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O Curinga
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Escrito por
Afonso José Santana
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sexta, 04 de janeiro de 2008
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As pessoas começaram a chegar próximo dela sem entender o que havia acontecido. Cada vez mais e mais pessoas a rodeavam. Ela estava inerte no chão, toda despedaçada. Do lado uma serra elétrica havia talvez sido esquecida, estava quebrada.
- Houve um massacre aqui – disse uma senhora – isto é um crime hediondo!
- Como é que pode, gente!! Ela não fazia mal a ninguém!! – disse outra senhora.
- Eu não posso acreditar que alguém tenha feito isso com ela. Todo mundo a adorava!
- Cortaram ela todinha... que judiação! Começaram cortando por cima e depois foram cortando, cortando...
- Imagine a dor que ela deve ter sentido!!
- Mina Nossa, tem pedaços dela pra tudo quanto é lugar!!
- Usaram uma serra elétrica pra fazer isso! Não dá pra acreditar.
- Alguém chamou a policia? Isso não pode ficar assim impune!!
- O que aconteceu? - veio correndo uma senhora, atrasada. Quando chegou perto colocou a mão na boca não acreditando no que havia acontecido.
- Isso não pode ficar assim, gente... Isso é crime!! Crime bárbaro!!
Um senhor se aproximou dela e, soluçando, começou a acariciar o enorme toco com a raiz que sobrara da árvore. Uma enorme árvore que e era amada por todos, pois sua sombra tomava conta de um terço de quarteirão
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