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Lifelines
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Escrito por
Lenne (somente Lenne)
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segunda, 27 de junho de 2005
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Um horário. Um dia. Uma falta. Passando na rua. Tudo cedo. Cedo demais,
tarde demais. Não durmo mais. Me ocupo em tudo que é possível
desocupando pensamentos. Tento me manter além de qualquer forma de
visão que possa me fazer regredir ou transgredir regras por mim
impostas. Todo dia, novo dia, mais um dia. Tudo passa. Sempre passa.
Pode demorar, mas chega ao fim e no fim nem vou saber que haverá
terminado. Me darei conta anos depois, séculos depois, milhões de
pensamentos e sonhos depois. E então tudo o que hoje acontece vai estar
lá guardado no baú de recordações. Tipo Mário Quintana.
***
Tudo o que sempre pedi foi paz. Não a paz mundial por que essa é
utopia. Mas paz de espírito, paz no coração. A paz de ter calma nas
decisões, a paz de saber contemplar os momentos. Tudo que sempre quis
foi paz. A paz de um abraço, dos teus braços, de um amanhecer, de um
domingo completo, de um dia chegando ao final completo. Eu procuro essa
paz incansavelmente. Faz tempo que tento achá-la nas frestas, em alguma
ligação, algum convite. Mas creio que ela não deve ser procurada. Que
minha procura tem sido em vão. Que quanto mais eu procurar mais não vou
tê-la. Mais ela escapa. Mais distante ela se coloca. Parece que aos
poucos ela se aproxima de mim. Quando? Não sei. Espero que seja logo.
Por que a busca está se tornando cansativa. A espera mais ainda.
***
Nada nessa vida é por acaso.
Mas nada mesmo.
Deu errado aqui?
Logo ali o erro vai ter seu porquê.
É o velho clichê: aqui se faz, aqui se paga.
Eu já disse vou pro inferno?
Vou mesmo.
O céu deve ser um marasmo...
A dúvida é o preço da pureza.
Eu não tenho dúvida
Tenho receio.
Que receio nada!
Vai e faz!
Amanhã a gente vê...
Festa no meu apê.

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