriana não está se importando com o fato. A idéia de que o que rola por aqui é bom, não impulsiona ninguém a acreditar que, por este fato, seja de boa qualidade. Infelizmente, eu, morador deste eixo, sinto muita falta de mais e mais música alternativa, fugindo dos padrões que a mídia impõe, e consegue convencer a tantos... Boa sorte a todas as pessoas de talento...
Alessandro Garcia apresenta-nos Joana, a salvadora. Graças ao que ela fez, ou deixou de fazer, muitas e muitas coisas ruins deixaram de acontecer com o protagonista. Comecei a leitura calmo. As coisas começaram a ferver, e, de repente, deparo-me com loucuras que não seguiram a qualquer limite politicamente correto. Creio que até poderia ter-se ido mais longe do que a inocente e improvável pedofilia citada, mas, possivelmente, teríamos o espaço virtual fechado pelas direitas mais e menos conservadoras... Em frente Alessandro, sem medo, ok?
O amigo Eduardo Sabbi mostra-nos seu humor de cão. Lembrou-me Veríssimo sim, confesso. Mas, se quando não quisermos fugir da originalidade (se isso for importante), que lembremos pessoas talentosas, certo? Mais uma das facetas do decatleta literário que admiro... Não consigo criticá-lo, fazer-se o que?
Nos Sistemas Sistematizados Sistematicamente, Pedro Volkmann coloca-nos dentro de programas e sistemas pré-determinados de comportamento. Originalidade hoje é uma preciosidade. Originalidade de temperamentos e condutas, creio ser impossível até... Originalidade em aceitar as pessoas, em seus sistemas definidos por qualquer fator, seria uma boa solução, mas nem um pouco simples, certo Pedro?
O cacique Rafael volta em seu Diálogos com Deus, onde o Onipotente Onipresente resolve, em entrevista exclusiva, mostrar as causas e soluções aos problemas no mundo. Nada demais, não fosse o pai do céu ter a seu favor, toda a eternidade. Bom saber que virão mais nesta linha, tenente...
O poeta Marcelo Adifa presenteia-nos com sua Flor. Bem vindo Marcelo, continue fazendo das coisas simples e imprevisíveis, motivos para dar um sabor especial à vida. Técnica irrepreensível, texto coerente, e um final realmente romântico.
Meu colega Alessandro Sachetti deixa suas impressões, e termina com uma excelente sugestão. Nomes e sítios a visitar, e convidar a participar conosco, seria muito bom, e será, certo? Agora, Alessandro, digitar de luvas exige prática, destreza, e um enorme desespero por escrever... hehehe...
Enfim, amigos, até minha próxima aparição, catorzenal, com mais e mais comentários sobre nossos espaços...


Abraços,
Marcos

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A Lista dos Competidores que pontuaram, por ordem (provisória de classificação na corrida pelos 89 CDs!:


Alessandro Sachetti (Cândido Mota - SP) - 1000 pontos

Luciano Trevisan (Júlio de Castilhos - RS) - 240 pontos

Luiz Antonio Ribeiro (Petrópolis - RJ) - 90 pontos

Daniel Rech (Porto Alegre - RS) - 60 pontos

Corina Abreu (Rio de Janeiro - RJ) - 20 pontos


Rebeca Campani Donazar ( Porto Alegre - RS) - 10 pts.

Pedro Volkmann (Porto Alegre - RS) - 10 pontos

Diego Altieri. Silveira (Sapucaisa do Sul- RS) - 10 pontos

Roberto Iukio Iwai (São Paulo - SP) - 10 pontos

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LEMBRE-SE: durante a semana, a qualquer momento, podemos estabelecer uma prova relâmpago onde quem cumprir primeiro a tarefa leva os pontos! Esteja atento!

Durante estas 2 últimas semanas teremos 3 Desafios Relâmpagos valendo 3 pontos cada um! ESTEJAM ATENTOS! O Desafio Relâmpago pode aparecer a qualquer hora do dia ou da noite!

Atenção! Os pontos dos Desafios Relâmpagos serão atualizados juntamente com o site, nas quartas-feiras!

