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Poetize-o Caos
Escrito por Maria Ana Maioli   
segunda, 28 de maio de 2007

Enfim, silêncio. Estamos sós outra vez. A confusão do local, iminente, enfraqueceu, desfalecendo-se. Cortei a barba e os cabelos. Cansei.

Logo depois de lhe dizer que o mundo é ¨um engano¨... eu destrui meu mundo.

Meu mundo era um casulo, sabia?! Uma mentira. Meu mundo era um casulo completa e insistentemente cinza, repleto de uma polêmica inútil, lembra?!

Lembra da exteriorização de nossos sonhos? Do mundo bonito tanto quanto antigo que sonhávamos encontrar? Ele não fazia parte destas notícias acidentadas... acinzentadas. Ele não era um engano. O que sobrou? Pois bem, não nos tiraram nada para que sobrasse alguma coisa.

Na verdade, meu mundo desfaleceu pois era fraco feito eu. As coisas que a ele pertenciam eram tristes. Pois então, agora que cortei cabelo, barba, bigode e esse meu cordão ambilical triste, eu vou sair e pegar sol na cara, sentir cada ruido da minha respiração e dizer que ¨a utopia não precisa ser¨.

Saca? É essa projeção de uma realidade desejada que me deixa feliz. O que me motiva é saber que o silêncio é uma nota desconhecida, é quase que música. Estamos sós outra vez e quem não quer estar? Solidão é uma dádiva. Só que se ama o consegue. É feito escrever, deixar que pedras e mais pedras rolem, até que o barranco inteiro despenque.

Seu barranco quer despencar honey? Não sei... sinto uma exaustão no ar, parece que nada mais se parece. No fim das cobtas desaparecer? Não, papéis recicláveis não permitirão. Creio que a solução para uma breve pausa do teu mundo seja conviver com as contradições e se necessário viver as contradições. Essa pôlemica toda não quer mais ser discutida, ela quer parar de ser pôlemica, uma batata na boca do povo, quer tornar-se sua vida. Quer sair do meio de seus lábios e do impeto do teu ser. E tu também, meu bem, tenho certeza de que quer conviver com aquilo que diz detestar. A dor de hoje não é mais feito a de ontem, ela é nova, tecnológica, ela fede mais intensamente. A dor ensina com mais intensidade da mesma forma á que fere, então porque temer tanto?

A morrer, todos estamos fadados, a descobrir um sentido pra vida pacata que levamos prum lado e pro outro dia após dia ,a isso...não sei.

O ser humano em si tem um casulo que parece ter grande importância. As vezes isso o impede de crescer. O medo do contato com outro ser humano, o medo de perder-se já estandpo perdido, o medo de não saber o que dizer, o medo de crer e frustrar-se. Mas dizer que nada mais tem sentido e que a dor é maior que qualquer meta também é inútil, sem nexo, também é tão triste quanto ver as coisas mudando, de saco pra mala.

De que adianta incompreender o silêncio voluntariamente? Ele quer ser compreendido honey... tem muita coisa por ai que o quer, o que não quer mesmo ver de outra forma são nossos olhos, da mesma forma á como nossos ouvidos não se sentem preparados para ouvir outro tipo de ruídos.

A evolução se dá a partir do momento em que compreendemos a beleza de um dia de chuva, ou a ponta de um cigarro queimando, ou as crianças no balanço da praça, ou a arte que gostamos tanto de fazer. Evolução não precisa ser compreendida, creio que precisa ser vista milimetro por milimetro.

Afora isso, um passo ou dois , ou a caminhada inteira não pode ser dada a não ser por nós mesmos. Não deve ser dificil caminhar com as próprias pernas, não é dificil perdoar, não é dificil perder tempo pras pequenas coisas.

Tudo está ao redor de tudo. Tudo necessita de tudo. Tudo quer ser visto, meu bem. A vida não se desmistifica sem que nossas mentes queiram.

Parece que tudo anda tão pacato... e depois vem a tristeza e ninguém nunca sabe porque isso se repete constantemente, mas todos sempre se perguntam o que gera o que ou porque isso gera aquilo? Parece que ninguém quer ver uma realidade que todo mundo causa, pois todos causamos aquilo que vivemos. É tudo uma série de premissas da lei da atração, é tudo causado pelas nossas mãos, pelos nossos pensamentos, por aquilo que sentimos e queremos almejar.

Sae, não é dificl compreender o sentido de certas situações se olharmos pra dentro. Se fecharmos os olhos, se sairmos do casulo que impomos a nós mesmos. Junto com este casulo estão nossas dúvias, anseios, felicidades instântaneas, dores, pavores e dificuldades. Tudo se mistura. Mas tudo devia se separar e creio que pra que isso acontece, o casulo devia se romper e todos devíamos respirar enquanto o sol bate na nossa cara.

Tem sempre uma razão maior por trás de tudo isso, é só dinamizar as visóes mais embaraçadas, mais velhas, tristes ou nocivas. O ideal seria reciclar tudo e deixar crescer mais e mais as partes boas.

Senão, onde estaria a lógica de se estar no mundo então?

Casulos não são apropriados!


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vê!
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anonimalista   |02-06-2007 10:54:00
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