30 /06/2004
- Edição número
82
E
o Vencedor é...
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...o
perdedor, pois foi quem mais aprendeu!
Quisera
eu ser capaz de julgar os atos das pessoas.
Imagine:
existem aqueles que conseguem julgar nações
inteiras!
Mal
e mal, consigo parcialmente julgar sinais e sintomas
para tentar definir, dentro de uma invenção
humana, qual enfermidade este ou aquele ser humano
possui.
Duro
o trabalho dos juízes, dos políticos,
dos governantes. Duro mesmo.
Por
isso devem merecer os R$25.000,00 a que farão
jus nossos nobres deputados pela chamada extraordinária
agora em julho.
Multiplicam-se
25.000 por mais ou menos 400 (devem ir mais, já
que é um extra que não se pode "jogar
fora") e temos R$10.000.000,00. Isto mesmo:
DEZ MILHÕES DE REAIS serão
destinados a 400 RICOS deputados federais por
uma convocação extraordinária,
para fazer um trabalho que deveriam
estar fazendo em suas confortáveis terças,
quartas e quintas-feiras ou, quem sabe, em 30
dos seus 60 dias de férias anuais.
Que
merda de Fome Zero é essa? Onde foi parar?
Puta que o pariu, ou "hijo de la puta madre",
como diria Alberto Granado a seu amigo Fuser,
mais conhecido como Che Guevara, em Diários
de Motocicleta.
Nestas
ocasiões, penso: porque não sou
um merda ignorante que não tá nem
aí com o que acontece de injusto neste
mundo?
E
o que se paz para combater esta corja?
Como
Platão já bem escrevia em "A
República": quem busca os caminhos
da política não são pessoas
de bem. Estas, tentam evitar ao máximo
seu envolvimento com as coisas públicas.
Preocupam-se em cuidar da própria vida.
Quem se envolve com o público está
atrás de poder ou dinheiro. O homem de
bem só trata de se envolver com a "coisa
pública" quando a situação
fica catastrófica.
Acontece
que a situação ESTÁ CATASTRÓFICA
e nossos homens de bem não estão
aparecendo. Ou pior, e é o que temo: nosso
sistema democrático está deixando
estes homens de bem de fora do poder. Não
temos condições nem de escolher
adequadamente quem nos representará e quem
definirá nosso futuro em nossa própria
terra.
Somos
seres políticos ignorantes. Perdemos a
capacidade de nos indignar. Vivemos na inércia.
Não sabemos nos articular a fim de defender
nossos próprios direitos.
Em
uma situação como a descrita acima,
um levante popular deveria invadir o Congresso
Nacional para mostrar a indignação
com esta situação absurda!
O
primeiro passo é tirar a capital federal
de Brasília e trazê-la para São
Paulo ou para o Rio de Janeiro, onde o clamor
popular seria muito mais facilmente ouvido. É
justamente o que não se quer: ouvir o povo.
Lá no meio do Planalto Central, afastado
de tudo e de todos, fica mais fácil governar
impunemente.
Chega
de destilar minha ira.
Parabéns
ao Alessandro Sachetti, ganhador
do Super Desafio Simplex! Você
se esforçou pra caramba, participando de
quase todas as provas e ganhando com todo louvor
e merecimento! Alessandro terá direito
a escolher 2 grupos de premiação,
e todos os outro concorrentes poderão,
após a escolha do melhor colocado, escolher
seu grupo de CDs, até o último lugar.
Hoje
contamos com a estréia de mais um Simplicolunista:
é o Luiz Maia, que diretamente
de Recife nos brindará semanalmente com
sua interpretação particular da
vida e suas nuances em sua coluna Utopias.
Seja extremamente bem-vindo!
Ademais:
ter juízo crítico é um dos
parâmetros que diferencia os razoáveis
dos loucos. Se isso é bom ou ruim, deixo
para você decidir.
Rafael
Luiz Reinehr
"É
possível ser absolutamente franco, pelo
menos consigo mesmo, e não temer a verdade
integral?".
Fiódor
Dostoiévski , Memórias do Subsolo
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A
Cozinha da Mãe Rosa
Conrad Rose |
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Mãe Rosa acordou
cedo, afinal a filha ligara na noite anterior
anunciando que chegaria pro almoço de domingo.
Apressou-se a cozinhar um quilo de feijão
preto - ainda sem tempero, e pouco depois - quando
a água fervia pro café, Seu Onofre
chamou-a ao portão para que ela recebesse
sua encomenda. Dois quilos de costeletas suínas
que foram lavadas e colocadas numa tigela. Ali
espremeu quatro suculentos limões, picou
seis dentes de alho, muito alecrim fresco, uma
colher e meia de sopa de sal e 50 mililitros de
cachaça: da boa, em barril de carvalho
- presente do bom e velho Onofre. E refrigerou.