SEGUE A LISTA COMPLETA DOS CDs (o primeiro a escolher o grupo de CDs é, obviamente, o vencedor da gincana, passando consecutivamente ao segundo e terceiro lugares e assim consecutivamente, até encerrarem os 10 grupos de premiação).

Coletâneas

Acervo Especial Rock
20 Preferidas Italianas
Globo Special Hits – 2
Rock Stars
Coletânea ShowBizz
Video Music Brasil 1996
A Música do Século 1, 2, 6
Novela em CD – melhores temas
Rock Reflections
A Revista Rock – 89
Os Incríveis Anos 50, 60 e 70

Rock Internacional

Sixties – UK
Woodstock Festival 1994
Dick Dale – Calling Up Spirits
The Doors – When The Music is Over
Metallica – Live in Concert
Bob Dylan´s Greatest Hits
The Wonders – That Thing You Do
10cc – The Collection
The 60´s Greatest Hits


Miscelâneas

De Las Alturas
Roger Whittaker
Sepultura – Chaos A.D.
Tutta Itália
Os Bons Tempos Estão de Volta
Rei Roberto e Erasmo Cantam
Molotov – Apocalypshit
Orquestra Românticos de Cuba – Romance no Cinema
Saturday Morning – Cartoons Greatest Hits
Fats Domino – The Best Of
Grupo Raça – Jeito de Felicidade
De Ros – Universe
De Ros – Ad Dei Gloriam
Richard Powell

Singles Importados da Inglaterra

Reef – Sweetie
Reef – I´ve got something to say
Reef – Sweetie
Garbage – You Look So Fine
Garbage – You Look So Fine

Pop & Rock Nacional

Ultraje a rigor – 2 é demais
RPM – Rádio Pirata
Cazuza – Ideologia
Devotos de Nossa Senhora Aparecida
Utopia – Edição Histórica
Barão Vermelho – Os dois primeiros
Inocentes – Subterrâneos

Reggae & Ska

Inner Circle – Forward Jah Jah People
The Reggae Collection – Keep On Moving (1 a 4) importado da Inglaterra
Mestres do Ska


Blues & Jazz

Blues & Soul – vol 2
Blues Invention – British
Sound The Trumpets – Gold Encore Series
Isley Brothers Greatest Motown Hits
Jimmi Whiterspoon – Cry The Blues
Quinteto Onze e Meia
Jazz – Saxfaction

MPB & Nacional

Chico Buarque – MPB Compositores
Catálogo dos Novos Talentos da MPB
Gilberto Gil – Quanta
Caetano Veloso – Sem Lenço Sem Documento
Chico Buarque – Instrumental
20 Preferidas – Bossa Nova
Tropicália 30 anos
Jorge Bem Jor – Música para tocar em elevador
Demônios da Garoa – Esses divinos
Vinícius de Moraes e Chico Buarque – A Arte do Encontro
20 Preferidas – Toquinho

Disco/Funk

Dee Lite – Dewdrops in the Garden
Funk Brasil
The Disco History
Groove Brasil
Funkín Soul – The Best Of
Partie Dancing – Around The World
Discoteca Folha da Música Brasileira – Dance
Depeche Mode – Ultra
Cartoon Networks Dance
Édson Cordeiro – Disco Clubbing ao Vivo

Clássicos

Os Grandes Clássicos – Ludwig van Beethoven (1,2,3)
Vozes da Tranqüilidade (2 CDs)
Dvórak
Elgar

A propósito: todo exercício de desapego deve ser realizado de forma gradual e progressiva. Eis porque não se encontram aqui listados (ainda) meus CDs dos Mutantes, da Graforréia Xilarmônica, do ACDC, Iron Maiden, Ramones, Funkadelic e outras preciosidades.


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Gentileza prestada pelo digníssimo Alvesto, do blógue Abstracto Concreto ao Simplicíssimo. "Riscador" de mão-cheia, criou esta obra de arte que pode ser vista em tamanho maior no blógue do amigo.

 


Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)

 

 

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