Sábado, Fevereiro 11, 2012
   
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Propostas Para Um Brasil Melhor (I de VI)

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A partir desta edição e nos próximos 5 editoriais, o Simplicíssimo estará propondo um debate aberto à sociedade brasileira através da apresentação de 6 “Propostas Para Um Brasil Melhor”.

Esperamos poder contar com uma discussão ampla dos temas aqui apresentados a cada semana e, derivado desta discussão, queremos propor um plano de metas realizáveis através da composição de uma Carta a ser redigida e endereçada ao presidente do Senado, da Câmara, do STJ, do STF e ao presidente do país.

Muito mais do que a mera apresentação das propostas, ensejamos o debate pleno e amplo das mesmas e, para que o mesmo seja rico, contamos com a divulgação de nossas Propostas na mídia instituída e independente. Qualquer leitor pode nos ajudar nesta tarefa enviando um e-mail ou carta aos representantes dos meios de comunicação que julgarem significativos, assim como convidar para a discussão pessoas que sabidamente se interessem em discutir temas relevantes para o futuro de nosso país.

Outra forma de divulgar as “Propostas Para Um Brasil Melhor” é colocar algum dos banners da campanha em seu site ou weblog, lincando para o Simplicíssimo e explicando do que se trata a campanha.

Dito isto:

Um dos aspectos mais prementes para o conserto de nosso país é a criação de mecanismos que tornem os gastos da máquina pública mais enxutos. Não há dinheiro sobrando, então não podemos desperdiçar.

O Brasil conta hoje com 513 deputados federais e 81 senadores, para representar 185 milhões de brasileiros. Os Estados Unidos da América tem 435 membros na Câmara, representando quase 300 milhões de habitantes.

A redução do número de parlamentares no Brasil para cerca de 300 (ainda é um número bastante significativo e, pessoalmente, creio que poderia ser menor) levaria a uma economia direta da ordem de R$ 260 milhões por ano. Façamos as contas para ver como chegamos a este número:

Salário do parlamentar: R$ 12.700,00

Cota postal-telefônica: R$ 4.200,00

Passagens aéreas: R$ 16.000,00

Verba indenizatória de despesas de gabinete: R$ 15.000,00

Auxílio-moradia: R$ 3.000,00

Verba para contratação de assessores de confiança: R$ 50.800,00

No período de um mandato, com a economia direta de cerca de 1 bilhão de reais seria possível construir 173 mil casas populares.

O que se busca não é, como poderiam argumentar nossos parlamentares, o enfraquecimento do Parlamento, mas tão somente cortar excessos, desperdícios que levam, paulatinamente, ao enfraquecimento da imagem do Legislativo frente à população já cansada dos desmandos e aumentos injustificados dos próprios salários.

Seria proposta ainda, uma moralização no que diz respeito aos aumentos “auto-infligidos” nos vencimentos do legislativo e judiciário. Por 20 anos (sugestão), ficam proibidos quaisquer reajustes e, com o corte do número de deputados federais, reduziria-se também a verba da Câmara, para que não aconteça como em alguns municípios em que foi reduzido o número de Vereadores mas a verba da Câmara continuou a mesma e foi rateada entre os referidos Vereadores.

Vivemos em um Brasil onde, lembrando a velha piada, viceja a fartura: “farta” saúde, “farta” comida na mesa do povo, “farta” educação de qualidade, “farta” caráter onde mais devia ter... Se pudermos cortar gastos e investir nas áreas mais carentes (e importantes) como educação, saúde, segurança pública e assistência social, certamente estaremos fortalecendo esta democracia que decrepitamente se oferece perante nossos olhos nos dias atuais.

Somente com pressão social tais medidas irão se estabelecer. Para exercermos pressão social, não basta sermos um grupo de 20 ou 500 ou 1000 pessoas. Precisamos ser milhões, afinados no mesmo pensamento. Comecemos aqui esta jornada e vamos firmes rumo aos nossos objetivos.

Na próxima semana, mais uma “Proposta Para Um Brasil Melhor”. Até lá, o que mais podemos realizar, objetivamente, para melhorar o país?



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Comentários (23)
  • rogeriobeier  - http://perfectsense.zip.net
    avatar
    hehehe Parabéns pela proposta. Fico feliz aque alguma coisa de nosso papo no MSN serviu para este
    belo texto aí. Assino abaixo, ou abaixo assino, essa proposta com a qual colaborei. hehehe



    Conte comigo!!!



