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Poesia a Toda Prosa
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Escrito por
Frank Santos
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domingo, 03 de fevereiro de 2008
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Em algum lugar do planeta havia um longo e belo rio, por ele passavam pescadores, banhistas, esportistas e também aqueles que só o usavam como meio de passagem. Dentre todos esses seguia um minúsculo barco que chamava a atenção. Sua lentidão era notória, parecia que quem remava não estava nem um pouco preocupado em chegar a seu destino.
Dias se passavam e o evento se repetia: aquele barco estava ali novamente com o mesmo ritmo de sempre. Certa vez seu dono foi indagado sobre a velocidade daquela embarcação:
— Senhor, senhor, por favor, por curiosidade, responda-me:
— Pois não
— Por que remas tão lentamente? Por que não fizeste uso de algum outro meio mais rápido e eficiente?
O sujeito que estava dentro daquele barquinho, sorrindo, respondeu:
— Você não enxerga direito a sua volta? Veja quanta beleza te cerca. Eu sigo lento porque quero contemplar cada minuto, cada segundo de cada paisagem maravilhosa que aparece na minha frente. Sei que algum dia poderei ser impedido de seguir adiante, mas nesse dia terei consciência de que aproveitei ao máximo toda a minha trajetória.
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