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Edição 302 (13/11/08) - Como a Endocrinologia pode Evitar o Aquecimento Global PDF Imprimir E-mail
Editorial
Escrito por Rafael Reinehr   
quarta, 12 de novembro de 2008
Na semana que passou, estive participando de um congresso de endocrinologia no Rio de Janeiro, e vou compartihar neste breve artigo uma polêmica palestra apresentada por um colega onde o mesmo defende uma maneira não ortodoxa de combater o aquecimento global através da endocrinologia.
A primeira manhã do ICE (Congresso Internacional de Endocrinologia) começou filosófica, porém pragmática. Roger Short , em sua palestra entitulada “Human Population Growth and Global Warming: the Sky is the Limit” (Crescimento Populacional Humano e Aquecimento Global: o Céu é o Limite) rebateu a famosa sentença de Thomas Malthus, que em 1798 afirmou que “o poder da população é indefinidamente maior do que o poder da terra para produzir subsistência desta”, no momento em que afirmou que o limite hoje não está na terra, e sim no céu – ou seja, nas crescentes concentrações de CO2 na atmosfera.

Um dos maiores contribuintes para a progressão das emissões de poluentes e CO2 é, sem dúvida nenhuma, o rápido crescimento populacional. Em 1930, éramos 2 bilhões sobre o planeta, hoje, somos cerca de 6,7 bilhões e a estimativa para 2050 é que sejamos 9,2 bilhões se nada for feito.

Mais pessoas, mais consumo, mais industrialização e produção de CO2, maior aquecimento global, piores condições de vida, menor sobrevida para os “menos afortunados”, aumento da violência, crise e convulsão social, efeitos em cascata...

Hoje temos cerca de um bilhão de pessoas vivendo com menos de 2 dólares por dia no mundo. Como será em 40 anos?

Recentemente, o economista britânico Jeffrey Sachs publicou seu novo livro chamado Common Wealth, onde afirma:
“O século XXI verá o fim do domínio Americano. Os desafios do desenvolvimento sustentável, proteção ao ambiente, estabilizar a população mundial, estreitar as distâncias entre ricos e pobres, e terminar com a pobreza extrema tomarão o centro do palco.”

Otimista? Ou realista?

Mas e afinal, como a Endocrinologia pode ajudar a evitar o aquecimento global?

Tudo começa, segue o professor Short, em 1953, quando Gregory Pincus e M. C. Chang publicaram o estudo “Os efeitos da progesterona e componentes relacionados na ovulação e no desenvolvimento precoce dos coelhos”, em que, administrando progesterona intravaginal ou intramuscular conseguiram, pela primeira vez, inibir a ovulação dos mamíferos roedores. Estava descoberto o anticoncepcional.

O passo necessário agora, segundo Short, é fazer com que os anticoncepcionais não precisem de receita médica para serem adquiridos e que sejam fabricados e distribuídos amplamente em países em desenvolvimento. Uma sugestão, segundo o professor, seria passar a convencer as mulheres a utilizarem o anticoncepcional hoje utilizado via oral por via vaginal, pois desta forma o estrógeno queratiniza o epitélio vaginal, prevenindo a infecção por HIV. Ainda é necessário um estudo mais prolongado sobre esta via de uso para o anticoncepcional oral para definir sua segurança.

E agora, pergunto eu, seriam elas, as mulheres, a peça chave capaz de efetivamente reduzir o aquecimento global?

Polêmica ou solução real? Você decide.


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Edição 238 (17/07/07) - Do poder ao "poder" - dormindo com
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Comentários
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Lilly Falcão   |13-11-2008 23:10:09
avatar Ò, Rafa, é o seguintean...Com Congressox ou sem Congressox, Rio é sempre Rio, faloua?   Belê!!!
Marcos Claudino   |14-11-2008 08:33:50
avatar Nossa, Rafa, a questão é bem mais complexa do que a simples pergunta ao final... Educação, conscientização, esclarecimento, escolarização, consumo sustentável, enfim, e mais alguns pontos trazem, a meu ver, maior importância na ordem das coisas. Mas, não sendo utópico, demorariam infinitas vezes mais para serem implantados. Ou é isso ou eu não entendi absolutamente nada... rsrsrs...

Abração,

Mc
Terezinha Pasqualotto   |14-11-2008 17:50:33
avatar Rafa!

Eu sempre soube do poder das mulheres, mas não imaginava que chegava a tanto!
Pra tu ver! Um beijão, Terezinha
Afonso José Santana   |15-11-2008 23:33:58
avatar é, amigo, teremos que procurar urgente outros mares... ops, outros planetas pra dividirmos a população global pra não sacrificar nossas companheiras (seria bizarro pensar assim??)
Rafael Reinehr  - Anticoncepcional masculino     |15-11-2008 23:45:25
Amigos, está para sair em breve um anticoncepcional masculino, bastante eficaz. Quem sabe assim possamos dividir a responsabilidade?

Só percebam o seguinte: o anticoncepcional vaginal é capaz de promover queratinização do epitélio intravaginal, levando à maior resistência contra o vírus HIV. Vantagem para a mulher...

O que deve vir antes: a ação ou a consciência?
Edweine Loureiro  - A polemica e valida   |16-11-2008 03:31:25
avatar A educacao sexual teria, e claro, seu papel. Preconceitos, meu amigo, nao sao apenas "privilegios" dos paises pobres. Paises ricos e seus tabus tambem contribuem, e muito, para a ignorancia: o puritanismo cristao dos E.U.A., o machismo no Japao... Por exemplo, o alarmante aumento da Aids entre os jovens japoneses: um efeito da resistencia estupida do "macho japones" no uso de preservativo. Enfim, toda polemica e valida para a discussao rumo a respostas. Parabens pelo artigo, Rafael. Edweine
Rafael Reinehr  - A realidade é maior do que conseguimos apreender     |16-11-2008 10:07:19
avatar Nos países assim ditos desenvolvidos, o crescimento populacional estimado até 2050 será de 1,2 bilhões de pessoas para 1,3 bilhões. Nos países em desenvolvimento, o aumento estimado da população é de 5,5 para 7,9 bilhões de pessoas.

O que os países desenvolvidos querem, na verdade, é garantir sua própria sobrevivência, já que o impacto ambiental involuntário causado pelo crescimento populacional desenfreado é significativo.
Léa Sperb   |17-11-2008 13:46:07
avatar Cabe a todos nós! Homens e mulheres trabalhando juntos para concretizar possíveis soluções! Mas se depender de nós mulheres vai ser feito com plena competência!!!
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