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Bom senso anda em falta... Ô, leste o Editorial da semana?



A questão é polêmica, não há que se negar. Dentro da comunidade médico-científica, entretanto, isto
é assunto já bem estabelecido, pois vem sendo praticado desde que eu me lembro como Medicinius studantis.



A ortotanásia é prática quase diária nas UTIs de todo Brasil e, mais raramente, nas internações
hospitalares de pacientes com doenças terminais cujo sofrimento e inevitabilidade da progressão da
doença selam o prognóstico como "de mal a pior".



É sempre bom lembrar a importância da família e o respeito à decisão do próprio paciente acerca das
atitudes a serem tomadas caso ele encontre-se numa situação terminal. O que se vê, comumente, é o
paciente decidir - inclusive com termo por escrito, enquanto consciente - por encerrar sua vida caso
chegue a um "beco sem saída" e a família se negar a acatar a decisão do paciente. É a
situação que gera mais sofrimento psíquico e embate entre as partes. O que se faz, para evitar
processos jurídicos, é respeitar a decisão da família, em detrimento da do paciente.



Recomendo FORTEMENTE que todos que ainda não o fizeram assistir Mar Adentro, filme fantástico acerca de um homem tetraplégico que luta pelo direito de terminar com sua própria
vida. Apesar da discussão gerar sobre a eutanásia, não acerca da ortotanásia, acrescenta argumentos
ao nosso debate.