,vestibulandos ao longo do ano..
Última atualização em Ter, 06 de Dezembro de 2005 18:10 Escrito por Mariana Ferraz Ter, 06 de Dezembro de 2005 22:00

O Vestibular, método brasileiro de seleção para aqueles que pretendem ingressar nas faculdades e garantir seu diploma, não é, ao contrário do que nossos pais dizem, um bicho-papão. Para se sair bem, sóhá dois segredos: calma e preparação. Bem, calma, pode-se adquirir com o tempo, sendo na verdade já testada desde nossas provinhas de soma-subtração da 1ª série. Com uma boa preparação, já se consegue a calma suficiente para refletir antes de marcar a letra errada ou somar ao invés de subtrair.
Mas, e a preparação? Todos pensam que se trata em fazer os melhores cursinhos, ter os melhores professores e tudo o mais. Mas, antes de mais nada, a preparação deve ser psicológica, para evitar depressão caso não haja aprovação ou euforia total com a classificação, e solitária, pois seus professores não farão prova por você. fazendo exercícios em casa, em um local confortável e contando o tempo num relógio, vc vai se adaptando aos moldes da prova e se tranquilizando.
E como saber se estou realmente preparado? Daí que vem o vestibular por experiência. Nesse tipo de teste, realizado um ano antes do "pra valer", não estude; no máximo, revise o que você já viu e leia os livros indicados. Assim, na primeira fase, irá saber se seus atuais conhecimentos estão o levando para algum lugar, e quão longe está indo. Para a segunda fase, recomendo uma nova revisão, principalmente para as matérias que envolvem números; não há mais alternativas para chutar, cara! Eu fiz o meu esse ano, sendo a segunda fase daqui a pouco menos de um mês, e vale a pena sentir na pele o clima, a tensão, ver o nível das questões e (acredite) avaliar seus conhecimentos, observando depois, com a nota, a que matérias você deverá dar maior destaque no próximo ano.
Agora, mudando de linguagem: vc deve tah achando um sako isso q eu tow te falando, mas eu tb achava um saco qnd me falavam isso ano passado, e tal. Mas é sério, gente, soh estudando legal e estando tranquilo na hora do "vamo vê" q a gente passa e pode raspara cabeça, ou, no caso de nós, meninas, a sobrancelha, e provavelmente aparecer nem q seja num daqueles informativos de propaganda de cursinho q eles entregam no dia D. Ah, só mais uma coisa: por favor, não deixe de dormir para estudar. Dormir é fundamental para guardar td na cabeça e descansar legal o corpo e a mente, para não precisar de cafezinho no dia seguinte!
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|Seu IP:201.8.8.xxx |07-12-2005 10:55:25 noangel
humm gostei do texto.. dá boas dicas q apesar de serem faladas td ano..sao esquecidas ,por nós
,vestibulandos ao longo do ano..
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|Seu IP:200.164.199.xxx |08-12-2005 05:54:35 Luiz Maia

Mariana,
Observe seu modo de respirar ao digitar um texto. Às vezes escrevemos vinculando pontuação à nossa
respiração. Isso pode comprometer uma idéia que você queira passar.
Você tem tudo para se livrar disso dado o seu poder de articulação.
Parabéns!
abraços amigos,
Luiz Maia
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|Seu IP:200.180.172.xxx |08-12-2005 06:12:10 ibbasfilho - Transpirando
Bem notado Mais, mas eu (quem sou eu ...) dei licença poética prá Mariana. Escrito assim, o texto
até nos faz também parar de respirar, como também acontece com os próprios vestibulandos. Ah como o
tempo passa. E pensar que eu quero fazer mais uma faculdade ainda ... :roll
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|Seu IP:200.158.138.xxx |08-12-2005 07:54:54 Marcos Pedroso - Verás
Quando passar pela porta estreita verás que não é tão ruim assim!
Um Braço,
M.
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|Seu IP:201.34.67.xxx |08-12-2005 08:12:54 Rafael Reinehr - http://armazemdeideias.org
Depois do funil que a cobra realmente começa a fumar...
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|Seu IP:200.181.174.xxx |08-12-2005 15:25:04 leandro - http://maiscontradicoes.zip.net
Se me permitem um singelo comentário, acho vestibular uma merda! E as faculdades (um número
considerável, pelo menos) ídem.
Muitos começam uma faculdade, poucos terminam, menos ainda com preparação adequada e competência
verdadeira.
Acho até que curso superior é como comer pregos: Se pela garganta é ruim, lá pra baixo a coisa
piora...
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|Seu IP:200.203.26.xxx |08-12-2005 19:12:22 ibbasfilho - E é ...
Mas então Leandro, eu também acho isso, mas o que o substituiria? Importar o modelo norte-americano
e basear tudo nas notas do segundo grau ou no desempenho esportivo seria um desastre num país tão
desigual como o nosso! Alguém tem uma idéia melhor? :?
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|Seu IP:200.158.138.xxx |09-12-2005 02:45:54 Marcos Pedroso - Isso é como guarda-chuva
Não presta, é uma porcaria de fato, não funciona como esperado, mas no entanto ainda não inventaram
nada que funcione melhor.
M.
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|Seu IP:201.35.52.xxx |09-12-2005 05:17:14 leandro - http://maiscontradicoes.zip.net
Concordo que, pelo menos de momento, não haja uma alternativa viável ao vestibular.
Concordo, também, que as pontuações obtidas durante o ensino médio levariam a injustiças.
Mas, o vestibular também é muito injusto, não acham?
Não sei como resolver esse nó (sou só um palpiteiro que se meteu na conversa alheia).
-
|Seu IP:201.9.137.xxx |09-12-2005 06:51:24 Luiz Maia

