Sexta, Março 12, 2010
   
Text Size


Bendita memória

Avatar

Minha bendita memória ultimamente tem me pregado boas peças.

É impressionante a facilidade com a qual tenho esquecido tanto fatos ou dados de um passado já distante quanto acontecimentos de semanas, dias e até momentos atrás.

Mas o que incomoda mesmo é esquecer nomes de conhecidos. É terrível! Encontro a pessoa, ela me chama pelo nome, e eu tenho que tratá-la por expressões neutras como “meu velho”, “menina”, “meu caro”, e variantes.

Um dia desses estava numa agência bancária quando vi na fila um ex-colega de colégio. Tentei disfarçar, fingir que não vi, mas não tive saída. Tive de falar com ele. Cumprimentar, ao menos.

- E aí, rapaz, beleza?

- Tudo tranqüilo Rafa, e você?

- Tudo tranqüilo também.

Pensei que a conversa acabaria ali. Mas ele veio de lá:

- E aí, que anda fazendo?

Eu sabia – e continuo sabendo – quem ele é, de onde o conheço e que é irmão de uma amiga minha. Até jogávamos futebol juntos, mas não consegui lembrar seu bendito nome. Me virei como pude e fui embora. Minutos depois, já a caminho de casa, lembrei:

- Diego!

Na semana anterior aconteceu algo semelhante. Também numa agência bancária, encontrei uma ex-colega de trabalho:

- Oi Rafa, tudo bem?

Na base do “menina”, “mulher” e até “rapaz”, fui dando um jeito. Mas achei uma grandessíssima falta de consideração de minha parte não chamá-la pelo nome.

Aproveitei os minutos que ela passou no caixa para tentar encontrar alguma pista no celular (o número dela – acompanhado do nome, claro – ou alguma mensagem que ela tivesse me enviado), mas nada.

Quando íamos saindo da agência, eu já desistindo de lembrar o nome dela, o atendente grita – por engano – o nome:

- Senhora Evaneide!

Dessa vez, não esqueço mais! (assim espero...)




Adicione este artigo à sua Rede Social favorita
Digg! Reddit! Del.icio.us! Google! Live! Facebook! StumbleUpon! Yahoo! Joomla Portal
Comentários (2)
  • claudino
    avatar
    É terrível, mas cada vez mais comum hoje em dia, Rafael... Ótimo texto...



    Abração,



    Marcos Claudino
  • leandro  - leandro.laube@onda.com.br
    avatar
    Meu caro (esqueci seu nome...), parece que fui eu mesmo que escrevi esse texto, porque é exatamente
    o que acontece diariamente comigo.

    É como eu costumo brincar com meus alunos:

    Tem só três coisas que eu consigo lembrar: Onde moro, meu aniversário de casamento e o nome de minha
    mulher.

    A primeira é porque daí alguém pode me levar até em casa, a segunda é pra não dar briga com a D.
    Gisele e a última é porque ainda tenho um certo apego à vida.

    Abraço
Escrever um comentário
Your Contact Details:
Gravatar enabled
Comentário:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img]   
Security
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.


Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)