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Utopias
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Escrito por
Luiz Maia
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domingo, 17 de julho de 2005
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Carta a uma Amiga Por Luiz Maia Nós
estamos agora passando por momentos de muita angústia, vergonha e
constrangimento no País. Instantes de purgação e mudanças também.
Mas eu gostaria muito de vê-la escrevendo seus próprios textos,
falando de seu entendimento de vida e de mundo. Como eu queria
poder ler algo extraído de suas experiências, ouvir você falar a
respeito do seu próximo sonho. Dizer bem alto de sua esperança em
manter a chama sempre acesa. Dizer que jamais desespera e não
deixa de crer em dias melhores. Que jamais se cansa de tentar, por
mais difícil que seja o seu objetivo. O meu interesse seria o de
vê-la escrevendo algo que viesse da profundeza de suas entranhas,
alguma coisa que pudesse produzir nas pessoas um efeito animador.
Eu peço a você nesse instante de meditação, que procure exercitar
toda sua criatividade, dando asas à sua imaginação. Eu necessito
beber da água de sua fonte, absorver um pouco mais de
sua sabedoria.
Mais do que qualquer outro eu preciso saber
de você sobre os caminhos de que ainda dispomos para seguir nessa
vida, pois os meus ideais de luta envelheceram com o tempo, e
hoje já não valem mais nada. Preciso urgentemente conhecer
novos amanheceres, quero ver novas estradas que não foram
desbravadas, onde não haja sequer sinais da maldade vinda de
homens torpes, imagens que devemos deixar para trás. Preciso saber
de sua disposição em falar de sua vida, pois necessito de você
como nunca precisei de alguém antes. Já não existem em mim tantas
certezas, verdades ou esperanças. Talvez o medo de nada acontecer.
Neste momento habita em mim apenas uma forte dose de compaixão
por nossas vidas, por todas pessoas de bem que, cansadas de
lutarem, resolveram comigo escrever a você. Recife, 17 de julho de 2005

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Alvesto, do blógue Abstracto Concreto ao Simplicíssimo.
"Riscador" de mão-cheia, criou esta obra de arte que pode ser vista em
tamanho maior no blógue do amigo.
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