    Abraços,
  • Rafael Reinehr  - http://armazemdeideias.org
    avatar
    E deves, necessariamente, continuar colaborando, amigo Rogério. Estes são apenas os primeiros passos
    de nossa árdua caminhada. Não vai ser fácil, de jeito algum, fazer nossos governantes sairem da
    "Zona de Conforto" para estabeleceram parâmetros mais justos que beneficiem, realmente, toda
    a população.
  • PedroArmando
    avatar
    acho muito legal esta iniciativa...

    vou achar um material sobre o assunto e postar aqui...
  • RafaelReinehr  - http://armazemdeideias.org
    avatar
    Faça isso Pedro. Não deixe de, entre seus convivas, denunciar as Propostas que estaremos
    apresentando. Seo que ao teu redor circulam pessoas que pensam e que tem o que dizer sobre o tema
    apresentado.
  • Mateus Evangelista
    avatar
    Até agora, nada a discordar. Será que vamos buscar um consenso, estabelecer alguns parâmetros dos
    quais nenhum cidadão brasileiro com juízo crítico intacto terá a capacidade de discordar? Seguirei
    de olho nos próximo editoriais, e vou pensar em algumas sugestões...
  • vitor manoel pedroso  - www.avozdamaioria.com
    avatar
    Prezado Rafael,



    São muitas as idéias para resumí-las neste espaço, assim estou tomando a liberdade em colocar um
    tópico que criei lá no nosso movimento que traz inúmeras delas
    :http://www.avozdamaioria.com/Forum/phpBB2/viewtopic.php?t=25



    Fica difícil optar por alguma e ofereço humildemente essa contribuição para que você, ou gentes da
    tua confiança, escolham os temas, porque aos olhos do 'pai das crianças', todos os filhos são
    belos.



    Tenho dito muita coisa 'fora do eixo' como crítica ácida a Reforma Agrária e tantas outras
    premissas. Acesse o site www.avozdamaioria e dê uma olhadela pra ver se tem alguma coisa que te
    interesse.



    Não sou um cara ciumento (rs), em querendo pode utilizar o que quiser de lá.



    Minha missão é ajudar as pessoas, e não tenho ambição alguma em promoção pessoal. Não é preguiça
    deixar de transcrevê-las por aqui, mas é um universo amplo que precisa ser permeado para ser melhor
    aproveitado.



    Um abraço e muito sucesso.



    Vitor
  • Rafael Reinehr  - http://armazemdeideias.org
    avatar
    Obrigado por compartilhar, Vitor. A síntese é, entretanto, válida. De todo modo, verei o que posso
    sugar da referência que deixaste.
  • Muriel  - murielp@terra.com.br
    avatar
    Rafael,



    A constatação é bem pertinente, por certo ajudaria a corrigir os imensuráveis problemas na estrutura
    do poder político no Brasil. No entanto, para usar uma comparação sua, é preciso levar em
    consideração que, para o número reduzido do parlamento norte-americano, os Estados Unidos adotam um
    sistema descentralizado, dando enorme autonomia para os seus estados. Isso me faz pensar que, se é
    uma boa reduzir o parlamento no Brasil, isso só poderia funcionar aumentando a autonomia dos nossos
    estados.
  • Rafael Reinehr  - http://armazemdeideias.org
    avatar
    Bem posto Muriel! Agora sim estamos avançando no debate! A questão da autonomia dos Estados é outro
    aspecto de relevância máxima a ser discutida. Novamente, o bom-senso parece afirmar que, delegar
    maior poder aos estados pode efetivamente melhorar os mecanismos de regulação da máquina pública.
    Você teria algo mais a acrescentar sobre esta descentralização do poder e da ampliação da autonomia
    dos estados?
  • Henrique  - hjesu@netcabo.pt
    avatar
    Os parlamentares brasileiros estão muito mal pagos! Meu Deus, ganhando tão pouco, como podem
    parlamentar? Os nossos, por ganharem tão mal, parlamentam com gente das lobbies que lhes vai
    complementando o ordenado.
  • Rafael Reinehr  - http://armazemdeideias.org
    avatar
    Digníssimo Henrique, corrupção aí em Portugal, corrupção aqui no Brasil... Perguntemos ao nosso
    amigo do Médico Explica Medicina a Intelectuaisse existe algum remédio em fase avançada de pesquisa para sanar tal particularidade da raça humana.
  • claudino
    avatar
    A política é uma bela ferramenta de gestão, pena ser dirigida por seres humanos... Pensarei melhor
    para melhor ajudar...



