Amigo, o teu relato é sensível
e as tuas intenções, as mais iluminadas!
LONGA VIDA AO SIMPLICISSIMO!!!!!!!!!
Escrito por Rafael Reinehr Ter, 09 de Maio de 2006 22:00

De todos os postos ocupados em um site literário, de todos – exceto talvez o de Ombudsman – o de editor é um dos mais enriquecedores. Responsável pela seleção dos textos a serem publicados a cada edição, esta figura têm o dever de levar ao leitor somente o crème de la creme, o mais selecionado caviar do mais raro e refinado esturjão, das águas mais bravias e remotas, do país mais distante e difícil de se encontrar. O suco saudável que o sedento semeador de sinfonias certeiras certamente saberá saborear.
Como editor do Simplicíssimo desde sua bem edição de número Zero , posso afirmar que, graças a todos amigos que aqui parimos, hoje considero-me alguém mais rico. Alimentado de conhecimento, cultura, idéias, planos e sonhos, muitos construídos a partir de estímulos aqui recebidos.
Como editor do site, mas também como leitor de sítios co-irmãos como o Paralelos, Duplipensar, o recente e fantástico Cronópios, os finados Fraude e ExpressOpinião o fênix Revista Bala e tantos outros que peno em não citar, parte do meu dia consiste em absorver este “inconsciente criativo” que brota de diversos chãos, que flui por diversos estados – da seriedade ao escárnio absoluto – e que energiza o mais entregue dos caudilhos.
Percebo, aqui e acolá, a necessidade de alguns escritores espalharem seus escritos aos quatro ventos. Terem seus textos publicados primeiro aqui, depois acolá e depois mais além. Em seguida, primeiro lá donde vem o trem, depois mais ali até, enfim, chegar aqui. Isso entendo bem, já quis um dia ter meus escritos chegando, qual milagre, a todas as pessoas do mundo em todas línguas possíveis, como se fosse possível existir um megafone do tamanho do nosso mundo.
Vejo, em contraponto, outros que reservam seus escritos e têm dificuldade de tirá-los da gaveta. Depois de tê-los moído e remoído, parece que nunca estão prontos para publicação. Necessitam ainda duas ruminadas, um novo cozimento e depois aquele acabamento. Que não vem nunca.
Assim são as coisas. Particulares em si mesmo, universais na sua essência. Cada qual têm para si o ideal do ideal. Fazemos por nós mesmos o que gostaríamos de fazer por nós mesmos, e não o contrário, se é que fui claro.
Voltando às mangas, do início da conversa, o editor é aquele cara que deveria, se este fosse um país sério (e não uma ficção), se este fosse um site sério (não uma comédia), se esta fosse uma vida séria (e não um drama), organizar para o público leitor a melhor seleção possível de assuntos que lhe cativassem a atenção por terem gerado interesse. É curioso que, desde que lembro desta Nau, a mesma nunca, nunquinha da silva, teve uma proposta editorial decente, um foco a encontrar, um caminho a seguir, uma diretriz a obedecer. Sempre fomos pautados pelo absoluto ecletismo na seleção de nossos escritos. O convencional dá as caras e segue seu rumo. Não bebe nem copo d’água. Vez ou outra temos uma nesga de normal. Uma pitada de comum. Um cadico de insipidez. Essa é a exceção. A regra é a falta de regra. É a regra conhecida porém quebrada. Isso se faz presente e é facilmente perceptível na espetacularmente mais heterogênea seleção de colunistas de qualquer website da face da terra. Temos gênios pensando em vários cantos dos onze continentes e muitos deles deixam suas impressões por aqui.
Não quero delongar esta sumária, sucinta e “aprolixa” reflexão mas preciso reiterar mais uma – e não será a última, tenham certeza – vez o quão importantes são todos Amigos, conhecidos e desconhecidos, colaboradores ou leitores que fazem este website tão especial. A participação espontânea, feita pelo amor à literatura em si mesma, pela paixão pela escrita, engajada, despojada, ensimesmada ou sem nada a ver com nada é o que fazem deste território um oásis do livre pensar e livre escrever na teia mundial.
