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Poesia a Toda Prosa
Escrito por Frank Santos   
sexta, 27 de junho de 2008
Leonardo estava caminhando tranquilamente até que surpreendido com o que ouvia parou um pouco, aquilo era totalmente surreal para ele, resolveu então se esconder e observar o que acontecia:

—Você não acha Razão, que aquele nosso amigo ali trabalha demais? E olha lá a enxerida da menina Ilusão de novo. É só nosso esplendoroso colega arregaçar as mangas que ela encontra uma maneira de ir junto.

—É, eu não queria roubar suas habilidades, mas confesso que odeio ter que concordar contigo, odioso amigo. Que tal pensarmos numa maneira de prendê-la, ai talvez você pudesse tirar aquelas suas tão merecidas férias, se bem que você passa a grande maioria do tempo dormindo, mas sempre é chamado para alguns servicinhos rápidos.

—Realmente, e isso me irrita, mal me acostumo trabalhando e já sou mandado embora. Você tem mais sorte, pois nosso chefe sempre lhe dá uma boa temporada de trabalho depois que aqueles dois fazem o estrago deles.

—É, geralmente entramos em cena juntos, aí você é descartado e eu fico ali por algum tempo. Poxa, será que algum dia conseguirei trabalhar junto do magnífico Sr. Amor? Parece que nosso chefe ainda não teve esse prazer não é?

—Eita, que ele ta chamando a gente, vamos lá querida, já estamos cansados de saber o que vamos fazer. Quando eu sair e deixar você sozinha com ele vou tratar de falar com o magnífico pra prendermos aquela pestinha enxerida, aí pode ser que ele trabalhe junto com você.

—Bem pensado, espero ansiosa por isso...

Tempos depois Leonardo ouvia gritos de felicidade contrastando com outros de indignação:

—Pronto, magnífico, finalmente conseguimos, agora é só esperar nosso chefe te chamar que aí você finalmente trabalhará junto com nossa amiga quase perfeita.

—É, e você terá um pouco de paz, deixará de ser acordado de surpresa, mas acho que até eu ser chamado novamente irá demorar um pouco.

Depois de um longo tempo uma menina ainda irritada gritava:
—Me tirem daqui, me tirem daqui, já faz meses, isso não é justo, tenho todo o direito de me divertir...
—Não, querida, vais descansar um bom tempo aí, um longo tempo, irei trabalhar sem você daqui pra frente, ufa, vai ser um alívio, mesmo que isso implique em trabalhar por mais tempo. E tenho que ir, que a hora tão esperada está chegando, o chefe me chama

Logo após isso Leonardo via algo que há muito tempo não aparecia aos seus olhos, sim, era realmente o sol. Parecia que se teria um dia ensolarado, iluminado... até que:

—Acorda menino, que danado de sonho é esse que não paras quieto na cama?
Leonardo acordava e procurava a luz do sol, então perguntava:
—Cadê, cadê o sol? Eu vi, tenho certeza...

Sua Amiga respondia:

—Que sol o que menino, tu não sabe que aqui na Antártida uma coisa que tu não vai ver é o sol?
Escolhemos trabalhar aqui e nunca sentimos a falta de sol, porque agora procuras por ele?

De volta à realidade Leonardo respondia:

—Acho que é porque não lembrava o quanto ele é tão belo.


Leia outros textos deste autor ou coluna:

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Comentários
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Lilly Falcão  - Surrealíssimo...   |04-07-2008 14:10:45
Gostei do toque do Gabriel Garcia Marques do teu conto...um jeito bem Cândido Erêndiro de contar o caso como o caso não foi!!! :p

Grande Frankilino, escritor e amigo mui querido fazendo festa de letrinhas por aqui!!! Parabéns!!!

E vamos ao concurso de dança da girafa??? Será um forrozinho? :zzz
Silmara Rocha   |05-07-2008 00:18:00
Adorei o texto!
Bem louco, porém interessante!

Vc como sempre arrasando hein..
rsrrs
beijo
Virgínia   |05-07-2008 19:07:44
Eu tenho muito sol por aqui... ai, Frank que texto mirabolante... Demais ensolarado. Gostei...
Beijos
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