    abração,



    Marcos Claudino
  • Marlon Schirrmann
    avatar
    Minha opinião: nao é aqui que resolveremos e sim nas ruas. Acabo de olhar pela janela... ninguém.



    abraço
  • Rafael Reinehr  - http://armazemdeideias.org
    avatar
    Já estou com minha foice numa mão e na outra uma canção. Não sei se avanço, vou pra cima, começo a
    rebelião. Queremos fazer tudo certo, mas temos medo da desilusão. Já se tenta há muito, meu amigo,
    iniciar a revolução. Marchando pelas ruas, será essa a solução? Não quero acordar outro dia,
    perceber que foi tudo ilusão. Nessa hipótese, quem conterá a decepção? Vamos adiante, cada qual com
    seu irmão, lutando a seu jeito, pelo bem da nação.



    (Aposta quanto que vai ter uma figura zoando com a rima?) :grin
  • Rodrigo Monzani
    avatar
    Enquanto observava os caminhos que a discussão tão bem proposta pelo amigo Rafael tomava, esfregava
    aqui as mãos para poder conversar sobre o assunto.

    Sei que posso contar com a adesão de todos quando digo que ofender a qualidade de nossa classe
    política, sem fazer absolutamente nada para mudar esta situação, é uma atitude cínica e complacente
    de quem critica. Temos de fazer algo e cá estamos nós melhorando idéias para tanto.

    Penso ser uma nossa tarefa, para cumprirmos a meta de discutir a política do Brasil, superar a falsa
    necessidade de se criar polêmicas a respeito do que fazem ou deixam de fazer os nossos políticos,
    deixar de lado as armadilhas das provocações partidárias e adotarmos uma postura tolerante, porquê
    não dizer pedagógica? (afinal, pretendemos questionar os rumos da administração pública; e quando
    falamos de direitos e cidadania estamos, antes de tudo, falando de pessoas que precisam tomar parte
    como sujeitos concretos nestes questionamentos, e não permanecerem como meros observadores
    abstratos) para refletir sobre o que pode estimular uma verdadeira e prática melhora na
    administração do país.



    Dito isso, o equilíbrio nos ajudará a desenvolver este debate e, ainda, melhor analisar as
    diferenças daquilo que contribui para o crescimento político de uma nação. É importante que isso
    seja dito, pois assim evitaremos os radicalismos que muitas vezes acabam tendo pouca, quando
    nenhuma, contribuição para a construção do resgate de nossos direitos.

    Certamente, baixando o número de vereadores (e deputados federais também), não somente os gastos da
    máquina pública serão reduzidos, mas também os próprios partidos seriam beneficiados com a redução
    de custos eleitorais. Além disso, dinamizaria também os meandros do Congresso já que a quase
    totalidade das leis, atualmente, é elaborada pelo executivo e não pelo legislativo.

    Penso que um dos passos importantes na redução dos custos das campanhas eleitorais é a introdução da
    votação por região, não apenas regiões administrativas, mas aquelas que possuam identidade e
    proporção para terem seus próprios representantes. Os partidos evitariam os custos exorbitantes de
    uma divulgação eleitoral que teriam caso seus candidatos fossem expostos a um Estado inteiro por
    meio televisivo (e poupariam nossa paciência também), além do mais, a vida pregressa e contribuições
    reais para a comunidade dos mesmos candidatos já seriam do alcance de suas regiões; não havendo
    necessidade de mais de um representante por distrito.

    Seria uma idéia, também, que os partidos, por lei, pudessem indicar apenas um candidato por
    região/distrito gerando mais redução de custos (e não me refiro a reduções pequenas, mas da ordem de
    50% / 60%.)

    Outra idéia, agora não falando de redução de custos, mas de prestação de contas, é a implantação da
    “Democracia Representativa”, com o término da votação secreta por parte de senadores e deputados.
    Antes da votação, o senador apresentaria aos representantes dos moradores das regiões de sua
    jurisdição (representantes eleitos pelo ‘voto regional’ acima descrito) qual é a sua escolha sobre
    determinado projeto de lei. Se a maioria dos representantes não concordar, o voto teria que ser
    mudado, afinal, senadores da república representam nada mais que suas regiões no congresso.