Socou uma cebola grande e três dentes de
alho. Com mais algumas folhas de louro e sal a
gosto temperou o feijão. Da parede sacou
toucinho e fritou-o em tiras na própria
banha, invejando as redondezas - que anteviam
as visitas da Mãe Rosa e ansiavam pelas
quermesses. Escorreu parte da banha em outra frigideira
e dourou alho picado. Cozinhou arroz com pouco
sal e meia cebola ralada. Colheu cheiro-verde,
erva-doce, almeirão e couve. Na frigideira
do alho refogou a couve. Lavou e descascou cenouras
e batatas. Picou tomates. Com lenha, ateou fogo
à churrasqueira. Então, Mãe
Rosa ligou a vitrola e escolheu um LP dentre centenas:
Orlando Silva; e degustou um café preto
cantarolando seresta.
Voltou à cozinha, juntou dois copos de
250 mililitros de fubá, dois de açúcar,
dois de leite e três quartos do mesmo de
óleo de soja; uma colher de chá
de sal e misturou tudo, cozinhando numa panela
até formar um mingau bem cozido, acrescentando
uma colher de sobremesa de erva-doce antes de
largar para esfriar.
Quando a filha chamou ao telefone - como sempre
fazia - a perguntar-lhe se necessitava algo, embora
crescesse sabendo do esmero que Mãe Rosa
tinha com sua cozinha, esta já acrescentara
o alho dourado e o cheiro-verde picado ao arroz,
ainda na panela; dispusera almeirão, coberto
por finas rodelas de cenoura e tomates desenhados
numa tigela, com azeite de oliva e vinagre tinto,
também do onipresente Onofre; e reservara
o feijão - guardando parte do caldo, para
virá-lo na farinha branca a seguir. Antes
porém, soltou as costeletas - ossos para
baixo - na grelha - altura média, braseiro
forte - e mergulhou as batatas já salgadas
em tiras no óleo frio, afinal viriam os
netos.
Que chegaram primeiro, berrando e voando-lhe ao
pescoço, munidos de um punhado de novidades.
Mãe Rosa parou o mundo para receber os
seus, com afagos únicos.
Das parreiras do seu Onofre veio também
o tinto seco e o suco - do garrafão para
a jarra e para a mesa. Colocando a conversa em
dia, Mãe Rosa bateu quatro claras em neve.
Mexeu as gemas junto a uma colher de sopa de fermento
químico em pó. Misturou as gemas
ao mingau já frio e depois as claras sem
bater, levando ao forno pré-aquecido em
temperatura média (180 ºC) numa assadeira
número três, por trinta e cinco minutos,
para depois polvilhar canela e açúcar.
A filha compunha a mesa à medida que Mãe
Rosa servia. Virado de feijão, couve com
torresmo, arroz, salada, batatas fritas, costeletas
de porco; pimenta caseira, sal, azeite de oliva,
água potável e suco de uva para
crianças e adultos. Na vitrola Villa-Lobos,
Trenzinho Caipira.
Enquanto o bolo cheirava e o caldo de feijão
aguardava para esquentá-los de noite.
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Pequenas
Resenhas Canalhas
Maurício Silveira
dos Santos |
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Diário de Viagem
A leitura do Diário
de viagem de Albert Camus é uma bela
experiência por, pelo menos, duas razões.
A primeira é acompanhar o autor nas viagens
que originaram o diário, o que permite
uma impressão de “senti-lo de perto”,
uma quase intimidade, talvez pelos repetidos
desabafos e queixas que faz diariamente e que
o distanciam da seriedade e densidade do restante
de seus livros. A segunda é o conteúdo
do diário, me refiro ao encontro deste
intelectual francês com um corte da cultura
brasileira e alguns de seus intelectuais, políticos,
madames, religiosos, artistas e figuras não
previstas.
Só para
quem não está lembrado vale a
pena dizer que o autor franco-argelino foi premiado
com o Nobel de literatura em 1957, que foi um
rebelde e militante de esquerda, que trabalhou
como jornalista e, contemporâneo de Sartre,
desentendeu-se com ele por discordar do totalitarismo
estalinista que se esboçava para o ocidente
na época e que muitos intelectuais de
esquerda, como Sartre, relativizavam ou negavam(é
claro que isso é uma simplificação!).
Além de seus romances mais conhecidos
(‘O Estrangeiro’, ‘A Peste’
e a ‘A Queda’) publicou o ensaio
intitulado ‘O Mito de Sísifo’onde
elege o suicídio como o único
problema filosófico realmente sério
e trata da absurdidade inerente à existência
humana e sobre o que fazer com relação
a este fato. Será que exagerei nas apresentações?
Voltemos ao Diário.