Grato pela atenção, e vamos ao que interessa.
Boa leitura a todos.
Rafael Reinehr
editor
| < Anterior | Próximo > |
|---|
| Poesia a Toda ProsaPor dentro e por fora 23/05/2012 | Frank Santos A vida é como surf |
Líricas BulhufasINVENTÁRIO DE WANDU 22/05/2012 | Marcelo Sguassabia
|
| Contos MissioneirosConcurso, professores e resultados INEP 21/05/2012 | Mauro Rodrigues Toda pessoa pode errar e emitir seu conceito sem o devido cuidado, mas um comentarista de TV como Lasier Martins, não. |
Daqui & De LáCatasetuns, Abelhas & Mamangava 16/05/2012 | Clarice Villac colorido encontro – |
| Líricas BulhufasENSEBADO 15/05/2012 | Marcelo Sguassabia Troco numa boa mil megastores de livros novos com cybercafés por um sebo mal arrumado e labirintuoso. Daqueles encravados nos centrões das metrópoles, com as paredes caindo aos pedaços como os volumes que abrig [ ... ] |
GaijinSou finalista do Brazilian International Press Awards 13/05/2012 | Edweine Loureiro Simplimigos, sou um dos cinco finalistas, na categoria Destaque Literário, ao Brazilian International Press Awards no Japão: – o maior prêmio da Comunidade Brasileira residente no exterior (Inglaterra, E.U.A. [ ... ] |
| Poesia a Toda ProsaCom a racionalidade de um trator 09/05/2012 | Frank Santos A formiguinha tímida chegou perto do tamanduá e perguntou: eu sei que já já você vai me devorar, assim como também outras das minhas amiguinhas, mas vou te falar, tu é muito feio. |
Líricas BulhufasANÁLISES CÍNICAS 08/05/2012 | Marcelo Sguassabia I Não tenho nada a perder, daqui a pouco vou dar um basta definitivo na minha vidinha sem parasitas, vírus, fungos e meningococos. O negócio agora é bagunçar esse coreto arrumadinho de tubos e lâmina [ ... ] |
| Líricas BulhufasESTAÇÃO PARADISO 01/05/2012 | Marcelo Sguassabia Abre com lua e estrela, a pleno brilho em lugar qualquer. Clima de épico bíblico. Cena 2: panorâmica nos trilhos da linha azul do metrô. O filme dentro do filme dentro do filme. Metrô é espaço de passagem e [ ... ] |
Líricas BulhufasA LUNETA 24/04/2012 | Marcelo Sguassabia Na embalagem havia um enorme splash, onde se lia: “Montagem fácil e rápida”. Bom, dois dias e duas noites não é tanto tempo assim. O suficiente para encaixar nos lugares certos as lentes, roldanas, parafu [ ... ] |
| GaijinLançamento do livro “Em Curto Espaço" 22/04/2012 | Edweine Loureiro Amigos, no dia 27 de Abril, será lançado meu livro “Em Curto Espaço” (Editora Multifoco, Selo 3x4), um conjunto de sessenta microcontos, muitos premiados em Concursos Literários. Eis o anúncio do livro, [ ... ] |
Contos MissioneirosInsetos, rãs e Rorschach 19/04/2012 | Mauro Rodrigues Você conhece os Watchmen? Eles têm um integrante que se chama Rorschach. O cara é o Batman ainda mais maluco... |
| Poesia a Toda ProsaO Abraço 18/04/2012 | Frank Santos Na areia da praia a caminhar, pareço sozinho? Não estou, carrego ela em meu coração. E de repente começo a correr, não tão veloz, mas de uma maneira de quem quer chegar um pouco mais rápido, como uma criança que [ ... ] |
