Sexta, Setembro 03, 2010
   
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Edição 337 (23/07/2009) - Orgulho BraZileiro?

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Roberto Requião, governador do Paraná, encampou de vez a batalha contra a invasão da língua estrangeira nas terras do vocabulário brasileiro e sancionou a lei que proíbe a veiculação de termos estrangeiros em propagandas dentro do estado do Paraná. O alvoroço é grande e a matéria ainda vai render muito pano pra manga. O pessoal do ramo publicitário ameaça entrar na justiça, mas talvez não tenhamos resposta se algum lado está com toda a razão. Há quem entenda a luta contra o estrangeirismo como uma defesa do nosso patrimônio cultural e outros que a veem como uma via na contramão da globalização moderna.

Mas tem também a galera pertencente ao grupo dos Muito Mais Radicais (MMRs), que defendem o fim de tudo aquilo que foi importado de outras línguas, a começar pela proibição do uso do sutiã (soutien) e do lingerie, principalmente nas épocas de calor. Obviamente, seus mais ferozes oponentes são as mulheres do Grupo Feminino Antigravidade (GFAG), que não pára de crescer (e cair).

Enquanto isso, julho lotou os cartórios de novos bebês brasileiros chamados Máiquol Diéquisom, que futuramente entrarão sem pestanejar nessa luta ferrenha antigringos.
 
 

Em tempo: a quem interessar possa, vai aqui o link pra música Estrangeirismo, de Carlos Silva.


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Comentários (11)
  • Marcelo Sguassabia
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    Na qualidade de publicitário, mais especificamente de redator publicitário, fico por enquanto sem
    palavras. Apenas acrescento, às hordas infindáveis de rebentos Máiquol Diéquisom nos cartórios, duas
    populares variações: Anderson Cleiton, inspirada nas tampas de margarina, e Madeinusa -
    abrasileiramento de MADE IN USA, grande sacada de uma faxineira potiguar na hora de registrar sua
    pequena beldade...
  • Terezinha Pasqualotto
    avatar
    Pois é Edu! Lá pelos idos anos 80, ainda como estagiária do curso de jornaslismo escrevi uma matéria
    contra os estrangeirismos Andava indignada com o assunto, como uma corrupção da língua etc. Hoje,
    acho que nem tanto e nem tão pouco. Me parece que a língua é um traço cultural dinâmico e é quase
    impossível não aderir aos estrangeirismos como as demais áreas da vida humana. Medicina, moda,
    nutrição , esporte só para citar algumas. Para pensar. Um beijão, Terezinha ;)
  • Afonso José Santana
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    Eduardo, você como sempre, hilário, irreverente...rs Ótimo e oportuno texto. :lol:
  • Afonso José Santana
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    Ah, esqueci de falar o mais importante: eu concordo plenamente com essa posição do Sr Requião. Temos
    que ser mais patriotas, apesar de tudo (o tudo já dá pra entender né?) É, são eles mesmo. :lol:
    :unsure:
  • Priscila Magalhaes
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    otimo texto Eduardo. Mas comcordo em partes. Deveras acho que muita gente usa de forma exagerada
    termos estrangeiros e ate acho que deviamos explorar mais nossa lingua que e tao rica, no entanto
    faz parte da mesma, por ser viva, adequar novos nomes ( comuns, abstratos, proprios e etc) de outro
    idioma, isso a torna mais enriquecida e acaba se tornando depois parte do nosso idioma ou da nossa
    lingua como se sempre tivesse sido assim, se fossemos estudar as linguas do principio veriamos que
    todas sofreram mutacoes ao longo dos seculos, e que dificilmente se veria uma lingua pura, sem
    contaminacao. :P
  • Marcos Pedroso  - A Língua nunca é pura!
    avatar
    Patrimônio cultural de cada povo simplesmente não se sujeita a qualquer regularização, seja de lei,
    seja fronteiriça, seja política ou bélica.

    A língua é completamente avessa as vontades que não sejam as dela.

    Apoio: - Abaixo aos sutiãs, ou soutien, a acima àquelas outras coisinhas todas... :D



    Anauê!



    M.
  • Jackson Franco
    avatar
    Não sou tão radical: nos meus textos aportugueso(cruel!):mécdonaldi,maicrosófit etc.,etc. Rsrsrs.

    Saudação literária, Eduardo :)
  • Edweine Loureiro  - Cara de pau, o Requiao!!!
    avatar
    Enquanto isso, ele nao entrega a frota de micro-onibus para atender as criancas em escolas do
    Parana! Ah, ele quer e desviar assunto! Poupe-me, seu Requeijao! Belo texto, Edu!

    Edweine
  • Eduardo H. Sabbi e Ibbas Filho
    avatar
    Tens razão Marcelo, Madeinusa é uma pérola!



    Para pensar Terezinha, para pensar. Masteu depoimento mostra como as coisas mudaram tanto em tão pouco tempo. Quem
    imaginava essa globalização lá na década de 80?



    Even after all Afonso, even after all - rsrsrsrsrsrs.



    Não discoro de você Priscila. O exagero, seja para que lado for, não parece ser o melhor...



    Isso aí Marcos, temos os estatutos da mulher, da criança e adolescente e do idoso. Mas temos que lutar também
    pelos direitos masculinos! hehehehehehehe



    Ao menos teu nome parece obdecer a língua de origem Jackson. Mas já pesnsou se eu me chamasse Êduárde? (de Edward) ;) :D



    Mas Edweine, que importância tem o acesso à educação às crianças? Talvez com a desvalorização do nosso sistema
    de ensino o Requião pense em dizer a elas: "Please don´t go"... :( :s



    Rir ainda é um bom remédio Lilly! :cheer:



    Um abraço a todos!
  • Rafael Reinehr  - Só tenho uma coisa a dizer:
    avatar
    I´m against it!



    Nunca vou esquecer (falando em nomes), daquele menino de nome Táisson, que quando chamado na
    Pediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre pelo meu saudoso colega Fabio Komlos (que queria
    ser empático) de Mike Tyson, recebeu a seguinte resposta:



    -"Não! Máiqui é o meu irmão!"
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Selo comemorativo alusivo ao centenário de Salvador Dali (em 2004), gentilmente criado pelo César Schirmer, do Animot, baseado na célebre pintura surrealista-simbolista "The Burning Giraffe", 1937 (serve como um minibanner do Simplicíssimo! É só pegar!)