    Com este tipo de participação efetiva, a política ganha ares de motivação porque o intento é comum a
    todos e resulta de uma participação coletiva. Temos aversão, na verdade, não à política, mas a todo
    o espetáculo circense que a envolve, à sordidez dos ‘marketeiros’ e das promessas não cumpridas.
    Isso, como todos sabemos, decorre da qualidade (e não encontro termo mais adequado) dos nossos
    políticos. Além disso, a administração do país é realizada por economistas, advogados, médicos, e
    não por administradores de formação; e, então, caímos em outro ramo da discussão que penso ser
    também da maior relevância:



    Poucos estudantes do ensino superior hoje escolhem a carreira política, a nota de corte no
    vestibular da USP, para sociologia e política é quase a metade do mesmo parâmetro para medicina,
    arquitetura... o que quero dizer é que nenhuma nação terá seus direitos políticos respeitados se não
    conseguir formar os seus melhores cidadãos para a carreira administrativa. Até meados da década de
    90 não tínhamos cursos de administração de maneira representativa em nossas universidades, o quadro
    está mudando, mas o interesse é relativamente escasso, reflexo das épocas ditatoriais que fizeram
    com que a carreira política perdesse seus louros e fosse vista de uma maneira mais preconceituosa.
    Podemos aumentar o interesse dos jovens por política se, em acordo com as escolas de primeiro e
    segundo graus, o próprio congresso aceitasse receber alguns estudantes para, dentro de um, dois
    meses trabalharem em serviços específicos, como levar informações de um partido a outro no plenário.
    Falo de poucos estudantes, os melhores de cada escola, no máximo 100 por mês, de todo o Brasil e
    divididos em diversos afazeres, mas dentro de alguns anos, estes estudantes poderiam desenvolver
    interesse político verdadeiro e sem desvios, afinal, uma criança do ensino de primeiro grau não
    cresce pensando em traquinagens políticas corruptas, mas sim em melhorar a situação de suas
    famílias, de várias famílias. Conseqüência em longo prazo: políticos mais sinceros e conscientes. O
    gasto com o alojamento destes estudantes seria pequeno, assim como o da alimentação; e o retorno...
    não sei se sou otimista, mas penso que seria extraordinário.



    Espero ter, ainda que pequeninamente, contribuído para a discussão. Existe um verdadeiro amontoado
    diluviano de idéias no gatilho, e sei que terei a ótima chance de discuti-las aqui nestas semanas
    vindouras.



    Abraços a todos e vamos à luta!
  • Rafael Reinehr
    avatar
    O voto distrital ou regional é, sem dúvida alguma uma idéia digna de nota e deveria ser prontamente
    aplicada.



    A idéia de Democracia Representativa e a consulta por parte dos nossos legisladores às suas bases,
    aos seus eleitores antes da tomada de decisão é algo que Stephen Kanitz recentemente propôs e pode
    ser melhor entendido no seu site Democracia Virtual. A idéia deve ser levada adiante. Entendida pelo povo e disseminada entre os parlamentares. Quem
    sabe torne-se regra instituída?



    Sabemos que estamos distantes de uma solução prática através da simples discussão e apresentação das
    conclusões através de uma Carta. Entretanto, o exercício do pensar e a divulgação deste exercício
    pode sim, sem prazo definido, vir a mudar a história de nosso país.
  • LUIZ MAIA
    avatar
    Rafael,



    Volto a falar o que eu já disse há pouco na coluna de Walter...



    O ser humano precisa entender muito mais sobre a sincronização do Universo, e, por conseguinte, a
    sincronização de nossas próprias vidas. Só assim ele poderá perceber que somos maiores do que aquilo
    que imaginamos ser. Desse modo vibra, no olhar impotente e distante de cada homem, a procura, sem
    entender e sem fim, daquilo que ficou para trás e que jamais poderá ser mudado.