Fabulando!O pedaço de pão 10/04/2012 | Douglas Eraldo dos Santos Havia no reino o maior pão já feito por um padeiro. Ele ficava exposto no coração do castelo para adoração e cobiça do povo e dos nobres. Era um pão enorme, capaz de acabar com toda a fome dos pedintes, da [ ... ] |
| Líricas BulhufasCLUBE DA ESQUINA, 40 10/04/2012 | Marcelo Sguassabia
|
Daqui & De LáEcos... 04/04/2012 | Clarice Villac um ponto de luz – |
| Líricas BulhufasDOIS DENTES 03/04/2012 | Marcelo Sguassabia Foi na sala de espera do dentista, enquanto matava o tempo lendo uma história em quadrinhos, que caiu a ficha. Me dei conta que os personagens, quando humanos, apresentavam no lugar dos dentes duas fileiras brancas sem [ ... ] |
A Bíblia Demons[trada]A BÍBLIA DEMON’S [TRADA] -VERSÃO DO DIRETOR 03/04/2012 | Mephistopheles Pionus Maximilliani DEPOIS DA MORTE DE JACU ZÉ ACOLHE SEUS IRMÃOS APROVEITADORES
|
| A Bíblia Demons[trada]A BÍBLIA DEMON’S [TRADA] -VERSÃO DO DIRETOR 30/03/2012 | Mephistopheles Pionus Maximilliani
JACU NAS ÚLTIMAS
|
Daqui & De LáOutono 28/03/2012 | Clarice Villac Frescor de tardes douradas... |
| Fabulando!Bicho-preguiça 27/03/2012 | Douglas Eraldo dos Santos Lá pras bandas do norte num descampado de árvores secas havia um bando de bichos-preguiça. Entre eles, uma chamada Teobaldo que vivia numa árvore grande e sem folhas. Seus galhos se ramificavam por todos os lad [ ... ] |
Líricas BulhufasUM CONTROL Z DE PRESENTE 27/03/2012 | Marcelo Sguassabia Dedicado ao meu amigo e ilustrador deste texto, Thiago Cayres, que faz aniversário no mesmo dia que eu. E também para o meu pai.
|
| Poesia a Toda ProsaO Bom de Amar 21/03/2012 | Frank Santos Como uma pluma ou pétala de rosa que se esvai, uma espécie de bruma chega aos sentidos, aos sentidos de quem anda devagar sem muito se apressar, aproveitando cada momento de modo calmo e intenso. E nesse momento mergul [ ... ] |
Líricas BulhufasAPARTAMENTO 607 20/03/2012 | Marcelo Sguassabia Naquele cubículo eu a amei mais do que seria o bastante a dois mamíferos normais. Ou mais do que seria conveniente aos olhos e ouvidos dos vizinhos. - Essa penugenzinha mais espessa caminhando pro seu umbigo, olha só [ ... ] |
| A Bíblia Demons[trada]A BÍBLIA DEMON’S [TRADA] -VERSÃO DO DIRETOR 20/03/2012 | Mephistopheles Pionus Maximilliani &nbs [ ... ] |
Daqui & De LáDia Nacional da Poesia 14/03/2012 | Clarice Villac A Poesia permanece aberta, |
| Poesia a Toda ProsaZunindo de Felicidade 14/03/2012 | Frank Santos Uma abelhinha gordinha pousou em mim e sem que eu percebesse me deu carinho. Carinho vai carinho vem até que acordei. Acordei sem entender, virei pra lá, virei pra cá e voltei a dormir. Minutos depois uma muriçoca pe [ ... ] |
Fabulando!Torrões de Açúcar 13/03/2012 | Douglas Eraldo dos Santos Diz-se que há muito tempo, quando as formigas eram mais ingênuas, e quando não havia espaço para elas fossem ardilosas, as coisas começaram a mudar no formigueiro. Um dia, uma formiga achou por bem que não era nece [ ... ] |
