espero poder corrresponder a expectativa em mim depositada.
Última atualização em Ter, 04 de Abril de 2006 18:37 Escrito por Rafael Reinehr Ter, 04 de Abril de 2006 21:00

Se pretendemos manter por mais algum tempo o sistema almeja-democrático em que nosotros vivemos, uma preocupação essencial a respeitar diz respeito à necessária reestruturação das regras eleitoriais no que se refere aos Partidos Políticos. Dois aspectos são fundamentais para a reforma premente: a verticalização e a fidelidade partidária.
Com a verticalização, os partidos políticos são obrigados a atenderem, nos Estados e Municípios, as alianças formadas em nível nacional. Tal decisão pode parecer cerceadora das escolhas que respeitem características regionais, mas resolvem a nítida incoerência que existe quando se verifica que partidos com ideologias (em teoria) extremamente diferentes como o Partido Comunista do Brasil e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro que não se fecham nacionalmente recorram a alianças municipais, por exemplo, sem visar o benefício da população mas tão somente o de seus integrantes. Assim, eleições que buscam interesses e projetos pessoais seriam minimizados frente ao fortalecimento de partidos forte e coerentes.
A simples defesa da idéia de que a regionalização por si só é motivo forte o suficiente para a existência de alianças não passa de um argumento-fumaça para disfarçar o verdadeiro interesse de quem quer atrapalhar a consolidação de siglas com compromisso ideologicamente claro e, principalmente, defende seus próprios interesses de uma forma imediata, sem pensar nos rumos da nação como um todo.
A própria idéia da verticalização deve ser melhor delineada, tendo em vista que, partidos sem candidato nas eleições presidenciais não tem suas alianças a nível estadual restritas, podendo seguir com a estratégia de escolher alianças que resolvam seus interesses eleitorais mais imediatos. É necessário exigir que tais legendas tomem, oficialmente, um lado na disputa presidencial.
Caminhando ao lado desta proposta, ousamos sugerir que a criação de regras rígidas no que tange a fidelidade partidária é uma etapa fundamental para a sanitização da política brasileira. Não será mais permitido aos eleitos a troca de filiação após a eleição durante o mandato ao qual foi eleito, sob pena de perda imediata do mandato e ainda inegibilidade pelo período igual a um mandato. Tal medida dificultaria a compra de legisladores por partidos da situação ou da oposição, que o fazem no intuito de arrebanhar maioria na Câmara ou na Assembléia Legislativa.
Desde janeiro de 2003, cerca de 190 deputados federais (de um universo de 513) trocaram de legenda, o que demonstra total falta de compromisso com a ideologia partidária e mesmo falta de convicção individual, prevalecendo o parasitismo do deputado ou vereador, que suga ao máximo determinado partido até trocá-lo por outro, para atender seus próprios interesses (ao invés do interesse de seus eleitores, como deveria ser).
Nos três níveis – Congresso Nacional, Assembléias Legislativas estaduais e nas câmaras de vereadores – a troca de partido pode significar a criação de mais cargos de confiança e numerosas vantagens previstas para siglas que, na verdade, não elegeram candidato algum. É incrível imaginar que tais situações são perpetuadas ad infinitum pelos legisladores atuais e de todos os tempos, se que se questione de forma mais dura tal imoralidade.
Sem maiores delongas, fica claro e patente que uma reforma profunda é absolutamente indispensável no que diz respeito aos partidos políticos brasileiros e sua forma de estruturamento e funcionamento.
Cabe a nós, legisladores sem mandato, sugerirmos através das idéias aqui apresentadas e discutidas, que algum candidato sério às eleições deste ano abrace nossa causa, estabelecendo o compromisso de levar até às últimas conseqüências o clamor popular de reformar as bases apodrecidas dos Três Poderes, a fim de reestabelecer a vaidade dos dias frios, que há muito teima em não aparecer a estes pobre mortais, exceto nos mais delirantes sonhos.
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O Simplicíssimo dá as boas vindas ao seu mais novo colunista, Luiz Eduardo Flores Ulrich, que comandará a partir desta edição a coluna Fábulas da Marmota. Impagável como sempre, este médico psiquiatra que habita e lavora na bela Veranópolis, no Rio Grande do Sul, vai destilar toda sua verve composta de ácido sulfúrico hiperconcentrado misturado com xarope de groselha. Alguém aí quer uma prova? Seja bem-vindo à trupe, amigo Luigi!
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|Seu IP:200.203.0.xxx |04-04-2006 19:22:11 marmota - http://geocities.yahoo.com.br/brahmsbr
meu grande amigo Rafael... saiba que minhas saudades são recíprocas às tuas... tu és um amigão..
espero poder corrresponder a expectativa em mim depositada.
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|Seu IP:201.14.237.xxx |05-04-2006 03:45:14 Rafael Reinehr - http://armazemdeideias.org
Sem dúvida alguma, amigo Luiz. Se, de súbito, não fores tomado pela Síndrome de Bartleby, tenho por
certo que seus textos vão acrescer em muito à já platinóidea patota do Simplicissimus.
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|Seu IP:200.213.42.xxx |07-04-2006 07:19:59 PedroArmando
Infelizmente, a frase que mais se aplica a qualquer forma de poder é a máxima:
never trust people over 30.
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|Seu IP:201.10.20.xxx |07-04-2006 07:40:33 Rafael Reinehr - http://armazemdeideias.org
Ainda podem confiar em mim por um pouco mais de dois meses e meio...
