|
Gaijin
|
|
Escrito por
Edweine Loureiro
|
|
segunda, 18 de agosto de 2008
|
|
Por que este constante desejo de suicídio? Este fantasma que me assombra noite e dia?... Este demônio que atormenta meu espírito, clamando pelo fim...
Aí, de repente, o desejo de escrever... de pôr este tormento no papel... de registrar essa dor, transmiti-la para outros... transmiti-la através de outros!...
Às vezes, parece que viemos para isso: sofrer... e escrever! – para que outros aliviem os seus próprios sofrimentos...
Será que Virginia Woolf teria escrito Mrs. Dalloway sem esse desejo de acabar com a própria vida? Sem o desejo de acabar com essa vida arrastada... uma vida aprisionada pelo tempo... que nos corrói, que nos consome lentamente?...
... E o que dizer de Sartre, Thompson?...
A morte fê-los criar vidas!...
A morte... a mais fiel companheira do homem... a mais fiel amante de um escritor!...
Quisera eu que, assim como em Sartre, a morte também me fizesse criar textos maravilhosos... obras-primas...
Mas não... Sou estéril até na maior das inspirações...
Páro por aqui...
Desligo o computador...
...e volto a pensar na vida!...
...O escritor morre... (...) mais uma vez!...
NOTA DO AUTOR: “A Morte do Escritor” foi minha ressurreição literária. A obra foi publicada pela Andross Editora na antologia “Literatura Crônica”, em 2006. 
Leia outros textos deste autor ou coluna:
E no Japão dos temp(l)os...
Nagasaki
Eterno Estrangeiro
Celebração
Sobre um Camarada
Passaporte, Please!
Sarariman
|