A primeira parte dele é o que me parece
menos digno de interesse, tendo em vista meus
objetivos aqui, pois trata-se dos relatos à
viagem aos EUA, feita em 1946. Já a segunda
parte, uma beleza, trata da viagem à
América Latina, ao Brasil, inclusive,
pasmem(!), com uma rápida parada em Porto
Alegre. O pobre Camus toma uísque a toda
a hora para agüentar a chatice dos compromissos
a que é submetido, toma cachaça
para “entrar no clima” aqui e ali,
vai a inumeráveis “rituais de macumba”
e faz descrições memoráveis
(mesmo se às vezes concisas) do que vê
e sente em cada um destes lugares. Nestes dias
no Brasil (esteve na Bahia, Pernambuco, São
Paulo , Rio de Janeiro e R.S.)visitou um presídio,
uma favela, dormiu em um hospital, foi ao pão-de-açúcar
enfrentar fila de turistas, presenciou atropelamentos,
uma criança mutilada com fogos-de-artifício,
assassinato em plena rua (este no Rio de Janeiro
de 1949...). Bateu papo com Murilo Mendes, Oswald
de Andrade e ouviu a música de Dorival
Caymmi ‘in loco’. Entediou-se com
inúmeras personalidades, maiores ou menores,
que não poupa com seus comentários
curtos e ácidos.
Contudo, a viagem
foi se tornando cada vez mais enfadonha e percebe-se
que o escritor não tem o mínimo
talento para este tipo de viagem de “divulgação
da cultura francesa” (aceitou o convite
de autoridades francesas) com seus compromissos,
encontros, conferências e puxa-saquismo
intelectual. Em certo ponto ele chega a declarar
um desejo suicida, isso antes de passar por
Porto Alegre, que chama de “lamentável
ilhota de civilização”.
O nosso viajante está nitidamente deprimido,
cansado, insatisfeito e suas queixas freqüentes
de tosse e febre que não cessam se revelariam
ser elementos não de uma gripe, como
ele pensava, mas a volta da tuberculose. A viagem-calvário
de Camus termina em 31 de agosto e estas são
as últimas palavras de seu diário
de viagem: “A viagem termina num caixão
metálico, entre um médico louco
e um diplomata, em direção a Paris”.
Altamente
recomendável! Para mim, é verdadeiramente
uma obra de auto-ajuda.
ps-
Sei que prometi uma resenha sobre o amor, mas
os sebos não colaboraram, por isso, fica
para a próxima.
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Instruções
para dar corda no relógio
Alessandro
Garcia |
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Barraco
“Os
tirambaço eu acostumava. A polícia
danu butuca, quereno sempre nos metê em
cana. O foda era a nega Dita, sempre me atucanano!”
Roberto
Vargas, “De Tarde Com Cabelo Duro”.
Não
tinha erro. Isto eu pensei. Mas a verdade é
que eu estava tri cagado. Não tinha dado
nenhuma banda por ali e ao me deparar com aquele
bando de barrigudinhos ranhentos na volta do carro,
murmurei com o canto da boca: “Ih, agora
eu me fodi...”. O primeiro veio cheio da
moral e dizendo que ele é que dava a coordenada.
Percebi que os outros se mantinham afastados a
uma distância suficiente o bastante para
demonstrar que o primeiro - com a carapinha pintada
com uma cor entre amarelo ouro e caramelo (tinha
um aspecto doce, o cabelo, confesso) - era quem
mandava, mas perto o bastante para me deixar claro
que era só eu dar uma vacilada que o bicho
ia pegar para o meu lado. Com aquela cara de turista
alemão em primeiro dia de visita no morro
da Rocinha, perguntei pelo Antenor. “Não
tem nenhum mané Antenor, aqui não,
rapá!”. Isto quem me disse foi aquele
que se escorava numa pedra, o mais distante de
todos. Preto e barrigudo como todos os outros,
mas com uma navalhada na testa proeminente que
o tornava o mais asqueroso de todos eles. O da
cabeça cor de caramelo virou, com uma calma
que deixaria o mais clássico dos mafiosos
no chinelo, e deu uma olhada. Mas uma olhada só.
Direto. No olho do barrigudinho da testa navalhada.
Este se contorceu, visivelmente incomodado, mas
obviamente indeciso entre manter uma pose de aspirante
à líder da falange ou de simples
tocaio daquele bando deveras bizarro de barrigudinhos
disformes. Cabeça de caramelo se virou
para mim, os outros todos deram um passo para
trás com um automatismo que nem o mais
singular dos coreógrafos conseguiria marcar
com maior naturalidade, e falou, rouco como um
asmático: “Tá querendo o quê
com o Antenor?”. Eu achei que tinha feito
uma cagada pelo simples fato de ter chegado até
ali, dentro do carro, sozinho e me deparar cercado.
Mas a maior cagada, mesmo, estava por vir. Foi
exatamente depois da seguinte frase que saiu da
minha boca: “É... que o assunto é
pessoal, mesmo...”, que eu vi que, se o
meu santo era realmente forte e aquele trabalho
de fechar corpo da minha tia Lica funcionava,
ali era a melhor das oportunidades para que estes
dois fatos se fizessem verdadeiros.
