

Última atualização em Dom, 24 de Julho de 2005 04:46
Escrito por Rafael Reinehr
Sáb, 30 de Novembro de 2002 21:00

Um dia pensei: nossa, com tantas pessoas neste planeta, a maioria
delas com algum tempo por dia para pensar, outras com muito tempo para
pensar... Mas pensar em quê, você dirá! Ora, pensar em soluções para
nossos problemas. Aí surgem novos problemas (como sempre!!!): quais são
os nossos problemas? Quem é capaz de identificar esses problemas? E que
significa nossos? Bem acho que essas questões são ao mesmo tempo fáceis
e difíceis de responder (a isso chamamos de paradoxo). Difíceis porque
cada pessoa pode ter para si uma noção do que está lhe incomodando em
sua vida e em suas relações com os demais, o que está lhe faltando para
atingir a felicidade, quais são os valores e bens que mais lhe dão
prazer e interessam. Cada um de nós se indagado sobre quais os
problemas que afligem a humanidade atualmente iria responder ao menos
algum dos seguintes: fome, guerra, falta de amor, desesperança,
ganância, tristeza, incompreensão, egoísmo, violência, agressão à
Natureza, poluição, barulho, incomunicabilidade entre semelhantes,
invasão de privacidade, transportes caóticos, falta de energia, bens
materiais excessivamente caros, assim como mão-de-obra ou muito cara ou
de má qualidade, perda de valores morais e éticos, analfabetismo,
carência de cultura, falta de inteligência por parte dos governantes,
insatisfação sexual, tecnologização e desumanização progressivas e
excessivas, desarmonia, injustiças dos mais variados tipos, barbárie e
canibalização social, intolerância, falta de afeto, fraternidade e
compaixão, falta de tempo e escuridão da alma humana. Fáceis porquê
todos estamos carecas ou cabeludos de saber (ou pelo menos deveríamos
ter essa consciência!) que para que os problemas do nosso microcosmo
(pessoal, familiar, social estrito) sejam resolvidos satisfatoriamente,
deixando-nos felizes, devemos colaborar e resolver os problemas do
nosso macrocosmo (social amplo, a comunidade que habita este planeta
como um todo). Dessa forma, se eu não quiser ter meu carro roubado ou
não quiser dar dinheiro para o cara que vai ficar "cuidando" do meu
carro não roubá-lo ou destruí-lo, ou, de outro modo, não quiser trair
meus próprios princípios e minha namorada/esposa ao mesmo tempo
(importante lembrar que a traição de uma esposa se aplica no nosso
contexto social, pois existem culturas poligâmicas onde notáveis
diferenças existem!), temos que pensar em resolver todos os problemas
citados acima e mais alguns. É bom ressaltar que todas essas falhas da
nossa atual sociedade humana são gerais, dizendo respeito a todos nós e
cabe a nós como um todo ajudarmos a solucioná-la. Tá, e aí, você vai
dizer. Não falou nada de novo! Tá parecendo aqueles livros de
auto-ajuda, que só dizem coisas que todos sabemos mas que precisamos
ouvir para nos estimularmos. Bom, eu estou fazendo a minha parte. Agora
mesmo escrevendo esse texto, tentando fazer com que você ACORDE, SE
SENSIBILIZE, VISTA A CAMISETA, TENHA UMA VISÃO MAIS AMPLA E HUMANA, NÃO
SE DEIXE LEVAR POR MAUS EXEMPLOS E CAMINHOS FÁCEIS MAS MORALMENTE
ERRADOS!!! Além disso, tenho uma proposta maluca para fazer. Eu a
chamei de "A Grande Cooperativa Mundial". Um nome um pouco
megalomaníaco por enquanto mas adequado se chegar a ser o que
idealizei. Vou explicar o que ela é:
Pelo Mundo afora, existem
pessoas necessitando serviços, materiais, espaço, objetos, enfim,
"coisas" em geral. Ao mesmo tempo, neste mesmo Mundo, existem pessoas
dispostas a oferecer serviços, materiais, espaços e objetos que não
necessitam em dado momento, "coisas" essas que ficam inutilmente
paradas em um canto qualquer, sem que ninguém o(a) esteja usando. Por
que não catalogar tais bens (i)materiais associando-os ao seu valor na
área onde são oferecidos e distribuí-los a quem os necessita, em troca
de uma outra contribuição para a Cooperativa por parte do beneficiado?
Nos dias de hoje, com o advento estruturação e, definidamente, da
entrada profunda da Grande Rede (Teia) Mundial em nossas vidas e
culturas, esse trabalho torna-se bastante facilitado, podendo haver
rápida comunicação entre as diversas "filiais" da Cooperativa
espalhadas pelo planeta. Cada serviço ou bem oferecido e usado, geraria
um crédito para o fornecedor deste bem ou serviço, ao mesmo tempo que
seria criado um débito para o usuário do bem ou serviço para com a
Cooperativa (veja bem, e não para com o fornecedor). Penso que os
créditos possam ser ilimitados, mas os débitos devem ser restringidos a
uma quantia máxima, talvez determinada pela capacidade de oferecer bens
e serviços ou então, igual para todos. Certamente tornar-se-ia
necessário realizar um projeto piloto desta Cooperativa em alguma
localidade específica, para somente então tentar disseminar a idéia em
uma área mais ampla. A estruturação completa desse projeto passa por um
longo período de planejamento com uma equipe multidisciplinar
envolvendo pessoas capacitadas em áreas do conhecimento como Política,
Economia, Sociologia, Filosofia, Relações Interpessoais, Informática,
e, provavelmente de áreas como física, matemática e mais
especificamente estatística. Se alguém que tomar conhecimento desse
projeto tiver interesse em tomar parte, deverá entrar em contato
através do e-mail
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Veja bem, a princípio essa é uma idéia de uma atividade essencialmente
civil, feita por pessoas comuns para pessoas comuns, sem envolver
entidades governamentais, mas não haveria empecilho algum em haver
participação ou mesmo regulação das atividades da Cooperativa por parte
dos diferentes Estados. Qualquer comentário posterior, favor entrar em
contato através do e-mail acima. Aproveitando o ensejo e o tema do
Fórum Social Mundial: "Grande Cooperativa Mundial, em busca de um Mundo
Melhor, impossível agora, mas certamente possível amanhã".