    abraços,

    Luiz Maia
  • Matheus
    avatar
    O conceito de voto regional e democracia representativa de Kanitz é diferente porque ele diz que a
    prestação de contas, o diálogo entre eleitos e eleitores seja feito por meio de e-mails, internet,
    algo fora do padrão brasleiro, na minha opinião. E o voto regional de Kanitz tb aconteceria pela
    internet, assim como as campanhas políticas. Steven Kanitz é bom, mas suas idéias se aplicam em
    outros contextos, na minha opinião. Além disso, os representantes das regiões de Kanitz não seriam
    representantes dos moradores, como disse o Roberto, mas de regiões maiores como o sul ou sudeste,
    regiões de vários estados. O site da Democracia virtual propõe a mudança de leis por parte dos
    usuários, o que me parece mais uma idéia de 'sondagem' do que quer o eleitorado para uma futura
    campanha do que outra coisa. O que disse o Roberto me parece legal, cativar as crianças para a
    política e diminuir as regiões do voto regional pois, embora os termos sejam parecidos com os de
    Steven Kanitz, as idéias são diferentes.
  • marianaferraz  - http://mitocondriaplanet.zip.net
    avatar
    Isso mesmo... temos que diminuir a quantidade e melhorar a qualidade, votar com consciência e
    garantir bons representantes junto ao Governo garantindo nossos direitos!!! A economia gerada deverá
    ajudar na reestruturação do nosso Brasil, sendo distribuída para a construção civil, saúde e
    educação, não para pagamento da dívida externa, o que é importante frisar também.
  • DO  - http://www.ramsessecxxi.blogger.com.br/
    avatar
    Antes de mais nada,PARABENS pela iniciativa. Vim aqui graças ao CIRILO e ja te add aos meus
    favoritos.

    A proposta inicial é super necessária. Acredito até que deveria diminuir mais o numero de
    de-puta-dos.

    Grande abraço!!
  • Rodrigo Monzani
    avatar
    Gostaria de aproveitar o comentário do amigo Luiz Maia (a quem, confesso, admiro as posturas e
    respeito muito as opiniões) para contestar a idéia de que existem conjecturas que não podem ser
    mudadas. Atentem para o termo ‘contestar’, e não dissidir, radicalizar ou agitar, uma vez que estes
    termos possuem travo ideológico, o que não convém para uma discussão sadia.

    Aqueles que acreditam em ordens imutáveis são, invariavelmente, movidos pela paixão e compaixão.
    Talvez por isso todos achem lindo quando Bono Vox nos fala de apoio a políticos que agem contra a
    injustiça e falta de liberdade. Antes da emoção que possivelmente tais slogans possam trazer, eu
    prefiro a dignidade para todos. Há certos momentos que precisamos ser céticos (e negar as paixões)
    porque, sem querer parecer um niilista desvairado, a própria idéia de que há algo imutável pode ser
    uma tirania. Assim, contestemos porque estamos céticos, e não porque o cara o U2 falou bonito e
    cantou com paixão; não porque queremos virar santos operando milagres para salvar a todos da
    pobreza, dos hospitais imundos, das escolas sem professores; ou acabar com obras superfaturadas,
    compras de votos, desvio de dinheiro público, sonegação... Tais melhoramentos serão conseqüências,
    mesmo porque soa superficial demais dizer que tudo está uma bagunça, que político nenhum presta e
    que Deus nos livre do fim do mundo. Cada povo tem o governo que merece, então, façamos, discutamos e
    nos movamos (não para o show do U2), mas para merecer um governo melhor.

    Quando abrirmos os olhos e, enfim, constatarmos que pessoas de espírito conservador têm muito a
    aprender com as de espírito liberal, e vice-versa (não esqueçam de ler o ‘vice-versa’ e também de
    que existem conservadores tão liberais quanto os liberais mais conservadores), as recompensas e
    prazeres da mudança serão desatreladas da utopia. A combatividade é necessidade de quem critica, no
    entanto, nossos intelectuais atuais não foram capazes de organizar um protesto ou manifesto do qual
    o país pudesse se orgulhar, ou até mesmo, não se orgulhar, pois estes não existiram. Contra isso
    também temos que lutar, acabarmos com os nichos de comodismo da população, assim como os dos
    próprios políticos nos quais a corrupção se aninha. O túmulo já nos reserva tempo para a imobilidade
    e o silêncio. Deixemos, então, a mente e o corpo inerte para o momento adequado.

    Contestar e discutir a melhor maneira de mudar a administração do país é contestar não só a política
    vigente, mas também nossos próprios motivos que nos levaram a esta imobilidade nostálgica e
    anestésica. Comecemos por nós mesmos. A partir do momento em que novas e outras gerações perceberem
    que as tradições devem ser conservadas exatamente para a contestação e mutação, encontraremos um
    impulso que não seja panfletário como “combater a corrupção”, e sim algo como “queremos mudar porque
    pensamos e sabemos que pode ser melhor por causa disso, daquilo e daquilo outro também. A tradição
    nos ensinou onde erramos e agora queremos mudança”. Quem poderá conter este tipo de impulso? Talvez
    nem mesmo a agudeza da solidão que se esconde no fundo do universo e diante da qual somos tão
    pequenos.