Barrigudinho-Caramelo
puxou um catarro do fundo da alma com um fervor
que realmente me comoveu. Foi mais ou menos entre
a ventarola e o retrovisor que ele acertou. Enquanto
aquela plasta verde deslizava com uma má
vontade que começava a me revolver o estômago,
Caramelo, ainda calmo, me perguntou, pausadamente:
“Tu tá de brincadeira comigo?”.
Eu disse “para falar a verdade, não...”.
Aí que eu me dei conta de onde estava o
meu erro. Cachorro sente o cheiro do medo. Cabeça
de Caramelo estava me testando. É. E eu
não poderia ceder simplesmente e me deixar
envolver no temor de que aquele bando de pretinhos
esquálidos com barrigas de verminosos me
amedrontasse. Por isso que eu saltei do carro
e cheguei junto de Caramelo, simultaneamente à
ação de todos os outros vinte ou
vinte e cinco barrigudos armarem uma roda em nossa
volta e uns três ou quatros começarem
a cheirar o ar que saia de dentro do meu carro.
Ali era o caminho das cobras, pensei. Puxei a
calça com vontade, estufei o peito e fui
chegando cada vez mais perto de Barrigudinho Cabeça
de Caramelo. Ele se manteve têso, impassível,
até o momento que eu sussurrei para ele:
“Seguinte, eu não estou a fim de
te dar moral. Então, você e este
bando de barrigudos de merda, podem fazer o favor
de tirar suas carcaças podres e fedorentas
de perto de mim e do meu carro para que possa
chegar até a baia do Antenor?”. Confesso
que eu falei isto com o tom mais cheio de educação
que eu fui capaz de fazer soar pela minha boca,
ainda que ela tremesse um pouco ao final de cada
palavra. Mas acho que deu para convencer. Eu vi
até que eles começaram a armar uma
espécie de clareira por onde, pensei, se
faria o caminho natural para que eu pudesse passar.
O que eu não percebi, nem quando notei
a voz de Antenor em algum ponto distante de nós,
foi em que momento exato Cabeça de Caramelo
deu a ordem para que o barrigudo de olho vazado
me atingisse com a pedra exatamente no meio dos
olhos. Como eu ainda consegui perceber qual deles
me atingiu com a pedra, e isto se tornou evidente,
tão evidente quanto o fato de que, com
uma pedrada só eu não cairia, eu
ainda pude ouvir o grito de Caramelo “Fiadaputa!”,
simultaneamente a tudo o mais em minha volta se
transformar em uma massa enegrecida e convulsiva
de membros que se transformavam em pedra quando
se socavam em minha cara e foram mais do que suficientes
para que, em segundos, eu não tivesse noção
de mais nada.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. .
É
bem provável que eu não esteja preenchendo
este espaço na próxima edição.
A não ser que eu consiga enviar a minha
coluna de Parati. É para lá que
me mando, no próximo dia 06 de julho, participando
da Festa Literária Internacional de Parati,
tradicional FLIP. Fui convidado para participar
de um workshop sobre o gênero “romance”,
ministrado pelo escritor Milton Hatoum (“Dois
Irmãos” e “Relato de um Certo
Oriente”) e vai ter – se tudo der
certo – lançamento da revista-livro
Paralelos, do site irmão desta casa, e
que conta com um continho de minha lavra. Bueno,
se eu não enviar nada na próxima
edição, na outra volto com “Instruções”
contando o que se passou na Festa. De repente
rolam algumas inconfidências envolvendo
Lygia Fagundes Telles e Paul Auster.
Ah,
sim. É verdade. Eu cometi a deselegância
de não ir à Festa de 1 ano do Simplicíssimo.
Logo, não aparecerei nas fotinhas. Sim,
eu mereço todos os comentários ofensivos
que forem dirigidos à minha pessoa. É,
eu sou um crápula. Um sujeito sem coração.
Mereço castigo. Só não bate
na cabeça.
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en
passant
Eduardo Hostyn
Sabbi |
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I-racional
Pedro Armando Furtado
Volkmann |
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De
Ré na Contra-Mão
Violentos Haikais 3/X
Imposto na sua
cara
Revólver
Que droga não rara
É
Tão Bom, Tão Bom, Que Chega a Ser
Ruim
Fui jantar em um
restaurante chique. Tudo era muito bom. Da placa
de entrada aos quadros da parede. Da pintura do
prédio ao gesso. Da recepção
aos garçons e da alface ao costelão.
Tudo perfeito.
Começo este
texto assim para mostrar que o ponto entre o ótimo
e o demais está por um fio.
E o demais, onde
fica?
Demais fica logo
ali, entre a aprovação e a reprovação
(entre o C e o D).
