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Labirintos
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Escrito por
Betina Mariante
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terça, 30 de setembro de 2008
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O mar, turbulento. Noite fechada. Um único barco desafia o horizonte, risco indeciso na mistura entre tempestade e maré alta. Ondas descompassadas. Não há mapas ou bússolas. Não há norte. As madeiras seguem na imensidão, numa incessante luta com as águas revoltosas. Céu negro, sem limite com o fim do mar. Escuro agitado, uma cegueira inquieta. Turbulência turva.
Resta esperar a chegada da manhã. 
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