Vestibular, pra que te quero?
Nelly Carvalho
Respondendo à pergunta acima, cremos que o vestibular, em tese, visa selecionar os melhores
profissionais que deverão servir à sociedade no futuro, esta mesma sociedade que é marcada pela
desigualdade desde os tempos coloniais. Embora o acesso à escola tenha sido facilitado, o nível do
ensino despencou, sobretudo nas escolas públicas.
Critica-se a falta de uma educação de qualidade, a lacuna na capacitação do professorado, seus
baixos salários, o desinteresse do alunado, por não se perceber que tudo isso faz parte de uma
questão política mais abrangente. Nem a educação nem o fosso do desnível social, que nos divide em
castas, nunca foram prioridade nas decisões políticas .
Os países emergentes, como a Coréia e a Irlanda, investem no valor do conhecimento, preocupam-se com
a escola e com o binômio professor/aluno, em forma de verbas e planejamento. Assim deram o salto
qualitativo para crescer como nação, visando ao bem-estar e à segurança do cidadão. Não fizemos isto
e estamos vivendo um momento caótico. Atitudes como essas, entre nós, estão distantes, pois o poder
central tem como única preocupação o superávit financeiro.
Por isso, quem chega à universidade , além de se sentir um privilegiado, deve ter noção da
responsabilidade social que assume. Em um país onde a taxa de analfabetismo é alta, onde poucos
concluem o básico e menos ainda o grau médio, ainda se pode acrescentar o analfabetismo funcional
como uma epidemia perigosa, observada nas próprias redações dos vestibulares. Não entendem o que
lêem, nem sabem exprimir suas idéias. Mas nem esses são culpados pelo despreparo, nem os aprovados
com sucesso têm o mérito apenas pessoal.
A história da comunidade onde estão inseridos, do meio em que foram criados e das oportunidades que
tiveram ou que faltaram são fatores que pode determinar que “A” chegue à universidade e “B” nem
possa sonhar com ela..
Ao conquistar uma vaga nas universidade públicas, o candidato faz com que outros sejam preteridos e
com isso assume um compromisso com a sociedade, pois é ela que financia e possibilita o estudo de
nível superior. O profissional universitário deverá ter um nível compatível com aquele exigido para
o exercício da profissão. E é nesse ponto, entendemos nós, para que serve o vestibular. Já que não
há vagas para todos, já que existem os mais e os menos preparados, e que nem todos têm vocação para
estudos aprofundados e teóricos, os vestibulares, organizados com seriedade, cumprem o seu papel de
julgar, baseados em parâmetros de desempenho, ignorando o nome e a origem dos candidatos, escolhendo
aqueles que mostraram mais aptidão e preparo. Dessa forma, possibilitam aos que não são da elite
serem julgados em igualdade de condições com os que o são. E teoricamente o seu papel se completa,
selecionando os que demonstram mais condições para servir à sociedade, nas suas respectivas áreas.
Cursos profissionalizantes de nível médio seriam bem-vindos para capacitar toda essa juventudeu. Mas
esses ainda são muito poucos.
Sabemos que muitas desigualdades precedem a etapa do vestibular: condições financeiras, qualidade da
escola, convívio familiar, formação deficiente, alfabetização tardia, falta de informação, mas isso
faz parte de um universo bem maior que um simples vestibular não pode modificar.
Falar em universidade faz lembrar esta greve interminável que a sociedade já esqueceu. Aos poucos, a
falta de aulas mina a credibilidade da instituição. Já não há novidade em dizer que o prejuízo fica
para o alunado. Não entendemos como ainda existem candidatos para uma universidade cujo calendário é
uma incógnita.
Nelly Carvalho é professora do Departamento de Letras da UFPE.
-
|Seu IP:201.9.137.xxx |09-12-2005 06:54:30 Luiz Maia

Nelly Carvalho é uma professora
que busca ser coerente com sua formação acadêmica. Antes de tudo.
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|Seu IP:200.163.128.xxx |12-12-2005 11:58:23 Beta
E pensar que depois do vestibular, as provas pelas quais passaremos serão piores. :roll
Exigem muito mais dedicação. :eek
-
|Seu IP:201.42.48.xxx |17-02-2006 04:58:03 Walber - perpetuo.pimenta@hotmail.com
Gostaria de responder ao leandro.
Amigo, eu acho que o vestibular é a forma mais justa de selecionar alguém que esteja apto a se
ingressar em uma faculdade. Aquele que sempre levou a sério os estudos se sobressaem. Te dou a
garantia que se você não levou a sério seu ensino médio, nem mesmo o melhor cursinho te salva,
aposto o que for, que quem se encontra nessa situação vai fazer um, dois e até três anos de cursinho
pra tentar recuperar.
O mundo é assim e eu gosto dele assim, vence quem tem mais potencial, "manda quem pode e obedece
quem tem juízo". Adoro essa frase..rsrs
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