Entre o bem e o mal, no limbo.
Entre o divino e o ridículo.
Seus erros são
mais valorizados que os acertos, afinal de contas,
você acerta mais do que erra. Suas atitudes
Demais são sempre classificadas como medíocres.
Afinal de contas, onde está a média?
Para mim, a média dos conhecimentos humanos,
numa escala de 1 a 5, em todos os campos possíveis
do conhecimento não ultrapassa 0.01. Eu
mesmo me engano, dizendo que este número
é dois, numa escala de 1 a 10. Pense bem,
tem coisas que muita, mas muita gente mesmo faz
melhor do que você.
Não fique triste ao fazer o que você
faz, afinal de contas, estamos todo o tempo, o
tempo todo fazendo atividades para as quais não
somos os melhores preparados. Ah pára!
O Pedro desta vez viajou!!! Não pessoal!
Estou falando de todas aquelas tarefas do dia-a-dia,
como estacionar carros, fazer compras em supermercados,
etc.
Porém gostaria de deixar um lembrete, gaste
o seu tempo fazendo o que você gosta e sabe
e delegue para os outros as outras tarefas, sempre
que possível. Pode até ser que saia
mais caro, mas é uma vez só. Além
de poupar seu coração, pode significar
uma boa economia ao longo do tempo.
Eu
tenho certeza que ao longo destes dois últimos
anos, você andou fazendo coisas Demais.
E eu também.
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Diálogos
com Deus
(XI)
Rafael Luiz Reinehr |
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Deus
e o meteorologista sabichão
- Me disseram que você é o tal.
- Quem lhe disse isso?
- Ah! Tá na boca do povo.
- É mesmo?
- Dizem que você sabe tudo: do que já
aconteceu, do que está acontecendo e do
que ainda vai acontecer...
- Pois...
- É verdade?
- Sim.
- Bem, então posso lhe fazer uma pergunta?
- Desde que não seja sobre os números
da loteria ou que cavalo vai ganhar qual páreo...
- Não! É algo bem mais simples!
- Então manda!
- Qual será a previsão do tempo
nos próximos 15 anos? - preparando o bloquinho
para anotar.
- Hummmm... Eu bem que gostaria de responder sua
pergunta...
- E?
- Não posso!
- Por quê?
- Isso é direto com o São Pedro,
naquele departamento ali, ó...
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Refazendo
Quando a união de um casal começa
a dar sinais de desgaste,
é natural que as partes peçam um
tempo para
discutir e refletir sobre a relação.
Creio
que seja mesmo necessário recorrer a este
saudável expediente,
depois do qual o casal já não será
o mesmo.
Certamente ambos crescerão e sairão
fortalecidos pelo sofrimento,
que tem o poder curador e gerador de novas descobertas.
Pior seria seguir mantendo as aparências,
adiando decisões,
em meio às naturais agressões causadas
pelos ressentimentos mútuos.
É
comum as pessoas se acomodarem com a companheira
ou o companheiro ao lado, como se tudo estivesse
bem - e nunca está totalmente bem -, como
se não fosse preciso satisfazer sempre
as aspirações e perspectivas do
outro.
E
assim cada qual vai se esquecendo de cuidar das
flores de seu jardim, que são o amor e
o carinho que um nutre pelo outro, com suas naturais
carências e exigências afins.
A
acomodação costuma levar à
inercia, mergulhando as pessoas numa possível
solidão a dois, a pior delas.
É preciso ressaltar que o amor cobra abertamente
de todos.
É egoísta muitas vezes.
Nesse
ponto a amizade é mais complacente e tolerante.
Diante disso, é imprescindível que
após a decisão tomada, seja ela
qual for,
que a solução venha sempre acompanhada
da prevalência da amizade entre os dois,
num aceno ao bom-senso que deve permear as relações.
E
assim, o sentimento que um dia os uniu poderá
renascer mais forte e belo como nunca.
Há que se entender de dor para se conhecer
a paz.
E a paz não é algo pronto, acabado,
estático, precisa sempre ser cuidada e
aprimorada para que o
seu efeito benéfico
possa ter um sabor todo especial.
Sendo
assim, percebemos que tais sentimentos, o amor
e a amizade, necessitam caminhar sempre juntos,
por serem pilares básicos de toda relação
harmoniosa.
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Conjectura
(Camisola de Dormir)
Marcelo Adifa |
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Vem, formosa senhora
a respirar ofegante
despir-se de incauto luto em meu leito armado
Permitindo-me transformá-la amada; amante
à ti reservando um beijo: sagrado
Vestes tua camisola:
a luz do Sol
que faceira envolve-lhe ao corpo plácido
permitindo-me a olhar porquanto perdure o arrebol
desfazendo em meu peito este gosto ácido
reservado aos que
amam sem serem amados
batendo-se em desespero terno e cálido
buscando estar entre melhores afortunados
Podendo, enfim, declarar-me
amando e sendo amado
E tu, mais bela que a Lua e a noite juntas
poderia consagrar-me com teu lábio adocicado
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Ombudsman
Alessandro
Sachetti |
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É simples!? É Simplicíssimo!
