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Gaijin
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Escrito por
Edweine Loureiro
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quarta, 15 de outubro de 2008
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Aeroporto. Daí casa! (ou seria o contrário?) Às vezes não sei o que é melhor! Permanecer aqui, incomunicável; sentindo-me preso. Estrangeiro de direito... Ou preso em meu próprio país. Sem oportunidades. (Um estrangeiro de fato. E sem direitos.) Assim que... Minha vida tem sido isto: uma constante busca da liberdade... (sempre a liberdade!...) O começo: Em casa (e digo: CASA) não me considerava feliz... (um moço...) Daí a chance: Japão – o Oriente, terra de mistérios e encantamentos!... Um mundo novo... Tão longe de minha realidade (tão longe...) Momento da partida, dou-me conta: Meu Deus! Nada conheço! Nem a língua!... E embarco em um avião de lágrimas... (o destino seria o sorriso? Não sabia...) Chego ao Japão: A perda do primeiro amor... O encontro de um novo amor!... Um, dois... Sete anos. A luta contra o preconceito. A incomunicabilidade que ainda me persegue... Perdi o rumo? A felicidade? Regresso? Posso? Por quê? Para quê? Muitas perguntas. Nenhuma resposta. Estou tão atado a minhas contradições... Afinal de contas, clamo por uma liberdade que parece não existir... Quero ganhar, sem perder. Quero viver, sem renunciar. Quero viver...
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Gentileza prestada pelo digníssimo Alvesto, do blógue Abstracto Concreto ao Simplicíssimo. "Riscador" de mão-cheia, criou esta obra de arte que pode ser vista em tamanho maior no blógue do amigo.
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