    Caro Matheus, Kanitz emprestou a maioria de seus termos do "Cours de Philosophie Positive" ,
    de Auguste Comte, inclusive o de Democracia Representativa. Realmente, os termos que usei são os
    mesmos de Kanitz, de Comte e de outros, mas como você disse, as idéias de meu primeiro comentário
    são diferentes das deles, assim como as de Kanitz são diferentes das de Comte. O problema é que
    ainda são apenas idéias...

    Abraços!
  • Ano Ni Mou  - http://gabrielmanzano.com.br/souseufan.s
    avatar
    Médicos contratados por prefeituras respeitarem a carga horária contratada, independentemente do
    salário. Honrar o contrato assinado com a comunidade. Uma vez cumprido luta por salário digno, até
    lá, honrar compromisso assumido.
  • raiana pereira da silva  - minha opinião
    avatar
    Eu concordo plenamente com a opinião do autor,mas acho que um dos aspectos que poderia influenciar
    na melhoria do país seria mais imvestimentos na educação,acho que ela é a chave de tudo. :woohoo:
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O silêncio noturno era quebrado pelo ronronar. As unhas afiadas cravavam contra o caule da velha figueira, iluminada parcamente pela luz de um estreito e tímido luar. A excitação do felino de pelagem negra e olhos in [ ... ]


Líricas BulhufasHOLY NIGHT
27/12/2011 | Marcelo Sguassabia

I
Quanto ao acontecido, não pairava nenhuma dúvida: o Menino Jesus de gesso tinha virado os olhinhos na minha direção, dando ainda por cima um risinho de canto de boca. Estávamos os oito na igreja, não podia fazer [ ... ]


A Bíblia Demons[trada]A BÍBLIA DEMON’S [TRADA] -Versão do Diretor
27/12/2011 | Mephistopheles Pionus Maximilliani

  De Como Jacu, não Satisfeito de Ter Ludibriado o Irmão para Roubar-lhe a Primogenitura, passou também a Perna nele para conseguir para Si a Benção que por Direito era do Irmão.       Euqa [ ... ]


GaijinNaomi
25/12/2011 | Edweine Loureiro

Junichiro Tanizaki (1886-1965), tal qual nosso genial Machado de Assis, jamais saiu de sua patria e, ainda assim, construiu uma obra de caráter universal – admirada até hoje por grandes autores contemporâneos &n [ ... ]


Contos MissioneirosO Fim de ano vem aí
21/12/2011 | Mauro Rodrigues

    Rugido do bem, Feliz Natal, Boas Festas, Celebrações e muita alegria... É o fim de ano chegando.


Fabulando!A Bruxa Solitária
20/12/2011 | Douglas Eraldo dos Santos

Naquela casa, a bruxa solitária se protegia do mundo, pouco adepto de seus truques e poderes. Era seu refúgio e fortaleza, onde ela mesma pensava ter mais poderes que o rei. Tudo isso pela força do encantamento que i [ ... ]


A Bíblia Demons[trada]A BÍBLIA DEMON’S [TRADA] -Versão do Diretor
20/12/2011 | Mephistopheles Pionus Maximilliani

  JAVÉ APARECE PARA EUQASI         1.     Não desça para o Egito. 2.     Não? 3.     Não, não. 4.     [ ... ]


Contos MissioneirosQual a função do fiscal?
19/12/2011 | Mauro Rodrigues

    Por que um policial rodoviário fica triste quando você passa na velocidade limite do trecho sob fiscalização do radar?  


Líricas BulhufasIDEIAS: MELHOR NÃO TÊ-LAS
17/12/2011 | Marcelo Sguassabia

Não diga a todos a ideia que você teve, pois nem todos têm a ideia de deixar que ela continue sendo sua. Não guarde-a para você, entretanto, pois sua brilhante sacada só fará algum sentido se você dividi-la com t [ ... ]


Fabulando!O Colecionador de Borboletras
13/12/2011 | Douglas Eraldo dos Santos

Astrogildo Menegaz era um colecionador apaixonado por borboletas, e sua paixão o fizera percorrer o mundo em busca dos mais lindos espécimes. Seu álbum continha milhares delas, coloridas e magnificas. Algumas exótica [ ... ]


Divulgue o Simplicíssimo

 
 

(by Carla)

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