Edição de número 82 do Simplicíssimo
e minha edição de número
2 como Ombudsman.
Antes de mais nada parabéns a todos os
que por aqui aportam e aos navegantes de primeira
viagem , pois, o aniversariante é quem
nos presenteia toda semana. Tenho orgulho e satisfação
de fazer parte dessa, como o disse o Rafael, “Nau
Planetária”. Uma pena morar nos recônditos
do estado de São Paulo, assim não
pude comparecer a festa de um ano. Mas aguardo
as fotos!
Mas, vamos ao que interessa.
Toda vez que leio um texto sério sobre
Deus e suas belezas não tão claras
– diria intuitivas -, reflito muito sobre
muitas coisas, sobre o que já vi, já
li, ouvi e vivi, e confesso que me sinto um tanto
quanto entediado. Talvez pela descrença
que tenha nas instituições religiosas
falidas e carentes de dogmas práticos para
a vida contemporânea, afinal, exemplificando:
adentramos o século XXI e a maior dessas
instituições, a católica,
ainda não se posicionou sobre o uso de
preservativos, o silêncio instalado e instaurado
por eles em torno deste assunto me incomoda, pois,
de um lado há o pragmatismo, do outro há
a AIDS, seria a luta da hipocrisia contra a vida?
Informar e formar, acho eu que é para isso
que existem. Estou enganado?
Mas, vou me ater ao texto, ou tentar. Concordo
com o Daiana quando está escreve: “O
universo é uma dança”, mas
só com isso. Acho que as dançarinas
são as estrelas e nós vivemos dentro
de uma das tantas que existem, afinal, podemos
ver da terra algo em torno de 6mil estrelas, isso
se estivermos próximos a linha do equador,
nos extremos – sul ou norte – este
número cai pela metade. Mas estima-se de
100 bilhões a 1 trilhão de estrelas
em nossa galáxia, se somar as estimadas
100 bilhões de galáxias... Percebe
agora? Somos muito pequenos perto de tudo isso.
A interpretação de Nietzsche que
usou, acho muito particular e estrita, pois, quando
ele diz que “Deus está morto”,
não acredito que seja no sentido que você
deu, pois, ele prossegue dizendo: “Não
existe diabo, nem há inferno. Sua alma
há e morrer mais rápido do que seu
corpo; nada tema”. Confesso que não
conhecia a teoria de Mundo Manifesto e tão
pouco consciência pura sendo deus. E quem
cria tudo isso mesmo, deus ou eu? Você?
Não estou bem certo sobre que linha seguir
nesta dissertiva, mas vou seguir o que acredito.
Acho muito restrito dizer que é trabalho
apenas da espiritualidade o “expandir você”.
Acredito também que nós nos impomos
limites quando pensamos assim, mas eu discordo
quando restringe essa abertura de limites outra
vez a espiritualidade, é bem mais que isso,
diria que esta é apenas uma das vertentes
para expansão. Eu me vejo como uma pessoa
ilimitada, que pode aprender mais e superar mais,
viver mais, quando achar que não posso
mais aumentar, em todos os sentidos, eu morro,
ou já estarei morto. Afinal a vida é
aprender. Já diz o provérbio chinês:
“O que pensais passais a ser”.
Interessante discurso sobre mente intuitiva e
racional, mas acredita mesmo que a racional só
serve para se culpar? É mesmo sempre negativa?
Acredito que a razão serve como autocrítica,
pois, revendo erros, percebendo-os, aprendendo
com eles, crescemos. Pensar negativamente não
ajuda a reparar e aprender, o que é a verdadeira
função do que chama de mente racional.
Por fim, como poderia ser algo, sem levar em conta
o que fui? Tudo o que vivi me torna o que sou.
Afinal, somos tudo que fomos, assim como seremos
o que aprendemos agora. Exemplificando: eu sei
que se eu colocar o dedo na tomada vou tomar um
choque, então simplesmente não faço,
ou seja, não dá para desvincular
experiências vividas com as que vou viver
ainda. São coisas presumíveis, impossível
apagá-las do nosso “processador”.
Afinal, só sou o que eu quero ser.
Reflita um pouco mais sobre o que disse, reveja
algumas questões. Também não
entendi a ligação de Einstein com
a direção do texto. Mas algumas
coisas me lembraram a vaga e não comprovada
idéia da Quarta Dimensão. Para saber
mais, dê uma olhadinha na revista Galileu
de Junho.
Milton, sua ansiosa e angustiante espera, um tema
interessante, pois, quem vive espera. Já
percebeste que passamos mais tempo vivendo a espera
do que o vivendo a coisa esperada?
