

Última atualização em Dom, 31 de Janeiro de 2010 21:52
Escrito por Mari Ferraz
Dom, 31 de Janeiro de 2010 00:00

Gosto da minha imaginação, de maneira geral. Tenho grande facilidade em inventar personagens (não sei se suficientemente sólidos para escrever um livro, como eu gostaria), imaginar cenários e situações às vezes bastante... Esdrúxulas, eis a palavra. Uma imaginação fértil, que basta uma frase solta ou um comentário de um amigo para eu começar a desenrolar o fio de uma narrativa...
Mas às vezes isso também me irrita um pouco. De uma breve conversa entreouvida, tiro as mais esquisitas conclusões ou começo a divagar sobre hipóteses impossíveis. Constuo um mundo paralelo, onde tudo acontece de acordo com o que já vi ou ouvi. Um mundo onde tudo é possível e eu sou onisciente, divertindo-me com todo aquele jogo.
Isso me irrita e é só minha imaginação... E pensar que existem pessoas que não imaginam, mas agem dessa maneira! Agem como se todos fossem marionetes, manipulam quem está por perto e só pensam em tirar vantagem de cada relacionamento que têm.
Tenho nojo dessas pessoas que se acham espertas demais. Afinal, penso eu, não é porque você é inteligente que precisa ser calculista e ser esperto não é passar por cima de todos. Devemos, sim, lutar por nossos objetivos, mas de que adianta o sucesso se estiver sozinho? Como desfrutar de seu progresso pessoal com todos te odiando, procurando puxar seu tapete?
Não vale a pena. Criar um mundo de fantasia só seu, onde você pode ser onde quiser... É um tanto egoísta, mas humano. Agir assim, porém, agir como um Deus, não é heresia, mas covardia. É medo de se expor, de que descubram seus pontos fracos, de construir pontes, ligar-se aos seus iguais.
No mundo que eu imagino, não há razão para esse tipo de medo. E no seu?