Sábado, Abril 30, 2016
   
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O homem sem medo

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           O homem sem medo viu prenunciar no horizonte a grande tempestade. Cones cinzentos desciam das nuvens para rasgar a terra, violentando-a tragicamente. Ele não se importou com isso, não tinha medo, e por isso acreditava que a tempestade dobrar-se-ia a ele.

            Vizinho dele existia o homem com medo, e justamente por temer a fúria da natureza numa região onde isso acontecia constantemente, ele planejou, estudou o clima, e sob sua casa construiu um abrigo resistente e forte capaz de tranqüilizar seus medos. Quando o furacão aproximou-se foi neste abrigo em que ele refugiou-se.

            O homem sem medo era incapaz de fugir e ficou ali até ter certeza de que a tempestade não se dobraria para ele. Quando fez esta descoberta já era tarde, e a morte lhe visitava no coração do turbilhão devastador.   Quando a tempestade passou, o homem com medo saiu de seu abrigo. Procurou pelo vizinho, mas jamais o encontrou. 



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Comentários (2)
  • Afonso José Santana
    avatar
    Muito bom seu conto,Douglas; agora fiquei na dúvida: devemos ter medo ou não?!? Acho que um pouco de
    cada não faz mal; abraços, amigo.
  • Douglas Eraldo dos Santos  - re:
    avatar
    Afonso José Santana Escreveu:
    Muito bom seu conto,Douglas; agora fiquei na dúvida: devemos ter medo ou não?!? Acho que um pouco de
    cada não faz mal; abraços, amigo.
    O medo é sempre um bom amigo... Alguém razoável a ser ouvido em perigo iminente!
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