Passamos a semana esperando o fim dela, que é
bem menor do que o tempo que esperamos. Esperamos
quanto tempo pelo beijo daquela menina linda?
E quanto tempo dura o beijo? Com certeza muito
menos do que o tempo esperado.
Mas o esperado também espera. Então
os dois lados são carentes e ninguém
vive em plenitude. A não ser na mente de
quem espera.
Meu xará Garcia, traz questões que
nos fazem pensar, em como seria se não
fosse. Me fez pensar, não em como seria,
mas em como foi. Como era a época romântica
da escrita? Será que era tão romântica
assim ou apenas imagino por assim ser mais bela...
Imagino como era prosaica a distribuição
dos fanzines, dos folhetins, etc. Em como as pessoas
conheciam os saudosos escritores e seus escritos
que encantavam e ainda encantam hoje. Um saudosismo
imenso de algo que não vivi, mas imagino.
Mas, por que não pode ser assim agora?
O que nos impede? Acredito, que de alguma forma
também somos heróis, só que
teríamos um inverso de super-poderes, substituídos
pelo computador. Mas não deixo de lado
a grande virtude que é a mente imaginativa
de quem escreve. Temos sorte, possuímos
um veículo de comunicação
que atinge milhares de pessoas. Imaginem tal veículo
nas mãos de Machado de Assis, Nelson Rodrigues,
Plínio Marcos, Mario de Andrade, etc? Melhor
não imaginar muito, pois, é capaz
de parar de escrever agora e desistir dessa vida.
A internet atinge milhões de pessoas, mas
a facilidade também gera um acúmulo
de informações, e é impossível
absorver tudo. Vamos remando e nos sentindo heróis
de quem? De nós mesmos!
Eduardo eu já tinha refletido e me revoltado
sobre essa aculturação que o sistema
capitalista nos prega, e em como normas ridículas
nos privam de bens não palpáveis.
Na minha cidade, por exemplo, não existe
cinema. Onde foi um dia hoje é uma gráfica.
Cinema mesmo só na cidade vizinha, as locadoras
de video/dvs só adquirem títulos
que lhes rendem $. E fico refém de uma
cidade sem cultura, onde preferem adquirir 3 cópias
do pífio “Todo mundo em pânico
3” a pelo menos uma sequer do “O fabuloso
destino de Amélie Poulain”. Pior
ainda antes, quando só existia o vídeo,
pois só compravam filmes dublados, ainda
bem e para a minha sorte os dvd’s me salvaram.
Coisas assim me entristecem, assim como é
possível alguém preferir uma sala
vazia a ter alunos, mesmo que poucos, dentro dela,
criando, exercitando o que aprendem, vivendo.
Tudo por normas falidas e impensadas ou pensadas
demais. Onde é que vamos parar? Ou será
que já paramos?
De ré na contra mão. (hã!?)
Imaginem essa cena. Eu adorei essa frase, mesmo
ela me parecendo impossível de construir
com lógica. Uma bela mensagem implícita.
Belo texto Pedro, mas a segunda parte seria o
“Eu”?
Afinal, o Sol e Lua, mesmo com ciclos tão
distintos, não raro se encontram no mesmo
céu, azul. Será saudade ou necessidade?
Grande texto Rafael, humor aliado com a realidade
brasileira. Ficamos tão alienados e “antenados”
com os problemas do exterior que acabamos esquecendo
do nosso Brasil.
Luiz Antonio, teu poema é bem escrito.
Mas achei um pouco contraditório, pois,
começa dizendo que não tem nem um
fio de idéia e termina com a vontade desperta
e pré-existente.
Grande Marcos, sorte a nossa termos um tentente
culpado. Espero que voê continue com a gente
por muito tempo.
Por fim, o desafio Simplex, que terá seu
fim antes dessa coluna ser publicada. Espero que
as posições não se invertam....
hehehehe. Mas tudo pode mudar, veremos.
Grande abraço a todos, daqui a 14 dias
estou de volta.
Quem quiser me escrever: alesachetti@pop.com.br,
ou podemos bater um papo no msn maxsachetti@hotmail.com
Abraços
Alessandro Sachetti
“Acho
que as melhores coisas da vida são as mais
simples.
Assim como as mais importantes,
O simples fato de respirar é essencial.
Escrever e pensar, para mim tornou-se essencial
também.
Amar da maneira mais simples e mais pura
Viver uma vida simples
E sonhar com um mundo simples,
Simplicissímo.”
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E
o grande vencedor do Super Desafio Simplex
foi:
Alessandro
Sachetti,
de
Cândido Mota, São Paulo!

