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Entrevistas
Escrito por Marcos Pedroso   
domingo, 02 de setembro de 2007
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Simplicíssimo: Isso aqui não é o Orkut e todo mundo sabe disso, mas vamos começar pelo seu perfil: Com quem mora? E o que faz da vida? Fale um pouco da vida real. Não nos poupe dos detalhes sórdidos.
Rodrigo Dall'Alba: Chata. Na maior parte do tempo minha vida é chata e monótona. As pessoas é que são chatas. Mas eu sou engraçado, legal e talentoso, o que nada mais é do que a obrigação de todo feio. Já houve um tempo em que eu transava ao ar livre, ouvia vozes e me divertia à luz de velas; Não gosto de festa nem de velório, então é difícil me divertir de verdade. Nunca me fodi tanto e nunca dei tanta risada! No mais, toco teclado numa banda de Rock, estudo informática e... bom, o resto chato. Mas divertido.

Simplicíssimo:
O que está lendo? O que vai ler? O que não vai ler?
Rodrigo Dall'Alba: Tô tentando terminar um do Henry Miller e logo em seguida vou ler “Cem Anos de Solidão”. Tô querendo ler o livro do Rogério Skylab também. Depois vou dar um tempo, porque leitura demais faz mal, e partir algum livro técnico, sobre PHP ou Banco de Dados Relacional. Acho que nunca vou ler Nietzsche nem Bruna Surfistinha. Ah! Quero distância do Paulo Coelho Também.

Simplicíssimo:
Qual é o nome do autor dos livros que você deveria ter escrito?
Rodrigo Dall'Alba: Já me vi em vários livros e já invejei vários autores, não consigo escolher só um. Mas se eu puder escolher um autor de blog ao invés de livro, fico com o Alexandre Heredia, de “O Psicopata Enrustido”, ele escreve do jeito que eu gostaria de escrever. O Skylab também, nos poemas.

Simplicíssimo:
Quando começou a escrever, e neste começo como classifica o que escrevia?
Rodrigo Dall'Alba: Cedo. Merda; Mais tarde fiz um blog, outro com um amigo, mais outro com uma amiga, mas só escrevia bosta. Hoje até sinto vergonha daquelas porcarias, mas é bom pra ver como eu melhorei de lá pra cá. A minha melhor fase tem sido aqui no Simplicíssimo mesmo, da até pra dizer que alcancei certa “maturidade artística”. Foi por aqui que me convidaram pra participar do “Folhas ao Vento”, com um mini-conto qualquer que eu nem lembrava que tinha escrito. E ainda tem gente que diz que blog não é literatura. Tudo bem, e essa entrevista também não aconteceu. Mas ainda tenho muito que melhorar, nem tudo o que eu escrevo eu gosto, nem tudo o que eu gosto eu escrevo...

Simplicíssimo:
As suas idéias você as digita direto? Escreve num papel ou anota só a idéia e depois desenvolve? Senta-se de cabeça limpa então seus motes vêm como se soprado pelas deusas? Afinal com é seu processo produtivo?
Rodrigo Dall'Alba: Meu processo produtivo é muito improdutivo. As idéias acontecem, geralmente não quando eu quero. Eu sou só um satélite, nem sempre sou dono do que escrevo e roubo bastante coisa. Mas escrever é como esculpir, gosto de cuidar da métrica, do ritmo, de como vai soar a frase, para que a leitura seja agradável e envolvente com as ondas do mar [risos].

Simplicíssimo: Qual é sua inspiração mais ativa?
Rodrigo Dall'Alba: Atualmente não sei... mas eu tive uma namorada infernal. Agora acho que vai ser o atual emprego, o eterno fracasso, o constante esgoto, os casuais jardins envenenados. Qualquer coisa besta pode me inspirar, eu pego um pedaço da vida real e vou moldando, criando, dificilmente parto do zero, acho até que nunca fiz isso. Por isso que não se pode acreditar em tudo nem duvidar de nada. Como diria tio Humberto, “As mentiras da arte são tantas, são plantas artificiais. Há artifícios que usamos para sermos ou parecermos mais reais”.

Simplicíssimo: O Brasil, em sua opinião...
Rodrigo Dall'Alba: Meu quarto tá uma bagunça, minha cabeça também... o resto do mundo que espere.

Simplicíssimo:
E a sua opinião, em sua opinião...
Rodrigo Dall'Alba: Insípida, inodora, incolor... e gaseificada. Com duas pedrinhas de gelo e uma rodela de limão.

- Já acabou? Queria ter causado mais polêmica.


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Comentários
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claudino   |11-09-2007 07:10:50
Valeu Rodrigo, divertido e direto.

Abraços,

Marcos Claudino
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