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|Seu IP:201.43.133.xxx |08-04-2006 17:16:56 Rodrigo Monzani
Falar de partidos coerentes e fortes é falar de uma política que não se acanha em quebrar
paradigmas. Falemos, então, de responsabilidade fiscal, de um cara chamado Vicent Fox e, obviamente,
de mulheres (sempre encontramos um subterfúgio para falar delas).
Se por um lado temos uma esquerda que se ufana na busca e luta por uma real democracia para o
Brasil, a direita, sempre repleta de argumentos pobres e facilmente questionáveis, responde dizendo
que o nosso sistema é o mais democrático que hoje existe. Sabemos que, diferentemente de uma
democracia, somos uma república federativa na qual os contribuintes pagam por cerca de 38% do PIB em
impostos.
Até mesmo o direito de aprovar a Constituição de 88 nos foi privado e a população aceitou o voto de
uma liderança que firmou contratos com duração de vinte, trinta, quarenta anos, período deveras
longo e muito além de seu mandato. Boa parte de nossos problemas com a corrupção advém direta e
indiretamente da legitimação do pagamento de dívidas que extrapolam os mandatos dos eleitos. Surgiu
então a Lei de Responsabilidade Fiscal, apoiada pelos EUA e celebrada como a salvação para a
administração das dívidas governamentais, interna e externa.
Tivemos sim um certo avanço, mas a negligência com segurança e previdência aumentaram, os acordos
políticos e alianças ‘incoerentes’ tornaram-se mais comuns entre os partidos e nasceu, então, a
necessidade da verticalização e fidelização aos partidos. Temos, então, a gênese da discussão,
discussão esta que muito bem poderia continuar às lembranças das ensolaradas e apimentadas terras
mexicanas. Falemos, assim, de Vicent Fox.
Nem mesmo com os parcos avanços alcançados com a Lei de Responsabilidade Fiscal conseguimos deixar
de pagar tantos impostos, porém, no México, contribuintes representam uma parcela menos
representativa no PIB do que no Brasil; e outra: o PIB mexicano ultrapassou feito um raio o
brasileiro nos últimos anos. Por que será?
Vicent Fox foi presidente da Coca-Cola, antes de ser presidente do México. Da forma que fez em
tempos de Coca, contratou empresas de administração para literalmente caçar os melhores
administradores mexicanos para tomarem corpo em seu governo. Muitos o acusaram de ‘americanizar’ o
governo quando Fox abriu mão das alianças partidárias, dos amigos de tempos de partido e, assim como
fez para chegar à presidência da maior multinacional do mundo, pensou como um administrador,
colocando administradores para administrar. Por causa disso, foi perseguido e perdeu força. Outra de
Fox que não foi bem vista pelos partidos e que poucos sabem: Ele fez questão de indicar mulheres, e
não amigos de campanha, para a administração das multinacionais presentes em seu país. “Ah, você
quer produzir aqui no México? Está bueno, mas a presidente tem que ser mulher mexicana! E dá-me cá
esta tequila, muchacho!”
Fox é realmente uma raposa: instituições, em todo o mundo, são muito mais bem administradas do que a
maioria das empresas, por mais absurda que possa parecer esta observação. Existem vários motivos
para o avanço. Ética, propósitos, motivação dos funcionários, política interna. Mas o principal por
quê é bem claro: as 400 maiores entidades são administradas por mulheres. Os dados estão na internet
para todo mundo ver.
No fim, os próprios partidos mexicanos, que tanto necessitam de verticalização e fidelização,
fizeram com que Fox perdesse força, e não uma suposta aliança deste com o governo americano, como
celebram muitos de seus críticos que chegam a dizer que ele “traiu” a nação mexicana com sua sombria
aliança com os EUA. Balela mais forte que tequila!
Tudo isso para o seguinte: criar uma política economicamente eficiente não quer dizer seguir
cartilhas de fóruns econômicos ou modismos de produção. Significa quebrar paradigmas (e existiria
maior paradigma que este: a administração teve um avanço depois da II Guerra, quando várias técnicas
desenvolvidas na época, como logística, pesquisa operacional, disciplina regimental foram usadas com
grande sucesso nas primeiras multinacionais, necessitadas de que ordens fossem obedecidas a 15.000
quilômetros de distância da sede, criando uma cultura militar e masculina e desestimulando nas
mulheres as pretensões executivas). Nenhum de nossos ministros trabalhou nas maiores empresas do
Brasil; têm, sequer, aqueles cursos meia-boca MBA de administração, os melhores executivos de FHC
eram professores universitários sem experiência industrial ou política. E o que dizer dos de Lula?
Trabalharam em multinacionais? Só se for no chão da fábrica.
Se não existe este tipo de coerência na escolha dos administradores, obviamente não existirá entre
os partidos, havendo a necessidade de verticalização e fidelização partidária, algo que sequer
deveria habitar o meio político e certamente não habita aqueles que, ao menos, podem ser chamados de
coerentes.
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|Seu IP:189.0.247.xxx |08-08-2008 19:32:59 Kauany Cris - Um Brasil com igualdade
null :cry Começamos com uma grande falta de investimento de desorganização no nosso país :upset ****;
Isso faz a desigualdade crescer e a miseria junto...
Tudo que precisamos é de amor uns pelos outros, e que o governo começe a trabalhar em relação a
melhora...
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