A
Lista dos Competidores que pontuaram:
Alessandro
Sachetti (Cândido Mota - SP) -
1000 pontos
Luciano
Trevisan (Júlio de Castilhos
- RS) - 240 pontos
Luiz
Antonio Ribeiro (Petrópolis -
RJ) - 90 pontos
Daniel
Rech (Porto Alegre - RS) - 60 pontos
Corina Abreu (Rio de Janeiro - RJ) -
20 pontos
Rebeca Campani Donazar ( Porto Alegre
- RS) - 10 pts.
Pedro Volkmann (Porto Alegre - RS) -
10 pontos
Diego Altieri Silveira (Sapucaia do
Sul- RS) - 10 pontos
Roberto Iukio Iwai (São Paulo
- SP) - 10 pontos
Como
somente 9 competidores pontuaram, nosso
primeiro colocado terá direito
de escolher 2 grupos de CDs entre as
Coletâneas, Rock Internacional,
Miscelâneas, Singles Importados
da Inglaterra, Pop & Rock Nacional,
Reggae & Ska, Blues & Jazz,
MPB & Nacional, Disco/Funk e Clássicos.
SEGUE
A LISTA COMPLETA DOS CDs (o primeiro
a escolher o grupo de CDs é,
obviamente, o vencedor da gincana, passando
consecutivamente ao segundo e terceiro
lugares e assim consecutivamente, até
encerrarem os 10 grupos de premiação).
Coletâneas
Acervo
Especial Rock
20 Preferidas Italianas
Globo Special Hits – 2
Rock Stars
Coletânea ShowBizz
Video Music Brasil 1996
A Música do Século 1,
2, 6
Novela em CD – melhores temas
Rock Reflections
A Revista Rock – 89
Os Incríveis Anos 50, 60 e 70
Rock
Internacional
Sixties
– UK
Woodstock Festival 1994
Dick Dale – Calling Up Spirits
The Doors – When The Music is
Over
Metallica – Live in Concert
Bob Dylan´s Greatest Hits
The Wonders – That Thing You Do
10cc – The Collection
The 60´s Greatest Hits
Miscelâneas
De
Las Alturas
Roger Whittaker
Sepultura – Chaos A.D.
Tutta Itália
Os Bons Tempos Estão de Volta
Rei Roberto e Erasmo Cantam
Molotov – Apocalypshit
Orquestra Românticos de Cuba –
Romance no Cinema
Saturday Morning – Cartoons Greatest
Hits
Fats Domino – The Best Of
Grupo Raça – Jeito de Felicidade
De Ros – Universe
De Ros – Ad Dei Gloriam
Richard Powell
Singles
Importados da Inglaterra
Reef
– Sweetie
Reef – I´ve got something
to say
Reef – Sweetie
Garbage – You Look So Fine
Garbage – You Look So Fine
Pop
& Rock Nacional
Ultraje
a rigor – 2 é demais
RPM – Rádio Pirata
Cazuza – Ideologia
Devotos de Nossa Senhora Aparecida
Utopia – Edição
Histórica
Barão Vermelho – Os dois
primeiros
Inocentes – Subterrâneos
Reggae
& Ska
Inner
Circle – Forward Jah Jah People
The Reggae Collection – Keep On
Moving (1 a 4) importado da Inglaterra
Mestres do Ska
Blues & Jazz
Blues
& Soul – vol 2
Blues Invention – British
Sound The Trumpets – Gold Encore
Series
Isley Brothers Greatest Motown Hits
Jimmi Whiterspoon – Cry The Blues
Quinteto Onze e Meia
Jazz – Saxfaction
MPB
& Nacional
Chico
Buarque – MPB Compositores
Catálogo dos Novos Talentos da
MPB
Gilberto Gil – Quanta
Caetano Veloso – Sem Lenço
Sem DocumentoChico Buarque – Instrumental
20 Preferidas – Bossa Nova
Tropicália 30 anos
Jorge Bem Jor – Música
para tocar em elevador
Demônios da Garoa – Esses
divinos
Vinícius de Moraes e Chico Buarque
– A Arte do Encontro
20 Preferidas – Toquinho
Disco/Funk
Dee
Lite – Dewdrops in the Garden
Funk BrasilThe Disco History
Groove Brasil
Funkín Soul – The Best
Of
Partie Dancing – Around The World
Discoteca Folha da Música Brasileira
– Dance
Depeche Mode – Ultra
Cartoon Networks Dance
Édson Cordeiro – Disco
Clubbing ao Vivo
Clássicos
Os
Grandes Clássicos – Ludwig
van Beethoven (1,2,3)
Vozes da Tranqüilidade (2 CDs)
Dvórak
Elgar
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textos do site, mas não esqueça de citar a
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Gentileza
prestada pelo digníssimo Alvesto, do blógue Abstracto
Concreto ao Simplicíssimo. "Riscador" de
mão-cheia, criou esta obra de arte que pode ser vista em
tamanho maior no blógue do amigo.
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Selo
comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em
2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot,
baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The
Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo!
É só pegar!)
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