Sexta, Setembro 10, 2010
   
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Minhas Esperanças

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Não sejamos ingênuos, mas não percamos as esperanças. Não veremos ainda nesta vida todas as maravilhas que pode o homem. O homem é maravilhoso. Portanto, vos advirto: deixem o homem trabalhar. Há pouco afundou, perto do porto de Rio Grande, o barco de pesca Lula I (estou falando sério). Fala-se em achar o corpo do comandante da embarcação, mas há que se preservar toda a esperança pois, no mesmo porto, majestosamente atracado, repousava o Lula II. Sim, os sábios pescadores batizaram de “Lula” dois navios modestos, mas produtivos. Enquanto os pescadores daqui morrem tentando pescar peixes, o lula-de-lá acerta renas e boiadeiros com dardos tranqüilizantes. Mas o melhor de tudo acaba sendo o olhar constante de um amor genuíno. Mesmo que achemos tudo tão efêmero, se é que de fato é assim, ainda assim devemos às nossas crianças a certeza de poderem contar com este amor. E neste sentido, não podemos perder a esperança, pois nossos filhos jamais a encontrariam. Um bebê sem a grata esperança do amor verdadeiro é como um tronco seco, inerme diante das tempestades da vida. Se bem crescer o homem, alimentado pelo amor, que ensina a vencer seu ódio, o bem poderemos esperar da Humanidade. Não há grandes leituras, nem sistemas, nem filosofias a construir. O que tanto nos falta é angustiantemente simples. Não costumamos dar atenção a isto, é de praxe até mesmo desprezar comunicações deste tipo. O assunto, entretanto, dormita, para despertar a cada nascimento. Se há algo que nos iguala mesmo, é isto: todo o ser humano, ao nascer, é sedento de amor. E é nesta sede que residem as minhas esperanças.



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Comentários (2)
  • claudino
    avatar
    Depositemos nossa esperança realmente nos nossos filhos. Deles dependemos já, que dirá no futuro.
    Difícil, quase impossível, não contaminá-los com esses ares, mas nosso amor prevalecerá. Não o
    deles, lá no planalto de bom pasto.



    Abraço,



    Marcos Claudino
  • marmota
    avatar
    que assim seja!

    abraço,

    Luiz Eduardo
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Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)